Information portal on various topics of management of public resources of the Portuguese State

Beneficiary form

Name

UNIVERSIDADE DE ÉVORA

Financing value

36,19 million €

Total projects

228

Tax identification number

5 0 1 2 0 1 9 2 0

Projects carried out

O projecto INIESC (Projecto ROTEIRO/0298/2013, AAC nº 01/SAICT/2016 - Candidatura nº 022113) teve como objectivo o estabelecimento da Infra-estrutura Nacional de Investigação em Energia Solar de Concentração (INIESC). Liderada pela Universidade de Évora (UEvora), por intermédio do grupo de investigação da Cátedra Energias Renováveis (UEvora-CER), a infraestrutura conta com dois pólos: Évora e Lisboa, este segundo sob a responsabilidade da instituição parceira no projecto, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, LNEG I.P. Incluída no Roteiro Nacional de Infraestruturas de Investigação de Interesse Estratégico como Infraestrutura de Categoria 1, a INIESC é a infraestrutura experimental de referência, em Portugal, no domínio das tecnologias e aplicações da energia solar a média e alta temperatura. Incluindo como principais recursos: - EMSP - Évora Molten Salt Platform: Central CSP experimental baseada no conceito de Cilindro-Parabólicos de grande abertura com circulação de sais fundidos e armazenamento térmico a dois tanques com sais fundidos, com uma potência de 3,6 Mwth e uma temperatura de operação máxima de 560ºC. Esta componente da INIESC tem desenvolvimento e operação em parceria com o Consórcio alemão do Projecto HPS2, liderado pelo DLR - Deutsche Zentrum für Luft- und Raumfahrt (German Aerospace Center); - PECS - Plataforma de Ensaio de Colectores Solares: plataforma de ensaio de concentradores solares com seguimento a 2 eixos e área de instalação de protótipos de 234 m2, permitindo a caracterização óptica e térmica de concentradores de acordo com a norma ISO9801 em circuito de óleo térmico até temperaturas máximas de ooperação de 380ªC; - PV - infraestrutura de sistemas fotovoltaicos e armazenamento eléctrico: microredes para a caracterização de sistemas PV com armazenamento para as tecnologias de armazenamento de Lithium-ion, Sodium-Nickel Chloride batteries e Vanadium Redox flow battery; - DNI - solar Radiation Monitoring Network: infraestrutura partilhada com o Instituto de Ciências da Terra (ICT-Évora) e outros parceiros dispondo de uma rede de 13 estações de monitorização de recurso solar (GHI, DNI, Tamb) localizadas no Alentejo e Algarve, a INIESC-Évora constitui o activo infraestrutural da UEvora-CER no desenvolvimento da sua missão: o desenvolvimento \ de tecnologias e de actividades de investigação aplicada promovendo a utilização da energia solar na descarbonização de diferentes sectores económicos - geração eléctrica, transportes, gestão do sistema energético, comunidades energeticamente independentes - incluindo, e.g., o desenvolvimento de tecnologias de colectores, o armazenamento de energia ou a produção de combustíveis por via solar. Esta base infraestrutural permitiu já a agregação de anteriores activos bem como o desenvolvimento de diferentes actividades de investigação com financiamento próprio, alinhadas com a missão da INIESC e aportando, em alguns casos, activos infraestruturais complementares. Exemplos destas actividades e do seu alinhamento com a INIESC são os projectos: - NEWSOL (H2020 GA ID: 720985) - INIESC A3 e A6: construção de sistema de armazenamento térmico de alta temperatura do tipo Termoclina, com sais fundidos e enchimento de escórias metálicas de actividade mineira - Mina de São Domingos, Mértola; - ALFR Alentejo (ALT20-03-0145-FEDER-039487) - INIESC A1, A2 e A6: construção de Concentrador do tipo Fresnel Linear, com desenho patenteado pela UEVORA-CER, para operação com sais fundidos em aplicações no domínio da geração termoeléctrica solar; - EERES4WATER (INTERREG ATLANTIC AREA EAPA_1058/2018) - INIESC A5: construção de pilotos para tratamento de águas residuais por fotocatálise solar e de sistemas de bombagem fotovoltaica de alta tensão para irrigação agrícola; - SOLARTECH (ALT20-03-0246-FEDER-000053) - INIESC A2, A3 e A5: construção de pilotos de a) calor de processo solar com concentradores quasi-estacionários - desenvolvimento UEVORA-CER - e armazenamento térmico de mudança de fase a média temperatura, b) sistema solar PV com seguimento a 1 eixo com 100 kWp e c) ensaio de baterias "pós-lítio" de Zn-Ar e Super Condensadores Híbridos; - POCYTIF (H2020 GA ID: 308468) - INIESC A3 e A5: construção e ensaio de pilotos de a) postos de carregamento bidireccional Smart LampPost para mobilidade eléctrica e conexão 5G e b) sistema modular de baterias de Li-ion de 2a vida; - INSHIP (H2020 GA ID: 731287) - INIESC A4: estudo de concentador de foco pontual para geração de fluxo irradiativo apropriado à gasificação de biomassa e caracterização termoquímica de resíduos agrícolas e florestais da região do Alentejo para a produção de gases renováveis. Concluída a construção da infraestrutura, com a conclusão próxima da execução do projecto INIESC (30.06.2021), a presente operação, INIESC-Évora CONNECT, garante a operação, manutenção, alargamento de competências e ligação à comunidade académica, científica e empresarial através: a) da estabilização de uma equipa de Engenharia e Manutenção, garantindo a operação da infraestrutura e o apoio técnico ao desenvolvimento de actividades experimentais de prototipagem e ensaio, assegurando a sua integração infraestrutural adequada; b) da inter-ligação coerente de todos os activos infraestruturais decorrentes de projectos complementares na infraestrutura; c) da optimização de sinergias entre equipamentos e protótipos no alargamento de competências e serviços da INIESC-Évora no domínio da Transição Energética: água, mobilidade, gases renováveis; d) da implementação, na fase de Operação, das recomendações do Relatório de Maturidade da infraestrutura (2019, classificação global de maturidade "High") ao nível da política de Recursos Humanos, da estratégia de Acesso à Infraestrutura e resultados e do alinhamento com as Políticas Públicas e Desafios Societais. A operação desenvolve-se em 8 actividades agregadas aos desafios 3 estruturais da fase de Operação: a) CONNECT: OPERA - estabilização de equipa de operação, manutenção e apoio técnico a ensaios e prototipagem; LINK - interligação coerente da infraestrutura com ativos adicionais decorrentes de projectos em curso; b) ACCESS: GEN.Z - integração de jovens investigadores nas actividades de investigação; MEDIA - divulgação da infraestrura e dos resultados de investigação; OPEN - acesso da comunidade académica, científica e empresarial; c) WIDEN: reforço e alargamento de competências nos domínios WATER - produção e tratamento de água; HIFLUX - descarbonização da indústria; ELECTRA - electrificação da economia, cuja execução permite as condições de sustentabilidade da sua actividade a) no desenvolvimento de investigação, b) na promoção da qualificação humana, c) no apoio às Estratégias Nacional e Regional de Especialização Inteligente, d) na transferência de conhecimento para a comunidade empresarial e e) no desenvolvimento de produtos e serviços para o apoio à Transição Energética.

Conclusion date 12.10.2023

Financing value 831,42 thousand €

A operação enquadra-se na estratégia conjunta do SRTT, conforme documento de suporte. O BigData@UE é um laboratório computacional de alto desempenho para análise de big data, com o objectivo de prestar serviços de investigação e inovação não só à região do Alentejo, mas também a nível nacional e internacional. A Universidade de Évora, através do seu departamento de Informática e do Centro de Investigação LISP, possui infra-estruturas computacionais, mas estas não possuem a capacidade computacional necessária à análise de big data, recorrendo às modernas metodologias de aprendizagem automática. Como forma de suprir esta lacuna, ir-se-á dotar o laboratório de uma infra-estrutura tecnológica de última geração, especializada na implementação de abordagens de aprendizagem automática e, nomeadamente, nas mais recentes metodologias de "deep learning", baseadas em redes neuronais multi-camada. O equipamento principal a adquirir (mediante concurso público internacional) terá como características mínimas possuir 16 GPUs inter-conectados, com uma performance global de 2 petaflops (10^15 operações por segundo). Este nível de desempenho permitirá ao laboratório desenvolver soluções inovadoras e obter resultados para além do actual estado da arte. De uma forma mais específica, permitirá a criação de redes neuronais com um maior número de camadas e/ou maior número de elementos por camada. Para além disso, haverá a capacidade de efectuar o treino e validação das redes com dados com uma maior dimensão, permitindo uma melhor aprendizagem e a criação de modelos com performances superiores. Prevê-se, ainda, que esta infra-estrutura permita o desenvolvimento e avaliação de arquitecturas de redes neuronais mais complexas, nomeadamente, de redes híbridas que integrem componentes simbólicas como input de alguma(s) das camadas da rede. Estando o laboratório dotado da tecnologia mais avançada na área de deep learning, reunirá todas as condições para prestar serviços de investigação e inovação aos investigadores e entidades da região, do País e até internacionais. Neste sentido, será criado um regulamento específico que definirá as condições em que as entidades externas poderão aceder aos serviços do Laboratório. Relativamente ao relacionamento com a região Alentejo, será dado um ênfase, não exclusivo, às áreas estratégicas do Alentejo (EREI) e, em concreto, a projectos e serviços nas áreas de agricultura de precisão, cidades inteligentes, mobilidade, aeronáutica, envelhecimento activo e processamento da Língua Portuguesa: - Agricultura de precisão: esta é uma área em que o recurso a imagens satélite e imagens recolhidas através de drones tem vindo a aumentar de uma forma intensa nos últimos anos. A consequência é a produção de bases de imagens de grande dimensão, para as quais é necessário ter a capacidade de processar, extrair informação, encontrar correlações e criar modelos predictivos. As abordagens deep learning para estas tarefas são as mais promissoras na área de inteligência artificial e o Laboratório irá posicionar-se de uma forma clara e activa neste domínio. Realce-se a colaboração já em curso com uma startup (Agroinsider) que foi considerada das mais promissoras num dos últimos WebSummits. - Mobilidade e cidades inteligentes: a monitorização, através de sensores (IoT), de diversos aspectos da vida das cidades (ex: mobilidade) tem vindo a incrementar e prevê-se uma explosão de soluções inovadoras e geradoras de informação nos próximos anos. O laboratório, tirando partido da Universidade de Évora ser membro do cluster SmartCities, irá ser um parceiro estratégico para o processamento e análise dos dados gerados. Questões do tipo - como redesenhar a cidade para optimizar a mobilidade dos seus cidadãos? - só poderão ser respondidas com recurso a abordagens "big data". - Aeronáutica: o cluster AED (aeronáutica, espaço e defesa) tem a sua sede em Évora no Parque de Ciência e Tecnologia. Empresas como a Embraer e a Mecachrome estão instaladas na zona industrial de Évora e têm fortes necessidades de recorrer a soluções "big data" para análise dos dados gerados na sua actividade e no teste de novas soluções. O laboratório pretende vir a ser um parceiro privilegiado neste domínio, tendo a Universidade de Évora, neste momento, projectos específicos em co-promoção em avaliação. - Envelhecimento activo: O Alentejo tem um forte problema de envelhecimento da sua população, em conjunto com uma densidade demográfica baixa e consequentes problemas de isolamento. Soluções de IoT, que efectuem a monitorização de diversos indicadores (temperatura, tensão arterial, ritmo cardíaco, etc.), são cada vez mais prementes e deverão vir a ser generalizadas nos próximos anos. Tal como nos pontos anteriores, é fundamental ter a capacidade de analisar a informação gerada e encontrar correlações que permitam melhorar os cuidados de saúde na região. Realce-se, ainda, que a Universidade de Évora é membro do consórcio europeu EIT Health, cujo foco principal é precisamente o envelhecimento activo, pelo que se perspectiva a prestação de serviços do Laboratório a parceiros internacionais deste consórcio. - Processamento da Língua Portuguesa: a infra-estrutura tecnológica nacional CLARIN, visa a criação de uma plataforma de suporte ao desenvolvimento de recursos (ferramentas e corpora) para a Língua Portuguesa. A Universidade de Évora é um dos coordenadores desta infra-estrutura e, no seu âmbito, é fundamental haver a capacidade de processamento de grandes colecções de texto, visando a sua anotação automática e posterior construção de modelos e ferramentas. O Laboratório pretende ser um parceiro estratégico neste domínio, tendo já estabelecido contactos nesse sentido (em anexo carta de apoio do CLARIN). Em suma, esta operação visadotar o laboratório BigData@UE da capacidade de ser, no prazo de 5 anos, um parceiro e uma referência nacional e internacional em "big data" e, de uma forma mais especifica, em: 1) Agricultura de precisão; 2) Mobilidade e Smart Cities; 3) Aeronáutica; 4) Big Health and Active Ageing; 5) Processamento computacional da Língua Portuguesa.

Conclusion date 04.11.2022

Financing value 575,69 thousand €

A operação enquadra-se na estratégia conjunta do SRTT, conforme documento de suporte. Apesar de ser a maior região de Portugal, o Alentejo é uma zona deficitária no que diz respeito ao empreendedorismo e à inovação. O Regional Innovation Scoreboard relativo ao ano 2017, elaborado pela Comissão Europeia, classificou o Alentejo como um Inovador Moderado. No contexto português, significa que tem um desempenho inferior ao apresentado pela Área Metropolitana de Lisboa e pelas regiões Centro e Norte. Assim, a criação do Laboratório de Empreendedorismo e Inovação consiste na remodelação de um espaço com cerca de 250 m2 situado na Casa Cordovil da Universidade de Évora, com o objetivo de promover o espírito empreendedor, a criação de start-ups e a valorização do conhecimento. Pretende-se chegar a vários públicos de diversas formas, com um único propósito: incentivar o desenvolvimento e implementação de ideias de negócio, tendo por base metodologias de trabalho adotadas para a capacitação e validação dessas ideias. Um dos públicos-alvo é os estudantes do ensino secundário. O espaço pretende servir a um conjunto de ações e ativos, nomeadamente à realização de cerca de três Bootcamps por ano nas interrupções escolares dos alunos (Páscoa, Verão e Natal), à realização de sessões temáticas com componentes teóricas e práticas (workshops e mentoring), à integração de ações do Programa educativo Ciência Viva, e a outras atividades com vista à promoção do espírito empreendedor e da criatividade. Um empreendedor de sucesso é uma pessoa com elevado nível de criatividade e inovação e elevado nível de capacidade de gestão, pelo que esses fatores devem ser estimulados. Desse modo, é importante a criação de um espaço totalmente inovador e tecnológico, propício à utilização de novas metodologias criativas e motivadoras como quadros interativos e plataformas de apoio ao empreendedorismo qualificado. Os estudantes universitários são outro público que se pretende alcançar. O Laboratório planeia ter locais destinados a programas de aceleração de start-ups universitárias, num espaço tecnológico de última geração. Procura-se criar equis interdisciplinares com ideias inovadoras num espaço para debater ideias, criar pequenos projetos com base nessas ideias e interligar com as incubadoras da região. A Universidade conta com uma oferta muito diversificada e quer apostar na transdisciplinaridade. Ainda neste sentido, o espaço servirá à realização de Bootcamps com um nível mais elevado do que os supramencionados para estudantes do ensino secundário, respeitando níveis de formação superiores, com durações anuais e com o propósito de colmatar as áreas mais debilitadas nos recursos humanos, como o caso da Programação, e que atualmente são de elevada importância para o desenvolvimento tecnológico e económico da região. Estão previstas no Plano a realização de atividades com vista à criação de laboratórios de transferência de tecnologia e conhecimento, instigando a criação de spin-offs universitárias. Estes proporcionarão a interface entre projetos de investigação e ideias de negócio. Inicialmente as áreas de foco serão o Agronegócio, a Saúde Digital, a Tecnologia e a Gestão. No entanto, no futuro pretende-se alargar esta ação a todas as áreas disciplinares presentes na Universidade de Évora. A Universidade de Évora conta com diversos cursos nestas áreas, nomeadamente Agronomia, Biotecnologia, Biologia Humana, Química, Ciências da Computação, Design, Gestão e outros de semelhante interesse, assim como unidades de investigação. Os objetivos são a promoção da inovação, a transferência de tecnologia, a promoção de serviços especializados, a promoção do empreendedorismo e apoio na criação de negócios, e a caracterização da oferta tecnológica da universidade nas áreas em causa. O Laboratório promoverá assim divulgação de resultados da investigação com potencial de aplicação de negócio, a identificação de eventos e fontes de financiamento de projetos, a ligação a redes internacionais, a realização de brokerages tecnológicos e workshops, a elaboração de catálogos tecnológicos, a elaboração de uma plataforma de oferta e procura de tecnologia e a promoção e adequação dos serviços especializados da UÉ às necessidades das empresas. Com a aposta nestas áreas será dado um ênfase, não exclusivo, às áreas estratégicas do Alentejo (EREI). Por fim, no Business lab existirá um espaço destinado à valorização e proteção da propriedade intelectual, com o objetivo de criar uma interface entre a Universidade e o tecido empresarial. Pretende-se criar uma plataforma onde constará a tecnologia protegida e onde decorrerão sessões de sensibilização junto do meio académico.Em suma, esta operação visa dotar a Universidade de Évora, designadamente o Business & Lab - UE, da capacidade de ser uma referência nacional e internacional nas áreas de Inovação e Empreendedorismo, utilizando e fomentando os conhecimentos e os recursos da região e criando interfaces valiosas, com o desígnio de aumentar o seu desempenho nestas áreas.

