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Ficha de beneficiário

Nome

Instituto Politécnico de Beja

Valor de financiamento

9,66 milhões €

Total de projetos

74

Número de identificação fiscal

6 8 0 0 3 8 6 7 1

Projetos realizados

A operação consiste na realização de obras de melhoramento nos edifícios que alojam o CVTT de forma a aumentar a capacidade de valorização e transferência de tecnologia para o setor agrícola do IPBeja e na aquisição dos equipamentos indispensáveis à prossecução da missão deste mesmo Centro, tornando-o apto a responder a novos desafios do setor aumentando e diversificando a sua atividade para melhor responder às necessidades do tecido empresarial agrícola regional no que concerne à introdução de práticas e produtos inovadores e intensivos em conhecimento e tecnologia no setor agrícola regional. As duas infraestruturas que serão alvo de intervenções de melhoria/adaptação no âmbito da presente candidatura de modo a albergarem novas áreas ao serviço das empresas agrícolas expandindo o espaço útil para estas atividades de transferência de tecnologia, estão identificadas como: A - Centro de Experimentação Agrícola (CEA); B - Centro Hortofrutícola (CH); A - Centro de Experimentação Agrícola (CEA). O Centro de Experimentação Agrícola (CEA) é uma Unidade do IPBeja de criada em 1995, que tem como missão a investigação aplicada/experimentação e a demonstração no âmbito da produção agrícola. Os estudos realizados inserem-se no desenvolvimento de projetos em colaboração/parceria com outras instituições e empresas e em prestações de serviços, aos quais acrescem a formação e a consultoria. A sua ação é especialmente exercida na execução de ensaios de campo, dias de campo e outras eventos de demonstração/divulgação de resultados para apoio à comunidade agroindustrial e na prestação de serviços especializados às empresas. As principais áreas de trabalho do CEA têm sido a fitotecnica e a mecanização agrícola, com particular destaque para os cereais, nomeadamente para os cereais de qualidade (trigo duro, trigo mole e cevada dística) como matéria prima para as indústrias da panificação, massas alimentícias, malte e cerveja. Paralelamente, o CEA tem realizado estudos em olival e em culturas alternativas na área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, nomeadamente em culturas bioenergéticas como matéria prima para a produção de biocombustíveis e em papoila para produção de morfina para a indústria farmacêutica. O CEA é membro da equipa das Tecnologias selecionadas pela plataforma SKAN (Sharing Knowledge Agrofood Networks) que tem como objetivo dar a conhecer, ao tecido empresarial e ao meio científico nacional e internacional, o que de melhor se desenvolve em termos de I&DT em Portugal relativo aos Sistema Científico e Tecnológico (ESCT) com atuação no sector agrícola, alimentar e florestal. Nesta área temática têm sido desenvolvidos diversos projetos em parceria, na qual se incluem várias empresas agroindustriais como principais interessados na transferência da tecnologia avaliada e testada. B- Centro Hortofrutícola (CH) Esta unidade foi criada em 1995 com o principal objetivo de incrementar o ensino prático das disciplinas de Horticultura, Fruticultura, Viticultura e Olivicultura. Considerando o crescente interesse neste tipo de culturas por parte dos agricultores da região, devido à possibilidade de regadio permitida pela barragem do Alqueva, o Centro Hortofrutícola tem vindo a desenvolver um trabalho de experimentação e demonstração de maneios produtivos mais eficazes, com recurso a técnicas eficientes de regadio e a seleção de espécies. O Centro Hortofrutícola do Instituto Politécnico de Beja foi criado 1995. Ocupa uma área de aproximadamente 11 hectares, onde estão instalados 2 ha de pomar com 16 espécies de fruteiras, 1,5 ha de vinha de uva de mesa, 2 ha de olival, 800 m2 de horticultura protegida e aproximadamente 1,5 ha de horticultura ao ar livre. Possui como infraestruturas, 2 armazéns agrícolas, 2 casas de habitação e 2 salas de formação. Dedica-se à demonstração, experimentação e investigação, o que tem contribuído para um aumento do conhecimento do comportamento de diferentes espécies de hortofrutícolas no Alentejo, assim como de diversas técnicas culturais apoiando, desta forma, a tomada de decisão dos agricultores interessados em diversificar as culturas tradicionalmente praticadas na região. A operação inclui: 1) Estudo de diagnóstico e plano de ação para a expansão do CVTT-Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia para o setor agrícola existente no Instituto Politécnico de Beja; 2) Realização de obras de melhoria/requalificação dos edifícios do CEA e aquisição de equipamento básico específico para as ações de valorização e transferência de tecnologia, equipamento informático e mobiliário de apoio. 3) Realização de obras de melhoria/requalificação dos edifícios do CH e aquisição de equipamento básico específico para as ações de valorização e transferência de tecnologia, equipamento informático e mobiliário de apoio. 4) Aquisição de equipamento de rega para o CEA 5) Aquisição de equipamento para sementeira e ceifa em microparcelas e de reboque transportador para mobilização deste equipamento O investimento proposto para o Centro de Experimentação Agrícola (CEA), que engloba a remodelação de edifícios, nova área de regadio e renovação e aquisição de equipamentos, irá permitir a expansão dos serviços de investigação aplicada (experimentação) que têm vindo a ser prestados às empresas e disponibiliza espaços qualificados para ações de demonstração e disseminação de tecnologia. No Centro Hortofrutícola o investimento pretende melhorar as condições para a atividade de investigação aplicada e experimental do Centro e expandir as suas áreas de atuação, nomeadamente, no edifício onde funciona o CVTT, em que uma das divisões vai ser transformada num centro de recolha, escolha e embalagem de produtos hortofrutícolas incluindo amostras de empresas clientes para avaliação e no armazém anexo onde será criado uma sala de propagação das plantas: sementeira, estacaria e enxertia que permitirá valorizar e transferir tecnologia no domínio da seleção de plantas e processos de maneio produtivo eco sustentável, com menor impacto ambiental e maior rendibilidade para as explorações agrícolas.

