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Ficha de beneficiário

Nome

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA FLOR

Valor de financiamento

23,92 milhões €

Total de projetos

41

Número de identificação fiscal

5 0 6 6 9 6 4 6 4

Projetos realizados

A estratégia subjacente ao Provere das Terras de Trás-os-Montes assenta na ideia de que a valorização conjunta dos diversos recursos endógenos existentes neste território contribuirá de forma mais eficaz para o desenvolvimento económico da Região. Partindo deste pressuposto e enquadrado no projeto-âncora 4 - Definição e estruturação da Rota da Terra Quente, o Município de Vila Flor propõe-se a implementar este projeto, o qual tem como objetivo requalificar o Complexo Turístico do Peneireiro. Esta infraestrutura situa-se a cerca de 2 km do centro de Vila Flor e assume-se como o grande polo de atração e movimentação turística de todo o concelho. Com a presente candidatura pretende requalificar-se este equipamento turístico e de lazer de modo a reforçar a capacidade de atração turística do concelho. Com este projeto pretende criar-se um espaço de promoção do território, produtos, agentes e serviços, dotado de uma forte componente tecnológica que permita a pesquisa interativa, a descoberta e a prova/degustação de produtos de excelência das Terras de Trás-os-Montes, mais concretamente do território da Terra Quente Transmontana, onde o Projeto-âncora 4 “Definição e Estruturação da Rota da Terra Quente” irá ser implementado. A intervenção prevista nesta candidatura surge como aposta da Câmara Municipal de Vila Flor na dinamização do Turismo do concelho, através do desenvolvimento de várias atividades que envolvem e implicam a valorização dos produtos endógenos, por forma a criar mais-valias e fontes de investimento para o concelho. Esta intervenção vai desempenhar um papel fundamental enquanto centro dinamizador do turismo local e regional por via da informação global e integrada no conjunto da informação da Rota da Terra Quente (que se encontra articulada com a estratégia de marketing das Terras de Trás-os-Montes) e da disponibilização de experiências turísticas únicas. Este projeto pretende recriar e promover a interação entre os munícipes e a Natureza, nas suas vertentes desportiva, cultural e recreativa - preenchendo o vazio que é a ausência de um produto turístico integrador das cadeias de valor locais, e simultaneamente transversal ao território, oferecendo aos turistas experiências mais completas do ponto de vista dos serviços propostos e mais imersivas no território. O projeto já tem o parecer favorável do IPDJ - Instituto Português do Desporto e da Juventude.

Data de conclusão 20.11.2023

Valor de financiamento 728,82 mil €

Refere-se o presente processo à Beneficiação do Edifício de Apoio à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Flor, através da requalificação de um imóvel em Vila Flor, propriedade do Município. O edifício a requalificar localiza-se na periferia de uma zona urbana de Vila Flor. Trata-se de um edifício da Câmara Municipal que será beneficiado e requalificado para apoio à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Flor (AHBVVFL). O edifício em questão encontra-se bastante degradado e parcialmente sem utilização. Existem problemas de humidades e infiltrações que precisam de intervencionadas, bem como as instalações sanitárias que se encontram obsoletas. A cobertura em chapa de fibrocimento (possivelmente com amianto) será substituída, tal como as caixilharias dos vãos exteriores (que serão remodelados). As fachadas serão revestidas a isolamento térmico e reboco a massa, em sistema ETICS. O logradouro e espaços exteriores encontram-se em terra batida, pelo que será necessário limpar e pavimentar, incluindo demolição de muretes e estruturas existentes. Parte do logradouro será coberto com uma nova cobertura, em estrutura e chapa metálica. Considerando os objetivos propostos, o projeto apresenta uma proposta que visa requalificar um imóvel que se encontrava parcialmente fechado, por não ter boas condições de salubridade, dotando-o de novas infraestruturas prediais e elétricas, novas condições físicas para a instalação de gabinetes de trabalho e atendimento ao público. Serão efetuados trabalhos para melhorar a sua eficiência energética, substituindo de materiais degradados, corrigindo os problemas de infiltrações e humidade, e dotar o edifício de melhor funcionalidade e acessibilidade. Com base no programa definido, foi elaborado o projeto de arquitetura, repartindo o edifício em duas zonas distintas: a área administrativa e de recursos humanos será instalada no lado Sudoeste do edifício, com uma área total de construção de 249,00m2 e a arrecadação de equipamentos, maquinaria e viaturas no lado Nordeste, com uma área útil aproximada de 342,00m2. Na arrecadação de apoio, as portas existentes serão substituídas e alargadas para permitir a movimentação de veículos e maquinaria. Será ainda executado, um novo pavimento interior sobre o existente, em massame de betão armado com malhasol, para permitir cargas de veículos. Adjacente à arrecadação, propõe-se uma escada exterior de acesso a todos os pisos de modo a garantir uma segunda entrada / saída ao edifício, tendo em consideração as novas funções e respeitando a legislação de segurança contra incêndio, em matéria de evacuação. No logradouro posterior, propõem-se 2 blocos de estacionamento para as viaturas, que serão cobertos com um alpendre, em estrutura e chapa metálica. O edifício terá duas entradas: pela porta principal do edifício (alçado Noroeste), dando acesso direto aos gabinetes de trabalho e no alçado Sudeste, um acesso aos espaços de apoio. Ambas entradas estão ligadas por áreas de circulação. Sendo um piso térreo, propõe-se total acessibilidade a cidadãos com mobilidade condicionada.

