Projeto Portugal 2020
A operação tem como objeto de intervenção o conjunto edificado correspondente ao Antigo Matadouro Municipal, localizado na Cidade de Torres Vedras, freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães, a norte do Rio Sizandro, junto à vertente nordeste da encosta do Forte de São Vicente. A intervenção visa a reabilitação e a reconversão do antigo complexo industrial, convertendo-o num Centro de Artes e Criatividade. Trata-se de uma importante operação de regeneração urbana, assente na criação de uma nova centralidade urbana, capaz de remover as cicatrizes e os estigmas urbanos associados ao antigo matadouro municipal e de conduzir um processo de regeneração urbana assente na reabilitação do conjunto edificado, na interação física e vivencial com os espaços envolventes e em funções que reforcem a identidade e o sentimento de pertença das comunidades locais e que atraiam novos públicos e visitantes. A solução preconizada, de um Centro de Artes e Criatividade, desenvolvido em torno da temática do carnaval, constitui, antes de mais, uma solução ampla e longamente amadurecida, encontrando-se plenamente consolidada nos diversos instrumentos de natureza estratégica ou operativa que se desenvolveram para a área nas últimas décadas. Prefigura-se, também, como uma solução cada vez mais atual e eficaz, atenta a crescente importância social e económica que a temática tem conquistado nos últimos anos, com reflexos sobre a sua capacidade para promover a inclusão social e o sentimento de pertença junto das comunidades, assim como de gerar e de promover o desenvolvimento do tecido económico local e municipal, o empreendedorismo e a inovação. Em termos de solução arquitectónica e urbanística, o edifício principal do antigo Matadouro, que será reabilitado, é composto por dois corpos de piso único, unificados por uma fachada de composição classicizante e organizados segundo o eixo de simetria que se assume como entrada principal e princípio do percurso de visita. Virtualmente em suspensão sobre este edifício, anuncia-se a presença do corpo que se prolonga até ao espaço esculpido pela antiga pedreira e que configura a nova Praça, cuja génese formal – uma elipse – resulta da geometria que a "cratera" sugere. A definição da Praça do CAC é assim protagonizada pela dimensão cenográfica da escarpa e completada pelo paramento elíptico do novo corpo, criando um extenso espaço envolvente e coberto junto ao solo. O conjunto organiza-se em três níveis: No piso térreo, no antigo Matadouro e em contacto mais direto com o exterior, organizam-se o Átrio, o Espaço Polivalente, as Exposições Temporárias e a Loja. Ainda no piso térreo, além da recepção, organizam-se as instalações sanitárias associadas ao bengaleiro, diversas áreas técnicas e o Centro de Documentação. No piso superior, no corpo suspenso sobre o Matadouro e até à Praça do CAC, desenvolve-se a nave da Exposição Permanente, na sua continuidade, as Reservas e os espaços administrativos. No piso intermédio, implanta-se, por um lado, os espaços de recepção de serviço e as instalações sanitárias e vestiários dos funcionários e, por outro, a Área Oficinal e a Cafetaria, focos de vivência da Praça que se associam também ao final do percurso da visita. Entre o início e o final deste percurso situam-se um pequeno pátio, à cota da rua, parcialmente coberto e com uma forte relação com a cidade e o espaço público, sendo não só apropriado como extensão das exposições temporárias, mas também, quando necessário, como extensão da área de Cafetaria, no piso superior.