Data de conclusão 26.04.2023

Valor de financiamento 617,66 mil €

O fortalecimento da investigação, desenvolvimento tecnológico, inovação, competitividade das PME e setores agrícolas, bem como a adaptação às alterações climáticas, prevenção/gestão de riscos, preservação/proteção do ambiente, e utilização eficiente dos recursos surgem como objetivos nos quais a União Europeia, Portugal e o Alentejo devem concentrar-se de forma a potencializar um crescimento inteligente e desenvolvimento sustentável. Assim, torna-se imprescindível aumentar a capacidade de inovação na região do Alentejo com desenvolvimento/consolidação de novas ideias/conhecimentos/aptidões que permitam progressos importantes na ciência para resolução de problemas complexos não só a nível regional, mas também a nível nacional e internacional. Com o objetivo de aumentar o desenvolvimento/consolidação de novas ideias, conhecimentos e competências científicas e tecnológicas com qualidade reconhecida internacionalmente no Alentejo, o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo (CEBAL) e o Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) sediados na região NUTS II do Alentejo assumem a criação e desenvolvimento em conjunto do projeto HYDROREUSE alinhado com a estratégia de I&I para uma especialização inteligente para o Alentejo nos domínios de especialização "Alimentação e Floresta" e "Economia dos Recursos Minerais, Naturais e Ambientais", o qual tem as seguintes missões: i) desenvolvimento de tecnologias inovadoras que permitam um avanço significativo na área de tratamento de águas com resolução de problemas complexos e produção sustentável de novos produtos agroalimentares; ii) aumento da competitividade do setor agroalimentar; iii) estudo de novas tecnologias agroalimentares evoluídas, com maior produtividade e ambientalmente sustentáveis (hidroponia); iv) preocupação com a alteração do comportamento do consumidor; v) valorização integrada dos subprodutos por biotecnologia; vi) utilização sustentável dos recursos e gestão de resíduos para a utilização em novos processos; vii) redução do impacte ambiental; viii) proteção/conservação/preservação dos recursos naturais existentes; ix) incorporação de boas práticas agrícolas, x) promoção de uma economia verde, circular e "Zero Resíduos" na região do Alentejo, através do desenvolvimento de investigação fundamental/aplicada e interação efetiva com as empresas para promover os conhecimentos adquiridos no projeto e detetar oportunidades de negócio para criação de novas empresas (transferência de tecnologia), com crescimento do emprego e da economia da região. O projeto é baseado nos nossos trabalhos de tratamento/reutilização de águas residuais agroindustriais (ARAI) no solo com plantas de tomate e em sistema hidropónico com plantas aromáticas/vegetais. No primeiro caso, as nossas descobertas desempenham um papel inegável no Mercado e saúde pública. A melhoria da firmeza do tomate pode diminuir a contaminação microbiana e as perdas de produção, enquanto o licopeno representa um benefício contra determinadas doenças (cancro). Relativamente ao conteúdo de potássio, os frutos irrigados com água residual (AR) pré-tratada podem constituir um importante fator para a saúde do consumidor por redução da pressão sanguínea, regulação de água nas células, funcionamento de sistemas enzimáticos, eliminação de toxinas, etc. No segundo caso, os nossos resultados preliminares sobre o sistema hidropónico têm demonstrado que várias plantas/vegetais possuem capacidade para reduzir matéria orgânica/nutrientes e produzir frutos/biomassa. Com base nestes resultados/experiência da equipa, nós propomos uma linha de tratamento/reutilização inovadora, de baixo custo e amiga do ambiente para ARAI características da região do Alentejo (Figura 1). O objetivo principal é desenvolver um sistema hidropónico de dupla função inovador para o tratamento/reutilização de ARAI (matadouros, adegas, lagares e queijarias) pré-tratadas usando plantas de tolerância moderada à salinidade para produzir frutos com características físico-químicas/nutricionais/sensoriais compatíveis com o Mercado, sem adição de fertilizantes. O projeto irá incluir o pós-tratamento de efluentes hidropónicos por oxidação para remoção total de matéria orgânica/nutrientes. Finalmente, o risco ambiental destas AR será avaliado nos diferentes processos. Na primeira tarefa, as ARAI serão recolhidas a partir de indústrias na região do Alentejo e caracterizadas usando os indicadores de contaminação/ecotoxicologia como descrito pela equipa[10,11,22,23]. As ARAI serão submetidas a um pré-tratamento inovador (Tarefa 2) baseado em precipitação patenteada pela equipa (Figura 3)[23,25] para reduzir matéria orgânica, SS, nutrientes, óleos/gorduras e eliminar coliformes totais. O pré-tratamento patenteado irá ser melhorado por utilização de precipitantes alternativos, combinação de precipitantes, uso de precipitante(s) e coagulante(s), alteração do tempo/velocidade de agitação, de forma a criar um novo processo e melhorar a eficiência. Os subprodutos obtidos vão ser caracterizados de acordo com trabalhos da equipa[10,11,22,23]. Os efluentes obtidos no pré-tratamento serão pós-tratados por um processo biológico moderno, sistema hidropónico, usando duas cultivares de tomate (Cherry e Rio Grande) (Tarefa 3). A viabilidade do sistema hidropónico será examinada em termos da qualidade do efluente (Tarefa 3), características biométricas/químicas/moleculares das plantas (Tarefa 4) por técnicas da equipa[9-11], e produção/propriedades físico-químicas/nutricionais/antioxidantes do fruto (Tarefa 5). Com base nas características melhoradas, nós propomos estudar a vida de prateleira dos frutos (Tarefa 6). A estratégia proposta na Tarefa 7 tem sido investigada pela equipa, a qual corresponde à eliminação de matéria recalcitrante aos processos biológicos usando oxidação. Assim, iremos testar processos Fenton, oxone e percarbonato para polir os efluentes hidropónicos, seguindo os procedimentos da equipa[26-29]. O projeto inclui parceiros de investigação e industriais, cobrindo a produção/tratamento/reutilização de ARAI, e a produção/qualidade de frutos. O IPBeja será o responsável pela caracterização de AR, desenvolvimento do pré-tratamento e sistema hidropónico inovador, em colaboração com o CEBAL. A equipa tem conhecimento extensivo sobre vários tipos de AR domésticas e industriais, bem como na avaliação de risco ambiental. Os seus estudos têm contribuído para a gestão de AR. O CEBAL será responsável pela avaliação das estratégias bioquímicas da planta; produção/caracterização/simulação da vida de prateleira dos frutos, em colaboração com o IPBeja. A equipa tem experiência na reutilização de AR, caracterização de frutos e biologia molecular. O IPBeja será responsável pela aplicação de oxidação aos efluentes hidropónicos, em colaboração com o CEBAL. A equipa tem experiência neste campo, contribuindo largamente para o tratamento de água por oxidação.