Conclusion date 30.06.2023

Financing value 563,38 thousand €

A produção dos equinos em Portugal, em particular no Alentejo, está longe do seu potencial máximo. De modo a melhorar a eficiência da produção torna-se imprescindível uma melhoria da capacitação técnica de todos os envolvidos no sistema produtivo, nomeadamente, médicos e enfermeiros veterinários, zootécnicos e técnicos de produção animal, equitadores e criadores. A criação de equinos implica a sua reprodução e maneio, mas também o conhecimento de técnicas de avaliação e seleção de reprodutores, e consequente melhoria dos critérios de seleção. O Puro Sangue Lusitano (PSL) é a principal raça de equinos em Portugal, sendo que a maioria das eguadas se localiza na região do Alentejo. Nos últimos dois anos a Universidade de Évora foi responsável por dois projetos, na área das biotecnologias da reprodução e diagnóstico da doença articular, tendo os mesmos tido uma aceitação muito relevante pelo setor. A equipa vê-se potencializada com a participação de investigadores da Escola Superior Agrária de Elvas (ESAE) com experiência na área da reprodução e da fisiologia do desporto e da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Santarém (ESAS) com experiência nas áreas da avaliação genética e morfo-funcional de equinos da raça PSL. Nesta ação procura-se transferir conhecimento de modo mais integrado envolvendo todos os elementos da cadeia produtiva. A operação divide-se em 7 tarefas, as quais serão desenvolvidas ao longo dos 2 anos através da realização de workshops (9), sessões práticas de demonstração (18), seminários (9), projetos piloto (2), folhetos de divulgação (2) e manuais práticos com 20-30 páginas cada (4). Numa primeira tarefa procurar-se-á abordar o diagnóstico e tratamento de éguas com problemas de fertilidade, nomeadamente éguas com infeções uterinas. Apesar de ser frequente a utilização de tratamentos com antibióticos, torna-se imperativa a sua redução. No primeiro trimestre do projeto realizar-se-á um workshop para médicos veterinários, sobre o diagnóstico e tratamento de infeções uterinas na égua. A demonstração da aplicação de testes de cultura microbiana e sensibilidade aos antibióticos (TSA), que podem ser feitos na exploração, permitirá uma maior rapidez na resposta e uma utilização mais adequada e racional dos mesmos. Será feita, ao longo dos dois anos, num projeto piloto. Ao longo de duas épocas reprodutivas, serão realizadas 6 sessões de demonstração prática de modo a capacitar técnicos para a sua realização e interpretação. No final do ensaio piloto, será organizado um seminário para criadores, equitadores, enfermeiros e médicos veterinários para sensibilizar todos os intervenientes para a necessidade desta ação. Será igualmente organizado um workshop para médicos veterinários onde se divulgarão os resultados e implicações práticas e um workshop para enfermeiros veterinários para realização prática de citologia e cultura microbiana. Será disponibilizado um pequeno manual técnico e um folheto de divulgação. Na tarefa 2 pretende-se transferir conhecimentos na área da recolha e transferência de embriões. Esta técnica requere experiência na manipulação do embrião, utilizando lupa e instrumentos de manipulação próprios, bem como conhecimentos sobre a técnica de lavagem da dadora, pesquisa e classificação do embrião e sua transferência. Será feito um workshop em que se fará o treino da manipulação de oócitos, utilizando como modelo óocitos de vaca obtidos em matadouro, de tamanho semelhante ao embrião da égua. Num segundo workshop será feita a demonstração das recolhas e transferência de embriões em éguas. No final será apresentado um manual técnico sobre transferência de embriões em éguas. Na tarefa 3 pretende-se demonstrar a possibilidade de melhorar a capacidade de avaliação morfológica e funcional dos animais candidatos a reprodutores, através de uma avaliação mais objetiva e precisa. Serão realizados dois seminários e um workshop prático para sensibilização da necessidade de consolidação das técnicas de avaliação, incluindo a avaliação do sistema locomotor utilizando sistemas objetivos e grelhas de classificação (e.g. avaliação linear e morfometria), assim como, a utilização complementar de sistemas instrumentais de avaliação da qualidade e regularidade dos andamentos (lamness locator). Será reforçada a necessidade de seleção dos garanhões, também com base em caracteres fisiológicos que potencializem a sua capacidade desportiva, tais como os parâmetros cardiovasculares ou a resposta ao stress. Complementarmente a tudo isto será importante reforçar o interesse da avaliação genética para características morfológicas e funcionais nas opções de seleção dos candidatos a reprodutores. Estas metodologias e técnicas são relevantes para criadores, mas também para equitadores e outros profissionais envolvidos na utilização de equinos na vertente desportiva. Na tarefa 4 pretende-se transferir conhecimento sobre a utilização de marcadores genéticos e a possibilidade da sua utilização como auxiliar da seleção de reprodutores. Serão divulgados resultados de genotipagem, já existentes, que serão correlacionados com várias características fenotípicas. Serão analisadas novas amostras, de animais específicos, de modo a serem correlacionadas com caracteres de seleção e demonstrada a sua utilidade. Serão realizados 3 seminários para criadores e será publicado um folheto de divulgação. Na tarefa 5, dirigida sobretudo a equitadores e técnicos, dedicados ao maneio dos equinos pretendem-se divulgar técnicas de treino dos garanhões para recolha e processamento do sémen, o que se torna imprescindível para melhorar a eficiência da inseminação artificial, mas também para a segurança de operadores e animais. Realizar-se-á um workshop e um seminário destinado a criadores, equitadores, técnicos de produção, enfermeiros e médicos veterinários. Será publicado um pequeno manual prático. Na tarefa 6 pretende-se demonstrar a importância da melhoria do maneio do recém-nascido no seu crescimento e na produção de animais de qualidade. Num projeto piloto, feito na coudelaria de Alter será avaliada a eficácia do maneio do colostro, através da medição da concentração de imunoglobulinas no colostro da mãe e soro do poldro. Será igualmente demonstrada a vantagem de avaliar e criopreservar colostro, de modo a ter um banco de colostro disponível para administração a poldros problema. Pretende-se também demonstrar o efeito da avaliação radiológica em poldros e correspondente correção ortopédica de modo a prevenir doenças do desenvolvimento. Além do projeto piloto, implicará 6 sessões práticas e a realização de workshop no final do projeto piloto. A tarefa 7, que estará intimamente relacionada com a tarefa 6 visa transferir conhecimentos sobre a importância da nutrição na eficácia reprodutiva e produtiva das eguadas. Além das sessões praticas serão realizados 2 seminários sobre a nutrição da égua e do garanhão nas condições do Alentejo e workshop sobre a avaliação da condição corporal.

Conclusion date 30.09.2023

Financing value 550,49 thousand €

A operação enquadra-se na estratégia conjunta do SRTT, conforme documento de suporte. Nesta proposta, o LITHOS (Laboratory for Innovation and Technological Hub for Ornamental Stone) deve articular as competências de diversas unidades de Investigação da Universidade de Évora. Este "front office" não se sobrepõe às unidades de investigação já criadas, que serão reforçadas. Deverá potenciar o trabalho de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI), efetuado por Unidades de Investigação da Universidade de Évora, fundamentalmente focadas no estudo material da Pedra Ornamental e na criação de novas ferramentas para a Indústria. Estas unidades de IDI desenvolverão e testarão novos produtos (e.g. consolidantes, impermeabilizantes, abrasivos), apresentarão soluções para melhoramento e previsão do comportamento da rocha, ou proporão novos mecanismos de controlo de qualidade. No presente momento, serão envolvidas as unidades Laboratório de Ensaios Mecânicos, Instituto de Ciências da Terra e Laboratório HERCULES. O Laboratório de Ensaios Mecânicos, uma unidade tecnológica instrumental de caracterização mecânica de Pedras Ornamentais, deve prestar serviços às empresas do sector, respondendo às necessidades recorrentes das empresas no que concerne a certificação e controle de qualidade. Deve, igualmente, apoiar de forma consistente as atividades de I&D industrial das empresas. O Instituto de Ciências da Terra (ICT), classificado como "Excelente" pela FCT, é uma unidade multidisciplinar cuja missão é realizar investigação, desenvolvimento tecnológico e promover a formação avançada no domínio das Ciências da Terra. Deverá ser especialmente ativo em atividades de cartografia geológica temática e caracterização estrutural dos maciços rochosos O Laboratório HERCULES, criado em 2009, é uma infra-estrutura de investigação dedicada ao estudo material de património cultural e ao desenvolvimento de novas técnicas de análise no domínio da caracterização de (geo-) materiais e do desenvolvimento de metodologias analíticas para estudo da sua alterabilidade, bio-colonização e biodegradação. É composto por vários laboratórios com a capacidade para desenvolver uma investigação inovadora. Em 2013, o Laboratório HERCULES foi submetido à avaliação FCT enquanto Unidade de Investigação e Desenvolvimento e foi avaliado como "Excelente". Acresce que o Laboratório HERCULES coordena o consórcio IPERION-CH.pt, que inclui o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) e o Laboratório José de Figueiredo da Direcção-Geral do Património Cultural (LJF-DGPC), que foi avaliado em 2013 e considerado de importância estratégica, integrando desde então a Roteiro Nacional de Infraestruturas de Investigação de Interesse Estratégico. No âmbito do LITHOS, o Laboratório HERCULES é responsável para caracterização química e mineralógica das RO, pela descrição e controle dos processos de alteração das mesmas rochas e pela criação de novos produtos e soluções para a Indústria. Espera-se que num futuro muito próximo, o LITHOS possa incorporar outras áreas de saber, nomeadamente em gestão (i.e. CEFAGE - Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia da Universidade de Évora) e em ciências de computação (LISP - Laboratório de Informática, Sistemas e Paralelismo) e mecatrónica, no apoio à produção. Desta forma, as competências da Universidade de Évora são reorganizadas num Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia (CVTT), capaz de fazer cumprir, no sector das Rochas Ornamentais, as obrigações de Ensino pós-graduado, Investigação e Extensão Universitária, relativas a este estabelecimento de ensino. Pretende-se, incorporar tecnologia num sector económico tradicional, melhorando a sua competitividade num mercado global cada vez mais difícil. Para atingir este objetivo, o conjunto das Unidades de Investigação do LITHOS deverão prestar serviços especializados, formar recursos humanos altamente especializados (i.e. Mestres e Doutores), dinamizar atividades IDI em cooperação com empresas, estimular a procura e uso de novas soluções e materiais, valorizando o conhecimento científico. A capacidade já instaladas, o histórico de ações de IDI e as perspetivas de futuro permitiram à ASSIMAGRA (http://www.assimagra.pt/) e à Associação Cluster Portugal Mineral Resources (https://www.clustermineralresources.pt/) apoiar esta iniciativa. A Associação Empresarial que representa os Recursos Minerais de Portugal (ASSIMAGRA) tem como missão contribuir para o desenvolvimento tecnológico e económico do setor e intervir de uma forma consolidada e estruturada junto dos organismos oficiais, em defesa e representação do setor. A Associação Cluster Portugal Mineral Resources promove o conhecimento e a valorização económica sustentável dos recursos minerais, dinamizando a capacidade exportadora e o valor acrescentado do Setor, através do aprofundamento do conhecimento do potencial económico dos recursos, da promoção da I&DT+I e ainda, através do aumento das competências (técnicas, tecnológicas e de gestão) e do estímulo da cooperação interempresarial e inter-institucional. A cooperação das duas entidades será fundamental na promoção e internacionalização do LITHOS. Assim, para contribuir para o aumento de competitividade das empresas do sector das Rochas Ornamentais, a Universidade apresenta propõe-se criar uma interface denominada LITHOS - Laboratory for Innovation and Technological Hub for Ornamental Stone e a atualização dos meios técnicos das Unidades de Investigação representados nessa interface. Para o conseguir serão executadas um conjunto de atividades e é requerido um conjunto de recursos humanos e materiais. O Plano de ação está organizado em atividades e em tarefa. A as atividades são: - Atividade 1: LITHOS - Laboratory for Innovation and Technological Hub for Ornamental Stone Objetivo: Criação de uma interface ou "front office" (LITHOS - Laboratory for Innovation and Technological Hub for Ornamental Stone) entre a Universidade de Évora e as empresas do sector das Rochas Ornamentais - Atividade 2: Reforço e upgrade das capacidades de microscopia Objetivo: Reforçar as capacidades de microscopia e microanálise do Laboratório HERCULES. - Atividade 3: Testes de alterabilidade Objetivo: Criar os meios para testar a alterabilidade das rochas em ambientes quimicamente agressivo. - Atividade 4: Testes físico-mecânicos Objetivo: Melhor a capacidade de testar a pedra nas suas propriedades mecânicas, sobretudo antes da extração da Pedreira.

Conclusion date 30.06.2023

Financing value 514,46 thousand €

Este projecto reúne uma equipa multidisciplinar coordenada pelo Pólo do ICT da Universidade de Évora e propõe-se colmatar uma lacuna no conhecimento, dos modelos metalogénicos existentes para os recursos minerais da Zona de Ossa Morena (ZOM), criando conhecimento científico e tecnológico susceptível de ser aplicado pelas companhias mineiras instaladas ou com interesses na região. De facto, dada a complexidade geológica da ZOM, não foi até ao momento possível definir modelos metalogénicos para a génese dos sistemas mineralizantes presentes neste sector, o que é uma condicionante negativa para as atividades das companhias mineiras, obrigando-as a dedicarem muito tempo e verbas de investimento no reconhecimento primário dos depósitos minerais. Apesar de uma crescente procura de abordagens inovadoras no que diz respeito às técnicas de prospecção e de estimativa de reservas existentes, as companhias mineiras estão muito condicionadas pela falta desse modelo metalogénico. Um exemplo disso vem descrito no relatório da companhia Zacks (scr.zacks.com) a trabalhar para a Colt resources, onde é dito "testing the structural continuity of the deposit by analyzing shear orientations and specifically targeting shear intersections in the drilling program. Utilizing this framework and based on drilling results, a 3D gold mineralization deposit model was constructed..." Assim, o projeto visa criar um modelo metalogénico que seja uma ferramenta de suporte às companhias interessadas em pesquisar e explorar os recursos da região. O modelo permitirá a economia de verbas, meios e tempo nas operações de prospecção geológica e deverá incluir informação que permita identificar as formas e os locais mais favoráveis para a existência dos recursos. O modelo será o produto final do projecto, sendo este sustentado num conjunto de mapas geológicos clássicos e em cartografia 3D. Para atingir os objectivos, propõe-se a realização das seguintes tarefas: 1- Criação de Base de Dados, Sistema de Informação Geográfica e recolha bibliográfica. Resultados esperados: Base de dados relacional com a informação relevante. Sistema de informação geográfica com dados relevantes Síntese monográfica com os elementos relevantes sobre a geologia e a metalogenia da Zona de Ossa Morena, incluindo dados das regiões adjacentes, nomeadamente ZOM espanhola, contacto com a Zona Centro Ibérica e contacto com a Zona Sul Portuguesa. 2- Cartografia geológica e estrutural e litoestratigrafia de locais selecionados. Resultados esperados: Identificação de metalotectos associados a mineralizações estratiformes. Relação entre os episódios magmáticos e a génese de mineralizações. Definição das relações entre as fases tectonometamórficas variscas e as mineralizações. 3- Mineralogia e fluidos de ocorrências selecionadas. Resultados esperados: Paragénese e químismo das mineralizações estudadas. Mineralogia das alterações hidrotermais presentes nas mineralizações. Percurso PVTX dos sistemas mineralizantes. Pathfinders mineralógicos. 4- Estudos geoquímicos. Resultados esperados: Mapa geoquímico regional das principais unidades geológicas. Definição de valores de fundo e anómalos para os principais binómios unidade geológica/elemento químico. Validação geoquímica das ocorrências minerais identificadas para a ZOM. Análise dos modelos de dispersão elementar associados a cada um dos depósitos minerais tipo estudados. Definição de elementos-guia para os depósitos minerais estudados. Os mapas geoquímicos podem servir, em casos seleccionados, para a avaliação de risco de poluição de solos e linhas de água. 5- Estudos geofísicos. Resultados esperados: Mapas de anomalias gravimétricas ,magnéticas sismicas em áreas selecionadas 6- Análise de dados e definição de modelo metalogénico. Resultados esperados: Workshop para discussão dos resultados. Criação de ferramentas e metodologias para a definição dos modelos metalogénicos. 7- Divulgação de resultados: Elaboração de mapas geológicos clássicos e em cartografia 3D evidenciando os modelos metalogenéticos estabelecidos com base nas tarefas anteriores. Realização de acções de divulgação junto das entidades interessadas (poder local e escolas das regiões envolvidas). Realização de cursos de verão e de campo centrados nas temáticas dos recursos minerais. Realização de uma conferência final com a participação de stakeholders nacionais e internacionais. Publicação de pelo menos seis publicações científicas em domínios científicos enquadráveis na RIS3. Realização de duas teses de mestrado. Realização de três teses de doutoramento. Todas as tarefas enumeradas implicam a realização de trabalhos de gabinete, sendo de referir que as tarefas 2 e 5 implicam a realização de numerosas campanhas de campo e as tarefas 3 e 4 intenso trabalho laboratorial.

Conclusion date 16.11.2022

Financing value 509,61 thousand €

O vasto Património Cultural e Natural [PCN] do Alentejo constitui um legado de valor incalculável, crucial para a afirmação da sua identidade histórica e cultural e para o desenvolvimento socioeconómico da região. Neste sentido, o Laboratório HERCULES [LH] tem contribuído para o estudo e valorização do PCN, aplicando metodologias das ciências biológicas, físicas e dos materiais em abordagens interdisciplinares tanto a nível regional, como nacional e internacional. Consciente do importante papel dos microrganismos na deterioração e degradação dos bens patrimoniais e da necessidade de promover e priorizar o estudo da biodeterioração para a salvaguarda do Património, o LH tem apostado fortemente na investigação das comunidades microbiológicas envolvidas nestes processos. O projeto M3DUSA enquadra-se nesta estratégia de investigação e desenvolvimento e tem como objetivo desenvolver novas metodologias para identificação, monitorização e mitigação de microrganismos deteriogénicos aplicáveis em dois dos eixos centrais da economia da região do Alentejo: o património cultural e construído, pilar do setor turístico e cultural, e o setor da indústria corticeira, com um volume de negócios anual perto dos 200 MEUR, e com elevado potencial de crescimento e internacionalização. O projeto M3DUSA está assim estruturado de modo a desenvolver paralela e sinergicamente investigação em três linhas de ação baseadas no desenvolvimento e implementação de tecnologias para analisar, detetar, sinalizar e mitigar a microbiota nociva, responsável pelo decaimento de bens patrimoniais ou matérias-primas. Deste modo, as linhas de ação definidas são: - Desenvolvimento de ferramentas rápidas e sensíveis para sinalização e análise dos agentes biodeteriogénicos envolvidos no processo de degradação/deterioração do Património, com particular incidência no património construído; - Desenvolvimento de ferramentas para análise e sinalização dos agentes biodeteriogénicos que permitam o controlo de matéria-prima e de processo de produção da cortiça, que garanta as propriedades do produto final adequadas para a sua comercialização. - Desenvolvimento de novos biocidas verdes para implementação de estratégias de mitigação dirigidas aos agentes nocivos e biodeteriogénicos Nos últimos anos, o LH tem desenvolvido trabalho pioneiro nesta área dedicado ao desenvolvimento de metodologias e ferramentas simples, rápidas, económicas e cada vez mais otimizadas, que permitam obter um conhecimento mais detalhado sobre as comunidades microbiológicas e sua mitigação [1-3]. No entanto, dada a ubiquidade dos microrganismos e a crescente aplicação em bioprocessos existe uma necessidade global para analisar, monitorizar e elucidar o papel dos mesmos, associados ao aumento da exigência do consumidor, a medidas de segurança e controlo industrial. Deste modo torna-se prioritário o desenvolvimento e implementação/transferência de metodologias, que permitam obter um conhecimento mais detalhado sobre as comunidades microbiológicas e desvendar o papel individual de cada interveniente nos diferentes processos. Assim, de forma a efetivar as linhas de ação definidas, a estratégia delineada para o projeto M3DUSA envolve: - Identificação e monitorização dos agentes microbiológicos por técnicas de cultura (meios de cultura seletivos comerciais, formulação de meios nutritivos para promover desenvolvimento de microrganismos ainda não cultiváveis), metodologias moleculares (Sequenciação de Nova Geração, Real Time PCR, FISH, entre outros) e espectrais (microscopia eletrónica de varrimento, microscopia Raman, FTIR); - Sinalização, deteção e caracterização dos agentes biodeteriogénicos envolvidos nos processos de alteração; - Desenvolvimento de protocolos analíticos que permitam a deteção e distinção de microrganismos alvo; - Estudos de simulação para otimização de metodologias/protocolos analíticos de forma a avaliar a aplicabilidade/rentabilidade das mesmas; - Validação de tecnologias e abordagens desenvolvidas empregando técnicas complementares; - Implementação de tecnologia FISH a agentes biodeteriogénicos do património e da indústria corticeira para permitir screening em tempo real da população microbiológica presente e como forma de prevenção de proliferação de agentes contaminantes indesejáveis; - desenvolvimento de novos biocidas verdes para serem usados na prevenção e tratamento e como aditivos para novos produtos; - Transferência de conhecimento para promover o desenvolvimento de estratégias economicamente viáveis e eco friendly para eliminação de contaminantes indesejáveis. Como objetivo final do projeto M3DUSA pretende criar-se: - Kits específicos, para os diferentes tipos microorganismos e sistemas estudados, compostos por protocolos e materiais analíticos que permitam de uma forma expedita, simples e barata identificar microorganismos em campo, ou, no point-of-care; - Novos biocidas produzidos e otimizados através de abordagens biotecnológicas e sintéticas que permitam ir ao encontro das diretivas de redução do uso de pesticidas químicos gerais como biocidas e da necessidade profissional para biocidas mais eficazes e mais seguros. O projeto M3DUSA permitirá assim a sinalização e monitorização de agentes biodeteriogénicos, contribuindo para a deteção antecipada de alterações e processos indesejáveis, possibilitando a delineação de estratégias de remediação a ser levadas a cabo com a utilização de biocidas naturais, desenvolvidos no âmbito do projeto. Desta forma será potenciada a competitividade das empresas e industrias que reverterá na economia e setor turístico da região. A realização deste projeto fomentará a interligação entre os setores industriais e as unidades de investigação, nomeadamente, alargará os eixos de ação do LH que mantendo a sua missão de valorização e salvaguarda do Património, pretende consolidar os trabalhos já iniciados nestes domínios e promover a inovação e transferência tecnológica para outros setores, impulsionando a competitividade e eficácia do setor industrial da região. Tomando partido das competências instaladas e do investimento ocorrido no Laboratório nos últimos anos, o projeto M3DUSA terá como missão estabelecer uma estratégia de investigação e desenvolvimento que fomente a geração de valor, proveniente da aplicação dos resultados obtidos com vista ao desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas com elevado potencial de mercado, contribuindo assim para o cumprimento da Estratégia Regional de Especialização Inteligente. [1] Rosado, T.; Mirão, J.; Candeias, A.; Caldeira, A. T. Anal Bioanal Chem 2014, 406, 887 [2] González, M.; Vieira, R.; Nunes, P.; Rosado, T.; Martins, S.; Candeias, A.; A, P.; Caldeira, A. T. In e-conservation Journal 2014, Vol 2. pp 44-52 [3] Silva M, Rosado T, Teixeira D, Candeias A, Caldeira, A T (2015).Prod of Green biocides for CH- novel biotech. solutions. Int J. of Conserv. Science. (In Press).

