Projeto Portugal 2020
Nos últimos anos o sistema de transportes públicos não tem conseguido dar resposta satisfatória a uma parte significativa das necessidades de mobilidade da população, sobretudo nas zonas interiores e em meio rural. A falta de uma resposta satisfatória em situações de baixa densidade (ou procura) tem, por isso, propiciado o crescimento da utilização do transporte individual em detrimento do transporte coletivo e, em muitos casos, tem contribuído para limitar a mobilidade de pessoas, que em especial no presente território, por razões socioeconómicas, não têm acesso ao automóvel próprio para realizar as suas deslocações do dia a dia. A dimensão populacional e o sistema de povoamento de baixa densidade de boa parte do território da CIM do Tâmega e Sousa (CIM-TS) refletem padrões de mobilidade e volumes de procura condicionadores de uma oferta de Transporte Coletivo Rodoviário (TCR) com níveis de serviço que satisfaçam as necessidades de mobilidade da população, designadamente, no que se refere às deslocações quotidianas e de acesso a equipamentos, bens e serviços essenciais. Com a introdução de novo serviço de Transporte Público Flexível (TPF) quer em percurso quer em horários), onde a operação funcionará com base nos pedidos dos próprios utilizadores, deverá assim procurar-se garantir que as populações das zonas mais isoladas tenham acesso a locais onde estão os serviços públicos e os principais equipamentos (tipicamente na sede de concelho), já que com recurso a este serviço de transporte, procura assegurar-se, não só a ligação entre os territórios mais periféricos e os centros urbanos de maior dimensão da CIM-TS, como providenciar ligações novas ligações no interior dos aglomerados urbanos em horários e percursos diferenciados da rede principal. Ao melhorarmos o sistema de transporte público criando verdadeiras alternativas ao Transporte Individual motorizado (TI), é expectável que o número de viagens efetuadas sob este modo de transporte, sofram uma redução através da transferência modal. Esta transferência modal, ou se quisermos a assunção do cidadão multimodal, permite fomentar políticas de mobilidade sustentável que em conjugação com um a adoção de boas práticas de gestão dos espaços públicos, terá como consequência a reduções no consumo de energia e consequentemente, a redução das emissões de CO2. Neste sentido, entende-se que a presente operação terá um contributo relevante para a redução do consumo energético e redução das emissões de CO2 no domínio da mobilidade e transportes, entendendo-se como equilibrado o investimento previsto para a operação, quando comparado com a efetiva redução dos padrões de consumo energético atuais. A constituição de um serviço de TPF, capaz de facultar bons melhorias de conforto, disponibilidade de serviço, assim como uma cobertura espacial e temporal adequada às reais necessidades dos utilizadores, impulsionará a adesão dos residentes da CIM-TS ao TCR, captando potenciais utilizadores ao TI. Para além da redução da quota modal do TI, diretamente relacionada com as transferências de novos utilizadores para o TCR, é também expectável que a medida em questão possua um carácter integrador para com os restantes modos de deslocação mais sustentáveis, assegurado pela diminuição do volume de veículos automóveis, em especial nas deslocações de curta/média distância.
Ficha de projeto
Nome
Nos últimos anos o sistema de transportes públicos não tem conseguido dar resposta satisfatória a uma parte significativa das necessidades de mobilidade da população, sobretudo nas zonas interiores e em meio rural. A falta de uma resposta satisfatória em situações de baixa densidade (ou procura) tem, por isso, propiciado o crescimento da utilização do transporte individual em detrimento do transporte coletivo e, em muitos casos, tem contribuído para limitar a mobilidade de pessoas, que em especial no presente território, por razões socioeconómicas, não têm acesso ao automóvel próprio para realizar as suas deslocações do dia a dia. A dimensão populacional e o sistema de povoamento de baixa densidade de boa parte do território da CIM do Tâmega e Sousa (CIM-TS) refletem padrões de mobilidade e volumes de procura condicionadores de uma oferta de Transporte Coletivo Rodoviário (TCR) com níveis de serviço que satisfaçam as necessidades de mobilidade da população, designadamente, no que se refere às deslocações quotidianas e de acesso a equipamentos, bens e serviços essenciais. Com a introdução de novo serviço de Transporte Público Flexível (TPF) quer em percurso quer em horários), onde a operação funcionará com base nos pedidos dos próprios utilizadores, deverá assim procurar-se garantir que as populações das zonas mais isoladas tenham acesso a locais onde estão os serviços públicos e os principais equipamentos (tipicamente na sede de concelho), já que com recurso a este serviço de transporte, procura assegurar-se, não só a ligação entre os territórios mais periféricos e os centros urbanos de maior dimensão da CIM-TS, como providenciar ligações novas ligações no interior dos aglomerados urbanos em horários e percursos diferenciados da rede principal. Ao melhorarmos o sistema de transporte público criando verdadeiras alternativas ao Transporte Individual motorizado (TI), é expectável que o número de viagens efetuadas sob este modo de transporte, sofram uma redução através da transferência modal. Esta transferência modal, ou se quisermos a assunção do cidadão multimodal, permite fomentar políticas de mobilidade sustentável que em conjugação com um a adoção de boas práticas de gestão dos espaços públicos, terá como consequência a reduções no consumo de energia e consequentemente, a redução das emissões de CO2. Neste sentido, entende-se que a presente operação terá um contributo relevante para a redução do consumo energético e redução das emissões de CO2 no domínio da mobilidade e transportes, entendendo-se como equilibrado o investimento previsto para a operação, quando comparado com a efetiva redução dos padrões de consumo energético atuais. A constituição de um serviço de TPF, capaz de facultar bons melhorias de conforto, disponibilidade de serviço, assim como uma cobertura espacial e temporal adequada às reais necessidades dos utilizadores, impulsionará a adesão dos residentes da CIM-TS ao TCR, captando potenciais utilizadores ao TI. Para além da redução da quota modal do TI, diretamente relacionada com as transferências de novos utilizadores para o TCR, é também expectável que a medida em questão possua um carácter integrador para com os restantes modos de deslocação mais sustentáveis, assegurado pela diminuição do volume de veículos automóveis, em especial nas deslocações de curta/média distância. .Valor de financiamento
141,8 mil € .Valor executado
141,8 mil € .Código de operação
NORTE-03-1406-FEDER-000100 .Data de conclusão
25.02.2022 .Sumário
Com a criação de um serviço de TPF na sub-região da CIM-TS deverá funcionar uma central de marcações de deslocação dos utilizadores, procurando-se garantir que as populações das zonas mais remotas tenham acesso aos centros urbanos onde estão os principais serviços públicos. Para tal, será necessária a materialização de um sistema de gestão de transporte que articule corretamente com os diversos operadores da sub-região.
Beneficiários do financiamento
Beneficiário principal
COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DO TÂMEGA E SOUSA
Distribuição geográfica do financiamento
141,8 mil €
Valor de financiamento
Onde foi aplicado o dinheiro
Por sub-região
1 sub-região financiada .
-
Tâmega e Sousa 141,8 mil € ,