Data de conclusão 31.12.2020

Valor de financiamento 244,64 mil €

O Projeto «U-Bike Portugal - Promoção da Mobilidade Ciclável nas Comunidades Académicas» (U-Bike Portugal) é um projeto de âmbito nacional que visa incentivar a adoção de hábitos de mobilidade mais sustentáveis nas comunidades académicas, através da disponibilização de bicicletas elétricas e convencionais para uso público. O Instituto Politécnico de Beja (IP Beja), pretende implementar o projeto U-Bike Portugal na sua própria comunidade académica, promovendo uma maior utilização da bicicleta por partes de alunos, docente e funcionários da instituição. Esta decisão origina da constatação de 4 aspetos fundamentais, a saber: • Recetividade muito forte da comunidade académica do IP Beja (projeto com maior notoriedade de sempre no campus); • Uso de bicicleta como meio de deslocação claramente "abaixo dos mínimos" na instituição (menos de 1% da comunidade académica); • Envolvimento histórico do poder político local na promoção da mobilidade sustentável gera importantes sinergias; • Condições endógenas no concelho de Beja para adoção ao modo ciclável não são acompanhadas por resultados práticos. Naturalmente, esta análise empírica foi complementada com um estudo exaustivo sobre a realidade no IP Beja e no concelho de Beja, identificação de constrangimentos e bloqueios existentes, fatores de incentivo, etc. Desse estudo exaustivo, podem destacar-se alguns aspetos, nomeadamente: • Uso excessivo do veículo automóvel na comunidade académica do IP Beja (60% das pessoas); • Baixa adesão da comunidade académica do IP Beja ao modo ciclável (menos de 1%); • Ausência de alternativa credível para adoção ao modo ciclável para utilizadores que façam viagens maiores (bicicletas elétricas altamente dispendiosas); • Procura de bicicletas no IP Beja não tem paralelo na oferta (cerca de um terço da comunidade académica decidida a aderir ao projeto U-Bike); • Falta de aproveitamento de condições endógenas para a mobilidade sustentável em Beja; • Necessidade de mais iniciativas de educação de públicos para a mobilidade sustentável e para o modo ciclável; • Uso excessivo do veículo automóvel no concelho de Beja (65% das pessoas); • Baixa adesão da população de Beja ao modo ciclável (cerca de 0,2%); • Insuficiência de oferta ao nível dos serviços de uso público de bicicletas prestados no concelho. Desta avaliação, nasce o projeto U-Bike Portugal a implementar no IP Beja, na configuração apresentada na presente candidatura. O projeto apresentado assenta em duas vertentes fundamentais, a saber: • VERTENTE MATERIAL, sob a forma da aquisição de bicicletas, postos de estacionamento e postos de carregamento; • VERTENTE EDUCATIVA, sob a forma de ações de comunicação que sensibilizem o público-alvo para a adoção ao modo ciclável. Desta forma, pretende-se atingir aquele que é o objetivo fundamental deste projeto: promover hábitos regulares de mobilidade sustentável na comunidade académica do IP Beja. Da implementação do projeto nas instalações do IP Beja resultarão os seguintes aspetos principais: • Disponibilização de 120 bicicletas convencionais à comunidade académica; • Disponibilização de 80 bicicletas elétricas à comunidade académica; • Disponibilização de 2 postos de carregamento de bicicletas elétricas à comunidade académica; • Disponibilização de 215 locais de estacionamento para bicicletas à comunidade académica; • Realização de sessões de apresentação, sensibilização, divulgação e esclarecimento sobre o projeto à comunidade académica; • Promoção do projeto pelos mais variados meios (sites, redes sociais, comunicação social local, brochuras, vídeo promocional...). No final do período de implementação do projeto, espera-se atingir os objetivos propostos, que passam por: • Promoção de hábitos regulares de mobilidade sustentável na comunidade académica do IP Beja; • Aumento do uso da bicicleta no seio da comunidade académica do IP Beja; • Substituição gradual do automóvel ligeiro pela bicicleta, por parte dos membros da comunidade académica do IP Beja; • Aumento da intermodalidade, particularmente através de sinergias entre a bicicleta e os transportes públicos urbanos de Beja; • Redução dos consumos energéticos associados a deslocações de/para o IP Beja; • Redução das emissões de CO2 associadas a deslocações de/para o IP Beja; • Promover sinergias com iniciativas de mobilidade sustentável existentes no concelho de Beja; • Ser um motor para novas iniciativas de mobilidade sustentável no concelho de Beja. No entanto, o projeto U-Bike Portugal não pretende ser um fim em si mesmo, mas antes um catalisador. De nada interessará se os resultados obtidos durante a sua implementação se perderem a curto prazo. De facto, com este projeto, o IP Beja pretende efeitos duradouros, que se façam sentir a médio/longo prazo e que tenham a capacidade de gerar uma mudança não só na comunidade académica do IP Beja, como também nas comunidades locais. Nesse sentido, o comprometimento da instituição a longo prazo com o projeto é total, estando inscritas verbas no planeamento financeiro anual que garantem a sua continuidade por um período mínimo de 6 anos, sendo sua intenção prolongar o projeto por muitos mais anos. A mobilidade sustentável é um imperativo nacional para o qual o Instituto Politécnico de Beja dá o seu contributo com a implementação do projeto U-Bike Portugal - Promoção da Mobilidade Ciclável nas Comunidades Académica, nas suas instalações.