Conclusion date 24.02.2020

Financing value 506,03 thousand €

A Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Alentejo (EREIA) reconhece a elevada adequação das condições climáticas e do solo para a produção tradicional de azeite, vinho, pastos, madeira e cortiça, entre outros, que tendem a sofrer intensificação num futuro próximo. Este processo implicará o aumento do uso de pesticidas, sobre-pastoreio, gestão mecanizada ou simplificação da paisagem, que podem alterar a prestação de serviços ambientais importantes, como o controlo biológico de pragas que ocorre naturalmente por predadores e parasitoides. O Alentejo possui uma fauna única e bem preservada com uma comunidade abundante e muito diversa de potenciais agentes de biocontrolo de pragas de insetos, incluindo vertebrados, como morcegos e aves insectívoras, e invertebrados, como vespas parasitoides e aranhas. Estes organismos consomem diariamente um elevado número de insetos-presa, incluindo importantes pragas das principais culturas agrícolas do Alentejo, proporcionando um serviço natural significativo de controlo, minimizando o uso de pesticidas. Neste contexto, os serviços de biocontrolo proporcionam incentivos claros para a conservação da biodiversidade em paisagens de produção, sobretudo de aves e morcegos, que estão a sofrer um declínio global sem precedentes, principalmente devido a mudanças no uso do solo e intensificação agrícola. No entanto, a gestão de agroecossistemas baseada nos serviços de biocontrolo orientada para a conservação da biodiversidade tem lacunas de informação vital. Nomeadamente, (a) que espécies atuam como agentes de controlo biológico e qual é sua contribuição para estes serviços num determinado sistema de produção? (b) quais os fatores ambientais que influenciam a distribuição das espécies biocontroladoras e dos serviços de controlo de pragas que prestam? (c) qual o valor ecológico dos serviços de biocontrolo e qual o impacto económico da sua perda? Ao reunir essas informações, o projeto proposto permitirá adquirir e disponibilizar conhecimento essencial para integrar a biodiversidade e os serviços de ecossistema nos planos de gestão, contribuindo para enfrentar um dos maiores desafios de sustentabilidade da produção e segurança alimentar no Alentejo como indicado na EREIA. Com o advento de técnicas moleculares avançadas como a metagenómica, é possível processar grandes quantidades de amostras biológicas para identificar as espécies e quais as relações funcionais entre elas, um processo conhecido como "metabarcoding". Contudo, este processo depende da existência de bibliotecas de referência com sequências genéticas das espécies-alvo - o código de barras genético das espécies ou "barcode". Esta é uma limitação importante para a aplicação da metagenómica aos serviços de biocontrolo devido à falta de informação sobre a composição de espécies agentes de biocontrolo e das pragas de insetos. Só através da criação desta biblioteca de sequências genéticas será possível enfrentar o desafio da promoção de um regime agroambiental sustentável com produtos de alto valor acrescentado. Além disso, não existem ferramentas rigorosas e sistemáticas para a monitorização dos agentes de biocontrolo, algo que é fundamental para modelar e prever a prevalência e a estabilidade dos serviços de controlo biológico no espaço e no tempo. O objetivo global do projeto de investigação é proporcionar às partes interessadas (gestores e decisores políticos), uma gestão rigorosa e com base científica para os serviços de controlo biológico criando projetos de produção com compatíveis com a conservação da biodiversidade no Alentejo. Para abordar este desafio, o projeto vai simultaneamente desenvolver métodos avançados de monitorização e uma biblioteca de referência de "barcoding" genético para agentes de controlo biológico e pragas de insetos em sistemas de produção chave no Alentejo, identificados na EREIA. O projeto proposto terá 3 linhas principais. Primeiro, quantificar ecologicamente e economicamente, os serviços naturais de controlo de pragas fornecidos por morcegos e aves insectívoras, e por vespas parasitoides em olivais, vinhas e montados. Este objetivo será alcançado através da combinação de métodos de amostragem tradicionais com métodos automáticos (dispositivo para deteção e identificação de espécies de modo automático e em tempo real) que serão aperfeiçoados com o financiamento desta proposta. Estes métodos inovadores permitirão determinar - de uma forma simples e com uma elevada relação custo-benefício - a distribuição espacial e a atividade de alimentação dos agentes de biocontrolo em grandes áreas. Foi realizada uma pesquisa intensiva nos sítios europeus de registo de patentes e não foram encontrados equipamentos semelhantes ao dispositivo de monitorização acima referido, apesar do elevado potencial associado. Por isso, acreditamos que este equipamento cumpre todos os requisitos necessários para fazer um pedido de patente ao IEP (Instituto Europeu de Patentes), e para ser comercializado para fins de inventariação e monitorização ambiental. Segundo, usando ferramentas de nova geração para sequenciação de ADN (metagenómica) o projeto vai desenvolver uma base de dados de sequências genéticas "barcoding" dos agentes naturais envolvidos na produção e segurança alimentar. O "metabarcoding" em larga escala de pragas e de agentes de biocontrolo irá constituir uma base de dados de referência sem precedentes para a região em estudo, proporcionando um conhecimento único para identificar em tempo útil a existência de agentes de biocontrolo e de pragas de insetos nos sistemas de produção em estudo. Sem dúvida, os resultados desta tarefa irão criar oportunidades de negócio que podem ajudar a impulsionar o crescimento económico na região pelos serviços prestados pela comunidade científica através de "metabarcoding" e pela otimização dos regimes agroambientais e do valor de mercado dos produtos. Esta tarefa vai permitir a especilização de um técnico do Alentejo em nas novas técnicas de sequenciação da ADN através de um estágio no Porto para utilização da plataforma "Next Generation Sequencing" que foi recentemente atribuída ao INBIO pelo H2020-WIDESPREAD 2014 (CIBionewgen.pt). Terceiro, o projeto irá criar e disponibilizar uma plataforma de conservação espacialmente explícita para explorar oportunidades de ajustar as metas de conservação da biodiversidade com os serviços de controlo biológico na região do Alentejo. Usando o conhecimento sobre o impacto ecológico e económico de agentes de biocontrolo em cada sistema de produção (Objetivo1) e a relação funcional entre pragas e agentes de biocontrolo (Objetivo2), irá desenvolver software específico para criar modelos espaciais que avaliem a prestação de serviços de controlo biológico em toda a região do Alentejo (Objetivo3).

Conclusion date 23.12.2019

Financing value 503,62 thousand €

Este projeto visa dar resposta a um dos problemas societais mais prementes da sociedade portuguesa e da região Alentejo - o Envelhecimento - proporcionando bens e serviços futuros que correspondam às necessidades sentidas pelos idosos e instituições (setor público e social). O projeto foi estruturado em estreita colaboração com os stakeholders comunitários que aceitaram participar nomeadamente a ARSA, Câmara Municipal de Évora e Beja e a Conferederação Nacional das Instituições de Solidariedade. A justificação para a apresentação deste projeto reside no impacto e custos que as quedas e a violência têm, não apenas para o idoso mas também em termos familiares, comunitários, sociais, de saúde e económicos, e ainda no trabalho já desenvolvido por membros da equipa de investigação nestas áreas. Diversos estudos têm reportado um aumento das taxas de morbilidade e de mortalidade imediata ou mediata à queda (Siracuse et al., 2012). Os custos de saúde, da dependência e da institucionalização (associados às quedas dos idosos), exigem cada vez mais recursos por parte da sociedade e têm implicações socioeconómicas diretas e indiretas (Gelbard et al., 2014). Segundo o Relatório do Center of Disease Control realizado por Dellinger & Stevens, (2006) os custos médicos com as quedas foram de 19 mil milhões de dólares para as quedas não fatais, valores que continuam a crescer. O cálculo deste valor inclui os custos com a assistência de emergência, o internamento, a reabilitação, as unidades de convalescença, as visitas domiciliárias, os tratamentos e as mudanças no domicílio (Shumway et al., 2009; Stevens, et al., 2006; Roudsari et al., 2005; Carroll & Slattum, 2005). Face a esta realidade, diversos autores têm salientado a importância dos programas de prevenção que envolvem os idosos e a sociedade (Galbraith et al., 2013), sendo a prevenção da queda uma ação prioritária da Comissão Europeia na iniciativa Active and Healthy Ageing (2015). Quanto à violência sobre os idosos, verifica-se que embora o seu reconhecimento público como um problema médico e social seja recente, este não é um fenómeno novo e tem sido o contínuo aumento de idosos a dar visibilidade a este fenómeno (Pires, 2009; Gonçalves, 2006). A violência sobre os idosos resulta de um combinação de fatores individuais (vítima e agressor), contextuais e socioculturais - as representações coletivas da violência que congregam mitos, crenças e estereótipos (INSA, 2014; Daichman et al, 2008; Ferreira-Alves, 2005). A violência e os maus-tratos estão também associados ao aumento da morbilidade e mortalidade nos idosos (Cooper, 2008; Lachs, 1998). Fatores como a vulnerabilidade, fragilidade, isolamento, empobrecimento e dependência financeira, concorrem para o aumento da ocorrência de violência sobre os idosos (Bitencourt, et al, 2007; Ferreira-Alves, 2005). Para concretizar este projeto foi constituída uma equipa de investigação multidisciplinar incluindo as seguintes áreas científicas: saúde; motricidade humana e informática.

Conclusion date 12.06.2020

Financing value 500,79 thousand €

Este projeto visa dar resposta a um dos problemas societais mais prementes da sociedade portuguesa e da região Alentejo - o Envelhecimento - proporcionando bens e serviços futuros que correspondam às necessidades sentidas pelos idosos e instituições (setor público e social). O projeto foi estruturado em estreita colaboração com os stakeholders comunitários que aceitaram participar nomeadamente a ARSA, Câmara Municipal de Évora e Beja e a Conferederação Nacional das Instituições de Solidariedade. A justificação para a apresentação deste projeto reside no impacto e custos que as quedas e a violência têm, não apenas para o idoso mas também em termos familiares, comunitários, sociais, de saúde e económicos, e ainda no trabalho já desenvolvido por membros da equipa de investigação nestas áreas. Diversos estudos têm reportado um aumento das taxas de morbilidade e de mortalidade imediata ou mediata à queda (Siracuse et al., 2012). Os custos de saúde, da dependência e da institucionalização (associados às quedas dos idosos), exigem cada vez mais recursos por parte da sociedade e têm implicações socioeconómicas diretas e indiretas (Gelbard et al., 2014). Segundo o Relatório do Center of Disease Control realizado por Dellinger & Stevens, (2006) os custos médicos com as quedas foram de 19 mil milhões de dólares para as quedas não fatais, valores que continuam a crescer. O cálculo deste valor inclui os custos com a assistência de emergência, o internamento, a reabilitação, as unidades de convalescença, as visitas domiciliárias, os tratamentos e as mudanças no domicílio (Shumway et al., 2009; Stevens, et al., 2006; Roudsari et al., 2005; Carroll & Slattum, 2005). Face a esta realidade, diversos autores têm salientado a importância dos programas de prevenção que envolvem os idosos e a sociedade (Galbraith et al., 2013), sendo a prevenção da queda uma ação prioritária da Comissão Europeia na iniciativa Active and Healthy Ageing (2015). Quanto à violência sobre os idosos, verifica-se que embora o seu reconhecimento público como um problema médico e social seja recente, este não é um fenómeno novo e tem sido o contínuo aumento de idosos a dar visibilidade a este fenómeno (Pires, 2009; Gonçalves, 2006). A violência sobre os idosos resulta de um combinação de fatores individuais (vítima e agressor), contextuais e socioculturais - as representações coletivas da violência que congregam mitos, crenças e estereótipos (INSA, 2014; Daichman et al, 2008; Ferreira-Alves, 2005). A violência e os maus-tratos estão também associados ao aumento da morbilidade e mortalidade nos idosos (Cooper, 2008; Lachs, 1998). Fatores como a vulnerabilidade, fragilidade, isolamento, empobrecimento e dependência financeira, concorrem para o aumento da ocorrência de violência sobre os idosos (Bitencourt, et al, 2007; Ferreira-Alves, 2005). Para concretizar este projeto foi constituída uma equipa de investigação multidisciplinar incluindo as seguintes áreas científicas: saúde; motricidade humana e informática.

Conclusion date 12.06.2020

Financing value 500,79 thousand €

Este projeto visa dar resposta a um dos problemas societais mais prementes da sociedade portuguesa e da região Alentejo - o Envelhecimento - proporcionando bens e serviços futuros que correspondam às necessidades sentidas pelos idosos e instituições (setor público e social). O projeto foi estruturado em estreita colaboração com os stakeholders comunitários que aceitaram participar nomeadamente a ARSA, Câmara Municipal de Évora e Beja e a Conferederação Nacional das Instituições de Solidariedade. A justificação para a apresentação deste projeto reside no impacto e custos que as quedas e a violência têm, não apenas para o idoso mas também em termos familiares, comunitários, sociais, de saúde e económicos, e ainda no trabalho já desenvolvido por membros da equipa de investigação nestas áreas. Diversos estudos têm reportado um aumento das taxas de morbilidade e de mortalidade imediata ou mediata à queda (Siracuse et al., 2012). Os custos de saúde, da dependência e da institucionalização (associados às quedas dos idosos), exigem cada vez mais recursos por parte da sociedade e têm implicações socioeconómicas diretas e indiretas (Gelbard et al., 2014). Segundo o Relatório do Center of Disease Control realizado por Dellinger & Stevens, (2006) os custos médicos com as quedas foram de 19 mil milhões de dólares para as quedas não fatais, valores que continuam a crescer. O cálculo deste valor inclui os custos com a assistência de emergência, o internamento, a reabilitação, as unidades de convalescença, as visitas domiciliárias, os tratamentos e as mudanças no domicílio (Shumway et al., 2009; Stevens, et al., 2006; Roudsari et al., 2005; Carroll & Slattum, 2005). Face a esta realidade, diversos autores têm salientado a importância dos programas de prevenção que envolvem os idosos e a sociedade (Galbraith et al., 2013), sendo a prevenção da queda uma ação prioritária da Comissão Europeia na iniciativa Active and Healthy Ageing (2015). Quanto à violência sobre os idosos, verifica-se que embora o seu reconhecimento público como um problema médico e social seja recente, este não é um fenómeno novo e tem sido o contínuo aumento de idosos a dar visibilidade a este fenómeno (Pires, 2009; Gonçalves, 2006). A violência sobre os idosos resulta de um combinação de fatores individuais (vítima e agressor), contextuais e socioculturais - as representações coletivas da violência que congregam mitos, crenças e estereótipos (INSA, 2014; Daichman et al, 2008; Ferreira-Alves, 2005). A violência e os maus-tratos estão também associados ao aumento da morbilidade e mortalidade nos idosos (Cooper, 2008; Lachs, 1998). Fatores como a vulnerabilidade, fragilidade, isolamento, empobrecimento e dependência financeira, concorrem para o aumento da ocorrência de violência sobre os idosos (Bitencourt, et al, 2007; Ferreira-Alves, 2005). Para concretizar este projeto foi constituída uma equipa de investigação multidisciplinar incluindo as seguintes áreas científicas: saúde; motricidade humana e informática.

