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Barómetro

Descubra de forma clara e simples os principais dados e o ponto de situação de aplicação dos Fundos Europeus do Portugal 2020.

Portugal 2020 num minuto

26,89 mil milhões

Valor total de Fundos Europeus disponíveis ao Portugal 2020

28,13 mil milhões

Valor máximo de fundos aprovados para investir na realização de projetos

27,65 mil milhões

Valor total de fundos já executados na realização de projetos

Percentagem de fundos aprovados para investir na realização de projetos

, 104,6 %,

Percentagem do valor executado na realização de projetos

, 102,8 %,

Dias que faltam para terminar o prazo de execução do Portugal 2020

Fonte AD&C, GPP
15.02.2026

Execução dos fundos europeus

Investimentos por áreas e regiões

Principais projetos

01

A rede do Metropolitano de Lisboa (ML) atual é constituída por 4 linhas radiais que se desenvolvem a partir da Baixa de Lisboa e do Central Business District. Tem um comprimento total de exploração de 44,5 km, maioritariamente em túnel, e dispõe de 56 estações (6 das quais são duplas, de correspondência entre linhas). O projeto consiste no prolongamento da atual rede do Metro desde a estação Rato até à estação Cais do Sodré, cerca de 1984 m em túnel, e na construção de dois novos viadutos no Campo Grande, totalizando cerca de 568 m (157,6m + 410,7m), garantindo as novas ligações das linhas Amarela e Verde, para permitir a operação em Linha Circular. Serão também construídas duas novas estações de metro em áreas consolidadas da cidade – Estrela e Santos - e será remodelada a estação Cais do Sodré, que constitui um dos mais importantes interfaces de Lisboa, cuja área de influência será alargada com a construção de um novo átrio e de novos acessos à superfície e de ligação com o comboio. Todas as estações terão acessibilidade plena, assegurada através de elevadores que ligarão os cais à superfície A desconexão das atuais linhas Amarela e Verde, passando-se a dispor de uma linha circular (verde), Campo Grande – Cais do Sodré – Campo Grande, sem inversão em términos, e outra linha mais curta (amarela), Telheiras – Campo Grande – Odivelas, vai permitir uma oferta mais equilibrada. A procura nestes dois casos é bastante distinta: enquanto a linha circular mantém um determinado nível de procura também no corpo do dia, na futura linha amarela há uma procura sobretudo concentrada nos períodos de ponta. Após a implementação do projeto, o aumento da oferta na linha azul e da velocidade máxima na linha vermelha, a oferta e a capacidade de transporte da rede no ano de implementação do projeto, será francamente melhorada. Com a implementação do projeto entrarão à exploração novas composições de material circulante, que se espera que venham a ter um desempenho energético melhor do que as atuais, que já têm uma idade média de cerca de 20 anos. O procedimento para aquisição das mesmas encontra-se em curso, sendo que a eficiência energética do material circulante é um dos critérios em avaliação. Será também melhorado o atual serviço de metro através da instalação de um novo sistema de sinalização CBTC (Communications-Based Train Control) que, para além de aumentar o nível de segurança da operação pelo controlo contínuo da velocidade e pela localização mais precisa do comboio, irá introduzir eficiências no sistema, reduzindo-se a necessidade de manutenção do material circulante o consumo de energia de tração, através da otimização da gestão de deriva, da energia de travagem regenerativa e da gestão da frequência, estimando-se uma redução do consumo de energia de tração na ordem dos 15%. A operação em circular apresenta vantagens operacionais ao permitir um maior aproveitamento do material circulante, dado que todos os quilómetros percorridos realizam serviço de passageiros. Assim, para o mesmo número de carruagens a operar, a oferta para os passageiros é superior por não existirem términos de inversão. A aposta no desenvolvimento de uma eficaz rede de transportes públicos, com um bom desempenho ambiental e de preferência sem interferências significativas à superfície devido à falta de espaço público disponível, é urgente na cidade de Lisboa. Os estudos realizados evidenciam que esta é a melhor opção para o aumento da procura no curto prazo, mas também a que possibilita a expansão radial a prazo sem comprometer a oferta no centro da cidade, ao consolidar o núcleo central da rede. Esta opção de expansão permite, assim, aumentar a eficácia de futuras decisões, quer de expansão do metro, quer de transporte rodoviário, quer de novas soluções de transporte ferroviário, que se esperam que venham também a ser concretizadas.