Data de conclusão 27.12.2022

Valor de financiamento 215,13 mil €

A compreensão e a previsão das interações entre a atmosfera, a água e a dinâmica dos sistemas constituem a base para a gestão e reabilitação de sistemas aquáticos, perfeitamente integrada nos requisitos da atual Diretiva Quadro da Água (DQA) 2000/60/CE, que estabelece o quadro da ação comunitária no domínio da política da água. Nesta perspetiva, considera-se que os sistemas aquáticos têm uma interação permanente e dinâmica com a bacia de drenagem mas também com a atmosfera, sendo fundamental que se conheçam essas interações. É objetivo global, desenvolver uma atividade multifuncional no domínio da interação atmosfera, água e ecossistemas, que contemple a observação, previsão e alerta de situações de risco para os ecossistemas, para os animais e população humana. Propõe-se assim dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos 18 anos pelo Laboratório da Água da Universidade de Évora na investigação e desenvolvimento de novas técnicas de análise de parâmetros físico-químicos e biológicos da água, assim como dar suporte ao trabalho interdisciplinar desenvolvido pelo CGE/ICT (Universidade de Évora) e pelo IPBeja em colaboração com a EDIA, nomeadamente no reservatório de Alqueva; refira-se especificamente o projeto exploratório ALEX financiado pela FCT, cuja componente experimental decorreu no verão de 2014. A Proposta integra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro do objetivo de "Potenciar o Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, reforçando a cooperação entre Universidades, Centros de Investigação, Associações Empresariais e Empresas, no sentido de consolidar os sistemas de I&D e de Inovação, promover a excelência e a inovação, numa lógica de especialização inteligente". Tem como princípio orientador a promoção da ligação da Universidade à comunidade, integrando-se deste modo nas prioridades da Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo. Neste contexto pretende-se consolidar a colaboração com outras entidades e promover a divulgação dos resultados às populações. Esta proposta enquadra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro de oportunidades em vários domínios de especialização, nomeadamente: No domínio dos Recursos Minerais, Naturais e Ambientais: o Avaliação e monitorização de ecossistemas através da otimização de infraestruturas e com metodologias inovadora o Incorporação de tecnologias inovadoras, que garantam uma gestão mais eficiente dos recursos, nomeadamente da água de rega e dos recursos energéticos o Reforço da governação ambiental, ao nível regional e local, no quadro da reforma institucional que visa o desenvolvimento sustentável o Complementarmente, na contribuição para o desenvolvimento do setor do Turismo No domínio da Alimentação e Floresta o Contribuindo para o reajustamento de usos e funções com as novas valências do EFMA o Melhoria da gestão dos recursos hídricos na atividade agrícola decorrente dos novos programas de regadio visando também o uso eficiente da água de rega, dos fatores e dos recursos associados (energia e fertilizantes) No domínio das Tecnologias Críticas, Energia e Mobilidade Inteligente o Apoiar o crescimento das energias renováveis com destaque para a energia solar No domínio do Património, Indústrias Culturais e Criativas e Serviços de Turismo o Apoiar o crescimento sustentado do turismo, com destaque para os novos padrões de consumo e motivações que privilegiarão destinos que ofereçam experiências diversificadas e com elevado grau de autenticidade e qualidade ambiental O projeto está estruturado em 6 tarefas principais coordenadas por investigadores da Universidade de Évora e do Instituto Politécnico de Beja: 1. Melhoria da Previsão meteorológica à escala local, com base na regionalização da previsão numérica para Portugal, com incidência nos seguintes aspectos, particularmente relevantes para a região: o Fenómenos extremos, em particular o Precipitação e Evapotranspiração o Conteúdo de água no solo e índices de seca o Radiação solar global e direta (DNI) o Índice de UV o Luminosidade noturna o Atualização dos Mapas de ocupação do solo para utilização na previsão meteorológica 2. Previsão e evolução da qualidade da água nos reservatórios do Sul de Portugal o Previsão da temperatura da água; o Previsão de parâmetros físico-químicos da água, com base em previsões meteorológicas associada a modelação numérica de lago; o Previsão da ocorrência de eventos de poluição pontual e de blooms de cianobactérias; o Evolução da qualidade (estado) química (pesticidas e metais) dos reservatórios baseada nas previsões meteorológicas e em imagens de satélite usos de solo o Identificação de espécies indesejáveis para a saúde pública e para a integridade ecológica dos sistemas aquáticos 3. Implementação de um programa específico para medições e observações que permitam realizar das tarefas 1, 2 e 3 o Harmonização do funcionamento da rede de estações meteorológicas automáticas existentes na região pertencentes a diferentes entidades; o Implementação de técnicas de deteção remota por satélite para obter estimativas da qualidade da água em Alqueva, validadas com dados amostrados localmente; o Criação de uma estação de referência, possivelmente junto à albufeira de Alqueva, que, para além das observações meteorológicas comuns, inclua instrumentação designadamente para: ? medição dos fluxos energéticos e de massa (CO2 e CH4, vapor de água); ? Radiação solar; ? Electricidade Atmosférica; o Reforço de uma estação de referência numa plataforma flutuante com instrumentação para medir em contínuo: ? Temperatura e oxigénio dissolvido; ? Carbono dissolvido e potencial de oxidação-redução o Avaliar as concentrações ambientais de fitofármacos (pesticidas) e metais potencialmente tóxicos (água, sedimentos e solo). 4. Desenvolvimento de metodologias de alerta que permitam a rápida deteção de: o Eventos episódicos de poluição pontual, designadamente com impactos na saúde o Blooms de cianobactérias o Ocorrência de espécies indesejáveis 5. Implementação de metodologias para uma rápida resposta e divulgação de resultados em tempo real: ? Desenvolvimento de índices para avaliação da qualidade ecológica (e.g. utilização de pulpas de mosquitos, de algas unicelulares e de indicadores ecotoxicológicos) ? Implementação de técnicas moleculares para identificação e quantificação de espécies e cianotoxinas. 6. Identificação de áreas de risco associadas à má qualidade ecológica e química da água e do sistema. As metodologias a desenvolver devem ainda: o Ser úteis na identificação de medidas economicamente sustentáveis para uma gestão da qualidade da água e dos ecossistemas aquáticos na região; o Ser úteis na identificação dos períodos de antecipação da colheita e na qualidade da produção agrícola na região; o Ser úteis às atividades de proteção civil; o Ser úteis à gestão de atividades turísticas e de lazer; o Fornecer resultados a todos os atores da região.