Conclusion date 12.06.2020

Financing value 500,79 thousand €

O projeto "Cor de mármores e calcários comerciais: causas e alterações" vai contribuir para esclarecer a causa da cor de mármores e calcários portugueses assim como compreender e antecipar as suas alterações cromáticas. Deste modo, o projeto contribuirá para a competitividade das empresas de exploração e transformação de Pedra Ornamental e das empresas ligadas à conservação de património construído. Para alcançar estes objetivos maiores, conta-se com uma equipa multidisciplinar, altamente motivada, composta por bioquímicos, microbiologistas, geólogos e químicos do Laboratório Hercules (HERança CULtural Estudos e Salvaguarda) e ICT (Instituto de Ciências da Terra), da Universidade de Évora e do Cevalor - Centro Tecnológico da Pedra Natural de Portugal. As duas primeiras unidades de investigação estão classificadas com Excelente pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. O Cevalor é um centro tecnológico, interface empresa-investigação, líder na área da Pedra natural. Vários fatores controlam a escolha de uma pedra em prejuízo de outra pedra. A cor, tal como é entendida na arquitetura, é um dos aspetos mais característicos e visíveis das pedras naturais. Um quase infinito grupo de possibilidades de cores de pedras naturais está disponível e cada um confere um aspeto macroscópico diferente ao material (3). Nas rochas carbonatadas, tais como o calcário ou o mármore, a cor branco ou os tons de bege são dominantes, todavia é possível encontrar cores bastante exóticas, como vermelho, rosa, preto ou verde. A cor em rochas carbonatadas não alteradas pode ser devido a: 1) Incorporação de metais na estrutura cristalina de minerais do grupo dos carbonatos, como o ferro ou manganês em minerais como a calcite ou dolomite; 2) A presença de quantidades variáveis de diferentes minerais ou compostos que modificam a cor original para vermelho (e.g. óxidos de ferro), verde (e.g. clorite), negro (e.g. matéria orgânica) ou bege (e.g. minerais de argila). Assim, é possível compreender a cor dos calcários e mármores como uma questão de geoquímica ou mineralogia. A completa compreensão do mecanismo de coloração é essencial para: (i) durante a operação de uma pedreira, prever a cor dos blocos com bastante antecedência; (ii) antecipar o comportamento cromático, após a aplicação, de cada pedra e (iii) planear o tratamento preventivo e corretivo de pedras, no que concerne à cor ou a outras propriedades físicas. Sendo a alteração da cor uma questão crítica, no valor comercial do material pétreo, este processo constitui um problema científico, com consequências económicas muito importantes. A alteração da cor pode acontecer por vários processos, a saber: a) meteorização inorgânica da pedra e produção de novas fases mineralógicas com novas cores (4). Eventualmente, mudando apenas o estado de oxidação do ferro; b) criação ou deposição de pátinas inorgânicas, principalmente em ambientes altamente poluídos como centros urbanos (5,6); c) colonização biológica de rochas ornamentais e alteração de compostos orgânicos da rocha ou adição de pigmentos biogénicos (7); d) ação humana tal como vandalismo ou ação de limpeza, conservação ou restauração incorretas (8). Para adquirir o conhecimento, urgente para a indústria ornamental europeia, sobre os processos biológicos, geoquímicos e mineralógicos que estão na causa da alteração da cor dos mármores e pedra calcária pretende-se seguir a metodologia descrita de seguida: i) identificar os elementos químicos que, nos minerais como a calcite e dolomite, condicionam a cor da pedra; ii) associar a presença de diferentes fases mineralógicas a uma cor da pedra. Especialmente importante será os minerais de argila no calcário e os óxidos de ferro ou manganês nos mármores; iii) em pedras aplicadas anteriormente, obter uma relação entre a mineralogia ou composição geoquímica e bio-colonização que altera a cor original da pedra; iv) reproduzir o mecanismo de mudança de cor; v) estimar os efeitos da aplicação de errada de produtos de limpeza e de erros em ações de manutenção ou conservação-restauro da pedra. Para alcançar estes objetivos o projeto organiza-se em atividades de: o Amostragem. Como se pretende ter impacto na indústria de rochas ornamentais, os materiais selecionados deverão ser os economicamente mais importantes, pela utilização e exportação. Estas atividades serão coordenadas principalmente pela equipe CEVALOR. Cada uma das amostras será descrita e a sua cor medida por colorimetria e espectroscopia hiperespectral. o Análise mineralógica sobre os minerais originais e de meteorização associados a alterações cromáticas. A composição mineralógica será obtida por difracção de raios-X, espectroscopia de infra-vermelhos e termogravimetria. o Análise química da mesma rocha com diferentes colorações. Os ensaios analíticos serão efetuados por fluorescência de raios-X, microscopia eletrónica de varrimento com sistema de microanálise e ablação laser associada a um sistema de espectroscopia de massa. o Avaliação da bio-colonização identificando os micro-organismos presentes na rocha e associados a alterações cromáticas. Estas atividades serão conduzidas pela aplicação de metodologias de micro-biologia/bioquímica e requerem a aquisição de novas competências. o Alterações cromáticas em condições laboratoriais realizadas em camaras climáticas com controlo das condições ambientais como humidade, temperatura e luz o Atividades de divulgação junto da comunidade científica e das empresas da Pedra de forma a valorizar o impacto tecnológico-económico-social do projeto. (1) DGEG. (2012) Informação Estatística da Indústria Extrativa. Direção Geral de Energia e Geologia. (http://www.dgeg.pt/ ) (2) Montani, C. (2014) XXV Report Marble and Stones in the World 2014, Aldus Casa di Edizioni in Carrara, Italy (3) Siegesmund, S., Török. A. (2011) Building Stones in In Stone in Architecture: Properties, Durability . 4th ed. ed. S. Siegesmund and R. Snethlage. , Springer-verlag, pp 11-96 (4) Tiwari, L. B.; Jahagirdar, C. J.; Deshpande, V. D.; Srinivasan, R.; Parthasarathy, G. (2005) Weathering impact on the colour of building stones of the `Gateway of India' monument. Environmental Geology, 48 (6), pp.788-794 (5) Pavía, S.; Caro, S. (2006) Origin of Films on Monumental Stone Studies in Conservation, 51, (3), pp. 177-188 (6) Grossi, C. M., Brimblecombe, P., Esbert, R. M. and Alonso, F. J. (2007), Color changes in architectural limestones from pollution and cleaning. Color Res. Appl., 32: 320-331. (7) Warscheid, Th., Braams, J. (2000): Biodeterioration of stone: a review, Int. Biodeterioration Biodegrad. 46; pp. 343--368. (8) Andreotti A, Bonaduce I, Colombini MP, Modugno F, Ribechini E: A diagnosis of the yellowing of the marble high reliefs and the black decoration on the chapel of the tomb of Saint Anthony (Padua, Italy). Int J Mass Spectrom 2009, 284:123-130

Conclusion date 30.04.2020

Financing value 487,04 thousand €

A Comissão europeia adotou o conceito de especialização inteligente para o desenvolvimento de estratégias regionais baseadas nos recursos específicos e na competitividade de cada região. O desenvolvimento destas estratégias deverá ser alicerçado na realidade de cada região, identificando-se as características mais relevantes para a sua promoção e desenvolvimento. Para a região do Alentejo, o desenvolvimento de produções agrícolas e agroalimentares tecnologicamente evoluídas, ambientalmente sustentáveis e orientadas para a exportação, é um objetivo temático. Este objectivo tem especial relevância para a olivicultura no Alentejo, uma actividade com manifesta importância para a região. Por sua vez, as tendências de mercado revelam uma procura cada vez mais significativa para produtos de produção biológica e/ou ambientalmente responsáveis. A própria União Europeia destaca a promoção de alimentos produzidos de forma sustentável e ambientalmente equilibrada, como um objectivo a atingir (http://ec.europa.eu/research/bioeconomy/). Paradoxalmente, a intensificação recente da olivicultura na região do Alentejo tem vindo a reforçar a utilização, repetida, da luta química na protecção contra os seus inimigos-chave. Neste contexto destaca-se a substância insecticida dimetoato, tradicionalmente aplicada no olival contra a mosca-da-azeitona, um dos principais inimigos-chave da cultura, devido ao seu de modo de acção sistémico, com acção sobre os estados larvares da praga. Contudo, a aplicação continuada dessa substância já conduziu ao desenvolvimento de resistência ao insecticida, observando-se elevadas percentagens de moscas resistentes em diversos países, como na Grécia (80-90%). A situação foi avaliada em Portugal, de forma ainda preliminar, no âmbito do projecto Inalentejo ALENT-07-0324-FEDER-001747, tendo-se identificado uma presença média de individuos resistentes ainda inferior a 50% das moscas capturadas. Trata-se de um valor já preocupante e, atendendo à forma rápida como as populações resistentes se multiplicaram noutros países, está prevista neste projecto a reavaliação, de forma mais extensa e precisa, da ocorrência desse fenómeno nos olivais da região. A existência de moscas resistentes ao dimetoato retrata de forma bem clara as deficiências associadas a estratégias de luta baseadas apenas numa única metodologia, neste caso numa única substância insecticida. Nestas situações, é de esperar que a médio/longo prazo se verifiquem notórias falhas de eficácia da metodologia, podendo mesmo verificar-se a sua total ineficácia para limitar o inimigo alvo. A solução para evitar a ocorrência deste problema, e de outros semelhantes, está na utilização de estratégias de protecção do olival que contemplem diversas metodologias, tal como preconiza o conceito da Protecção Integrada. Outro inimigo de grande importância para o olival é a micose denominada por gafa (Colletotrichum sp), que pode comprometer a quase totalidade da produção de azeitona, com especial impacto na qualidade do azeite, à semelhança do que sucede com a mosca-da-azeitona. Actualmente, os tratamentos fungicidas contra a gafa são realizados no final do Verão ou início do Outono, com o advento das primeiras precipitações, com produtos preventivos que impeçam a infecção dos frutos nesse período. Todavia, o conhecimento já adquirido sobre a doença permitiu constatar a infeção da oliveira por parte da gafa, na altura na primavera (floração). Pela nossa experiência, adquirida em mais de duas dezenas de anos de estudos de campo no olival, é muito recorrente verificar a presença de frutos infestados pela doença, apesar da aplicação prévia de fungicidas, com modo de acção por contacto. Dessa forma o conhecimento aprofundado sobre a biologia da gafa é de grande importância, não só para se identificar com rigor onde permanece o inóculo do fungo, como os seus períodos de maior infecção, para que a aplicação das substâncias fungicidas seja realizada no momento mais indicado e eficaz. Recentemente, outro inimigo surgiu no olival - Xylella fastidiosa - uma bactéria que causa a doença denominada por 'declíneo súbito do olival', que tem provocado a rápida morte de elevadas extensões de olival, em Itália, onde a doença foi primeiramente detectada. Embora ainda não presente em Portugal, face à extrema gravidade da doença (classificada como A1), para a qual não existe qualquer tratamento, para além do controlo preventivo dos seus vectores, é muito importante que se avalie o seu risco de ocorrência no Alentejo, através do conhecimento da presença dos seus insectos vectores nos olivais da região tal como indicado pela decisão de execução 2015/789 da comissão europeia. De acordo com o exposto, em consonância com os objectivos definidos pela estratégia inteligente, e na procura de modos de produção mais sustentáveis e com reduzido impacto ambiental, propomos a execução de quatro tarefas (discriminadas no item Objectivos, da candidatura), cujos objectivos foram definidos em resposta a vários estrangulamentos identificados ao nível da protecção fitossanitária do olival. Pretende-se nomeadamente contribuir para a melhoria da protecção do olival contra o inimigo-chave mosca-da-azeitona, ampliando-se as estratégias disponíveis para a sua limitação. A disponibilidade de uma estação-armadilha autónoma de captura em massa (Tarefa 1), no âmbito da luta biotécnica, que tenha a mesma eficácia das armadilhas actualmente existentes, sem requerer o elevado input em trabalho manual associado às armadilhas actuais de captura e morte, por possuir um funcionamento autónomo, é uma inovação tecnológica, que tornará a utilização desta metodologia (captura em massa) exequível em olivais extensos, o que não sucede actualmente. Por sua vez, a consolidação da linha de investigação, iniciada anteriormente no âmbito do programa Inalentejo, envolvendo o complexo de insectos auxiliares na limitação da mosca-da-azeitona (Tarefa 2), é um contributo para o conhecimento associado a predadores naturais para as pragas especialmente importante para sistemas de produção biológicos ou de Protecção Integrada. Ainda no âmbito desta tarefa, estão considerados estudos sobre a diversidade genética da traça Prays oleae, outro inimigo-chave do olival, e do qual nenhum conhecimento existe, ao nível da diversidade das suas populações. No caso da doença da gafa, pretende-se o aprofundamento e consolidação significativa dos conhecimentos já existentes relativos ao seu ciclo biológico, nas condições dos nossos ecossistemas e variedades tradicionais, para afinar as competências actualmente disponíveis para a sua limitação (Tarefa 3). Com a definição de regiões/mapas de risco de ocorrência futura da bactéria X. fastidiosa, definidos em função da maior ou menor presença dos seus insectos vetores (Tarefa 4), e do seu estado de infecção por parte da bactéria, será possível integrarem-se eventuais medidas de luta para a sua limitação no âmbito da gestão da protecção fitossanitária do olival.

Conclusion date 26.06.2020

Financing value 486,41 thousand €

A compreensão e a previsão das interações entre a atmosfera, a água e a dinâmica dos sistemas constituem a base para a gestão e reabilitação de sistemas aquáticos, perfeitamente integrada nos requisitos da atual Diretiva Quadro da Água (DQA) 2000/60/CE, que estabelece o quadro da ação comunitária no domínio da política da água. Nesta perspetiva, considera-se que os sistemas aquáticos têm uma interação permanente e dinâmica com a bacia de drenagem mas também com a atmosfera, sendo fundamental que se conheçam essas interações. É objetivo global, desenvolver uma atividade multifuncional no domínio da interação atmosfera, água e ecossistemas, que contemple a observação, previsão e alerta de situações de risco para os ecossistemas, para os animais e população humana. Propõe-se assim dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos 18 anos pelo Laboratório da Água da Universidade de Évora na investigação e desenvolvimento de novas técnicas de análise de parâmetros físico-químicos e biológicos da água, assim como dar suporte ao trabalho interdisciplinar desenvolvido pelo CGE/ICT (Universidade de Évora) e pelo IPBeja em colaboração com a EDIA, nomeadamente no reservatório de Alqueva; refira-se especificamente o projeto exploratório ALEX financiado pela FCT, cuja componente experimental decorreu no verão de 2014. A Proposta integra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro do objetivo de "Potenciar o Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, reforçando a cooperação entre Universidades, Centros de Investigação, Associações Empresariais e Empresas, no sentido de consolidar os sistemas de I&D e de Inovação, promover a excelência e a inovação, numa lógica de especialização inteligente". Tem como princípio orientador a promoção da ligação da Universidade à comunidade, integrando-se deste modo nas prioridades da Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo. Neste contexto pretende-se consolidar a colaboração com outras entidades e promover a divulgação dos resultados às populações. Esta proposta enquadra-se na estratégia regional Alentejo 2020 indo ao encontro de oportunidades em vários domínios de especialização, nomeadamente: No domínio dos Recursos Minerais, Naturais e Ambientais: o Avaliação e monitorização de ecossistemas através da otimização de infraestruturas e com metodologias inovadora o Incorporação de tecnologias inovadoras, que garantam uma gestão mais eficiente dos recursos, nomeadamente da água de rega e dos recursos energéticos o Reforço da governação ambiental, ao nível regional e local, no quadro da reforma institucional que visa o desenvolvimento sustentável o Complementarmente, na contribuição para o desenvolvimento do setor do Turismo No domínio da Alimentação e Floresta o Contribuindo para o reajustamento de usos e funções com as novas valências do EFMA o Melhoria da gestão dos recursos hídricos na atividade agrícola decorrente dos novos programas de regadio visando também o uso eficiente da água de rega, dos fatores e dos recursos associados (energia e fertilizantes) No domínio das Tecnologias Críticas, Energia e Mobilidade Inteligente o Apoiar o crescimento das energias renováveis com destaque para a energia solar No domínio do Património, Indústrias Culturais e Criativas e Serviços de Turismo o Apoiar o crescimento sustentado do turismo, com destaque para os novos padrões de consumo e motivações que privilegiarão destinos que ofereçam experiências diversificadas e com elevado grau de autenticidade e qualidade ambiental O projeto está estruturado em 6 tarefas principais coordenadas por investigadores da Universidade de Évora e do Instituto Politécnico de Beja: 1. Melhoria da Previsão meteorológica à escala local, com base na regionalização da previsão numérica para Portugal, com incidência nos seguintes aspectos, particularmente relevantes para a região: o Fenómenos extremos, em particular o Precipitação e Evapotranspiração o Conteúdo de água no solo e índices de seca o Radiação solar global e direta (DNI) o Índice de UV o Luminosidade noturna o Atualização dos Mapas de ocupação do solo para utilização na previsão meteorológica 2. Previsão e evolução da qualidade da água nos reservatórios do Sul de Portugal o Previsão da temperatura da água; o Previsão de parâmetros físico-químicos da água, com base em previsões meteorológicas associada a modelação numérica de lago; o Previsão da ocorrência de eventos de poluição pontual e de blooms de cianobactérias; o Evolução da qualidade (estado) química (pesticidas e metais) dos reservatórios baseada nas previsões meteorológicas e em imagens de satélite usos de solo o Identificação de espécies indesejáveis para a saúde pública e para a integridade ecológica dos sistemas aquáticos 3. Implementação de um programa específico para medições e observações que permitam realizar das tarefas 1, 2 e 3 o Harmonização do funcionamento da rede de estações meteorológicas automáticas existentes na região pertencentes a diferentes entidades; o Implementação de técnicas de deteção remota por satélite para obter estimativas da qualidade da água em Alqueva, validadas com dados amostrados localmente; o Criação de uma estação de referência, possivelmente junto à albufeira de Alqueva, que, para além das observações meteorológicas comuns, inclua instrumentação designadamente para: ? medição dos fluxos energéticos e de massa (CO2 e CH4, vapor de água); ? Radiação solar; ? Electricidade Atmosférica; o Reforço de uma estação de referência numa plataforma flutuante com instrumentação para medir em contínuo: ? Temperatura e oxigénio dissolvido; ? Carbono dissolvido e potencial de oxidação-redução o Avaliar as concentrações ambientais de fitofármacos (pesticidas) e metais potencialmente tóxicos (água, sedimentos e solo). 4. Desenvolvimento de metodologias de alerta que permitam a rápida deteção de: o Eventos episódicos de poluição pontual, designadamente com impactos na saúde o Blooms de cianobactérias o Ocorrência de espécies indesejáveis 5. Implementação de metodologias para uma rápida resposta e divulgação de resultados em tempo real: ? Desenvolvimento de índices para avaliação da qualidade ecológica (e.g. utilização de pulpas de mosquitos, de algas unicelulares e de indicadores ecotoxicológicos) ? Implementação de técnicas moleculares para identificação e quantificação de espécies e cianotoxinas. 6. Identificação de áreas de risco associadas à má qualidade ecológica e química da água e do sistema. As metodologias a desenvolver devem ainda: o Ser úteis na identificação de medidas economicamente sustentáveis para uma gestão da qualidade da água e dos ecossistemas aquáticos na região; o Ser úteis na identificação dos períodos de antecipação da colheita e na qualidade da produção agrícola na região; o Ser úteis às atividades de proteção civil; o Ser úteis à gestão de atividades turísticas e de lazer; o Fornecer resultados a todos os atores da região.