Data de conclusão 30.11.2023

Valor de financiamento 556,79 mil €

A presente operação visa o fecho de sistemas de abastecimento de água em baixa de Trindade, Valbom e Macedinho, com vista à otimização da utilização da capacidade instalada e da adesão ao serviço "em alta", através da execução de ligações entre o sistema em alta das Águas do Norte e o sistema em baixa do Município de Vila Flor, garantindo assim a extensão do serviço em alta a populações com elevados problemas de qualidade de água fornecida. Esta operação corresponde a um investimento com vista à resolução de problemas de qualidade da água de abastecimento com impacte na saúde humana através da otimização e gestão eficiente dos recursos e infraestruturas existentes, garantindo a qualidade do serviço prestado às populações e a sustentabilidade dos sistemas, no âmbito do Ciclo Urbano da Água, designadamente através da interligação das Zonas de Abastecimento em questão nesta candidatura com o Sistema em Alta da “Águas do Norte” em que a água passa a ter unicamente origem na albufeira de Sambade, sendo fornecida através de um ponto de entrega. O Abastecimento de água ao Subsistema de Sambade é feito tendo como origem a Barragem de Sambade, a partir da qual a água e distribuída, após devido tratamento na ETA de Sambade, através de rede "em alta" para pontos de entrega distintos e para o medidor de caudal (MC) a partir do qual se fará o abastecimento às populações de Valbom, Trindade e Macedinho, na freguesia de Trindade. O medidor de caudal MC abastecerá 2 reservatórios, correspondentes às populações a abastecer: Valbom, Trindade e Macedinho. O reservatório atualmente em funcionamento em Trindade/Macedinho será desativado e construído 1 novo reservatório, em substituição do existente. O reservatório em Valbom manter-se-á em funcionamento.