Data de conclusão 29.01.2020

Valor de financiamento 163,3 mil €

Consiste na realização de atividade de transferência de conhecimento científico e tecnológico produzido no IPBeja para a fileira alargada do setor agroalimentar em áreas de inovação prioritárias para a UE nomeadamente: "responsabilidade ambiental" com um processo inovador de tratamento de águas residuais de indústria agroalimentar; "intolerâncias e alergias alimentares e alimentação saudável" com um produto inovador de panificação (pão com elevado teor de amido resistente) adaptado aos novos padrões de consumo humano Ambos os processos (inovação de produto de panificação e processo de tratamento de águas residuais da indústria agroalimentar) traduzem formas inovadoras de reforço do valor acrescentado dos produtos agroalimentares com base em fatores imateriais de competitividade, elemento aclarado na memória descritiva em anexo A operação contempla atividades de demostração de desenvolvimento tecnológico gerado no IPBeja em 2 áreas técnicas de especialização: Pão com elevado teor de amido resistente (AR) - 1) Produto inovador (atividades A, B e C) e Sistema de tratamento de águas residuais da indústria agroalimentar- 2) Processo Inovador (atividades D, E , F e G)) e 2 áreas transversais de comunicação (Atividade H) e de gestão do projeto (Atividade I) de forma a desenvolver um projeto integrado e eficaz ao nível da transferência efetiva de conhecimento e tecnologia para a fileira agroalimentar Inclui as atividades: A. Valorização económica do processo de produção de pão com elevado teor em AR (processo patenteado) incluindo: A.1. Consultoria especializada para teste e seleção de produto (de acordo com o processo definido em I&D do IPBeja) que se adeque às preferências de consumo, com recolha de imagens reais dos produtos nas fases de produção para uso em divulgação da tecnologia desenvolvida A.2. Afetação de bolseiros para trabalho de valorização económica do processo de produção patenteado, incluindo a produção de relatórios científicos de suporte à validação de processos e produtos que permita criar conteúdos técnicos para utilização nos materiais de disseminação de resultados da I&DT e criar evidências testadas das vantagens do uso destes processos tecnológicos e produtos face às tendências do mercado B. Produção de materiais para demonstração do valor económico do processo e produto "Pão com elevado teor em AR", incluindo: B.1. Produção de material digital e em papel (incluindo 1 guia técnico do produto e processo) e de vídeos de demonstração do produto e processo produtivo, que permita disponibilizar materiais em suporte digital para uma divulgação alargada B.2. Afetação de bolseiros no trabalho de seleção e preparação da informação técnica a ser utilizada nos guias e preparação de informação técnica para apoio à disseminação da tecnologia C. Ações de demonstração/disseminação de conhecimento de produtos de panificação com elevado teor em AR, incluindo: C.1. Realização de 10 Workshops de demonstração/disseminação do produto inovado "pão com elevado teor em AR" para realizar uma disseminação efetiva da I&D produzida junto de PME da fileira alargada da panificação com ações de demonstração, degustação dos produtos e apresentação das suas vantagens nutricionais e competitivas no mercado D. Criação de projeto piloto para disseminação de I&D produzido no IPBeja (processo patenteado) para tratamento e reutilização de águas residuais de indústria agroalimentar, incluindo: D.1. Desenvolvimento de instalação piloto de tratamento de águas residuais de acordo com o processo patenteado contemplando a aquisição e instalação da unidade piloto que possibilite ao IPBeja a realização de ações de demonstração desta tecnologia inovadora e economicamente viável D.2. Afetação de bolseiros para trabalho de validação do projeto piloto e produção de conteúdos técnicos para utilização nos materiais de disseminação de resultados da I&DT desenvolvida e criação de evidências testadas das vantagens comparativas deste processo tecnológico E. Monitorização e validação de aplicação do processo patenteado em contexto pré-comercial (verificação das condições e resultados obtidos com o equipamento produzido em projeto piloto), incluindo: E.1. Prova de conceito, através de serviços técnicos (serviços técnicos e intermediação científica) e de negócio (validação e follow-up de aplicação economicamente viável) para realização de análises aos resultados do uso do processo de tratamento de diversos tipos de águas residuais que validem e comprovem a eficácia do processo F. Produção de materiais para demonstração do valor económico do projeto piloto de tratamento de águas residuais, incluindo: F.1. Aquisição de material de demonstração do valor económico do projeto piloto de tratamento de águas residuais para disponibilizar materiais em suporte digital e em papel (incluindo 1 guia técnico do processo e vídeo de demonstração de tecnologia) para uma divulgação alargada do conhecimento produzido para diferentes subsetores da indústria agroalimentar G. Ações de demonstração da tecnologia de tratamento de água residuais, incluindo: G.1. Realização de 6 Workshops de demonstração/disseminação de conhecimento e tecnologia - tratamento de águas residuais que possibilite realizar uma disseminação efetiva de I&D produzido junto de PME da indústria agroalimentar e apresentação das suas vantagens competitivas no mercado G.2. Participação em certames nacionais para disseminação de tecnologia junto de PME do setor agroalimentar e do público em geral para demonstração da tecnologia e conhecimento científico inerente ao processo de tratamento de águas de acordo com o processo patenteado e divulgação do produto inovador "pão com elevado teor de amido resistente" que permita realizar uma disseminação alargada de I&D produzido e apresentação das suas vantagens competitivas no mercado e dos seus benefícios para o consumidor H. Comunicação do projeto, incluindo: H.1. Plano de comunicação que defina a estratégia de comunicação para obtenção do máximo impacto nos clientes alvo H.2. Produção de materiais de divulgação do projeto, a disponibilizar em multiferramenta, junto de destinatários (empresas e técnicos do setor da indústria agroalimentar e público geral) através de meios digitais e físicos em locais de grande impacto mediático H.3. Seminários de lançamento e encerramento do projeto para divulgar o projeto e disseminar os resultados do mesmo H.4. Marketing digital para divulgar o projeto através de meios digitais (sítio web e redes sociais) que permitam ter o máximo de impacto mediático junto dos clientes alvo I. Afetação de técnicos do IPBeja para implementar as ações do projeto

