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Beneficiário Portugal 2020

ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DO DOURO SUPERIOR DE FINS ESPECÍFICOS

Ficha de beneficiário

Nome

ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DO DOURO SUPERIOR DE FINS ESPECÍFICOS

Valor de financiamento

372,71 mil €

Total de projetos

6

Número de identificação fiscal

5 0 3 5 1 8 6 8 9

Projetos realizados

A operação “Vai dar Raia” é um evento inteiramente dedicado ao tema do “contrabando e passadores”, que visa colocar em evidência aquele que se considera ser um significativo e apelativo património identitário e cultural do território, baseado nos acontecimentos históricos que se encontram enraizados nesta região, sendo um património de elevado potencial imagético e turístico, pleno de experiências sociais e capaz de despoletar vários sentimentos. A operação inicia com um levantamento de memórias, envolvendo toda a comunidade dos diferentes municípios em 2020. O Festival irá percorrer os diferentes Municípios, decorrendo na área e ruas adjacentes dos seguintes monumentos: - Igreja da Misericórdia de Moncorvo, Imóvel de Interesse Público (Arquitetura Religiosa/ Igreja); - Igreja de Freixo de Espada a Cinta, Monumento Nacional (Arquitetura Religiosa/ Igreja); - Castelo de Carrazeda (ruínas), Monumento Nacional (Arquitetura Militar/ Castelo); - Igreja matriz de Vila Nova de Foz Côa, Monumento Nacional (Arquitetura Religiosa/ Igreja); - Castelo de Mogadouro, Monumento Nacional (Arquitetura Militar/ Castelo); - Igreja de Miranda (antiga Sé) (Miranda do Douro), Monumento Nacional (Arquitetura Religiosa / Igreja). Este grande projeto de animação e programação cultural irá decorrer, com a missão específica de contribuir para a valorização turística do território, através da valorização e qualificação dos seus ativos histórico-culturais com vocação turística, visando ainda poder contribuir para o enriquecimento da oferta turística da Região Norte. A importância desta operação sustenta-se na perceção e reconhecimento da importância da animação turística enquanto fator de atratividade de públicos diversos para a região, pretendendo contribuir, de forma ativa, para a construção do “mosaico multifacetado de recursos de excecional singularidade e autenticidade – de multi-atratividade”, tal como é preconizado na Visão escolhida para o Turismo do Norte de Portugal, expressa no “Plano de Ação para o Desenvolvimento Turístico do Norte de Portugal”. Igualmente tenciona-se contribuir para a valorização do património histórico-cultural e da herança cultural, para o incremento do interesse pela cultura e para o envolvimento da comunidade. Neste contexto, pretende-se celebrar a grande história da zona de abrangência da AMDS e as memórias identitárias que lhe estão associadas, desenvolvendo diferentes atividades que façam levar qualquer individuo para um momento de “contrabando”, revivendo assim através do levantamento de memórias, da partilha de momentos, de recriações históricas, jogos, caminhadas diurnas e noturnas pelo património, feiras e festival gastronómico e muitas animações de rua. Estas serão algumas das atividades que inundarão os espaços, trajetos, paisagens e monumentos históricos de recordações vivas, cor, alegria e muita inspiração. Tendo como base este plano, delineou-se um evento cultural de caráter internacional, dado que irá envolver a parceria de colaboração com diferentes entidades espanholas, com marcas e histórias para reviver e contar, no qual se pretende que os participantes se envolvam no património imaterial, assente nos momentos e acontecimentos marcantes, nas tradições culturais, desenvolvendo