Financiamento 123,82 milhões € Data de conclusão 29 de Dezembro de 2023
02

A Extensão a Vila D’Este da Linha Amarela inicia-se após a Estação de Santo Ovídio e desenvolve-se ao longo de aproximadamente 3,15 km, na qual se localizam as estações Manuel Leão, Hospital Santos Silva e Vila D’Este. Faz também parte do projeto um Parque de Material e Oficina, bem como os seus ramais de ligação. Será também construída uma via de resguardo para inversão de veículos / rotura de frequência a sul da estação de Santo Ovídio. O traçado desta extensão desenvolve-se à superfície, em viaduto e enterrado em túnel. O traçado em viaduto localiza-se no troço entre as estações Santo Ovídio e Manuel Leão e engloba três obras de arte sucessivas, com uma extensão total de 555 metros. O Viaduto de Santo Ovídio permite o atravessamento superior ao ramo de saída da autoestrada A1 e à rua da Fonte dos Arrependidos (ex EN 1). A estação Manuel Leão é a única estação subterrânea do projeto, construída por método mineiro com um poço central, com uma profundidade de cerca de 20m. O troço em túnel mineiro corresponde à estação Manuel Leão e aos trechos adjacentes com uma extensão de aproximadamente 1000m. Os túneis adjacentes à estação serão executados pelo método NATM. No troço entre as estações Manuel Leão e Hospital Santos Silva existirá um Poço de Emergência e Ventilação. O túnel termina a cerca de 160 m da estação Hospital Santos Silva, emergindo a via em trincheira até à estação que se localiza à superfície junto à rua Conceição Fernandes, em frente ao Hospital que lhe dá o nome. A estação Hospital Santos Silva estabelece uma das principais ligações da linha Amarela, ao permitir que mais um equipamento hospitalar seja servido por este meio de transporte público. Espera-se ainda que, pela sua posição geográfica e relação de proximidade com fortes eixos rodoviários de conexão com o território a sul, seja um ponto de interface e rebatimento do transporte individual para o público. Assim sendo, o parque de estacionamento automóvel existente será mantido e renovado, associando-se à estação de metro e às paragens de autocarros e pontos de espera de táxis, funcionando como um grande interface intermodal. Após a estação, a via volta a afundar, passando inferiormente aos arruamentos Alameda do Monte da Virgem, rua Escultor Alves de Sousa, rua dos Heróis do Ultramar e rua Padre Joaquim Faria, reemergindo de seguida e desenvolvendo-se à superfície até ao final do troço na estação Vila d’Este. No troço entre as estações Hospital Santos Silva e Vila d’Este localiza-se o Parque de Material e Oficina (PMO) que é uma das intervenções mais significativas para o sistema que esta extensão proporciona. Este equipamento virá melhorar a operação e manutenção da frota de veículos, permitindo pequenas reparações, lavagem e acções de limpeza e estacionamento. O PMO a construir difere do originalmente previsto na candidatura. Todas as valências que se encontravam previstas na candidatura mantêm-se pertinentes e encontram-se em construção. O desenho do layout foi redefinido com o objetivo de melhorar e corrigir anteriores constrangimentos com base da experiência do atual PMO de Guifões. O acesso ferroviário será realizado através de 3 ramais e a capacidade de parqueamento dos veículos passou de 20 para 28. A solução encontra-se em fase final de desenvolvimento, pelo que poderá estar sujeita a alterações de pormenor. A estação de Vila d’Este faz o término da linha, levando-a até ao bairro de Vila d’Este, um núcleo habitacional densamente povoado. A tração elétrica dos veículos é realizada a 750 V cc com sistema de catenária flexível na continuação do existente na linha amarela e serão construídas duas subestações de tração (SET). Será necessário ainda adquirir Sistemas e Equipamentos para a nova Extensão, Estações, Parque de Material e Oficina e adaptar/alterar os Sistemas Centrais de comando e controlo. Estão previstas aquisições ao nível da Sinalização, Sistema Integrado de Segurança, Sistemas de Apoio à Exploração (SAE) e Sistema de Bilhética. Também faz parte do investimento a aquisição do material circulante (8 veículos ferroviários).