Data de conclusão 28.12.2023

Valor de financiamento 412,28 mil €

A presente operação visa o fecho de sistemas de abastecimento de água em baixa de Ribeirinha e Vilarinho das Azenhas, localidades da União de Freguesias de Vilas Boas e Vilarinho das Azenhas, com vista à otimização da utilização da capacidade instalada e da adesão ao serviço "em alta", através da execução de ligações entre o sistema em alta da empresa “Águas do Norte” e o sistema em baixa do Município de Vila Flor, garantindo assim a extensão do serviço em alta a populações com elevados problemas de qualidade de água fornecida. Estas localidades são atualmente servidas por furos artesianos e que necessitam de urgente resolução de problemas de qualidade da água de abastecimento visando a otimização e gestão eficiente dos recursos e infraestruturas existentes, garantindo a qualidade e a sustentabilidade dos sistemas, no âmbito do Ciclo Urbano da Água, procurando o cumprimento de normativos. O abastecimento em causa terá origem no reservatório de Vilas Boas servido pelo subsistema em alta do Peneireiro, que tem origem na ETA da albufeira da barragem do Peneireiro, integrado no Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Norte de Portugal. Atualmente as duas aldeias em causa estão a ser abastecidas através de furos artesianos. Não menos importante será também a eliminação de mais duas captações de águas subterrâneas e de mais dois sistemas de tratamento independentes, e assim prosseguir na política de redução das origens de água para consumo humano e na consequente uniformização e garantia da sua qualidade no concelho. Por forma a garantir-se um abastecimento de água em qualidade e quantidade de acordo com as necessidades da população servida, propõe-se a construção de duas condutas adutoras gravíticas (uma para Ribeirinha e outra para Vilarinho das Azenhas) a partir de dois nós de ligação a materializar na conduta adutora gravítica que ligará o Reservatório de Vilas Boas à aldeia de Meireles. Esta conduta adutora ainda não está executada, mas encontra-se já definida em projeto de execução próprio. Esta operação contribui para a resolução de problemas de qualidade da água de abastecimento e de poluição urbana de massas de água nas Terras de Miranda, Sabor e Tua, através da otimização e gestão eficiente dos recursos e infraestruturas existentes, garantindo a qualidade do serviço prestado às populações e a sustentabilidade dos sistemas, no âmbito do Ciclo Urbano da Água.

Data de conclusão 28.12.2023

Valor de financiamento 324,13 mil €

A presente operação visa o fecho de sistemas de abastecimento de água em baixa de Meireles e Vieiro com vista à otimização da utilização da capacidade instalada e da adesão ao serviço "em alta", através da execução de ligações entre o sistema em alta da empresa “Águas do Norte” e o sistema em baixa do Município de Vila Flor, garantindo assim a extensão do serviço em alta a populações com elevados problemas de qualidade de água fornecida. A área de intervenção consubstancia-se às Zonas de Abastecimento (ZA) de Meireles e Vieiro, que se apresentam na Zona Oeste do Concelho de Vila Flor, atualmente servidas por furos artesianos e que necessitam de urgente resolução de problemas de qualidade da água de abastecimento visando a otimização e gestão eficiente dos recursos e infraestruturas existentes, garantindo a qualidade e a sustentabilidade dos sistemas, no âmbito do Ciclo Urbano da Água, procurando o cumprimento de normativos. Esta operação contribui para a resolução de problemas de qualidade da água de abastecimento e de poluição urbana de massas de água nas Terras de Miranda, Sabor e Tua, através da otimização e gestão eficiente dos recursos e infraestruturas existentes, garantindo a qualidade do serviço prestado às populações e a sustentabilidade dos sistemas, no âmbito do Ciclo Urbano da Água, designadamente através da interligação das Zonas de Abastecimento em questão nesta candidatura com o Sistema em Alta da empresa “Águas do Norte” em que a água passa a ter unicamente origem na albufeira de Peneireiro, sendo fornecida através de pontos de entrega. O Abastecimento de água ao Subsistema de Peneireiro é feito tendo como origem a Barragem de Peneireiro, a partir da qual a água e distribuída, após devido tratamento na ETA de Peneireiro, através de rede "em alta" para pontos de entrega distintos, a partir dos quais se fará o abastecimento às populações de Meireles e Vieiro.

