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Ficha de projeto

Nome

ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS

Valor total do projeto

315 mil €

Valor pago

0 €

Financiamento não reembolsável

315 mil €

Financiamento por empréstimos

0 €

Data de início

22.07.2025

Data de conclusão

31.12.2025

Dimensão

Resiliência

Componente

Respostas sociais

Investimento

Nova Geração de Equipamentos e Respostas Sociais

Código de operação

16/C03-i01/2025.PPRR-RE-C03-i01-16-000307

Sumário

A Santa Casa da Misericórdia da Covilhã submete a presente candidatura no âmbito do Aviso n.º 16/C03-i01/2025, visando a aquisição de equipamento móvel imprescindível ao funcionamento da nova Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), em construção no edifício reabilitado do antigo hospital da cidade. Este novo equipamento, com capacidade para 74 utentes, é especificamente norteado para a prestação de cuidados diferenciados a pessoas idosas com diagnostico de Alzheimer.A obra encontra-se em fase adiantada, com taxa de execução superior a 70%, de acordo com auto de medicação de 30/06/2025, no quadro do projeto nº PRR-RE-C03-i01-02-000235, já contratualizado em RE-C03-i01. Com a presente candidatura, ao aviso n.º 16/C03-i01/2025, pretende-se garantir a plena operacionalização da resposta social, através do financiamento para mobiliário e dispositivos técnicos imprescindíveis a uma intervenção segura, humanizada e eficaz.Este equipamento reveste-se de especial relevância num território altamente envelhecido, onde o índice de envelhecimento supera os 250 idosos por cada 100 jovens (PORDATA, 2019) e onde não existem respostas sociais especializadas na área das demências. A nova ERPI responde, assim, a um vazio crítico no concelho da Covilhã e na região envolvente.As doenças neurodegenerativas, como a demência, constituem uma das maiores causas de incapacidade em idade avançada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 55 milhões de pessoas vivam atualmente com demência em todo o mundo, prevendo-se que este número quase triplique até 2050. Em Portugal, o número de casos ultrapassa os 193 mil, com cerca de 4,5% dos indivíduos com mais de 55 anos a apresentarem défice cognitivo ligeiro ou demência (Alzheimer Europe, 2020).Cuidar de pessoas com demência implica condições técnicas e ambientais muito específicas: mobiliário adaptado, dispositivos de orientação e segurança, tecnologia assistida, materiais para estimulação cognitiva e sensorial, entre outros. O ambiente físico deve compensar limitações de orientação, memória e autonomia, reduzir riscos de queda, agressividade ou fuga, e favorecer o bem-estar emocional e físico. A literatura especializada evidencia que ambientes adaptados e ricos em estímulos sensoriais contribuem para:• redução da agitação e dos sintomas comportamentais;• retardamento do declínio funcional;• maior cooperação nas atividades de vida diária;• melhoria do humor, da comunicação e da qualidade de vida (Fleming et al., 2016; van Hoof et al., 2010).Esta candidatura fundamenta-se, pois, na necessidade urgente de equipar uma resposta especializada inédita no território, que conjuga um modelo de intervenção centrado na pessoa com um ambiente físico cuidadosamente desenhado para promover a autonomia, a dignidade e a segurança. A disponibilização do financiamento permitirá adquirir equipamentos alinhados com o “Manual de Boas Práticas Demência” da União das Misericórdias Portuguesas e com as mais recentes orientações internacionais na área dos cuidados a pessoas com demência.Trata-se, portanto, de um investimento estratégico, transformador e insubstituível para a concretização do novo lar / nova E.R.P.I. para 74 pessoas idosas. Sem o equipamento agora candidatado, a estrutura não poderá ser ativada, de imediato, privando a região de uma resposta inovadora e absolutamente necessária.

Beneficiários

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, existem duas tipologias de beneficiário que têm a responsabilidade de executar os projetos, aplicando o financiamento recebido. Dado o seu papel comum, a referência a estas duas tipologias de beneficiário foi simplificada e unificada no termo “Beneficiário”.
As duas tipologias são:
  • Beneficiários Diretos são aqueles cujos financiamento e projetos a executar constam do Plano de Recuperação e Resiliência negociado e aprovado pela União Europeia;
  • Beneficiários Finais são aqueles cujos financiamento e projetos a executar são aprovados após um processo de seleção, feito através de Avisos de Candidaturas.

Aviso de Candidaturas

Na realização dos Avisos de Candidaturas são solicitadas candidaturas para a escolha dos projetos e dos beneficiários finais a quem é atribuído o financiamento.

A avaliação do projeto é realizada com base na sua conformidade com os critérios de seleção definidos nos avisos de candidatura, podendo ser atribuída uma nota final, quando aplicável.

Nota final da avaliação

90,0
Nota importante

Poderá encontrar os componentes do cálculo da nota de avaliação no documento de critérios de seleção referenciado em baixo.

Critérios de seleção

Os critérios de seleção de financiamento a que este projeto e respetivo beneficiário final esteve sujeito e a sua classificação podem ser consultados em detalhe na plataforma Recuperar Portugal.

Beneficiários

Beneficiários intermediários

Beneficiários

Contratação pública

Os Beneficiários que sejam entidades públicas operacionalizam o seu projeto através da celebração de um ou mais contratos de fornecimento de bens ou serviços com entidades fornecedoras, através de procedimentos de contratação pública.

De forma a garantir e disponibilizar o máximo de transparência na contratação pública, é aqui disponibilizada a listagem dos contratos que foram celebrados ao abrigo deste projeto e respetivo detalhe que poderá consultar na plataforma Base.Gov. De realçar que de acordo com a legislação em vigor no momento da celebração do contrato, existem exceções que não exigem a sua publicação nesta plataforma, pelo que nesses casos, poderá não existir informação disponível.

Distribuição geográfica

315 mil €

Valor total do projeto

Onde foi aplicado o dinheiro

Por concelho

1 concelho financiado .

  • Covilhã 315 mil € ,
Fonte EMRP
10.02.2026
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Transparência sem entrelinhas