Financiamento 111,98 milhões € Data de conclusão 29 de Dezembro de 2023
03

Incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial

Financiamento 108,86 milhões € Data de conclusão 31 de Agosto de 2021
04

O projeto de modernização do troço Ovar-Gaia (Fase 1 e Fase 2) enquadra-se no objetivo geral de modernização da Linha do Norte e incide numa extensão de cerca de 36 km entre Válega (pk 296,600) no concelho de Ovar e Vila Nova de Gaia (pk 332,780). A Linha do Norte, principal eixo da Rede Ferroviária Nacional (RFN), desenvolve-se, longitudinalmente, em função de um grande corredor litoral (Corredor Norte/Sul) que integra a cobertura dos principais portos, aeroportos, plataformas logísticas, capitais de distrito do litoral e das duas Áreas Metropolitanas, bem como, as ligações às fronteiras Norte (Valença) e Sul (Vila Real de Santo António). Esta linha integra o Corredor Atlântico, um dos nove corredores principais da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), tendo como objetivo contribuir para o reforço da coesão económica e social da Europa e para o desenvolvimento do respetivo mercado interno, nomeadamente, através da ligação das regiões periféricas às regiões centrais da União Europeia e no qual está incluída a modernização de diversas infraestruturas na Península Ibérica. Assim, o Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 2014-2020 (PETI3+), aprovado em Conselho de Ministros, a 3 de abril de 2014, engloba um conjunto de investimentos em infraestruturas de transportes a concretizar; este plano compreende uma intervenção nos troços ainda não modernizados na Linha do Norte, nomeadamente, no troço Ovar-Gaia (Fase 1 e Fase 2), contribuindo para a consolidação de um corredor vertical atlântico integrado multimodal, que liga a Galiza ao Algarve, incluindo os principais portos, aeroportos e plataformas logísticas. O troço Ovar-Gaia caracteriza-se por ter via dupla eletrificada e sinalização elétrica no sentido normal da circulação e 19 passagens de nível. Trata-se de um troço com tráfego misto apresentando uma média de 195 comboios/dia. A intervenção objeto da presente candidatura corresponde à 2.ª fase de modernização do troço Ovar-Gaia e inclui a construção de desnivelamentos para supressão de passagens de nível, a renovação integral da via entre o PK 296+600 e o PK 332+780, a instalação de sistemas de sinalização eletrónica, telecomunicações ferroviárias e controlo automático de velocidade entre o PK 299+885 e o PK 332+760 e a realização de estudos e projetos. O projeto de modernização do troço Ovar-Gaia assenta em princípios de aumento da eficiência do sistema de transportes, dinamização do desenvolvimento económico, aumento da coesão social e territorial e incremento da sustentabilidade do sistema de transportes, tendo como principais objetivos: - Melhoria dos padrões de qualidade e conforto para o passageiro - Aumento da quota de mercado - Eficiência das condições de exploração com adequados padrões de fiabilidade e segurança - Redução do número de acidentes em passagens de nível.

Financiamento 96,37 milhões € Data de conclusão 31 de Dezembro de 2023
05

A empreitada de execução do troço de Linha Circular (Linha Rosa (G)) a construir desenvolve-se ao longo de aproximadamente 3 km, compreendendo quatro estações: Liberdade – S. Bento, Hospital Santo António, Galiza e Boavista – Casa da Música (duas adjacentes às já existentes S. Bento e Casa da Música). Toda a extensão da linha Circular a construir é subterrânea (desenvolve-se totalmente em túnel e via dupla). Fazem também parte do projeto o ramal de ligação à rede existente, com uma extensão de aproximadamente 0,5 km, e o arranque de uma futura linha para V. N. de Gaia. As estações Liberdade – S. Bento, Galiza e Boavista – Casa da Música serão construídas por escavação a céu aberto (cut and cover, método invertido), sendo a estação Hospital de Santo António construída por escavação mineira com dois poços de ataque. A linha Circular desenvolve-se em via dupla em toda a sua extensão. O ramal de ligação é em via simples. O assentamento de via é em via betonada do tipo LVT (Low Vibration Track) na generalidade da extensão. A tração elétrica dos veículos é realizada a 750 V cc com sistema de catenária rígida e serão construídas duas subestações de tração (SET). Será necessário ainda adquirir Sistemas e Equipamentos para a nova Extensão, Estações e adaptar/alterar os Sistemas Centrais de comando e controlo. Estão previstas aquisições ao nível da Sinalização, Sistema Integrado de Segurança, Sistemas de Apoio à Exploração (SAE) e Sistema de Bilhética. Também faz parte do investimento a aquisição do material circulante (10 veículos ferroviários). Esta ligação melhorará o acesso às áreas centrais do Porto, zonas com importantes componentes empresariais, residenciais e de saúde, captando muitos passageiros ao transporte individual.

Financiamento 86,83 milhões € Data de conclusão 29 de Dezembro de 2023
134 515 Total de projetos
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