Projeto Portugal 2020
Não tem sido fácil à sociedade portuguesa reconhecer a importância que a floresta tem no país e nas suas comunidades. Esta ausência de reconhecimento é tanto mais gravosa quanto afeta a designada floresta mediterrânica, identificada como um sistema multifuncional que integra uma diversidade de funções ambientais, de produções tangíveis e de benefícios coletivos de carácter público. A floresta é genericamente entendida como uma componente ambiental totalmente capturada pelo foro privado. Recorde-se que em Portugal apenas 2% da área florestal total está na dependência direta da gestão do Estado. A baixa produtividade económico-financeira (de curto e médio prazo) da floresta mediterrânica obriga a que o esforço de investimento privado se tenha orientado preferencialmente para opções muito específicas, que não só introduzem desequilibrios nesses sistemas biofísicos, simplificando-os, como também criam condições de vulnerabilidade frente a diversos riscos (designadamente ao fogo). Recorde-se que as diversas produções associadas à floresta, designadamente às que são específicas do ambiente mediterrânico, são intermitentemente exploradas e, muitas vezes, sem resultados económicos que justifiquem o empenho (trabalho, recursos financeiros, procura de mercados, etc.) exigido para a sua exploração e/ou manutenção. Resultam de uma grande dispersão de produções (cascas, madeira, frutos, folhas, resinas, cogumelos, trufas, etc.), a que se associam outras componentes relacionadas com a pastorícia, com a caça, com a apicultura, com agricultura e, recentemente, com outras atividades (como as várias modalidades de turismo em espaço rural), que constituem a diversidade de funções da floresta mediterrânica. As funções nobres, de carácter ambiental, paisagístico e social, desempenhadas pela floresta, são normalmente desprezadas. Muitas dessas funções, traduzidas em prestação de serviços ambientais não monetarizados, são fundamentais à vida das comunidades. A intervenção reguladora
Ficha de projeto
Nome
Não tem sido fácil à sociedade portuguesa reconhecer a importância que a floresta tem no país e nas suas comunidades. Esta ausência de reconhecimento é tanto mais gravosa quanto afeta a designada floresta mediterrânica, identificada como um sistema multifuncional que integra uma diversidade de funções ambientais, de produções tangíveis e de benefícios coletivos de carácter público. A floresta é genericamente entendida como uma componente ambiental totalmente capturada pelo foro privado. Recorde-se que em Portugal apenas 2% da área florestal total está na dependência direta da gestão do Estado. A baixa produtividade económico-financeira (de curto e médio prazo) da floresta mediterrânica obriga a que o esforço de investimento privado se tenha orientado preferencialmente para opções muito específicas, que não só introduzem desequilibrios nesses sistemas biofísicos, simplificando-os, como também criam condições de vulnerabilidade frente a diversos riscos (designadamente ao fogo). Recorde-se que as diversas produções associadas à floresta, designadamente às que são específicas do ambiente mediterrânico, são intermitentemente exploradas e, muitas vezes, sem resultados económicos que justifiquem o empenho (trabalho, recursos financeiros, procura de mercados, etc.) exigido para a sua exploração e/ou manutenção. Resultam de uma grande dispersão de produções (cascas, madeira, frutos, folhas, resinas, cogumelos, trufas, etc.), a que se associam outras componentes relacionadas com a pastorícia, com a caça, com a apicultura, com agricultura e, recentemente, com outras atividades (como as várias modalidades de turismo em espaço rural), que constituem a diversidade de funções da floresta mediterrânica. As funções nobres, de carácter ambiental, paisagístico e social, desempenhadas pela floresta, são normalmente desprezadas. Muitas dessas funções, traduzidas em prestação de serviços ambientais não monetarizados, são fundamentais à vida das comunidades. A intervenção reguladora .Valor de financiamento
132,35 mil € .Valor executado
132,35 mil € .Código de operação
ALG-05-3928-FEDER-000044 .Data de conclusão
20.12.2023 .Sumário
O projeto analisará o sistema ecológico identificado como a floresta mediterrânica, evidenciando as suas componentes ambientais, produtivas e de interesse público coletivo. Os resultados do projeto apontam para a proposta de soluções destinadas à revitalização socioeconómica e ambiental deste sistema, traduzidas em adequadas politicas públicas e com capacidade de inverter o seu abandono. A área de estudo será o concelho de Loulé.
Beneficiários do financiamento
Beneficiário principal
FUNDAÇÃO MANUEL VIEGAS GUERREIRO
Outros beneficiários
Distribuição geográfica do financiamento
132,35 mil €
Valor de financiamento
Onde foi aplicado o dinheiro
Por concelho
1 concelho financiado .
-
Loulé 132,35 mil € ,