Data de conclusão 27.12.2023

Valor de financiamento 282,32 mil €

O Município de Vila Flor apresenta um território com uma marca identitária forte, com uma paisagem suave e harmoniosa, que é ocasionalmente quebrada por afloramentos de rocha dura. Destacam-se, enquanto exemplos da oscilação orográfica, o Vale da Vilariça, cujas caraterísticas climáticas e territoriais peculiares lhe conferem um caráter distinto na produção agrícola, e o cabeço da freguesia de Vilas Boas, na Serra do Faro, onde se localiza o Santuário de Nossa Senhora da Assunção. De ponto de vista do património natural deve, contudo, assinalar-se a relevância do Rio Tua, que trilha parte do limite noroeste do concelho, e se assume como um local natural de rara beleza, sendo espaço de eleição para atividades lúdicas, recreativas e desportivas, como percursos pedestres, canoagem, pesca, banhos ou meramente lazer. Além de ser um elemento marcante na paisagem concelhia, o Rio Tua é responsável pela existência de uma grande diversidade de fauna e flora, razão pela qual este é um elemento estruturante do Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), área protegida de âmbito regional que integra a Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP). Consciente dos significativos valores naturais e do potencial paisagístico que o Rio Tua encerra, e procurando tirar partido dos seus elementos diferenciadores, a Câmara Municipal de Vila Flor pretende, através da presente operação, desenvolver uma operação integrada que lhe permita criar âncoras que promovam a sua atratividade e suportem a sua visitação. A presente operação insere-se, assim, numa lógica de valorização do ativo patrimonial diferenciador existente, pelo que se assume como objetivo geral: Promover a singularidade do património natural de Vila Flor, valorizando Rio Tua como elemento estruturante da sua visitação, contribuindo para a implementação de uma estratégia regional diferenciadora, com enfoque no turismo de natureza. Além do objetivo geral, constituem objetivos específicos: • Criar uma rede de percursos de apoio à visitação na envolvente natural do Rio Tua, aprofundando o conhecimento do património natural por parte dos turistas e sensibilizando-os para as questões da preservação do meio ambiente; • Criar uma estrutura de receção, informação e encaminhamento dos turistas, que sirva de base de apoio à visitação ordenada, informada e ambientalmente consciente do Rio Tua e sua envolvente natural; • Desenvolver e instalar conteúdos e materiais informativos a figurar na estrutura / equipamento de receção, informação e encaminhamento dos visitantes; • Implementar um conjunto integrado de atividades de desenvolvimento do turismo de natureza em Vila Flor, tendo como âncora o Rio Tua, contribuindo para o reforço da visibilidade deste território e para a respetiva conservação; • Implementar ações de marketing territorial relativas Património Natural do Rio Tua e envolvente, incluindo a sua promoção turística dirigida ao mercado nacional. Pretende-se assim contribuir ativamente para um significativo aumento dos visitantes deste património natural, e para a emergência de uma oferta integrada de serviços que possibilite o aproveitamento das mais-valias económicas, sociais, culturais e ambientais decorrentes da atividade turística. Deste modo, a operação é composta pelas 5 seguintes ações: 1. Criação e homologação de Percursos A ação “1. Criação e homologação de Percursos” integra-se na tipologia de ação i) Criação e requalificação de infraestruturas de apoio à valorização e visitação de Áreas Classificadas, bem como outras áreas associadas à conservação de recursos naturais, incluindo sinalética, trilhos, estruturas de observação e de relação com a natureza, unidades de visitação e de apoio ao visitante, rotas temáticas, estruturas de informação, suportes de comunicação e divulgação, na medida em que é seu objetivo criar uma rede de percursos de apoio à visitação na envolvente do Rio Tua, numa extensão aproximada de 30 km; 2. Conceção e instalação de elementos de interpretação da natureza e de valorização da experiência turística A ação “2. Conceção e instalação de elementos de interpretação da natureza e de valorização da experiência turística” é abrangida pela tipologia de ação i) Criação e requalificação de infraestruturas de apoio à valorização e visitação de Áreas Classificadas, bem como outras áreas associadas à conservação de recursos naturais, incluindo sinalética, trilhos, estruturas de observação e de relação com a natureza, unidades de visitação e de apoio ao visitante, rotas temáticas, estruturas de informação, suportes de comunicação e divulgação, na medida em que é seu objetivo desenvolver e instalar conteúdos informativos e expositivos e informativos para a área de intervenção do projeto, em particular para a estrutura de receção, informação e encaminhamento de visitantes, localizada em Vilarinho das Azenhas. Tais conteúdos assumem-se como unidades de informação e suportes de comunicação de apoio ao turista no que toca a estruturar a visitação à área do Rio Tua; 3. Elaboração e implementação de programa de dinamização do Turismo de Natureza A ação “3. Elaboração e implementação de programa de dinamização do Turismo de Natureza” inclui-se na tipologia de ação ii) Organização de iniciativas de comunicação, informação e sensibilização associadas à proteção e conservação da natureza, porquanto visa implementar um conjunto integrado de atividades de desenvolvimento do turismo de natureza na envolvente do Rio Tua, que contribuam para o reforço da notoriedade deste território e para a respetiva preservação; 4. Implementação de Plano de Comunicação A ação “4. Implementação de Plano de Comunicação” insere-se na tipologia de ação iii) Programas e ações de desenvolvimento do turismo associado à natureza, incluindo conteúdos digitais, plataformas digitais e planos de marketing específicos, assentes nos recursos naturais e direcionados para o reforço da visibilidade, interna e externa, das Áreas Classificadas e da região, em articulação com a conservação desses recursos, uma vez que é seu objetivo Implementar ações de marketing territorial relativas ao Rio Tua, envolvendo a sua promoção turística. Além disso, esta ação encontra-se ainda associada à tipologia de ação ii) Organização de iniciativas de comunicação, informação e sensibilização associadas à proteção e conservação da natureza, na medida em que as iniciativas de comunicação que pretende levar a cabo compreenderão necessariamente as dimensões de informação e sensibilização no domínio da proteção e conservação do Património Natural associado ao Rio Tua. 5. Gestão e Coordenação do Projeto A operação prevê ainda uma ação de gestão e coordenação que, pese embora não enquadrada em nenhuma das tipologias previstas no Aviso, assume um caráter transversal e uma relevância crítica no que concerne à execução das ações propostas e ao cumprimento dos objetivos definidos em cada uma delas.