uma recriação histórica associada à dinamização de espaços, além de dar um substancial contributo para o desenvolvimento da iniciativa local, importância do turismo cultural e valorização do património e tradições. A operação contempla o desenvolvimento das seguintes ações, aqui descritas de forma sucinta e sequencialmente: 1. ‘Levantamento do Registo de Memórias’ A ação 1 constitui a base onde assenta todo o desenvolvimento e implementação do projeto “Vai dar Raia”. Insere-se numa atividade de conceção, execução e implementação de um programa de valorização e promoção do património cultural, material e imaterial do Douro Superior, relacionado, direta ou indiretamente, com os fenómenos do contrabando e da emigração clandestina neste território. 2. ‘Criação de Bolsa da Memória’ A criação de uma Bolsa de Memória constitui a materialização e territorialização do trabalho previamente realizado, permitindo dotar as populações locais de conhecimento sistematizado, capaz de contribuir para o enriquecimento dos recursos e experiências turísticas que o território e os municípios do Douro Superior oferecem. 3. ‘Produção Cultural’ A ação consiste na “Produção Cultural de bens Histórico-Culturais associados à Temática do Contrabando no Douro Superior”, como forma de recrear e qualificar a transmissão da temática, enriquecendo-a e tornando mais apelativa para os visitantes e turistas, através do desenvolvimento de ofertas culturais diversificadas e complementares, que valorizam a produção conjunta e a interação entre as comunidades locais. 4. Festival Vai dar Raia’ A ação 4 – Festival “Vai dar Raia” constitui-se como a atividade central do projeto, com maior visibilidade e impacto nas comunidades e no território. Concentra os resultados das demais atividades, materializando-as e levando-as para o terreno e para as pessoas. Integra a organização da Conferência Temática de Abertura; a dinamização, promoção e divulgação do Percurso pelo Património resultantes da Conceção da Rota do Contrabando; e a dinamização, promoção e divulgação do Festival “Vai dar Raia. 5. ‘Comunicação’ A natureza do projeto e a geografia deste território interior, obriga a que a ação de comunicação e marketing ganhe uma importância maior, pelo que há uma forte aposta neste ação e na forma como é desenvolvida, viando mobilizar e envolver as comunidades e atrair visitantes, nos termos aprofundados e detalhados no respetivo Plano de Comunicação desenvolvido para este efeito. Para além do mencionado, a operação “Vai dar Raia” promove vivências de experiências associadas aos produtos turísticos promovidos através das recriações das tradições culturais e históricas, nomeadamente: touring histórico - cultural e paisagístico, gastronomia e vinhos, turismo natural soft, uma vez que a região se insere no Alto Douro Vinhateiro – Região Demarcada do Douro (a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo). Esta vivência será, pois, proporcionada pelas diferentes ações e atividades recreativas que se pretende desenvolver durante a execução do projeto, numa perspetiva mais abrangente de promoção da imagem cultural dos municípios e da própria região Norte. Face ao exposto a operação é uma aposta no Turismo Cultural e no Turismo Religioso, que constituem produtos turísticos de elevado potencial e impacto económico no âmbito das estratégias regionais de desenvolvimento sustentável, cuja relevância e sinergias geradas têm sido amplamente comprovadas pelas experiências observadas em diversos países no contexto europeu, como em Espanha e França, pelo que importa incluir esta dimensão na definição dos planos de desenvolvimento regionais e nacionais do Turismo.