Data de conclusão 05.05.2023

Valor de financiamento 143,53 mil €

A valorização dos recursos endógenos, nomeadamente na articulação da investigação com subsequente valorização tecnológica e económica, dos sectores da produção primária e agroalimentar, surge como um dos quatro pilares da Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente. Atualmente o setor Agroflorestal, representam 6% do produto interno bruto nacional (PIB), tendo um importante papel no comércio internacional, contribuindo significativamente para o equilíbrio da economia Portuguesa. A agricultura, na região do Alto e Baixo Alentejo, representa, respetivamente, 10% e 7% do Produto Regional, e as estatísticas sugerem um futuro crescimento contínuo, com possibilidade de exploração de novas culturas, ou culturas já existentes, mas com pouca tradição de cultivo, e consequentemente associadas a um baixo valor acrescentado, como seja o caso da Cynara cardunculus, vulgarmente designada por cardo. Em articulação com os objetivos da EREI do Alentejo, nomeadamente no que respeita ao Domínio de Especialização "Alimentação e Floresta", mais especificamente recursos endógenos, o CEBAL, conjuntamente com três entidades da Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo (Universidade de Évora, Instituto Politécnico de Beja, e Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária - Polo de Santarém) e outras entidades do sistema científico e tecnológico nacional (Universidade de Aveiro, Universidade Católica Portuguesa e Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa), aqui afiguradas como não beneficiários, apresentam a candidatura "ValBioTecCynara" - Valorização económica do cardo (Cynara cardunculus): estudo da variabilidade natural e suas aplicações biotecnológicas", no âmbito do Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica na área da "Transferência do Conhecimento Científico e Tecnológico", com o objetivo de promover o potencial do conhecimento científico e tecnológico do cardo, bem como o fomento da cooperação entre instituições I&D e o sector empresarial, com claro reforço de novas soluções de valorização, consolidando a transferência e circulação do conhecimento, na perspetiva de maximização da exploração da cadeia de valor em torno da fileira de produção de cardo. O uso tradicional da flor de cardo, como agente coagulante para a produção, em Portugal, de queijo de ovelha é largamente conhecida. O extrato de cardo é considerado um dos fatores mais importantes ou mesmo essenciais para as propriedades finais do queijo, nomeadamente a sua textura. O uso de extrato de cardo é obrigatório em alguns dos queijos portugueses de ovelha com Denominação de Origem Protegida (DOP). Apesar deste elevado potencial e subsequente interesse económico na fileira da produção de queijo, o efeito da flor/ variabilidade enzimática dos pistilos da flor, entre diferentes populações de cardo, permanece pouco estudado, sendo que a utilização da flor do cardo continua a ser feita de forma tradicional, sem certificação do material vegetal, sem estudos no que compete à correta preservação da flor e das suas propriedades, entre outros aspetos tecnológicos como podem ser maximizados. Muito recentemente Portugal solicitou à Comunidade Europeia a autorização de utilização do extrato de cardo, como agente coagulante, para produção de queijo tradicional. No entanto, o aprofundamento do conhecimento sobre a variabilidade, dentro dos perfis vegetais e enzimáticos, é fundamental para melhorar a qualidade do queijo tradicional, para permitir encontrar uma base para novas formulações enzimáticas certificadas, bem como material vegetal certificado, acrescentado uma nova realidade de inovação a um sector que se pretende tradicional, mas competitivo. Paralelamente ao uso da flor, e porque do ponto de vista de biomassa, a planta do cardo apresenta-se como uma planta de medio porte, com boa produtividade, o uso das partes remanescentes, nomeadamente folhas, apresenta-se como uma excelente oportunidade de valorização integrada de biomassa. Vários estudos, incluído trabalho desenvolvido pela presente equipa de investigação, descrevem a folha do cardo, como fonte natural de vários compostos com atividade biológica, de onde se destaca, pela sua abundância, a cinaropicrina, uma lactona sesquiterpénica, que representa mais de 40% de todos os extratáveis da folha do cardo. Apesar do grande potencial, a componente nutracêutica do cardo não tem conseguido atrair os interesses da indústria, provavelmente devido aos elevados custos de extração e purificação de alguns destes compostos. Pelo que urge a necessidade de otimização e desenvolvimento de novos processos mais atrativos, menos dispendiosos, e que mais facilmente possam ser absorvidos pelo tecido industrial, bem como o desenvolvimento de novos produtos de elevado valor acrescentado. Assim, e numa perspetiva integrada de aproveitamento da planta, o projeto ValBioTecCynara focar-se-á no estudo do potencial quer da flor, quer da folha, na perspetiva da sua valorização económica, tendo por base a variabilidade genética natural do cardo. Os principais outputs do projeto serão: i) Identificação dos perfis genéticos de diferentes populações de cardo existentes no Alentejo ii) Estabelecimento de um perfil ecológico para a produção de cardo iii) Determinação de perfis bioquímicos para diferentes populações de cardo existentes no Alentejo iv) Caracterização da aptidão tecnológica, das diferentes populações de cardo, para produção de queijo tradicional de ovelha (Serpa, Évora e Nisa) v) Correlação dos perfis genéticos e bioquímicos com a aptidão tecnológica do material vegetal vi) Desenvolvimento de novos produtos para valorização biofarmacêutica de extratos derivados da folha do cardo vii) Otimização e desenvolvimento de novos processos de extração e purificação/concentração da cinaropicrina viii) Estabelecimento de um campo experimental de cardo, com identificação inequívoca de cada um dos perfis genéticos e bioquímicos. Com base na proposta apresentada, e alicerçada em torno da especialização científica, tecnológica e económica, ValBioTecCynara pretende identificar perfis ecológicos, genéticos e bioquímicos, na ótica do seu potencial para o desenvolvimento de novas aplicações biotecnológicas, bem como para a sua aplicação em sectores tradicionais, como seja a produção de queijo tradicional regional. A aptidão agronómica de populações de cardo existentes no território do Alentejo, e subsequente produção e certificação de material vegetativo, permitirá a curto-prazo o cultivo/exploração do cardo, como cultura de elevado valor acrescentado no território Alentejo, articulando duas importantes premissas da EREI do Alentejo "Dinamização de uma base produtiva (...) com capacidade para arrastar os Territórios de Baixa Densidade" e "Valorização das atividades regionais competitivas, em colaboração com o sistema cientifico e tecnológico regional (...) e na produção de produtos de elevada qualidade com Denominação de Origem".