Conclusion date 29.01.2020

Financing value 482,42 thousand €

A implementação do projeto PARADISE assenta numa equipa multidisciplinar altamente motivada e nas infraestruturas analíticas do Laboratório HERCULES e está estruturada de acordo com os objetivos principais do projeto em 6 diferentes atividades que estão interligadas: Atividade 1 | gestão do projeto Atividade 2 | contratação de Recursos Humanos Atividade 3 | aquisição de equipamentos Atividade 4 | programa de acesso competitivo à infraestrutura Atividade 5 | ações demonstradoras Atividade 6 | plano de comunicação e disseminação A atividade 1 será responsável pela gestão do projeto PARADISE e a articulação com os restantes membros e as estruturas organizativas do consórcio ERIHS.pt. A gestão e coordenação do projeto PARADISE abrangerá duas funções que se interligam, a coordenação administrativa e científica. A atividade 2 foca-se na contratação de Recursos Humanos (RH), altamente especializados, que dedicados aos objetivos do projeto PARADISE possam colaborar com a restante equipa do Laboratório HERCULES, para atingir os objetivos que foram enunciados: As tarefas 2.1 e 2.2 (T2.1 e T2.2) envolvem a contratação de dois técnicos superiores enquanto que as T2.3 e T2.4 a contratação de dois Investigadores com Doutoramento. Os procedimentos de contratação, segue os trâmites legais previstos na contratação pública e as boas práticas de ética e igualdade de oportunidades seguidas pela Universidade de Évora. O projeto PARADISE tirará partido da infraestrutura analítica laboratorial e in-situ do Laboratório HERCULES, contribuindo para a valorização do património e para a internacionalização das infraestruturas cientificas sedeadas na Região Alentejo. Foram identificadas lacunas e necessidades desta infraestrutura analítica pelo que a Atividade 3 terá como objetivo a aquisição de equipamento que contribua para melhorar a infraestrutura e ampliar com novas competências. Repartida em 5 tarefas distintas, a atividade 3 prevê, aquisição de equipamentos para reforço da Unidade de Biotecnologia e Biodegradação (T3.1.), upgrade das valências existentes no laboratório fixo (T3.2) e reforço da Unidade Móvel do laboratório (T3 e T4) com aquisição de equipamento de captura de imagem em diferentes comprimentos de onda e análise in-situ pontual e mapeamento químico. Esta unidade será ainda reforçada com a aquisição de uma unidade laboratorial integrada móvel equipada com bancada laboratorial e gerador ampliando assim as valências da Unidade Móvel do Laboratório HERCULES. A atividades 4 e 5 decorrem dos investimentos realizados nas duas atividades anteriores e têm como objetivos, respetivamente, garantir o acesso da infraestrutura analítica à comunidade científica e ao tecido empresarial e curatorial (T4.1 a T4.4) e desenvolver ações demonstradoras da sua capacidade para empresas incluindo noutros setores importantes na região Alentejo como os setores agroindustriais, aeronáutico e recursos minerais. A atividade 4 foi estruturada de forma a permitir o acesso à infraestrutura ERIHS.pt por utilizadores externos e compreende vários modelos e condições de acesso da comunidade à infraestrutura ERIHS.pt, designadamente: Acesso a investigadores nacionais externos (Tarefa 4.1) por concurso competitivo de projetos ; Acesso de investigadores europeus externos (Tarefa 4.2)articulando com o projeto europeu IPERION-HS através da unidade de biotecnologia do seu laboratório móvel e visitas de curta e média duração a laboratórios europeus parceiros e visitas de investigadores seniores de laboratórios internacionais de referência à infraestrutura ERIHS.pt; Trabalho para clientes (Tarefa 4.3) através da realização de serviços para empresas e entidades estabelecendo para o efeito um conjunto de serviços analíticos; Acesso entre parceiros (Tarefa 4.4) a investigadores do LNEC e do LJF-DGPC em projetos colaborativos que permitam criar dinâmicas entre o consórcio e em projetos de formação avançada e formação técnica. A atividade 5 foi pensada tendo em consideração a fragilidade e a pequena dimensão das empresas da região do Alentejo e o facto de não lhes estar normalmente ao alcance a introdução de inovação ou de fortes fatores de diferenciação, quer pelos elevados preços dos equipamentos necessários, quer ainda pela dificuldade em incorporar na sua estrutura de custos recursos humanos altamente qualificados que podem gerar os fatores inovadores necessários à manutenção de elevados níveis de competitividade. Deste modo, a atividade 5 irá contribuir para a afirmação da competitividade da região através da demonstração das competências da infraestrutura ERIHS em diferentes tipos de ações demonstradoras incluindo: sessões de apresentação do projeto em empresas e entidades públicas e privadas; reuniões em empresas para identificar questões que podem ser abordadas pela infraestrutura ERIHS.pt; reuniões em empresas para promoção de serviços / tecnologias; sessões públicas para apresentação e demonstração de serviços analíticos / tecnologias existentes na infraestrutura ERIHS.pt. A atividade 6 compreende o Plano de Comunicação e Divulgação do projeto e engloba os mais diversos tipos de ações que vão desde o agendamento de reuniões, divulgação na comunidade científica, empresarial e na sociedade, gestão da informação e comunicação nos meios de comunicação. Em termos de medidas de publicidade está prevista a divulgação da informação através de um conjunto diverso e compreensivo de medidas.

Conclusion date 30.06.2023

Financing value 480,27 thousand €

A presente operação visa a medição da radiação solar directa (Direct Normal Irradiance, DNI) na região Alentejo e será levada a cabo pela Universidade de Évora (UÉ) no âmbito da actividade de investigação da Cátedra das Energias Renováveis (CER) e do Instituto de Ciências da Terra (ICT). Esta surge como uma continuidade da operação ALENT-07-0827-FEDER-002316 que foi iniciada em Abril 2014 e concluída em Setembro de 2015. Foram recolhidos, até à conclusão dessa operação, aproximadamente um ano de dados. Os resultados científicos ainda que positivos e muito promissores para a região Alentejo no que se relaciona ao investimento nesta área energética, requerem duma validação estatística mais robusta. Para tal, há a necessidade de estender temporal e geograficamente a amostra de dados recolhidos, isto implica não só a continuidade das medições de DNI no Alentejo, assim como a sua extensão. O projeto tem por base a rede de 5 estações meteorológicas em funcionamento na região Alentejo, Évora, Herdade da Mitra, Sines, Portalegre e Moura, e pretende alargar a rede com mais duas estações a serem instaladas pelos participantes do projecto. A primeira estação será instalada em Beja (Base Aérea 11, Força Aérea Portuguesa, com a qual o ICT tem protocolo) e a segunda estação será instalada na Plataforma de Sais Fundidos da responsabilidade da CER/UÉ e que permitirá por um lado, estudos de variabilidade de radiação solar a curtas distâncias (aproximadamente 1 km) e por outro a articulação da presente operação com projectos europeus a serem desenvolvidos pela CER, nomeadamente, "Scientific and Technological Alliance for Guaranteeing the European Excellence in Concentrating Solar Thermal Energy (STAGE-STE)" e "Predictable & Flexible Molten Salts Solar Power Plant" (PREFLEX-MS). Todos os dados recolhidos em cada estação (radiação directa, global, difusa, humidade relativa e temperatura ambiente) serão centralizados na base da dados do ICT/UÉ e o processamento e análise dos mesmos será da responsabilidade da CER em parceria com uma entidade especializada (a ser contratada por prestação de serviços) com a finalidade de elaboração de relatórios técnicos de avaliação do potencial da energia solar do Alentejo e de artigos científicos abordando especificações para a instalação de sistemas de concentração solar nesta região. Como produto final da presente operação pretende-se a criação dum website dedicado ao mapeamento do DNI no Alentejo actualizado diariamente e de utilidade para a industria energética regional. A operação usufruirá ainda da informação de radiação solar global e difusa recolhida pelo ICT durante 18 anos e também dos recursos técnicos e equipamentos deste instituto de referência nacional (avaliado com "Excelente" pela FCT). A continuação do mapeamento de DNI é fundamental e estritamente necessário para potenciar o desenvolvimento, dos sectores energético (produção, geração e distribuição de energia solar termoelétrica), ambiental e agrícola do Alentejo. Esta informação é essencial para os tecnólogos (dado o seu elevado valor tecnológico), mas também para os promotores, para as entidades financiadoras e para as entidades seguradoras (garantia de resultados) de grandes projetos. Estes dados têm enorme importância para qualquer "cluster" industrial que venha a organizar-se em Portugal em torno das tecnologias de concentração, para empresas já existentes nesta área em Portugal, para além do alto valor científico duma iniciativa desta natureza, e sua indispensabilidade para posterior financiamento de projetos por parte de entidades financiadoras e/ou seguradoras, intervenientes em projetos de energia solar no Alentejo, como é o caso da electricidade térmica de alta concentração solar. Pretende-se que esta operação seja um catalisador e motor do sector da Investigação, Desenvolvimento, Demonstração e Industrialização da Energia Solar de concentração no Alentejo, reunindo um conjunto importante de empresas e instituições nacionais e internacionais, que veem em Évora e na sua Universidade um potencial de capacidades e condições privilegiadas para o arranque e desenvolvimento de projetos de concentração solar. De entre estas identidades encontram-se os institutos alemães, DLR e FRAUNHOFER, assim como a empresa francesa ALSTOM. Assim, este projeto propõe-se a desenvolver as seguintes tarefas: T1) Medição da radiação solar directa DNI (duração 3 anos): T1.1, Instalação de nova estação meteorológica em Beja; T1.2, Manutenção dos equipamentos de medida em toda a rede de medições; T1.3, Armazenamento e processamento de dados em servidor dedicado. T2) Modelação da radiação solar directa DNI (duração 3 anos): T2.1, Com base nas medições feitas na T1 continuar-se-á o estudo de correlações de DNI seguindo os procedimentos apresentados na conferência SolarPaces 2015 (maior conferência mundial do sector da energia solar) e no artigo científico (pendente de aceitação): "DNI measurements in the South of Portugal: Long term results through direct comparison with global and diffuse radiation measurements and existing time series", Cavaco et al. (2015). T2.2, Estudo do efeito da variação de DNI tanto temporal como geograficamente e as suas implicações na instalações de campos de concentradores solares no Alentejo. T3) Estabelecimento de relações entre DNI e variáveis meteorológicas (duração 2 anos) T3.1, Definição de parâmetros meteorológicos a serem estudados e comparados, principalmente humidade relativa e temperatura ambiente; T3.2, Processamento dos parâmetros meteorológicos selecionados na T3.1 para comparação com radiação solar DNI; T3.3, Relações de parâmetros meteorológicos e respectiva comparação com DNI. T4) Estabelecimento de relações entre DNI e os aerossóis (duração 2 anos) T4.1, Medição e processamento de dados de aerossóis (PM's) nos locais disponíveis; T4.2, Relação entre densidade de aerossóis e radiação solar DNI focando o efeito dos poléns e das tempestades do deserto do Sahara. T5) Criação dum website dedicado à publicação e monitorização de resultados do estudo e mapa de radiação solar DNI da região Alentejo (duração 1 ano). Integração do projecto numa ferramenta online para publicação e divulgação dos resultados do projeto para acesso ao utilizador comum. As T1-2 serão responsabilidade da entidade a ser contratada para prestação de serviços, devendo esta assegurar o devido funcionamento e coordenação da rede meteorológica, garantido a qualidade das medições e, consequentemente, das correlações que daí advenham. As T3-4 estarão a cargo de dois bolseiros de investigação (com o título de mestre) e a Tarefa 5 resultará na contratação de um bolseiro com experiência em SIG para criação de uma ferramenta online para apresentação e divulgação de resultados em forma de mapas. Pretende-se contractar um Investigador Auxiliar para fundamentar a execução científica do projecto.

Conclusion date 24.02.2020

Financing value 438,21 thousand €

Para além do trabalho associado à coordenação, a operação encontra-se estruturada em 5 grandes tarefas cuja descrição detalhada pode ser consultada na memória descritiva em anexo, cada uma delas com objetivos e metas específicas, mas, que em conjunto, contribuem para o objetivo geral que é a valorização das variedades regionais de oliveira e preservação dos azeites DOP-Alentejo. Os materiais a estudar encontram-se instalados: 1) Na Coleção Portuguesa de Referência de Variedades de Oliveira (CPRCO) em Elvas; 2) Em campos de ensaio do INIAV em Elvas e 2) em olivais de produção em empresas privadas no Alentejo. A CPRCO foi estabelecida no âmbito do Projeto PA. 18659 do Programa ProDeR, Ação 2.2.3.1, "OLEAREGEN - Conservação e Melhoramento de Recursos Genéticos - OLIVEIRA" e inclui atualmente 35 variedades portuguesas, 45 variedades estrangeiras, 65 denominações varietais autóctones e a diversidade intravarietal de três variedades nacionais. As principais variedades portuguesas incluídas na CPRCO foram também caracterizadas / identificadas molecularmente utilizando 12 microssatélites. A cada variedade foi associado um locus SSR que permite identificar a sua origem numa amostra desconhecida. Procedeu-se também à caracterização morfológica UPOV de algumas variedades ('Galega vulgar', 'Cobrançosa', 'Azeiteira', 'Blanqueta de Elvas e 'Carrasquenha de Elvas' de forma a iniciar o processo de inscrição no Catálogo Nacional de Variedades. O trabalho de caracterização varietal ao nível da planta que aqui se pretende levar a cabo (caracterização morfológica, agronómica e sanitária), é assim uma continuação da atividade iniciada com o projeto ProDeR, Ação 2.2.3.1, "OLEAREGEN - Conservação e Melhoramento de Recursos Genéticos - OLIVEIRA" e será efetuado pela ESAE e pelo INIAV, que também participa na caracterização da azeitona e do azeite, onde colaboram também o CEBAL e a Universidade de Évora. A Universidade de Évora também assegura a componente relacionada com a limpeza sanitária das variedades e os estudos sobre o controlo genético da formação de raízes adventícias. Este trabalho relacionado com a formação de raízes adventícias, vem na sequência de um projeto FCT (PTDC/AGR-AAM/103377/2008 - 'Formação de raízes adventícias em estacas de oliveira: uma resposta fisiológica sob stress oxidativo?) focado no estudo do controlo bioquímico do enraizamento adventício. A lacuna existente no conhecimento dos mecanismos que controlam o processo de formação de raízes adventícias ao nível molecular requer agora especial atenção de modo a permitir identificar vias metabólicas ou genes chave relacionados com o processo de enraizamento adventício e conta com uma bolsa de pós-doutoramento já atribuída pela FCT, estando por isso assegurados os recursos humanos necessários ao desenvolvimento destes trabalhos. Todos os parceiros, com exceção do CEBAL, estão envolvidos nos estudos sobre a incidência de doenças e pragas e a procura de genótipos mais resistentes. No âmbito deste tema, a Universidade de Évora estará envolvida na produção de duas ferramentas biológicas, uma para o controlo da gafa da azeitona e outra para o controlo da bactéria Xylella fastidiosa em oliveira. Os azeites das 7 variedades em estudo, para além da caracterização química básica, essencial para um dos objetivos do projeto que é o registo em catálogo e que será da responsabilidade do INIAV, serão ainda alvo de uma caracterização química aprofundada. Esta incide no estudo da fração polar, na componente volátil e nos ácidos gordos, bem como no estudo da estabilidade oxidativa dos azeites ao longo do tempo. Este trabalho, relacionado com a caracterização química de azeites monovarietais, vem complementar o trabalho a ser desenvolvido no projeto FCT (PTDC/AGRPRO/2003/2014 -Por3O - Portuguese Olive Oil Omics for traceability and authenticity) recentemente aprovado. Envolvendo a participação de 4 instituições do sistema científico e tecnológico nacional, esta operação contribuirá para potenciar as infraestruturas de IC&DT da região, promovendo e tornando mais competitivos estes centros de saber, ao mesmo tempo que agiliza a sua articulação com as empresas. O trabalho de I&D a realizar, está apoiado numa componente de investigação fundamental e para isso recorre à utilização das mais sofisticadas técnicas de análise e diagnóstico, mas foi pensado de modo a que os resultados obtidos tenham aplicabilidade imediata no sector produtivo, procurando assim valorizar económica e socialmente a investigação desenvolvida. Ao nível dos indicadores de realização, o desenvolvimento da operação possibilitará a integração, nas instituições de I&D promotoras, de 6 bolseiros de investigação a nível graduado e pós-graduado, contribuindo assim significativamente para a criação de emprego científico de qualidade, aspeto de extrema importância numa região onde o investimento em I&D em % do PIB é 2,5 vezes inferior à média nacional. Por sua vez, as parcerias já estabelecidas por cada um dos parceiros e a consultadoria internacional prevista no âmbito do desenvolvimento da operação, são uma garantia da internacionalização da investigação e consequentemente do aumento da competitividade dos centros de I&D regionais. Ao promover a dinamização de um setor de produção chave ao nível da agricultura regional, numa região onde a contribuição da agricultura para o PIB regional ainda ronda os 13%, a operação afirma-se também como um elemento dinamizador na fixação das populações e desenvolvimento de novas oportunidades de negócio, contribuindo assim de forma significativa para vários dos objetivos inerentes à Estratégia Regional de Especialização Inteligente. Ao nível dos indicadores de resultados, para além de um significativo número de publicações e comunicações, tanto a nível nacional como internacional, do registo de variedades autóctones de oliveira no catálogo nacional de variedades e de potenciar a dinamização e a competitividade de empresas do setor olivícola, a operação prevê o registo de duas patentes internacionais, uma relativa à ferramenta biológica para controlo dos principais fungos causadores da gafa em azeitona e outra relativa à ferramenta biológica para controlo da bactéria Xylella fastidiosa em oliveira (ver tabela com indicadores de resultado na memória descritiva em anexo)