Data de conclusão 31.03.2023

Valor de financiamento 178,1 mil €

A generalidade das antigas linhas de caminho de ferro desativadas, inserem-se em espaços de elevado valor patrimonial, histórico, cultural, e paisagístico, que potenciam turística e economicamente as regiões onde estão inseridos e contribuem/podem contribuir para e saúde e bem-estar dos seus utilizadores. Esta Operação corresponde à proposta de restabelecimento das plataformas ferroviárias da Linha do Sabor, com a criação de uma ecovia no coração dos territórios do Douro Internacional e do Douro Vinhateiro, criando-se um corredor “verde” que percorre, nesta Operação, e pelo limite do apoio deste anuncio, apenas os municípios de Miranda do Douro e Torre de Moncorvo.Considera-se que o pedestrianismo e o cicloturismo são o desporto, ou simplesmente a atividade física, dos que andam a pé e/ou de bicicleta, preferencialmente no espaço natural, em que intervêm aspectos turísticos, culturais e ambientais, desenvolvendo-se normalmente por caminhos bem definidos, atividades que contribuem para a Saúde e o bem estar físico dos praticantes. Embora os "Caminhos de Santiago" tenham sido um importante precursor do pedestrianismo, estas atividades, tal como se conhece atualmente, nasceram em França há mais de cinco décadas, onde é largamente apreciada, levado à criação de inúmeros percursos de vias verdes, ciclovias e ecovias. A Ecopista, torna-se numa atividade associada ao montanhismo, ao excursionismo e simultaneamente um movimento cultural e de lazer para o grande público. Em Portugal existem inúmeros percursos que juntamente com as ciclovias, perfazem mais de 5000 km, sendo intenção desta instituição contribuir para o alargamento da rede a territórios que até à data foram esquecidos. A implementação destes percursos tem sido suportada essencialmente por investimentos dos municípios que de uma forma genérica se traduzem em resultados positivos. Esta Operação, agora apresentada, visa adicionar mais via à vasta lista existente em múltiplos territórios de Portugal com elevado potencial cultural, natural, paisagístico e turístico, concorrendo para tal a união de esforços dos municípios anteriormente citados, como apoio integral da associação que os representa, a Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS). Esta Ecovia que se inicia no final da linha do Douro, em Pocinho, nó rodoviário, fluvial e ferroviário e muito provavelmente, com potencial para ser considerada uma das mais emblemáticas Ecopistas do nosso país. Quando concluída na sua plenitude, a Ecopista terá cerca de 100 km de percurso suave, de baixa dificuldade, mas de grande beleza, dado o enquadramento natural em se insere. Esta, une num só conceito, dois patrimónios, um Natural, o Douro Internacional, em estado quase selvagem, e outro, Humano, o Património Ferroviário e a Região Vinhateira e Demarcada do Douro, fortemente marcada pela intervenção do homem. No concelho de Miranda do Douro esta ecovia passará pelas aldeias típicas de Sendim e Duas Igrejas, ficando com uma extensão com cerca de 10 km de percurso. No concelho de Torre de Moncorvo p. Nestes três concelhos o visitante terá a oportunidade de desfrutar de tranquilas e imponentes paisagens planálticas, a uma altitude média que ronda os 700 m, onde subitamente encontramos o rio Douro, encaixado em granitos e metassedimentos, sobranceiro a escarpas com mais de 150 metros de altura. Este é o ambiente e propício e o habitat natural para a nidificação de várias espécies rupícolas, de onde se destacam a Águia-real, o Abutre do Egipto, o Grifo, a Águia Bonelli, entre outras. Nesta zona das arribas, de clima agreste, com verões de elevada secura e invernos rigorosos, observam-se plantas autóctones arbustivas e arbóreas. Assim, encontram-se plantas rasteiras ou de pequeno porte, como o zimbro e a azinheira, mais conhecida por carrasco. Os imponentes castanheiros-vulgares, carvalho americano, sobreiros, e freixos apresentam-se como a vegetação de maior porte. A existência de excelentes exemplares de líquenes e musgos é evidência clara da ausência de poluição ambiental, uma mais-valia para este troço do percurso pedestre e para toda a rota. A paisagem vai alterando, de um ambiente quase selvagem nas arribas, para a predominância da vinha, dos olivais e dos amendoais já nos concelhos de Torre de Moncorvo. No concelho de Torre de Moncorvo esta rota passará pelas aldeias típicas de Maçores e Açoreira e ainda pela sede do concelho, com um total de 31 km. Aqui, o visitante terá a oportunidade de desfrutar de tranquilas e imponentes paisagens onde termina o Douro Internacional e começa o Alto Douro Vinhateiro. v

Data de conclusão 08.11.2019

Valor de financiamento 29,66 mil €

6 Projetos
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Transparência sem entrelinhas