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Ficha de projeto

Nome

Medicina, Tecnologia e Futuro

Valor total do projeto

9,41 milhões €

Valor pago

3,53 milhões €

Financiamento não reembolsável

9,41 milhões €

Financiamento por empréstimos

0 €

Data de início

01.04.2023

Data de conclusão

30.06.2026

Dimensão

Resiliência

Componente

Qualificações e competências

Investimento

Impulso Mais Digital

Código de operação

09/C06-i07/2024.P11720

Sumário

A formação médica pressupõe a aquisição de competências científicas que permitam um conhecimento profundo dos aspetos biológicos do ser humano, bem como competências clínicas. Esta componente tem de ser reforçada pela capacidade de reconhecer sintomas e sinais, formular hipóteses diagnósticas, interpretar exames e aplicar intervenções terapêuticas. Todo este edifício de conhecimento tem de ser fortalecido com competências de comunicação, empatia, trabalho em equipa, colaboração interdisciplinar e, no contexto de desenvolvimento tecnológico atual, do componente digital da medicina e da inteligência artificial. O ensino clássico pressupõe a formação em ambiente de sala de aula, essencialmente teórica e em contacto clínico, em grupos mais restritos. No entanto, o aumento do número de estudantes, a sobrecarga das estruturas de saúde e a menor disponibilidade dos doentes têm dificultado o acesso a este tipo de formação.A reforma da oferta formativa e atualização das práticas e métodos pedagógicos com recurso à tecnologia, enquanto abordagem complementar, pode melhorar a prestação de cuidados de saúde à população e responder ao desafio da necessidade de promoção do ensino ativo em ambiente controlado. Em resposta a estes desafios, é essencial investir na atualização das práticas pedagógicas para permitir o acompanhamento das tendências tecnológicas em conformidade com as melhores práticas internacionais. O uso de plataformas online, de dispositivos de realidade virtual, de simulação e de ferramentas de diagnóstico e decisão clínica apoiados em inteligência artificial são investimentos a considerar para a atualização do ensino nas áreas da medicina e saúde. A implementação de abordagens educacionais inovadoras permite uniformizar o ensino, uniformizar o estudo flexível e aumentar a capacidade para receber estudantes. Assim, o consórcio propõe-se a aumentar a oferta formativa na área da medicina, projetando um acréscimo de 2% no número máximo de admissões dos mestrados integrados no ano letivo de 2024/ 25, que se deverá manter constante.A modernização do ensino proposta pressupõe, numa primeira abordagem, a reestruturação da oferta formativa e a implementação de novas unidades curriculares. Propõe ainda a criação de salas multifuncionais para aprendizagem ativa em ambiente controlado, o reforço da estrutura digital e dos equipamentos de realidade virtual e de simulação, o investimento em ferramentas online para ensino na área do diagnóstico e decisão médica, a restruturação física para albergar espaços com ambientes clínicos para simulação e avaliação e a contribuição para as estruturas do teatro anatómico e cirurgia experimental. Pretende-se ainda promover cursos de curta duração e microcredenciais, como forma de capacitação de profissionais de saúde.A reforma e modernização do ensino em causa contribuirá para os ODS 3, 4, 13 e 15, contribuindo para a melhoria dos sistemas de saúde, ensino de qualidade, transição verde e sustentabilidade ambiental.

Beneficiários

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, existem duas tipologias de beneficiário que têm a responsabilidade de executar os projetos, aplicando o financiamento recebido. Dado o seu papel comum, a referência a estas duas tipologias de beneficiário foi simplificada e unificada no termo “Beneficiário”.
As duas tipologias são:
  • Beneficiários Diretos são aqueles cujos financiamento e projetos a executar constam do Plano de Recuperação e Resiliência negociado e aprovado pela União Europeia;
  • Beneficiários Finais são aqueles cujos financiamento e projetos a executar são aprovados após um processo de seleção, feito através de Avisos de Candidaturas.

Aviso de Candidaturas

Na realização dos Avisos de Candidaturas são solicitadas candidaturas para a escolha dos projetos e dos beneficiários finais a quem é atribuído o financiamento.

A avaliação do projeto é realizada com base na sua conformidade com os critérios de seleção definidos nos avisos de candidatura, podendo ser atribuída uma nota final, quando aplicável.

Nota final da avaliação

8,9
Nota importante

Poderá encontrar os componentes do cálculo da nota de avaliação no documento de critérios de seleção referenciado em baixo.

Critérios de seleção

Os critérios de seleção de financiamento a que este projeto e respetivo beneficiário final esteve sujeito e a sua classificação podem ser consultados em detalhe na plataforma Recuperar Portugal.

Beneficiários

Beneficiários intermediários

Contratação pública

Os Beneficiários que sejam entidades públicas operacionalizam o seu projeto através da celebração de um ou mais contratos de fornecimento de bens ou serviços com entidades fornecedoras, através de procedimentos de contratação pública.

De forma a garantir e disponibilizar o máximo de transparência na contratação pública, é aqui disponibilizada a listagem dos contratos que foram celebrados ao abrigo deste projeto e respetivo detalhe que poderá consultar na plataforma Base.Gov. De realçar que de acordo com a legislação em vigor no momento da celebração do contrato, existem exceções que não exigem a sua publicação nesta plataforma, pelo que nesses casos, poderá não existir informação disponível.

Distribuição geográfica

9,41 milhões €

Valor total do projeto

Percentagem de valor já pago para a execução de projetos

, 37,5 %,

Onde foi aplicado o dinheiro

Por concelho

7 concelhos financiados .

  • Lisboa 7,51 milhões € ,
  • Faro 652,83 mil € ,
  • Setúbal 355,85 mil € ,
  • Évora 267,24 mil € ,
  • Funchal 225,02 mil € ,
Fonte EMRP
21.04.2026
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Transparência sem entrelinhas