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Projeto Portugal 2020

Recuperação Ambiental das Antigas Áreas Mineiras de Castelejo, Formiga, Vale de Videira, Vales e Póvoa de Cervães

Ficha de projeto

Nome

Recuperação Ambiental das Antigas Áreas Mineiras de Castelejo, Formiga, Vale de Videira, Vales e Póvoa de Cervães .

Valor de financiamento

2,84 milhões € .

Valor executado

2,84 milhões € .

Código de operação

POSEUR-03-2317-FC-000005 .

Data de conclusão

26.02.2019 .

Sumário

A concretização da empreitada de obras e das ações associadas permitirá a requalificação ambiental das áreas mineiras do Castelejo, Formiga, Vale de Videira, Vales e Póvoa de Cervães, de que se faz seguidamente uma breve caracterização: - Na área mineira do Castelejo decorreram atividades de exploração de minério de urânio através de duas cortas a céu aberto (C1 e C2), atualmente inundadas, registando-se também a existência de 12 escombreiras na envolvente que ocupam uma área de cerca de 81.000 m2. As escombreiras são predominantemente de materiais estéreis, existindo algumas com teores de minério pobre mais significativos. - A mina da Formiga foi explorada entre 1915 e 1920 para a recuperação do rádio, existindo um risco potencial de contaminação química dos solos por dispersão dos elementos radioativos com origem na escombreira, suscetível de erosão, e por contaminação pela água de mina utilizada na rega a jusante. - A antiga área mineira do Vale da Videira foi sujeita a trabalhos que consistiram na exploração do jazido através da abertura de 4 céus abertos, atualmente aterrados com os materiais provenientes da própria escavação. Persistem ainda escombreiras de material e solos contaminados. - A primeira fase de exploração da mina de Vales ocorreu em 1922 para a produção de concentrados de rádio, numa oficina de tratamento químico (OTQ) anexa, que atualmente se encontra em ruínas. Em 1957 iniciou-se a segunda fase de exploração para a produção de concentrados de urânio, que originaram materiais de escombreira, que se encontram atualmente à superfície. - Na antiga área mineira de Póvoa de Cervães a extração de urânio, que decorreu entre 1978 e 1979, começou por ser subterrânea, passando posteriormente os trabalhos a desenvolver-se a céu aberto. Verifica-se atualmente a existência de uma escombreira e a ocorrência de arrastamento de materiais sólidos para as linhas de água. Os trabalhos a realizar basearam-se na avaliação efetuada e estão a seguir devidamente discriminados: - A corta C2 da área mineira do Castelejo, corresponde ao local de maior contaminação e impacte negativo morfológico e geomorfológico, não só pelas características da própria escavação, mas também pela existência de um depósito de materiais no fundo da corta com características químicas desfavoráveis. Esta corta será utilizada como depósito controlado, impermeabilizado e confinado no topo, de todos os resíduos existentes na zona com características de maior contaminação, minimizando os principais riscos existentes e eliminando a geração de águas lixiviadas. Os restantes materiais de escombreiras, com características de materiais estéreis e baixos valores de radiometria, serão mantidos “in situ” e devidamente modelados; - Na corta C1 da área mineira do Castelejo não se detetou contaminação da água e será assim preservada de modo a criar um ponto de água de grande interesse ambiental e ecológico para a zona; - A recuperação das áreas mineiras de Formiga, Vale de Videira, Vales e Póvoa de Cervães será feita através da remoção e transporte das escombreiras e materiais contaminados aí existentes para a área mineira do Castelejo e seu confinamento na corta C2; - O sistema de monitorização ambiental das águas subterrâneas, composto por dois piezómetros, será mantido e reforçado com o poço de bombagem a converter em piezómetro, de modo a assegurar a monitorização de eventuais contaminações e permitir acionar medidas de retificação futura.

Distribuição geográfica do financiamento

2,84 milhões €

Valor de financiamento

Onde foi aplicado o dinheiro

Por concelho

3 concelhos financiados .

  • Gouveia 2,57 milhões € ,
  • Fornos de Algodres 150,02 mil € ,
  • Mangualde 112,3 mil € ,
Fonte AD&C, GPP
31.12.2024
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