Projeto Portugal 2020
A compreensão e a previsão das interações entre a atmosfera, a água e a dinâmica dos sistemas constituem a base para a gestão e reabilitação de sistemas aquáticos, perfeitamente integrada nos requisitos da atual Diretiva Quadro da Água (DQA) 2000/60/CE, que estabelece o quadro da ação comunitária no domínio da política da água. Nesta perspetiva, considera-se que os sistemas aquáticos têm uma interação permanente e dinâmica com a bacia de drenagem mas também com a atmosfera, sendo fundamental que se conheçam essas interações. É objetivo global, desenvolver uma atividade multifuncional no domínio da interação atmosfera, água e ecossistemas, que contemple a observação, previsão e alerta de situações de risco para os ecossistemas, para os animais e população humana. Propõe-se assim dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos 18 anos pelo Laboratório da Água da Universidade de Évora na investigação e desenvolvimento de novas técnicas de análise de parâmetros físico-químicos e biológicos da água, assim como dar suporte ao trabalho interdisciplinar desenvolvido pelo CGE/ICT (Universidade de Évora) e pelo IPBeja em colaboração com a EDIA, nomeadamente no reservatório de Alqueva; refira-se especificamente o projeto exploratório ALEX financiado pela FCT, cuja componente experimental decorreu no verão de 2014. A Proposta integra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro do objetivo de "Potenciar o Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, reforçando a cooperação entre Universidades, Centros de Investigação, Associações Empresariais e Empresas, no sentido de consolidar os sistemas de I&D e de Inovação, promover a excelência e a inovação, numa lógica de especialização inteligente". Tem como princípio orientador a promoção da ligação da Universidade à comunidade, integrando-se deste modo nas prioridades da Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo. Neste contexto pretende-se consolidar a colaboração com outras entidades e promover a divulgação dos resultados às populações. Esta proposta enquadra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro de oportunidades em vários domínios de especialização, nomeadamente: No domínio dos Recursos Minerais, Naturais e Ambientais: o Avaliação e monitorização de ecossistemas através da otimização de infraestruturas e com metodologias inovadora o Incorporação de tecnologias inovadoras, que garantam uma gestão mais eficiente dos recursos, nomeadamente da água de rega e dos recursos energéticos o Reforço da governação ambiental, ao nível regional e local, no quadro da reforma institucional que visa o desenvolvimento sustentável o Complementarmente, na contribuição para o desenvolvimento do setor do Turismo No domínio da Alimentação e Floresta o Contribuindo para o reajustamento de usos e funções com as novas valências do EFMA o Melhoria da gestão dos recursos hídricos na atividade agrícola decorrente dos novos programas de regadio visando também o uso eficiente da água de rega, dos fatores e dos recursos associados (energia e fertilizantes) No domínio das Tecnologias Críticas, Energia e Mobilidade Inteligente o Apoiar o crescimento das energias renováveis com destaque para a energia solar No domínio do Património, Indústrias Culturais e Criativas e Serviços de Turismo o Apoiar o crescimento sustentado do turismo, com destaque para os novos padrões de consumo e motivações que privilegiarão destinos que ofereçam experiências diversificadas e com elevado grau de autenticidade e qualidade ambiental O projeto está estruturado em 6 tarefas principais coordenadas por investigadores da Universidade de Évora e do Instituto Politécnico de Beja: 1. Melhoria da Previsão meteorológica à escala local, com base na regionalização da previsão numérica para Portugal, com incidência nos seguintes aspectos, particularmente relevantes para a região: o Fenómenos extremos, em particular o Precipitação e Evapotranspiração o Conteúdo de água no solo e índices de seca o Radiação solar global e direta (DNI) o Índice de UV o Luminosidade noturna o Atualização dos Mapas de ocupação do solo para utilização na previsão meteorológica 2. Previsão e evolução da qualidade da água nos reservatórios do Sul de Portugal o Previsão da temperatura da água; o Previsão de parâmetros físico-químicos da água, com base em previsões meteorológicas associada a modelação numérica de lago; o Previsão da ocorrência de eventos de poluição pontual e de blooms de cianobactérias; o Evolução da qualidade (estado) química (pesticidas e metais) dos reservatórios baseada nas previsões meteorológicas e em imagens de satélite usos de solo o Identificação de espécies indesejáveis para a saúde pública e para a integridade ecológica dos sistemas aquáticos 3. Implementação de um programa específico para medições e observações que permitam realizar das tarefas 1, 2 e 3 o Harmonização do funcionamento da rede de estações