Conclusion date 14.09.2020

Financing value 417,15 thousand €

Para além do trabalho associado à coordenação, a operação encontra-se estruturada em 5 grandes tarefas cuja descrição detalhada pode ser consultada na memória descritiva em anexo, cada uma delas com objetivos e metas específicas, mas, que em conjunto, contribuem para o objetivo geral que é a valorização das variedades regionais de oliveira e preservação dos azeites DOP-Alentejo. Os materiais a estudar encontram-se instalados: 1) Na Coleção Portuguesa de Referência de Variedades de Oliveira (CPRCO) em Elvas; 2) Em campos de ensaio do INIAV em Elvas e 2) em olivais de produção em empresas privadas no Alentejo. A CPRCO foi estabelecida no âmbito do Projeto PA. 18659 do Programa ProDeR, Ação 2.2.3.1, "OLEAREGEN - Conservação e Melhoramento de Recursos Genéticos - OLIVEIRA" e inclui atualmente 35 variedades portuguesas, 45 variedades estrangeiras, 65 denominações varietais autóctones e a diversidade intravarietal de três variedades nacionais. As principais variedades portuguesas incluídas na CPRCO foram também caracterizadas / identificadas molecularmente utilizando 12 microssatélites. A cada variedade foi associado um locus SSR que permite identificar a sua origem numa amostra desconhecida. Procedeu-se também à caracterização morfológica UPOV de algumas variedades ('Galega vulgar', 'Cobrançosa', 'Azeiteira', 'Blanqueta de Elvas e 'Carrasquenha de Elvas' de forma a iniciar o processo de inscrição no Catálogo Nacional de Variedades. O trabalho de caracterização varietal ao nível da planta que aqui se pretende levar a cabo (caracterização morfológica, agronómica e sanitária), é assim uma continuação da atividade iniciada com o projeto ProDeR, Ação 2.2.3.1, "OLEAREGEN - Conservação e Melhoramento de Recursos Genéticos - OLIVEIRA" e será efetuado pela ESAE e pelo INIAV, que também participa na caracterização da azeitona e do azeite, onde colaboram também o CEBAL e a Universidade de Évora. A Universidade de Évora também assegura a componente relacionada com a limpeza sanitária das variedades e os estudos sobre o controlo genético da formação de raízes adventícias. Este trabalho relacionado com a formação de raízes adventícias, vem na sequência de um projeto FCT (PTDC/AGR-AAM/103377/2008 - 'Formação de raízes adventícias em estacas de oliveira: uma resposta fisiológica sob stress oxidativo?) focado no estudo do controlo bioquímico do enraizamento adventício. A lacuna existente no conhecimento dos mecanismos que controlam o processo de formação de raízes adventícias ao nível molecular requer agora especial atenção de modo a permitir identificar vias metabólicas ou genes chave relacionados com o processo de enraizamento adventício e conta com uma bolsa de pós-doutoramento já atribuída pela FCT, estando por isso assegurados os recursos humanos necessários ao desenvolvimento destes trabalhos. Todos os parceiros, com exceção do CEBAL, estão envolvidos nos estudos sobre a incidência de doenças e pragas e a procura de genótipos mais resistentes. No âmbito deste tema, a Universidade de Évora estará envolvida na produção de duas ferramentas biológicas, uma para o controlo da gafa da azeitona e outra para o controlo da bactéria Xylella fastidiosa em oliveira. Os azeites das 7 variedades em estudo, para além da caracterização química básica, essencial para um dos objetivos do projeto que é o registo em catálogo e que será da responsabilidade do INIAV, serão ainda alvo de uma caracterização química aprofundada. Esta incide no estudo da fração polar, na componente volátil e nos ácidos gordos, bem como no estudo da estabilidade oxidativa dos azeites ao longo do tempo. Este trabalho, relacionado com a caracterização química de azeites monovarietais, vem complementar o trabalho a ser desenvolvido no projeto FCT (PTDC/AGRPRO/2003/2014 -Por3O - Portuguese Olive Oil Omics for traceability and authenticity) recentemente aprovado. Envolvendo a participação de 4 instituições do sistema científico e tecnológico nacional, esta operação contribuirá para potenciar as infraestruturas de IC&DT da região, promovendo e tornando mais competitivos estes centros de saber, ao mesmo tempo que agiliza a sua articulação com as empresas. O trabalho de I&D a realizar, está apoiado numa componente de investigação fundamental e para isso recorre à utilização das mais sofisticadas técnicas de análise e diagnóstico, mas foi pensado de modo a que os resultados obtidos tenham aplicabilidade imediata no sector produtivo, procurando assim valorizar económica e socialmente a investigação desenvolvida. Ao nível dos indicadores de realização, o desenvolvimento da operação possibilitará a integração, nas instituições de I&D promotoras, de 6 bolseiros de investigação a nível graduado e pós-graduado, contribuindo assim significativamente para a criação de emprego científico de qualidade, aspeto de extrema importância numa região onde o investimento em I&D em % do PIB é 2,5 vezes inferior à média nacional. Por sua vez, as parcerias já estabelecidas por cada um dos parceiros e a consultadoria internacional prevista no âmbito do desenvolvimento da operação, são uma garantia da internacionalização da investigação e consequentemente do aumento da competitividade dos centros de I&D regionais. Ao promover a dinamização de um setor de produção chave ao nível da agricultura regional, numa região onde a contribuição da agricultura para o PIB regional ainda ronda os 13%, a operação afirma-se também como um elemento dinamizador na fixação das populações e desenvolvimento de novas oportunidades de negócio, contribuindo assim de forma significativa para vários dos objetivos inerentes à Estratégia Regional de Especialização Inteligente. Ao nível dos indicadores de resultados, para além de um significativo número de publicações e comunicações, tanto a nível nacional como internacional, do registo de variedades autóctones de oliveira no catálogo nacional de variedades e de potenciar a dinamização e a competitividade de empresas do setor olivícola, a operação prevê o registo de duas patentes internacionais, uma relativa à ferramenta biológica para controlo dos principais fungos causadores da gafa em azeitona e outra relativa à ferramenta biológica para controlo da bactéria Xylella fastidiosa em oliveira (ver tabela com indicadores de resultado na memória descritiva em anexo)

Conclusion date 14.09.2020

Financing value 417,15 thousand €

Entre os solos em que o montado representa o sistema de exploração dominante encontram-se os solos Litólicos (cerca de 2700000 ha) com predominância dos derivados de granito (Pg) e de xisto (Px) e os Regossolos (160000 ha), que no seu conjunto representam cerca de 53% dos solos com potencial agrícola e florestal do país e cerca de 70% dos solos ocupados pelo montado. A fertilidade destes solos é muito baixa e apresentam uma acidez acentuada, pelo que as pastagens naturais estão normalmente muito degradadas, compostas por um número reduzido de espécies herbáceas, com produtividades muito baixas. O sucesso na instalação de pastagens semeadas é reduzido, apresentando, com frequência, uma persistência das espécies semeadas que não ultrapassa os dois anos. Encontrar uma solução para este problema é indispensável para se poder promover a sustentabilidade económica da componente produção animal do montado, assim como de aumentar os benefícios ambientais do sistema, nomeadamente a conservação do solo e da água, o sequestro de carbono e o aumento da biodiversidade. A primeira causa deste insucesso é a acidez do solo e as toxicidades associadas de Mn e Al, sendo a primeira mais frequente no Alentejo, que afectam directamente o crescimento das gramíneas e leguminosas utilizadas como forrageiras e pratenses, assim como indirectamente, pelo impacto negativo que têm no crescimento e actividade simbiótica da maioria das estirpes de rizóbio. Nesta operação pretende-se encontrar soluções para estes problemas através de 1) uma abordagem clássica (aplicação de correctivos calcários e fertilizantes; adaptação de variedades); 2) uma abordagem biológica inovadora com recurso a simbioses com fungos micorrízicos arbusculares e bactérias promotoras do crescimento vegetal. Assim, esta proposta não só pretende encontrar solução para um problema central para a sustentabilidade do sistema mais representativo da região, como também desenvolver soluções inovadoras a nível mundial. A equipa de investigação envolve competências multidisciplinares de duas instituições da rede científica da região (Universidade de Évora e INIAV), contando ainda com a colaboração de uma empresa ligada ao sector (FERTIPRADO) estando também prevista a contratação de 2 bolseiros Pos-Doc assim como a realização de teses de mestrado e doutoramento. Esta diversidade permitirá o reforço de competências das infraestruturas de investigação inseridas no roteiro nacional de infraestruturas de investigação de interesse estratégico assim como o reforço da orientação económica desta rede, pela cilaboração de uma empresa privada. Há ainda a inclusão de dois investigadores de renome internacional, como consultores, de forma a potenciar a inserção em redes europeias, o que muito facilita a candidatura a futuros projectos comunitários.

Conclusion date 02.03.2020

Financing value 415,98 thousand €

Entre os solos em que o montado representa o sistema de exploração dominante encontram-se os solos Litólicos (cerca de 2700000 ha) com predominância dos derivados de granito (Pg) e de xisto (Px) e os Regossolos (160000 ha), que no seu conjunto representam cerca de 53% dos solos com potencial agrícola e florestal do país e cerca de 70% dos solos ocupados pelo montado. A fertilidade destes solos é muito baixa e apresentam uma acidez acentuada, pelo que as pastagens naturais estão normalmente muito degradadas, compostas por um número reduzido de espécies herbáceas, com produtividades muito baixas. O sucesso na instalação de pastagens semeadas é reduzido, apresentando, com frequência, uma persistência das espécies semeadas que não ultrapassa os dois anos. Encontrar uma solução para este problema é indispensável para se poder promover a sustentabilidade económica da componente produção animal do montado, assim como de aumentar os benefícios ambientais do sistema, nomeadamente a conservação do solo e da água, o sequestro de carbono e o aumento da biodiversidade. A primeira causa deste insucesso é a acidez do solo e as toxicidades associadas de Mn e Al, sendo a primeira mais frequente no Alentejo, que afectam directamente o crescimento das gramíneas e leguminosas utilizadas como forrageiras e pratenses, assim como indirectamente, pelo impacto negativo que têm no crescimento e actividade simbiótica da maioria das estirpes de rizóbio. Nesta operação pretende-se encontrar soluções para estes problemas através de 1) uma abordagem clássica (aplicação de correctivos calcários e fertilizantes; adaptação de variedades); 2) uma abordagem biológica inovadora com recurso a simbioses com fungos micorrízicos arbusculares e bactérias promotoras do crescimento vegetal. Assim, esta proposta não só pretende encontrar solução para um problema central para a sustentabilidade do sistema mais representativo da região, como também desenvolver soluções inovadoras a nível mundial. A equipa de investigação envolve competências multidisciplinares de duas instituições da rede científica da região (Universidade de Évora e INIAV), contando ainda com a colaboração de uma empresa ligada ao sector (FERTIPRADO) estando também prevista a contratação de 2 bolseiros Pos-Doc assim como a realização de teses de mestrado e doutoramento. Esta diversidade permitirá o reforço de competências das infraestruturas de investigação inseridas no roteiro nacional de infraestruturas de investigação de interesse estratégico assim como o reforço da orientação económica desta rede, pela cilaboração de uma empresa privada. Há ainda a inclusão de dois investigadores de renome internacional, como consultores, de forma a potenciar a inserção em redes europeias, o que muito facilita a candidatura a futuros projectos comunitários.

Conclusion date 02.03.2020

Financing value 415,98 thousand €

A presente operação visa a criação de infraestruturas de demonstração didática tecnológica, através de projectos-piloto, para transferência de conhecimento e tecnologia de soluções de energia solar para o tecido empresarial. Estes demonstradores terão por base o aproveitamento da energia solar, abundante no âmbito geográfico do presente AAC, para efeitos de rega fotovoltaica, calor de processo a média temperatura no sector industrial e produção fotovoltaica com integração de energia eléctrica fotovoltaica na rede com utilização de baterias avançadas de armazenamento. A operação será levada a cabo pela Universidade de Évora no âmbito da aplicação prática da investigação previamente desenvolvida pela Cátedra Energias Renováveis (CER). Esta surge, por um lado, pela forte investigação científica que tem sido desenvolvida na CER ao longo dos últimos anos nesta matéria, resultando em vários projectos de investigação, projectos-piloto, artigos científicos, protocolos de cooperação com institutos e empresas, teses de mestrado e doutoramento, pedidos de patente, etc., e, por outro, pela forte necessidade da transferência de conhecimento e tecnologia de sistemas de energia solar para o tecido empresarial, com vista à sua implementação e comercialização em larga escala. Sobre este último, importa ressalvar que um dos principais entraves à penetração das tecnologias de aproveitamento de energia solar tem sido precisamente um relativo desconhecimento das empresas e investidores sobre todas as potencialidades destas tecnologias, para além das soluções mais convencionais como o aquecimento de águas sanitárias ou sistemas fotovoltaicos (PV) tradicionais. A presente operação Solar Tech visa, assim, um encontro ideal entre o desenvolvimento científico e académico realizado pela CER e a disseminação e promoção de soluções inovadoras junto do tecido empresarial. Com efeito, a CER possui um conjunto de competências únicas na área da energia solar, combinando uma capacidade de investigação experimental única na Europa (EMSP - Evora Molten Salt Platform, PECS - Plataforma de Ensaio de Concentradores Solares) com múltiplas competências na área da modelação, simulação e análise da performance de concentradores solares, sistemas PV, armazenamento de energia, medição de radiação solar, etc. Estas infraestruturas experimentais enquadram-se no âmbito da Infraestrutura Nacional de Investigação em Energia Solar de Concentração (INIESC). A INIESC, colaboração conjunta entre a Universidade de Évora e o LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), pertence à iniciativa ESFRI (European Strategy Forum on Research Infrastructures) e é hoje parte da rede europeia de infraestruturas de investigação em energia solar. A INIESC contempla na sua actividade um conjunto de tópicos que vão desde o ensaio de concentradores solares à escala real, estudo de soluções de armazenamento térmico ou ainda desenvolvimento de normas de ensaio, e será, portanto, um dos pilares essenciais para a prossecução do presente projecto. Com efeito, as actividades I&DT da INIESC poderão ser vistas como o grande "motor" dos projectos-piloto a implementar. Nesse sentido, a presente operação Solar Tech servirá de catalisador entre a actividade de investigação e o tecido empresarial regional e nacional. Isto permitirá dar visibilidade e credibilidade ao trabalho desenvolvido pela CER/INIESC e potenciar o desenvolvimento de novos produtos, bens e serviços junto das empresas. Mais concretamente pretende-se: ? Implementar um conjunto de projectos-piloto para sua disseminação e capacitação do sector empresarial, nomeadamente: ? Sistemas fotovoltaicos para bombagem de alta potência com possível aplicação em irrigação de precisão para a agricultura; ? Sistemas térmicos de média temperatura (100°C-250°C) baseados em concentradores do tipo CPC para produção de calor de processo para indústria; ? Sistemas fotovoltaicos com e sem armazenamento em baterias avançadas para aplicações residenciais ou de serviços, com gestão e integração inteligente de energia na rede elétrica. ? Implementar um roadmap para a disseminação, promoção e capacitação com conhecimento das empresas sobre as soluções desenvolvidas que inclua: ? Estabelecimento de protocolos de cooperação e transferência de tecnologia com o tecido empresarial; ? Realização de seminários e workshops formativos sobre as ideias conceptuais, cenário normativo, enquadramento legislativo, design de sistemas, conceção de projeto aplicado (análise energética e económica) e definição de boas práticas de implementação das tecnologias solares em foco no projecto; ? Realização de seminários e workshops para formação técnica avançada e operacional com os diversos sistemas solares e de armazenamento de energia enquadrados neste projecto. Definição e utilização de especificações técnicas, operação, programação e controlo de sistemas reais, segurança e manutenção dos sistemas, realização de ensaios de comissionamento e qualidade, avaliação de performance e descomissionamento e reciclagem das três tecnologias de sistemas solares. ? Difusão da transferência de tecnologia e das instalações-piloto de formação implementadas, através de um vasto leque de soluções digitais tais como: website, redes sociais, material gráfico, conteúdos jornalísticos, laboratórios virtuais, cursos MOOC (Massive Open Online Courses). Assim, este projeto propõe-se a desenvolver as seguintes Atividades, descritas em detalhe na Secção "Cronograma": A1) Gestão do projecto A2) Irrigação/bombagem fotovoltaica de alta potência A3) Colectores solares térmicos para calor de processo industrial a média temperatura (100°-250°C) A4) Aplicações de energia solar fotovoltaica com baterias avançadas para o domínio residencial e serviços A5) Disseminação e Comunicação Este projeto terá uma duração de 24 meses com início previsto em a 1 julho 2019 e final a 30 junho 2021.

Conclusion date 21.09.2023

Financing value 371,91 thousand €

O percebe (Pollicipes pollicipes) é um crustáceo cirrípede que apresenta várias características que lhe conferem um estatuto de espécie marinha com elevado interesse para a aquacultura: 1)é um marisco muito apreciado em Portugal e Espanha; 2)tem um elevado preço de venda, podendo atingir 200 eur por kg; 3)tem potencialidade para ser exportado para Espanha a preço elevado; 4)ocorre em locais com elevada agitação marítima, pelo que a atividade de apanha é muito perigosa e condicionada pelo estado do mar; 5)há períodos do ano em que a procura é superior à oferta (ex.: Natal); 6) o estado do recurso tem tendência negativa em Portugal (situação em 2013, Cruz et al., em revisão).No entanto, não se conhecem casos de sucesso de aquacultura com esta espécie. Investigadores da Universidade de Évora (UÉ) estudam esta espécie há mais de 20 anos e publicaram inúmeros trabalhos sobre a sua biologia, pesca e respetiva gestão, e conservação. Em 2014, teve início um projeto (AQUAPOLLIS), que termina em dezembro de 2015 e é coordenado pela UÉ, com o apoio da Administração dos Portos de Sines e do Algarve.Neste projeto está a ser estudada a viabilidade biológica e económica de um sistema de cultivo desta espécie.Foi realizada com sucesso a instalação e colheita de juvenis em substratos artificiais (será feito um pedido de patente sobre este processo), bem como a sua transferência para uma jangada localizada no Porto de Sines.Numa primeira fase, iniciada no inverno, o sucesso foi elevado, tendo os percebes deste sistema de cultivo sobrevivido na sua quase totalidade e crescido mais rapidamente que os percebes em habitat natural. No entanto, durante a primavera e verão surgiram problemas de incrustação biológica (fouling), nomeadamente por algas, cracas e mexilhões, que poderão colocar em risco o sucesso do sistema de cultivo utilizado. Assim, em AQUAPOLLIS+ serão testados três sistemas de cultivo diferentes: 1) o sistema anteriormente testado no projeto AQUAPOLLIS, onde os percebes crescem numa jangada de cultivo em ambiente marinho localizada no Porto de Sines, mas com modificações no sentido de minimizar o impacte de organismos incrustantes, como algas, cracas e mexilhões; 2) um sistema permanente de cultivo em terra, em condições artificiais; 3) um sistema temporário de cultivo em terra, no qual os percebes em cultivo alternam entre a jangada e o sistema em terra. Estes três sistemas baseiam-se na obtenção de juvenis no habitat natural por colocação de substratos artificiais (processo desenvolvido no projeto AQUAPOLLIS) e na sua transferência para sistemas de cultivo. A obtenção de juvenis em substratos artificiais é realizada durante o verão e o outono, período que corresponde à época de maior fixação das larvas desta espécie e consequente metamorfose em juvenil.O período mais favorável de transferência de juvenis para os sistemas de cultivo será investigado. A viabilidade biológica e a eficiência económica de cada sistema serão investigadas através de indicadores biológicos (ex.: sobrevivência, taxa de crescimento, estado químico, morfológico e nutricional) e económicos. O sistema 1 será uma adaptação do sistema desenvolvido no projeto AQUAPOLLIS. Neste sistema, os percebes fixos a substratos artificiais são transferidos para placas colocadas numa jangada flutuante localizada no Porto de Sines. Serão testados vários métodos com vista a minimizar a incrustação por outros organismos, nomeadamente através de: utilização de tintas antivegetativas (anti-fouling) de última geração que não são tóxicas (ex.: Intersleek 1100SR) como revestimento nas placas de cultivo; colocação a maior profundidade das placas de cultivo em alturas críticas de fixação de organismos incrustantes (durante a primavera e verão), quando, segundo alguns estudos (Grecian et al., 2000), o potencial de fixação de larvas desses organismos é menor; controlo biológico através do transplante de lapas e/ou ouriços-do-mar (animais herbívoros) para as placas de cultivo, de forma a evitar a cobertura de algas; utilização de métodos mecânicos para diminuir a abundância de organismos incrustantes (jato de água e limpeza manual). Adicionalmente, neste sistema 1 será feito um estudo da variação temporal da natureza e abundância dos organismos incrustantes com vista a desenvolver estratégias específicas em relação a espécies diferentes e alturas críticas de maior fixação. Será também investigada a variação de indicadores que possam servir de alerta a picos de fixação destes organismos (ex: temperatura da água do mar; assentamento diário de cracas e mexilhões em substratos artificiais localizados em locais de fácil acesso). A correlação entre estes indicadores e a intensidade de fixação de organismos incrustantes no sistema de cultivo será testada. O sistema 2 consiste na instalação de um sistema de cultivo em laboratório para onde percebes fixos a substratos artificiais serão transferidos. Este sistema inclui a instalação de tanques com água devidamente filtrada, esterilizada, refrigerada e arejada, e alimentação com larvas de Artemia produzidas diariamente. Os protocolos a utilizar serão baseados em experiências de cultivo laboratorial de percebes realizadas por Franco (2014), com as devidas alterações. Serão testados alguns fatores com potencial efeito no crescimento dos percebes (fotoperíodo, concentração e frequência de alimentação, temperatura da água), no sentido da otimização do sistema para obtenção da maior produção/crescimento a um menor custo. O sistema 3 conjuga os sistemas 1 e 2 e será caracterizado por uma fase inicial de transferência de percebes fixos a substratos artificiais para a jangada (sistema 1). Esta fase corresponderá ao outono e inverno, em que a fixação de organismos incrustantes é menor (resultados do projeto AQUAPOLLIS). Durante a primavera e o verão, estes percebes serão depois transferidos para o sistema de cultivo em laboratório (sistema 2), pois este é o período de maior fixação de organismos incrustantes, como as cracas e os mexilhões (resultados do projeto AQUAPOLLIS). No outono seguinte, os percebes serão novamente transferidos para a jangada e espera-se que até ao final do ano os percebes atinjam tamanho com interesse comercial. O final do ano (Natal e fim do ano) corresponde a um período especialmente favorável de venda deste produto, nomeadamente através de exportação para o mercado espanhol, pois corresponde à estação alta de consumo de percebes no norte de Espanha (Rivera et al., 2014). Por outro lado, neste período do ano (inverno marítimo), o estado do mar é muitas vezes desfavorável à colheita de percebes no seu habitat natural, sendo a procura deste recurso potencialmente muito superior à sua oferta. Assim, prevê-se que este período seja um nicho temporal muito favorável à comercialização a preço elevado de percebe de aquacultura.A eficiência económica da produção de percebes por estes sistemas de cultivo será avaliada e a sua viabilidade económica será discutida no final do projeto.