Data de conclusão 09.04.2019

Valor de financiamento 75,02 mil €

O projeto a desenvolver é constituído por sete ações principais, sendo que todas elas encontram-se articuladas entre si, constituindo-se como interdependentes. Embora sejam definidas responsabilidades na distribuição das atividades a desenvolver aos diversos parceiros, todos os beneficiários irão implementar o projeto de forma colaborativa e sustentada num trabalho aberto e em rede. Desta forma, apresentam-se as ações a realizar no projeto: Ação 1 - Balcões Speed Contact: Pretende-se nesta ação a criação de 8 balcões de contacto direto com os futuros empreendedores e promotores de projetos inovadores baseados em média e média-alta tecnologia, sendo que estes estarão implementados nas estruturas próprias dos vários parceiros. Os Balcões Speed Contact funcionarão em horário normal de expediente e de modo presencial, e através de ferramentas eletrónicas. As principais iniciativas a realizar no âmbito dos Balcões Speed Contact são: primeiro atendimento ao empreendedor, averiguação das suas necessidades, análise inicial à ideia e projeto, encaminhamento para os apoios necessários e inclusão na plataforma de análise SpeedTAlent Online. No decorrer desta ação, pretende-se que o modelo de gestão implementado nos "Balcões Speed Contact" possa ser interligado com outras entidades responsáveis pelo incentivo ao empreendedorismo, nomeadamente Autarquias e também outras incubadoras de base não tecnológica e centro de empresas, em que no final do projeto (ou mesmo no decorrer do mesmo) possam integrar a rede, de forma a aumentar a sua área de abrangência e eficácia. Ação 2 - SPEEDTALENT ONLINE: Com esta ação, pretende-se o desenvolvimento de um sistema tecnológico de acesso em rede, disponível aos Balcões Speed Contact e aos técnicos das entidades beneficiárias envolvidas, para o desenvolvimento das diferentes tarefas do projeto, para apoio ao empreendedorismo, mais concretamente aos públicos-alvo identificados como promotores de projetos (genericamente designados por empreendedores), que poderão ser estudantes, docentes, investigadores, pessoas individuais ou coletivas que se proponham apresentar ideias e projetos inovadores com ligação a tecnologias. A ideia subjacente à presente ação, surge na sequência da constatação de que a informação útil na área do empreendedorismo, os apoios existentes, o seguimento de projetos e ideias está demasiado disperso e pouco otimizado o que gera uma diminuta rentabilização. Parece-nos então existir a necessidade de desenvolver um sistema integrador de informação, em rede e de fácil acesso aos promotores de projetos, com vista a facilmente identificar situações de possível intervenção e o seu encaminhamento para os parceiros indicados. Procura-se assim, um maior estímulo ao espirito empreendedor por via de um apoio rápido e descentralizado que, em rede, possa aproveitar e rentabilizar os recursos existentes, evitando que alguns projetos se possam perder pela demora no encontro das respostas necessárias ou alegada falta de apoios. Ação 3 - "PROGRAMA CONTATO" - Roteiros de Inovação - Com esta ação pretende-se desenvolver uma iniciativa piloto no seio de setores chave da região para o desenvolvimento de projetos inovadores, de base tecnológica e/ou alta intensidade em conhecimento. Nesta iniciativa são colocados em CONTATO empreendedores com o mundo empresarial, centros de investigação/conhecimento, e entidades de mediação/stakeholders em cada um dos setores selecionados. Para realizar o CONTATO serão criados ROTEIROS DE INOVAÇÃO em cada um dos setores, onde se irão incluir visitas, reuniões, ações de jobshadowing, workshops, etc. Esta iniciativa piloto visa inovar na forma como o empreendedor se contextualiza na formação da ideia de negócio, partindo assim de um ambiente real de inovação para a sua ideia e para o projecto aplicado ao mercado. Através de parcerias chave será possível integrar os empreendedores num ambiente de elevada exigência competitiva e incorporar nos seus processos de construção da ideia de startup processos, ideias e necessidades de um ambiente corporativo. Os sectores selecionados permitem uma elevada amplitude. Ação 4 - SPEED UP - ESTÍMULO À CRIAÇÃO DE SPIN-OFF'S E SPEED GROWTH - START-UPS e INCUBAÇÃO - Esta ação é composta por duas componentes que pretende dar resposta ao aviso aberto no que concerne à criação de novas empresas e ao apoio a empreendedores qualificados, spin-off e start up. No que se refere `ação de SPEED UP, pretende-se desenvolver uma iniciativa de estimulo ao empreendedorismo e à criatividade vocacionados e assentes na metodologia que defende que a melhor ideia, provém da identificação da necessidade/ resolução de um problema. Assim sendo os jovens qualificados a nível nacional que queiram desenvolver uma ideia de negócio, poderão faze-lo através da adesão ao Programa SPEED UP. No que se refere ao SPEED GROWTH - ações de apoio a start ups e incubação, pretende-se apoiar empreendedores que vieram do projeto de Aceleração (Acção 5); empresas recém criadas, start up para que possam crescer ( GROWTH) de uma forma mais sustentável. Ação 5 - Alentejo Accelerator Program - O Alentejo Accelerator Program é um programa de aceleração de startups que apresenta uma combinação inovadora de metodologias com provas dadas em programas de empreendedorismo internacionalmente reconhecidos, com metodologias de estímulo à criatividade. Com uma duração prevista de oito semanas, o programa de aceleração potencia desta forma quer as hard e soft skills dos empreendedores, quer as valências dos seus projectos, sempre em ambientes desafiantes. Ação 6 - Promoção e Disseminação - Esta é a ação transversal em todo o projeto, uma vez que estarão incluídas aqui as atividades de coordenação, nomeadamente as reuniões de acompanhamento com todos os parceiros, workshops e seminários de divulgação geral do projeto, criação de todos os materiais de divulgação, desde uma marca própria e restante material, publicação de notícias e posts sobre o projeto. Toda a informação sobre as ações desenvolvidas no projeto será disponibilizada através de um portal dedicado e de acesso livre. Nesta Ação estão também incluídas visitas dos técnicos e responsáveis coordenadores do projeto a outras incubadoras nacionais e internacionais, com vista à recolha de informação, boas-práticas e benchmarking e ainda participação em congresso internacional. Ação 7 - Coordenação - Esta é a ação transversal em todo o projeto, uma vez que estarão incluídas aqui as atividades de coordenação, nomeadamente as reuniões de acompanhamento com todos os parceiros envolvidos na implementação desta candidatura, de forma a analisar e verificar se todas as atividades, timings e resultados se encontram em conformidade com os objetivos e metas delineados.