meteorológicas automáticas existentes na região pertencentes a diferentes entidades; o Implementação de técnicas de deteção remota por satélite para obter estimativas da qualidade da água em Alqueva, validadas com dados amostrados localmente; o Criação de uma estação de referência, possivelmente junto à albufeira de Alqueva, que, para além das observações meteorológicas comuns, inclua instrumentação designadamente para: ? medição dos fluxos energéticos e de massa (CO2 e CH4, vapor de água); ? Radiação solar; ? Electricidade Atmosférica; o Reforço de uma estação de referência numa plataforma flutuante com instrumentação para medir em contínuo: ? Temperatura e oxigénio dissolvido; ? Carbono dissolvido e potencial de oxidação-redução o Avaliar as concentrações ambientais de fitofármacos (pesticidas) e metais potencialmente tóxicos (água, sedimentos e solo). 4. Desenvolvimento de metodologias de alerta que permitam a rápida deteção de: o Eventos episódicos de poluição pontual, designadamente com impactos na saúde o Blooms de cianobactérias o Ocorrência de espécies indesejáveis 5. Implementação de metodologias para uma rápida resposta e divulgação de resultados em tempo real: ? Desenvolvimento de índices para avaliação da qualidade ecológica (e.g. utilização de pulpas de mosquitos, de algas unicelulares e de indicadores ecotoxicológicos) ? Implementação de técnicas moleculares para identificação e quantificação de espécies e cianotoxinas. 6. Identificação de áreas de risco associadas à má qualidade ecológica e química da água e do sistema. As metodologias a desenvolver devem ainda: o Ser úteis na identificação de medidas economicamente sustentáveis para uma gestão da qualidade da água e dos ecossistemas aquáticos na região; o Ser úteis na identificação dos períodos de antecipação da colheita e na qualidade da produção agrícola na região; o Ser úteis às atividades de proteção civil; o Ser úteis à gestão de atividades turísticas e de lazer; o Fornecer resultados a todos os atores da região.
Ficha de projeto
Nome
A compreensão e a previsão das interações entre a atmosfera, a água e a dinâmica dos sistemas constituem a base para a gestão e reabilitação de sistemas aquáticos, perfeitamente integrada nos requisitos da atual Diretiva Quadro da Água (DQA) 2000/60/CE, que estabelece o quadro da ação comunitária no domínio da política da água. Nesta perspetiva, considera-se que os sistemas aquáticos têm uma interação permanente e dinâmica com a bacia de drenagem mas também com a atmosfera, sendo fundamental que se conheçam essas interações. É objetivo global, desenvolver uma atividade multifuncional no domínio da interação atmosfera, água e ecossistemas, que contemple a observação, previsão e alerta de situações de risco para os ecossistemas, para os animais e população humana. Propõe-se assim dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos 18 anos pelo Laboratório da Água da Universidade de Évora na investigação e desenvolvimento de novas técnicas de análise de parâmetros físico-químicos e biológicos da água, assim como dar suporte ao trabalho interdisciplinar desenvolvido pelo CGE/ICT (Universidade de Évora) e pelo IPBeja em colaboração com a EDIA, nomeadamente no reservatório de Alqueva; refira-se especificamente o projeto exploratório ALEX financiado pela FCT, cuja componente experimental decorreu no verão de 2014. A Proposta integra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro do objetivo de "Potenciar o Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, reforçando a cooperação entre Universidades, Centros de Investigação, Associações Empresariais e Empresas, no sentido de consolidar os sistemas de I&D e de Inovação, promover a excelência e a inovação, numa lógica de especialização inteligente". Tem como princípio orientador a promoção da ligação da Universidade à comunidade, integrando-se deste modo nas prioridades da Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo. Neste contexto pretende-se consolidar a colaboração com outras entidades e promover a divulgação dos resultados às populações. Esta proposta enquadra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro de oportunidades em vários domínios de especialização, nomeadamente: No domínio dos Recursos Minerais, Naturais e Ambientais: o Avaliação e monitorização de ecossistemas através da otimização de infraestruturas e com metodologias inovadora o Incorporação de tecnologias inovadoras, que garantam uma gestão mais eficiente dos recursos, nomeadamente da água de rega e dos recursos energéticos o Reforço da governação ambiental, ao nível regional e local, no quadro da reforma institucional que visa o desenvolvimento sustentável o Complementarmente, na contribuição para o desenvolvimento do setor do Turismo No domínio da Alimentação e Floresta o Contribuindo para o reajustamento de usos e funções com as novas valências do EFMA o Melhoria da gestão dos recursos hídricos na atividade