Conclusion date 31.12.2019

Financing value 351,4 thousand €

O arsénio está classificado pela International Agency for Research on Cancer (IARC) no Grupo I (Carcinogéneo para humanos) e é associado a cancros da pele, dos pulmões e da bexiga. A exposição prolongada ao arsénio pode provocar também diversas doenças não cancerígenas, como doenças de pele, hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes (Ng et al., 2003). Do ponto de vista da sua biodisponibilidade e toxicidade existem três grupos principais de compostos de arsénio: 1) compostos inorgânicos, principalmente de As(III) (ex: arsénico ou trióxido de arsénio) e de As(V) (ex: anião arseniato, AsO43-); 2) compostos orgânicos, com destaque para o ácido monometilarsónico (MMA) e o ácido dimetilarsínico (DMA) e 3) o gás arsina ou hidreto de arsénio (AsH3) (WHO, 2001; IARC, 2012). Destes o primeiro grupo é que apresenta maior risco de toxicidade. O avolumar de resultados do estudo dos efeitos do As sobre a saúde pública, levaram a Comissão Europeia (2015) a reduzir os limites de As inorgânico (soma de As(III) e As(V)) admissíveis no arroz para 0,20 mg kg-1 de peso fresco no caso do arroz branqueado não estufado (polido ou branco) e para 0,10 mg kg-1 no caso do arroz destinado à alimentação infantil. Crianças com menos de três anos apresentam um risco de exposição ao As mineral do arroz 2-3 vezes superior ao dos adultos. Estes limites entram em vigor a partir de 1 de janeiro de 2016 e vêm colocar novos desafios aos produtores para obterem arroz de elevada qualidade no que diz respeito ao teor de As. De acordo com as estatísticas nacionais (INE, 2014), Portugal tem o maior consumo de arroz per capita da Europa, com 16,3 kg/ano em 2013. Nos últimos anos o país tem registado níveis de auto-suficiência desta cultura acima de 90% (92,5% em 2013, 98,3% em 2011). Embora continue a ser um importador líquido de arroz (46,8 MEUR de importações contra 11,4 MEUR de exportações em 2012), as principais empresas nacionais de transformação e comercialização têm sabido tirar partido do arroz de melhor qualidade, exportando-o para nichos de mercado em que a qualidade é mais valorizada, principalmente para empresas especializadas em alimentação infantil. Em resultado das novas exigências de produção de arroz com baixo teor de As será indispensável a adopção de medidas de controlo e de promoção de qualidade do arroz produzido. Para o efeito, a experiência acumulada pela equipa deste projecto, leva-nos a considerar que o objectivo de redução do As no arroz requer a conjugação de diferentes perspectivas de abordagem. Entre estas, as que visam reduzir a biodisponibilidade do As por via da sua fixação química no solo apresentam especial potencial para a obtenção de um produto que, pela sua composição e eficácia, possa vir a ser patenteável.

Conclusion date 24.02.2020

Financing value 311,96 thousand €

A espectroscopia do infravermelho próximo (NIR) apresenta-se como uma técnica alternativa e não destrutiva para a avaliação da qualidade dos frutos. Apesar de esta técnica ter vindo a ser desenvolvida e aplicada a produtos alimentares a sua optimização na avaliação da qualidade em frutos é ainda rudimentar. A decisão da data de colheita em frutos de prunoideas é actualmente efectuada com recurso a técnicas destrutivas nomeadamente a refractometria. Esta técnica permite a determinação da data de colheita com base numa característica organoléptica, o teor de sólidos solúveis totais que corresponde ao grau de doçura dos frutos. A espectroscopia de infravermelho próximo (NIR) é baseada na absorção de radiação electromagnética a comprimentos de onda entre 780-2500nm, desta forma é possível construir um espectro característico de cada produto podendo obter-se um 'fingerprint' ou uma assinatura espectral do produto. Sendo a intensidade de uma banda de absorção proporcional à concentração do componente que origina a banda, a quantidade de um composto existente numa amostra pode ser determinada recorrendo a uma curva de calibração (intensidade da banda versus concentração) construída a partir de amostras com concentrações conhecidas do composto em estudo. (a)Optimização da tecnologia NIR para a definição da data de colheita com base no teor de ácidos urónicos. Os parâmetros habitualmente utilizados pelos produtores para a determinação da data de colheita são :sólidos solúveis totais (SST) , acidez titulável (AT), cor. A obtenção destes parâmetros requer a destruição e a preparação da amostra ( com excepção da cor) e nem sempre se mostram rigorosos. Para a determinação da data de colheita outros parâmetros têm surgido como alternativa mas devido à sua morosa obtenção não têm sido utilizados. O teor de ácidos urónicos (AU) presente nas paredes celulares dos frutos mostraram ser uma alternativa eficaz na determinação da época de colheita( Nunes et al.2009). A implementação desta técnica no sentido de dar informação acerca do período de colheita nunca foi efectuada por representar encargos económicos consideráveis, por ser de difícil execução e por não conseguir dar resposta em tempo útil aos produtores. Desta forma a quantificação dos ácidos urónicos através da tecnologia NIR poderá ser uma alternativa ao método proposto por Nunes et al. (2009) permitindo assim correlacionar o teor desta fracção das paredes com a data de colheita . Este ensaio iniciar-se-á antes da maturação comercial, definida pelos parâmetros habituais usados pelos produtores, serão efectuadas 7 datas de colheita sendo a data intermédia a data da maturação comercial. Neste ensaio a colheita de amostras localizar-se-á nos concelhos de Estremoz, Borba e Elvas onde serão seleccionados pomares de diferentes variedades de prunus. Nos frutos colhidos em cada data serão extraídas paredes celulares onde posteriormente procederá à sua separação em diferentes fracções, sendo assim possível quantificar a fracção dos ácidos urónicos. De cada amostra de frutos será obtido um espectro de absorção que será correlacionado como teor dos AU obtido pelo método descrito por Nunes et al. 2009. (b)Optimização da tecnologia NIR para a determinação dos parâmetros de qualidade dos frutos. Os parâmetros de qualidade mais valorizados na cultura das prunoideas são: o teor de SST, AT, teor em antocianinas e teor de fibra total. A obtenção destes parâmetros é morosa e implica uma preparação prévia da amostra. A possibilidade da utilização de um método rápido para a obtenção destes parâmetros revela-se numa ferramenta útil e eficaz. Desta forma a partir da maturação comercial, isto é nas quatro últimas datas de colheita serão quantificados os parâmetros acima citados pelos métodos de referência e que posteriormente serão correlacionados com os respectivos espectros de absorção.

Conclusion date 03.09.2020

Financing value 287,06 thousand €

No contexto de desenvolvimento da economia do mar é premente reconhecer o potencial da plataforma continental (PC) alentejana como fonte de recursos minerais; a avaliação desse potencial tem como base o conhecimento detalhado da sua geologia. Na cobertura não consolidada desta unidade fisiográfica existem vários tipos de sedimentos com composições mineralógicas e químicas, correspondendo a maior parte a sedimentos detríticos provenientes da erosão das áreas emersas. Este conjunto de sedimentos poderá incluir acumulações de minerais que resistem à meteorização química e que são fontes reconhecidas de metais com interesse económico, formando em áreas de quebra de energia um tipo de depósito designado por placer. Atualmente as zonas de quebra de energia encontram-se nos estuários dos cursos de água e nas zonas de praia, no entanto, a história recente de evolução do nível do mar e de soerguimento da plataforma sugere que tais zonas de quebra de energia podem localizar-se mais distantes da atual linha de costa e a profundidades maiores fazendo da PC uma zona de ocorrência provável de placers. A operação organiza-se em 4 tarefas. As duas primeiras correspondem à aquisição dos dados necessários para avaliar o potencial em recursos minerais da PC alentejana, a terceira tarefa enquadra uma das questões científicas basilar para a compreensão dos processos que controlam o referido potencial e a quarta tarefa inclui a avaliação do potencial em recursos minerais metálicos e não metálicos da cobertura sedimentar. Tarefa 1 - Aquisição e processamento de dados geofísicos: O principal objetivo desta tarefa é a aquisição e processamento de novos dados geofísicos que permitam desenvolver significativamente o conhecimento atual sobre a morfologia e geologia da superfície e sub-superfície da PC do Alentejo. A aquisição de dados acústicos e magnéticos será feita: i) a uma escala regional, definida por uma malha com o espaçamento de 1mn entre cada fiada, que cobrirá toda a plataforma; ii) a uma escala local, definida por uma malha com um espaçamento entre fiadas de 200 m, que abarcará uma área piloto com cerca de 25 km2, onde será feito um estudo de detalhe, que será selecionada com base no seu potencial em recursos minerais. De forma a maximizar o tempo de navio, serão adquiridos em simultâneo 5 tipos diferentes de dados: a)sísmica de reflexão multicanal de muito alta resolução, para caracterização da arquitetura sedimentar até uma profundidade de 150 m; b)perfilador de sedimentos (sonda paramétrica) para qualificação da natureza e determinação com grande detalhe da geometria dos níveis sedimentares sub-superficiais (até 15m de profundidade); c)sonar de varrimento lateral, para identificação de formas de fundo e caraterização da sua natureza; d) sonda multifeixe, para caraterização detalhada da profundidade e morfologia do fundo do mar e; e)medição do campo magnético total, para identificação de anomalias magnéticas indiciadoras da presença no fundo ou na sub-superficie de objetos metálicos (v.g. destroços de navios) e/ou de estruturas geológicas particulares (v.g. estruturas intrusivas, placers). Assim, obter-se-ão dados com resoluções verticais à escala decimétrica e centimétrica, necessários às tarefas 3 e 4. Tarefa 2 -Amostragem do substrato móvel e análise dos sedimentos: O principal objetivo desta tarefa é a recolha de amostras do substrato móvel da PC e sua caracterização sedimentológica, mineralógica e geoquímica o que permitirá reconhecer a existência de concentrações de recursos minerais metálicos e de inertes com interesse para a realimentação artificial de praias. A recolha de amostra será preferencialmente feita com recurso a box-cores, vibrocores e gravity-cores que permitirão a amostragem de sedimentos mais superficiais e de sedimentos mais profundos. O delineamento do plano de amostragem será feito tendo como base os dados preliminares da tarefa 1, nomeadamente a partir de dados pré-processados da reflexão sísmica multi-canal, da sonda paramérica, e do sonar de varrimento lateral.A textura dos sedimentos será analisada para todas as amostras, procedendo à análise granulométrica pelos métodos convencionais. Um sub-conjunto das amostras recolhidas, onde se verifique a presença de minerais pesados, será analisado por difração de RX para determinação da composição mineralógica. Nas amostras que apresentem maior concentração de minerais pesados será feita a sua separação, através da utilização de líquidos densos ou magneticamente conforme for mais adequado. Os concentrados de minerais pesados serão analisados por SEM-EDS e por LA-ICP-MS para a determinação do seu conteúdo metálico. Nas áreas amostradas que apresentem boas possibilidades de virem a constituir áreas de empréstimo para a realimentação artificial das praias, para além da análise textural será feita a determinação da sua composição mineralógica por difração de RX. Tarefa 3- Neotectónica e quantificação do soerguimento da plataforma durante o Pliocénico e o Quaternário: O soerguimento da margem continental do SW de Portugal onde se insere o Alentejo abrange áreas vastas desde a orla emersa à plataforma e talude continentais, está associado à deformação tectónica com sismicidade instrumental e foi reconhecido graças aos levantamentos geofísicos e geológicos realizados no mar profundo no SW da Península Ibérica. Para os últimos 2 Ma está reconhecido mas quantitativamente mal avaliado devido à falta de estudos de pormenor e à interação da tectónica e das variações eustáticas do nível do mar relacionadas com as glaciações ocorridas no Quaternário. A PC tem registado indicadores sedimentares e morfológicos das variações eustáticas e do soerguimento do continente. O mapeamento e compreensão da atividade neotectónica e soerguimento, realizados a partir dos dados geofísicos recolhidos no âmbito deste projeto, são importantes pois permitirão: a)conhecer as zonas de concentração da deformação tectónica e desmantelamento gravítico da plataforma e talude continentais e; b)reconhecer as zonas propícias no decurso dos últimos 5Ma de deposição de sedimentos na margem continental em soerguimento e potenciais zonas de recursos minerais detríticos;Tarefa 4 - Avaliação do potencial de Recursos Minerais metálicos e não metálicos da plataforma continental: A avaliação do potencial em recursos metálicos, neste projeto, incidirá na avaliação do potencial associado a placers e para tal será necessário fazer a sua identificação pelo cruzamento da informação dos métodos geofísicos com a amostragem, a partir do qual serão estimados os volumes de material envolvido bem como pelo uso da informação referente a composição mineralógica e química dos depósitos para que se possa estimar os teores envolvidos e as tonelagens prováveis.Nesta tarefa também será feita a avaliação da volumetria de potenciais manchas de empréstimo para a realimentação artificial de praias bem como da qualidade das areias aí existentes a partir dos dados mineralógicos.

Conclusion date 17.06.2020

Financing value 256,03 thousand €

O projeto HIT3CH irá criar uma interface de transferência de tecnologia e inovação que permita ao setor empresarial aumentar a eficiência dos seus processos, através da procura e incorporação de novas tecnologias, geração de novas ideias de negócio e desenvolvimento de investimentos orientados para uma maior criação de valor. Com uma visão abrangente do âmbito de intervenção e tendo em consideração a competitividade e a internacionalização da economia regional, pretende-se desenvolver uma nova forma de realização de I&D, em estreita colaboração com empresas da região e empreendedores que pretendam vir a instalar no Alentejo novas unidades empresariais, bem como a conceção de novas áreas de criação e transferência de conhecimento através da unidade HIT3CH. Tomando partido das competências instaladas e do investimento ocorrido no Laboratório HERCULES nos últimos anos, a unidade HIT3CH terá como missão estabelecer uma estratégia de desenvolvimento que fomente a geração de valor, proveniente da aplicação do conhecimento com vista ao desenvolvimento de novas tecnologias e produtos com elevado potencial de mercado incidindo sobre os seguintes domínios de atividade: -reabilitação urbana e construção civil (novos produtos, suporte técnico-científico);-turismo (novos conceitos, tecnologias digitais aplicadas e acessibilidade);-conservação e restauro (novos produtos e metodologias, suporte científico);-arqueologia e prospeção geofísica (novas metodologias, suporte técnico-científico);-ambiente (monitorização e controle ambiental);-industrias criativas e artes plásticas (novos conceitos, materiais e processos);-artes tradicionais (valorização, certificação e otimização);-recursos minerais e rochas ornamentais (caraterização, valorização e certificação);-agroalimentar (análise, certificação e valorização de produtos).Estas intervenções multissetoriais darão um contributo relevante no desenvolvimento da Estratégia Regional de Especialização Inteligente, nomeadamente para os seus objetivos estruturais:-Melhorar o desempenho do sistema regional de inovação;-Explorar áreas emergentes;-Intensificar os padrões de interação e cooperação entre atores, reforçando a combinação;-Promover a construção coletiva de vantagens competitivas e de spillovers económicos e de conhecimento. Neste sentido, o projeto foi estruturado em 5 tarefas que permitem responder aos desafios, implementar a estratégia e atingir os objetivos propostos (ver memória descritiva). Na tarefa 1, contemplam-se as atividades que visam dar corpo à unidade HIT3CH através da criação de um gabinete e interface multimédia (ST1.1) e contratação de recursos humanos dedicados (ST1.2). As tarefas 2 e 3 são de intervenção no desenvolvimento empresarial e representam em si a essência do projeto. A tarefa 2 engloba os mecanismos que permitem identificar projetos científico-empresariais nos dois pilares fundamentais da estratégia regional, o Património e o Ambiente, com capacidade para incrementar a cadeia de valor e com potencial de resposta a fatores críticos de competitividade da região Alentejo. Desse modo, os objetivos desta tarefa são:a) Identificação e seleção de projetos cientifico-empresariais com potencial económico, b) Criação de um canal de transmissão bi-direcional com o tecido empresarial para identificação de problemas, tecnologias e soluções. A primeira fase desta tarefa decorrerá sob a forma de concursos de ideias e lançamento de "calls" específicas para convite a investigadores e empreendedores, bem como a empresas já estabelecidas, a apresentar propostas de trabalho dentro de enquadramentos previamente definidos pela HIT3CH. No seguimento das respostas recebidas por qualquer destas vias, proceder-se-á: -à seleção de projetos cientifico-empresariais a apoiar; -avaliação preliminar do potencial das ideias de negócio; -elaboração de dossier ideia-promotor -atribuição de prémios às ideias/projetos com melhor qualidade, selecionadas no âmbito dos concursos realizados.A tarefa 3 decorre da atividade da tarefa 2 e visa criar o sistema de apoio à transferência de tecnologia dos projetos selecionados, englobando diversas ações consoante os estágios de maturação, incluindo apoio técnico-científico (ST3.1) e apoio ao desenvolvimento empresarial (ST3.2). Deste modo, o principal objetivo desta tarefa é a conversão de um projeto científico numa iniciativa empresarial. A sub-tarefa 3.1. compreende:-estudos de viabilidade técnico-científica: identificação de tecnologias disponíveis no mercado, viabilidade da tecnologia desenvolvida e avaliação do potencial relativo à sua exploração, comparação com soluções existentes e investigação para aprofundamento da tecnologia disponível: -assistência tecnológica: prova de conceito, prototipagem, passagem de protótipo laboratorial a protótipo industrial;-serviços de transferência tecnológica: identificação de tecnologias já desenvolvidas e disponíveis, plano de procedimentos e aprofundamento tecnológico;-identificação de normas aplicáveis e serviços de ensaio necessários: incluindo realização de testes e ensaios aos produtos desenvolvidos;-apoio especializado para identificação ou registo de patentes; A sub-tarefa 3.2. incide no apoio ao desenvolvimento empresarial e incluirá um conjunto de ações de apoio na conversão de ideias em projetos empresariais estruturados: incluindo definição de modelo de negócio, modelo de financiamento, enquadramento para candidatura a sistemas de incentivo e orientação na fase de desenvolvimento e implementação. Na tarefa 4 sistematizam-se todas as atividades concebidas para o desenvolvimento de um Plano de Comunicação e Disseminação do projeto incluindo planeamento de reuniões (ST4.1.), comunicações nos media (ST4.2), disseminação no tecido empresarial e sociedade (ST4.3) e gestão de informação (ST4.4). O Plano de Comunicação e Disseminação é a principal ferramenta para promover a cooperação, participação e aceitação da unidade HIT3CH entre empreendedores e empresas e divulgar os resultados/produtos/soluções geradas para o tecido empresarial e a comunidade em geral. A tarefa 5 está subjacente a todas as outras e corresponde às atividades de implementação e gestão do projeto. Com o projeto HIT3CH pretende-se dotar a região Alentejo com uma unidade de transferência de tecnologia que nesta fase de implementação terá como deliverables:-Apoiar 10 empreendedores e suas iniciativas empresariais;-Responder a 20 solicitações das empresas para questões e problemas de I&D;-Proteger a propriedade intelectual, através do registo de 4 novas patentes (uma delas internacional) -Apoiar a criação de 3 empresas spin-off;-Concretizar 10 iniciativas de investigação em rede e plataformas de conhecimento;-Desenvolver 2 ações conjuntas para estimular inovação e desenvolvimento com os agentes regionais e locais, incluindo DRCA, ANJE, NERE e PCTA-Desenvolver 6 a 10 projetos, de novos produtos e serviços dentro das suas competências científicas e capacidades analíticas.