Data de conclusão 30.11.2020

Valor de financiamento 256,74 mil €

O projeto de Requalificação da Zona Envolvente ao Arco D. Dinis insere-se numa das zonas mais antigas de Vila Flor, 1295, ano em que D. Dinis dá ordens para se levantar uma cerca em torno da Vila, que incluiria uma torre de menagem (Pinho Leal, 1875). Esta cerca teria 4 ou 5 entradas, contudo, só já restam vestígios da Porta Sul ou de D. Dinis, evidenciada pelo seu arco e a torre de planta circular que a defendia. A área de intervenção situa-se junto a esta mesma Porta ou Arco D. Dinis, concretamente na Rua D. Dinis, o que incute desde logo especial importância pela proximidade a este Imóvel de Interesse Público. A proposta aqui apresentada resulta da intenção do Município de Vila Flor em valorizar e modernizar a oferta turística daquela zona, e assenta essencialmente em trabalhos de caráter de conservação e restauro, arquitetónico, paisagístico, infraestruturas elétricas e iluminação cénica, de modo a preservar e requalificar o património classificado. Pretende-se, dadas as características do imóvel realizar, uma intervenção focada especificamente nos trabalhos de conservação e restauro dos paramentos da muralha e simultaneamente na reformulação da iluminação cénica do conjunto do arco e muralha. Complementarmente é considerada na área livre no tardoz da muralha efetuar uma requalificação deste espaço. Propõe-se, na área a requalificar, executar um revestimento do solo com inertes de gravilha granítica de cor amarela e colocar um dreno perimetral do terreno para escoamento das águas pluviais. A área a revestir com os inertes será delimitada com um murete baixo que define a fronteira física ente a rua de D. Dinis e a área requalificada. A altura deste murete a executar com alvenaria de cantaria de granito amarelo regular não ultrapassará o limite da cota da soleira do vão que se encontra atualmente emparedado. Neste vão, testemunho do imóvel urbano preexistente, propõe-se a desmontagem da alvenaria de encerramento existente e a reutilização do vão para o acesso à plataforma da área tardoz. Podemos desta forma destacar o vão como porta de acesso ao espaço e evidenciar os motivos esculpidos em baixo relevo existentes nos elementos laterais das ombreiras. As dimensões e o tipo de acabamento do granito do murete serão diferenciadores dos momentos construtivos, permitindo uma interpretação evidente do período temporal da historia do imóvel. O murete proposto será destacado do arco garantindo um afastamento de dez centímetros para obter uma leitura arquitetónica de um elemento separado do existente. No limite norte do terreno junto da empena da habitação propõem-se a colocação de duas floreiras metálicas amovíveis com a plantação de ciprestes e uma papeleira.

Data de conclusão 28.11.2023

Valor de financiamento 116,27 mil €

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Transparência sem entrelinhas