agrícola decorrente dos novos programas de regadio visando também o uso eficiente da água de rega, dos fatores e dos recursos associados (energia e fertilizantes) No domínio das Tecnologias Críticas, Energia e Mobilidade Inteligente o Apoiar o crescimento das energias renováveis com destaque para a energia solar No domínio do Património, Indústrias Culturais e Criativas e Serviços de Turismo o Apoiar o crescimento sustentado do turismo, com destaque para os novos padrões de consumo e motivações que privilegiarão destinos que ofereçam experiências diversificadas e com elevado grau de autenticidade e qualidade ambiental O projeto está estruturado em 6 tarefas principais coordenadas por investigadores da Universidade de Évora e do Instituto Politécnico de Beja: 1. Melhoria da Previsão meteorológica à escala local, com base na regionalização da previsão numérica para Portugal, com incidência nos seguintes aspectos, particularmente relevantes para a região: o Fenómenos extremos, em particular o Precipitação e Evapotranspiração o Conteúdo de água no solo e índices de seca o Radiação solar global e direta (DNI) o Índice de UV o Luminosidade noturna o Atualização dos Mapas de ocupação do solo para utilização na previsão meteorológica 2. Previsão e evolução da qualidade da água nos reservatórios do Sul de Portugal o Previsão da temperatura da água; o Previsão de parâmetros físico-químicos da água, com base em previsões meteorológicas associada a modelação numérica de lago; o Previsão da ocorrência de eventos de poluição pontual e de blooms de cianobactérias; o Evolução da qualidade (estado) química (pesticidas e metais) dos reservatórios baseada nas previsões meteorológicas e em imagens de satélite usos de solo o Identificação de espécies indesejáveis para a saúde pública e para a integridade ecológica dos sistemas aquáticos 3. Implementação de um programa específico para medições e observações que permitam realizar das tarefas 1, 2 e 3 o Harmonização do funcionamento da rede de estações meteorológicas automáticas existentes na região pertencentes a diferentes entidades; o Implementação de técnicas de deteção remota por satélite para obter estimativas da qualidade da água em Alqueva, validadas com dados amostrados localmente; o Criação de uma estação de referência, possivelmente junto à albufeira de Alqueva, que, para além das observações meteorológicas comuns, inclua instrumentação designadamente para: ? medição dos fluxos energéticos e de massa (CO2 e CH4, vapor de água); ? Radiação solar; ? Electricidade Atmosférica; o Reforço de uma estação de referência numa plataforma flutuante com instrumentação para medir em contínuo: ? Temperatura e oxigénio dissolvido; ? Carbono dissolvido e potencial de oxidação-redução o Avaliar as concentrações ambientais de fitofármacos (pesticidas) e metais potencialmente tóxicos (água, sedimentos e solo). 4. Desenvolvimento de metodologias de alerta que permitam a rápida deteção de: o Eventos episódicos de poluição pontual, designadamente com impactos na saúde o Blooms de cianobactérias o Ocorrência de espécies indesejáveis 5. Implementação de metodologias para uma rápida resposta e divulgação de resultados em tempo real: ? Desenvolvimento de índices para avaliação da qualidade ecológica (e.g. utilização de pulpas de mosquitos, de algas unicelulares e de indicadores ecotoxicológicos) ? Implementação de técnicas moleculares para identificação e quantificação de espécies e cianotoxinas. 6. Identificação de áreas de risco associadas à má qualidade ecológica e química da água e do sistema. As metodologias a desenvolver devem ainda: o Ser úteis na identificação de medidas economicamente sustentáveis para uma gestão da qualidade da água e dos ecossistemas aquáticos na região; o Ser úteis na identificação dos períodos de antecipação da colheita e na qualidade da produção agrícola na região; o Ser úteis às atividades de proteção civil; o Ser úteis à gestão de atividades turísticas e de lazer; o Fornecer resultados a todos os atores da região. .Valor de financiamento
645,72 mil € .Valor executado
645,72 mil € .Código de operação
ALT20-03-0145-FEDER-000004 .Data de conclusão
29.01.2020 .Sumário
É objetivo desenvolver uma atividade multifuncional no domínio da interação atmosfera, água e ecossistemas, que contemple a observação, previsão e alerta de situações de risco. O projeto está estruturado em 4 tarefas de carácter técnico/cientifico e uma 5ª de divulgação e disseminação de resultados. Neste âmbito pretende-se criar uma plataforma de partilha de informação criando espaço para que as entidades que produzem dados os possam partilhar.
Beneficiários do financiamento
Beneficiário principal
UNIVERSIDADE DE ÉVORA
Outros beneficiários
Distribuição geográfica do financiamento
645,72 mil €
Valor de financiamento
Onde foi aplicado o dinheiro
Por concelho
3 concelhos financiados .
-
Évora 258,29 mil € ,
-
Beja 193,72 mil € ,
-
Portel 193,72 mil € ,