Data de conclusão 05.07.2023

Valor de financiamento 54,7 mil €

A intensificação da capacidade tecnológica do sector produtivo surge como um dos quatro pilares da Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente. Alicerçada em torno da especialização científica, tecnológica e económica, a estratégia de crescimento pretende promover o potencial do conhecimento científico e tecnológico, bem como o fomento da cooperação entre instituições I&D e o sector empresarial, com claro reforço da transferência e circulação do conhecimento, para melhoria do nível de endogeneização tecnológica, e de conhecimento dos bens e serviços produzidos, em múltiplos sectores da atividade económica, maximizando a exploração da cadeia de valor. Apesar da baixa densidade empresarial, os indicadores de inovação empresarial evidenciam uma crescente apetência das empresas do Alentejo para investir em atividades de Inovação. No entanto, tal não se reflete ainda num retorno económico para o território, havendo necessidade de potenciar a absorção da investigação produzida, fomentando a transferência de conhecimento, e a penetração de serviços de base tecnológica nas empresas. Neste contexto o CEBAL, conjuntamente com o Instituto Politécnico de Beja e a Universidade de Évora apresentam a candidatura "CynaraTeC - Transferência de TeCnologia para Valorização do Cardo", no âmbito do Sistema de Apoio a Ações Coletivas na área da "Transferência do Conhecimento Científico e Tecnológico", de modo a potenciar a disponibilização e transferência de conhecimento científico e tecnológico relacionado com o cardo, e as suas multiplicas valorizações/aplicações, promovendo a valorização económica de resultados de I&D produzidos, numa tentativa de incremento da competitividade empresarial. A estratégia de transferência de conhecimento e tecnologia do projeto assenta em 3 ações: i) sessões de disseminação e difusão de novos conhecimentos e tecnologias; ii) ações de validação de dois protótipos para a valorização da flor e folha do cardo e iii) ações de inovação e demonstração/interação tecnológica, nomeadamente na indústria agroalimentar (lacticínios e ingredientes alimentares), mais especificamente na indústria da produção de queijo, e indústria cosmética e farmacêutica. Com um grande foco na realidade das queijarias, mas com possibilidade de escalar outros públicos industriais através de valorizações de elevado valor acrescentado, nomeadamente na indústria cosmética e farmacêutica, o projeto CynaraTeC visa o reforço da competitividade empresarial, por via do desenvolvimento de ligações e sinergias com unidades de I&D, com transferência de conhecimento e tecnologia como ferramentas para promoção da inovação empresarial.

Data de conclusão 21.07.2023

Valor de financiamento 42,87 mil €

A operação a desenvolver é constituída por cinco componentes principais, no entanto todas elas estão articuladas entre si, constituindo-se como interdependentes. Embora sejam definidas responsabilidades na distribuição das actividades a desenvolver, todos os beneficiários irão implementar o projecto de forma colaborativa e sustentada num trabalho aberto e em rede. Assim temos as seguintes componentes: 1. Coordenação e Gestão da Rede de Beneficiários; 1.1 Dinamização de uma Comissão de Representantes da Rede 1.2 Apoio na Gestão de Serviços Partilhados 1.3 Coordenação e gestão do Plano de Atividades. 2. Consolidação e Capacitação da Rede de Incubadoras de Base Tecnológica do SRTT do Alentejo; Esta componente assenta na consolidação e capacitação da rede de incubadoras de base tecnológica do SRTT, enquanto rede de suporte à promoção do espírito empresarial na Região Alentejo, nomeadamente na promoção do empreendedorismo qualificado e criativo. A forma de organização e gestão da rede, a capacitação dos técnicos e entidades envolvidas, exigirá a reflexão, a aprendizagem com outras experiências de sucesso, o debate, a assunção de compromissos, o desenho de estratégias e consequente Plano de Ação para Rede no horizonte 2020. Nesta componente encontram-se as seguintes atividades: 2.1 Plano de Ação - Estratégia e Planeamento 2.2 Reuniões de Brainstorming da Parceria 2.3 Ações de Benchmarking 2.4 Workshops temáticos 3. Ações de Incentivo ao Empreendedorismo Qualificado e Criativo; Através desta atividade pretende-se encontrar e estimular iniciativas empreendedoras e promover a sua concretização. Trabalhando em rede e realizando ações conjuntas pretende-se conseguir chegar a mais pessoas e que surjam na região novas ideias e negócios viáveis, que ajudem a alavancar a economia da região e do país. Optou-se por diversificar as ações de forma a chegar a diferentes públicos-alvo mostrando a oferta existente na região de infraestruturas para o empreendedorismo e numa segunda fase estimulando nos diferentes públicos a sua vertente empreendedora. É importante que se conheçam bons exemplos, que se perceba as vantagens de ser empreendedor e que se aprenda a arriscar. Existem as infraestruturas e a região tem grandes potencialidades para o desenvolvimento económico, estas ações visam a sua divulgação e o incentivo à sua concretização. 3.1 Concurso de Ideias 3.2 Acolhimento de Premiados nas incubadoras / atribuição de Bolsas 3.3 Rede de Mentoring/Coaching Empresarial 3.4 Rede Colaborativa 3.5 Implementação da Rede de Inovação Aberta DEMOLA - Open Innovation Platform: 4. Promoção, Comunicação e Marketing; A Rede de Incubadoras de Base Tecnológica do Alentejo, integradas no SRTT - Sistema Regional de Transferência Tecnológica, pretende criar uma rede de espaços capacitados para a inovação e empreendedorismo, apta a constituir uma oferta consolidada em serviços e competências com base numa identidade própria capaz de se afirmar no quadro empreendedor internacional. Para este desígnio, importa valorizar os seus fatores distintivos, seja ao nível endógeno do território, seja nas vertentes da investigação e conhecimento, na oferta direta da qualidade dos espaços e dos serviços ou no reconhecimento das empresas e projetos que estas desenvolvem. A valorização corresponde, deste modo, ao "produto" que a rede de incubadoras pode oferecer ao mercado, e neste a sua mais-valia para atrair empreendedores aos seus espaços e ao território. 5. Demonstração e Disseminação de Resultados Pretende-se aqui desenvolver um conjunto de ações, consertadas por toda a rede, de forma a promover a demonstração e disseminação dos projetos surgidos dentro da rede e em especial daqueles que se apresentem de forma inovadora nos seus respetivos sectores. As ações a desenvolver serão dirigidas a potenciais interessados na rede, jovens empreendedores, empresas e profissionais e estão pensados de uma forma intersectorial de forma a permitir o cruzamento e consequente transferência de conhecimento e tecnologia. Com estas ações pretende-se em simultâneo promover a rede, estimular a atitude empreendedora e a criação de novos projetos empresariais com base nas tecnologias. Todas as ações a desenvolver serão de acesso livre e gratuito e permitem ainda o acesso aos locais onde os projetos estão a ser desenvolvidos.

Data de conclusão 31.12.2017

Valor de financiamento 34,76 mil €

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