Ficha de projeto
Nome
A operação tem como objeto de intervenção o conjunto edificado correspondente ao Antigo Matadouro Municipal, localizado na Cidade de Torres Vedras, freguesia de Santa Maria, São Pedro e Matacães, a norte do Rio Sizandro, junto à vertente nordeste da encosta do Forte de São Vicente. A intervenção visa a reabilitação e a reconversão do antigo complexo industrial, convertendo-o num Centro de Artes e Criatividade. Trata-se de uma importante operação de regeneração urbana, assente na criação de uma nova centralidade urbana, capaz de remover as cicatrizes e os estigmas urbanos associados ao antigo matadouro municipal e de conduzir um processo de regeneração urbana assente na reabilitação do conjunto edificado, na interação física e vivencial com os espaços envolventes e em funções que reforcem a identidade e o sentimento de pertença das comunidades locais e que atraiam novos públicos e visitantes. A solução preconizada, de um Centro de Artes e Criatividade, desenvolvido em torno da temática do carnaval, constitui, antes de mais, uma solução ampla e longamente amadurecida, encontrando-se plenamente consolidada nos diversos instrumentos de natureza estratégica ou operativa que se desenvolveram para a área nas últimas décadas. Prefigura-se, também, como uma solução cada vez mais atual e eficaz, atenta a crescente importância social e económica que a temática tem conquistado nos últimos anos, com reflexos sobre a sua capacidade para promover a inclusão social e o sentimento de pertença junto das comunidades, assim como de gerar e de promover o desenvolvimento do tecido económico local e municipal, o empreendedorismo e a inovação. Em termos de solução arquitectónica e urbanística, o edifício principal do antigo Matadouro, que será reabilitado, é composto por dois corpos de piso único, unificados por uma fachada de composição classicizante e organizados segundo o eixo de simetria que se assume como entrada principal e princípio do percurso de visita. Virtualmente em suspensão sobre este edifício, anuncia-se a presença do corpo que se prolonga até ao espaço esculpido pela antiga pedreira e que configura a nova Praça, cuja génese formal – uma elipse – resulta da geometria que a "cratera" sugere. A definição da Praça do CAC é assim protagonizada pela dimensão cenográfica da escarpa e completada pelo paramento elíptico do novo corpo, criando um extenso espaço envolvente e coberto junto ao solo. O conjunto organiza-se em três níveis: No piso térreo, no antigo Matadouro e em contacto mais direto com o exterior, organizam-se o Átrio, o Espaço Polivalente, as Exposições Temporárias e a Loja. Ainda no piso térreo, além da recepção, organizam-se as instalações sanitárias associadas ao bengaleiro, diversas áreas técnicas e o Centro de Documentação. No piso superior, no corpo suspenso sobre o Matadouro e até à Praça do CAC, desenvolve-se a nave da Exposição Permanente, na sua continuidade, as Reservas e os espaços administrativos. No piso intermédio, implanta-se, por um lado, os espaços de recepção de serviço e as instalações sanitárias e vestiários dos funcionários e, por outro, a Área Oficinal e a Cafetaria, focos de vivência da Praça que se associam também ao final do percurso da visita. Entre o início e o final deste percurso situam-se um pequeno pátio, à cota da rua, parcialmente coberto e com uma forte relação com a cidade e o espaço público, sendo não só apropriado como extensão das exposições temporárias, mas também, quando necessário, como extensão da área de Cafetaria, no piso superior. .Valor de financiamento
3,08 milhões € .Valor executado
3,08 milhões € .Código de operação
CENTRO-09-2316-FEDER-000020 .Data de conclusão
13.07.2020 .Sumário
A operação visa a Reabilitação e Reconversão do Antigo Matadouro Municipal, convertendo-o num Centro de Artes e Criatividade. Trata-se de uma importante operação de regeneração urbana assente na reabilitação do edificado, na interação com a envolvente, no reforço da identidade local e no desenvolvimento económico. A operação inclui uma componente de projeto no valor de 246.000€ e uma empreitada no valor de 3.408.803,90€ (valores c/ IVA).
Beneficiários do financiamento
Beneficiário principal
MUNICIPIO DE TORRES VEDRAS
Distribuição geográfica do financiamento
3,08 milhões €
Valor de financiamento
Onde foi aplicado o dinheiro
Por concelho
1 concelho financiado .
-
Torres Vedras 3,08 milhões € ,