Conclusion date 26.04.2018

Financing value 253,72 thousand €

No sentido de promover o interesse e o investimento numa atividade com um elevado potencial económico, como é a pesca recreativa, as albufeiras, especialmente as localizadas em regiões com elevado stresse hidrológico, como é o caso da região mediterrânica, devem ser objetos de planos de gestão que visem aumentar o rendimento desta atividade. Simultaneamente devem prevenir a ocorrência de fenómenos de mortalidade massiva de peixes que habitualmente ocorrem durante a época estival e promover uma pesca sustentável. A operação GAMEFISH - Gestão e Promoção da Pesca Recreativa em Albufeiras da Região Mediterrânica, é um projeto inovador, representando uma das primeiras tentativas de desenvolver um conjunto de medidas de gestão para as albufeiras mediterrânicas, apoiadas em estudos científicos levados a cabo com este objetivo. No final, pretende-se que as medidas propostas possam ser implementadas pelos proprietários e gestores destas massas de água, para promover a sua adequabilidade para a prática da pesca recreativa. A operação terá a duração total de 36 meses e assenta na realização de quatro ações técnico-científicas que pretendem responder a questões inovadoras e prementes sobre a estrutura e funcionamento ecológico destes ecossistemas. Estas quatro ações são complementares entre si e estão organizadas para que os seus resultados possam ser compilados num plano de gestão direcionado para estas albufeiras, e devidamente publicitados ao nível dos potenciais promotores destas ações (proprietários) e dos seus utilizadores (pescadores), o qual constituirá a quinta e ultima ação do projeto. De seguida são descritas, de forma sumária, as cinco ações que compõem esta operação, remetendo-se uma descrição mais detalhada dos objetivos, metodologia, resultados esperados, cronograma e respetivas milestones previstas em cada ação para a Memória Descritiva que acompanha esta candidatura. Ação 1. Definição de tipologias e seleção de albufeiras-alvo: Esta ação prevê a identificação e caracterização das diferentes tipologias de albufeiras existentes na região do Alentejo. Estes estudos serão conduzidos a três níveis: (i) avaliação de características ambientais de macro escala na região onde se localiza a albufeira; (ii) caracterização dos agrupamentos piscícolas em cada albufeira; e (iii) avaliação da adequabilidade das albufeiras para a pesca recreativa. Tendo em conta os resultados obtidos será selecionado um número de albufeiras considerado representativo das tipologias definidas, para levar a cabo as ações experimentais descritas a seguir. Ação 2. Identificação de indicadores ambientais de fenómenos de mortalidade massiva: Pretende-se efetuar amostragens periódicas nas albufeiras-alvo, representativas das diferentes tipologias identificadas na Ação 1, para avaliar: (i) a variação intra-anual da estrutura e biomassa dos agrupamentos piscícolas; e (ii) modelar as respetivas curvas de produção para cada tipologia de albufeira. Paralelamente procede-se ao registo de um conjunto de parâmetros físico-químicos e biológicos da água que, relacionados com as curvas de produção piscícola obtidas, permitam identificar indicadores ambientais que sirvam de alerta para fenómenos de eutrofização associados a cenários de mortalidade massiva de peixes. Está prevista a instalação de estações de monitorização contínua de parâmetros ligados aos fenómenos de mortalidade em massa (i.e., oxigénio dissolvido, temperatura da água) que se verificam regularmente nestas massas de água. Esta tarefa permitirá identificar igualmente quais as espécies de peixes, e os respetivos valores limite, que mais contribuem para o aumento acentuado da biomassa e, desta forma, estabelecer protocolos de monitorização e de remoção piscícola seletiva e controlada que, com elevado custo-benefício, garantam a redução da probabilidade da ocorrência de fenómenos de mortalidade massiva. Ação 3. Padrões de utilização das espécies piscícolas em resposta ao melhoramento artificial do habitat: Os principais objetivos desta ação são: (i) o desenvolvimento e avaliação de diferentes protótipos de Dispositivos de Agregação Piscícola (DAP), colocados nas albufeiras-alvo para aumentar a qualidade e quantidade do habitat disponível; (ii) a avaliação da sua seletividade em termos específicos; e (iii) o estudo dos padrões de utilização e residência associados a cada uma destas estruturas. Parte da tarefa será dirigida em particular ao achigã (Micropterus salmoides Lacépède, 1802), uma espécie com um elevado interesse para a pesca recreativa, onde se pretende estudar em pormenor o posicionamento de indivíduos marcados com transmissores acústicos que permitem o posicionamento tridimensional no corpo de água e comparar a utilização espacial que fazem com as localizações das várias tipologias de DAP, avaliando dessa forma a sua seletividade. Este trabalho será realizado de uma forma automática e contínua com recurso a um sistema de bio-telemetria acústica. No final da tarefa, o modelo de DAP que for definido como o mais adequado para a promoção do desenvolvimento de espécies interessantes para a pesca recreativa, será alvo de patenteação no INPI com vista à sua comercialização futura. Ação 4. Caracterização do perfil lipídico e nutricional de espécies com interesse para a pesca recreativa: Esta ação será igualmente dirigida ao achigã, uma das espécies mais procuradas pelos pescadores recreativos na região alentejana. Pretende-se caracterizar o perfil lipídico e nutricional do músculo de indivíduos desta espécie capturados em albufeiras representativas das diferentes tipologias identificadas. Sendo a dieta um dos fatores mais importantes para a constituição deste perfil, nos mesmos locais será igualmente levada a cabo a análise da dieta (i.e. conteúdos estomacais) das populações de achigã estudadas. Prevê-se igualmente analisar a relação da qualidade nutricional do músculo dos achigãs com as características das albufeiras de origem e com a ontogenia dos peixes (juvenis e adultos). Esta ação irá contribuir para conhecer o valor nutricional da espécie, aumentar o seu valor económico e, consequentemente aumentar os rendimentos para a região provenientes do incremento da sua procura pelos consumidores. Ação 5. Desenvolvimento de um plano de gestão para albufeiras Mediterrânicas: O principal objetivo desta ação final é integrar todos os resultados obtidos nas ações anteriores com vista ao desenvolvimento de um plano de gestão para as albufeiras do Alentejo, particularmente dirigido às autoridades e proprietários privados responsáveis pelas massas de água, com vista à promoção da pesca recreativa, e controlo de fenómenos de mortalidade massiva de peixes. O desenvolvimento do plano de gestão incluirá uma avaliação socioeconómica desta atividade num conjunto de albufeiras-alvo, através da realização de inquéritos aos pescadores lúdicos, bem como a publicação de um "Manual de Boas Práticas" dirigido aos pescadores e aos gestores destas massas de água.

Conclusion date 14.08.2020

Financing value 249,08 thousand €

No sentido de promover o interesse e o investimento numa atividade com um elevado potencial económico, como é a pesca recreativa, as albufeiras, especialmente as localizadas em regiões com elevado stresse hidrológico, como é o caso da região mediterrânica, devem ser objetos de planos de gestão que visem aumentar o rendimento desta atividade. Simultaneamente devem prevenir a ocorrência de fenómenos de mortalidade massiva de peixes que habitualmente ocorrem durante a época estival e promover uma pesca sustentável. A operação GAMEFISH - Gestão e Promoção da Pesca Recreativa em Albufeiras da Região Mediterrânica, é um projeto inovador, representando uma das primeiras tentativas de desenvolver um conjunto de medidas de gestão para as albufeiras mediterrânicas, apoiadas em estudos científicos levados a cabo com este objetivo. No final, pretende-se que as medidas propostas possam ser implementadas pelos proprietários e gestores destas massas de água, para promover a sua adequabilidade para a prática da pesca recreativa. A operação terá a duração total de 36 meses e assenta na realização de quatro ações técnico-científicas que pretendem responder a questões inovadoras e prementes sobre a estrutura e funcionamento ecológico destes ecossistemas. Estas quatro ações são complementares entre si e estão organizadas para que os seus resultados possam ser compilados num plano de gestão direcionado para estas albufeiras, e devidamente publicitados ao nível dos potenciais promotores destas ações (proprietários) e dos seus utilizadores (pescadores), o qual constituirá a quinta e ultima ação do projeto. De seguida são descritas, de forma sumária, as cinco ações que compõem esta operação, remetendo-se uma descrição mais detalhada dos objetivos, metodologia, resultados esperados, cronograma e respetivas milestones previstas em cada ação para a Memória Descritiva que acompanha esta candidatura. Ação 1. Definição de tipologias e seleção de albufeiras-alvo: Esta ação prevê a identificação e caracterização das diferentes tipologias de albufeiras existentes na região do Alentejo. Estes estudos serão conduzidos a três níveis: (i) avaliação de características ambientais de macro escala na região onde se localiza a albufeira; (ii) caracterização dos agrupamentos piscícolas em cada albufeira; e (iii) avaliação da adequabilidade das albufeiras para a pesca recreativa. Tendo em conta os resultados obtidos será selecionado um número de albufeiras considerado representativo das tipologias definidas, para levar a cabo as ações experimentais descritas a seguir. Ação 2. Identificação de indicadores ambientais de fenómenos de mortalidade massiva: Pretende-se efetuar amostragens periódicas nas albufeiras-alvo, representativas das diferentes tipologias identificadas na Ação 1, para avaliar: (i) a variação intra-anual da estrutura e biomassa dos agrupamentos piscícolas; e (ii) modelar as respetivas curvas de produção para cada tipologia de albufeira. Paralelamente procede-se ao registo de um conjunto de parâmetros físico-químicos e biológicos da água que, relacionados com as curvas de produção piscícola obtidas, permitam identificar indicadores ambientais que sirvam de alerta para fenómenos de eutrofização associados a cenários de mortalidade massiva de peixes. Está prevista a instalação de estações de monitorização contínua de parâmetros ligados aos fenómenos de mortalidade em massa (i.e., oxigénio dissolvido, temperatura da água) que se verificam regularmente nestas massas de água. Esta tarefa permitirá identificar igualmente quais as espécies de peixes, e os respetivos valores limite, que mais contribuem para o aumento acentuado da biomassa e, desta forma, estabelecer protocolos de monitorização e de remoção piscícola seletiva e controlada que, com elevado custo-benefício, garantam a redução da probabilidade da ocorrência de fenómenos de mortalidade massiva. Ação 3. Padrões de utilização das espécies piscícolas em resposta ao melhoramento artificial do habitat: Os principais objetivos desta ação são: (i) o desenvolvimento e avaliação de diferentes protótipos de Dispositivos de Agregação Piscícola (DAP), colocados nas albufeiras-alvo para aumentar a qualidade e quantidade do habitat disponível; (ii) a avaliação da sua seletividade em termos específicos; e (iii) o estudo dos padrões de utilização e residência associados a cada uma destas estruturas. Parte da tarefa será dirigida em particular ao achigã (Micropterus salmoides Lacépède, 1802), uma espécie com um elevado interesse para a pesca recreativa, onde se pretende estudar em pormenor o posicionamento de indivíduos marcados com transmissores acústicos que permitem o posicionamento tridimensional no corpo de água e comparar a utilização espacial que fazem com as localizações das várias tipologias de DAP, avaliando dessa forma a sua seletividade. Este trabalho será realizado de uma forma automática e contínua com recurso a um sistema de bio-telemetria acústica. No final da tarefa, o modelo de DAP que for definido como o mais adequado para a promoção do desenvolvimento de espécies interessantes para a pesca recreativa, será alvo de patenteação no INPI com vista à sua comercialização futura. Ação 4. Caracterização do perfil lipídico e nutricional de espécies com interesse para a pesca recreativa: Esta ação será igualmente dirigida ao achigã, uma das espécies mais procuradas pelos pescadores recreativos na região alentejana. Pretende-se caracterizar o perfil lipídico e nutricional do músculo de indivíduos desta espécie capturados em albufeiras representativas das diferentes tipologias identificadas. Sendo a dieta um dos fatores mais importantes para a constituição deste perfil, nos mesmos locais será igualmente levada a cabo a análise da dieta (i.e. conteúdos estomacais) das populações de achigã estudadas. Prevê-se igualmente analisar a relação da qualidade nutricional do músculo dos achigãs com as características das albufeiras de origem e com a ontogenia dos peixes (juvenis e adultos). Esta ação irá contribuir para conhecer o valor nutricional da espécie, aumentar o seu valor económico e, consequentemente aumentar os rendimentos para a região provenientes do incremento da sua procura pelos consumidores. Ação 5. Desenvolvimento de um plano de gestão para albufeiras Mediterrânicas: O principal objetivo desta ação final é integrar todos os resultados obtidos nas ações anteriores com vista ao desenvolvimento de um plano de gestão para as albufeiras do Alentejo, particularmente dirigido às autoridades e proprietários privados responsáveis pelas massas de água, com vista à promoção da pesca recreativa, e controlo de fenómenos de mortalidade massiva de peixes. O desenvolvimento do plano de gestão incluirá uma avaliação socioeconómica desta atividade num conjunto de albufeiras-alvo, através da realização de inquéritos aos pescadores lúdicos, bem como a publicação de um "Manual de Boas Práticas" dirigido aos pescadores e aos gestores destas massas de água.

Conclusion date 14.08.2020

Financing value 249,08 thousand €

O diagnóstico de claudicações em equinos, nomeadamente causadas por doença articular, é um dos motivos mais frequentes de chamada do médico veterinário e uma das causas mais comuns de retirada dos cavalos de competição. No entanto, o diagnóstico desta afeção é muitas vezes baseado em metodologias subjetivas, que dificultam a avaliação da resposta à terapia e o estabelecimento de um prognóstico. Nesta operação vão-se transferir conhecimentos e demonstrar a utilização de novas tecnologias, utilizadas e validadas em trabalho de investigação por membros da equipa deste projeto (osteoartrite da extremidade distal no cavalo, doutoramento europeu pela Universidade de Évora, 2016). Pretende-se demonstrar a utilização de técnicas objetivas no diagnóstico de claudicações e de doença articular nos equinos, bem como, a sua aplicabilidade como fator de prognóstico. Estas técnicas podem ser disponibilizadas a empresas veterinárias da região da região e aos produtores de equinos, com impacto positivo na produção de equinos, na medida em que, vão permitir um diagnóstico preciso e mais precoce desta doença. Serão demonstrados dois métodos de diagnóstico objetivos não utilizados atualmente em Portugal: a avaliação de claudicação recorrendo a sensores de inércia e a utilização de biomarcadores de inflamação e degradação da cartilagem que se correlacionam com o grau de lesão existente. Estes métodos inovadores serão correlacionados com os métodos tradicionais, exame radiológico e exame ecográfico e avaliação artroscópica da articulação. As tecnologias ficarão disponíveis na Universidade de Évora para prestação de serviços à comunidade. Esta operação permitirá disponibilizar a tecnologia a Associações de Criadores, clínicos de equinos e empresas do setor, incorporando valor na fileira da produção de equinos de desporto, reforçando a importância desta atividade económica na região do Alentejo. A execução da operação terá a duração de 2 anos (24 meses). Serão realizados 4 workshops para médicos veterinários de modo a transferir a aplicação práticas destas metodologias de diagnóstico e 4 seminários para produtores onde se divulgarão os resultados já obtidos e se abordarão novas possibilidades de utilização destas técnicas no setor.

Conclusion date 31.12.2018

Financing value 245,85 thousand €

Num contexto de crescente internacionalização das atividades turísticas, de crescente competitividade entre mercados turísticos, ao nível interno e externo, e da apologia de fomentar, de forma célere e generalizada, a cultura do desenvolvimento sustentável nas dinâmicas do sistema empresarial dos destinos turísticos, a Estratégia Turismo 2027 (ET27) assume claramente que o país tem que se comprometer com a sustentabilidade e posicionar-se como um dos destinos turísticos mais competitivos e sustentáveis do mundo. Também a Agenda Temática de Investigação e Inovação para o "Turismo & Lazer", atribui relevância a nível nacional à sustentabilidade em diversas vertentes do sistema turístico, corroborando o facto deste tema ser de importância vital para a competitividade do sector turístico nacional. Neste enquadramento, a região do Alentejo destaca-se no panorama nacional da sustentabilidade no turismo por ter sido escolhida pela Secretaria de Estado do Turismo/Turismo de Portugal, para a implementação do observatório para a sustentabilidade do turismo, primeiro observatório deste tipo no país que integra a rede internacional dos observatórios para a sustentabilidade do turismo da Organização Mundial do Turismo (UNWTO). O observatório para a sustentabilidade do turismo da região Alentejo (ASTO - Alentejo Sustainable Tourism Observatory) é considerado iniciativa piloto, que servirá de benchmarking para o desenvolvimento de uma rede de observatórios regionais da sustentabilidade do turismo regionais em Portugal. O ASTO está sediado na Universidade de Évora, que assume a sua liderança técnica e científica, mas contempla parcerias estratégicas com o Turismo de Portugal e ERTA/R (que assumem um papel central na liderança política), assim como com os Institutos Politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém (que integram o sistema de I&I regional). O ASTO prossegue o objetivo geral de incentivar o destino turístico Alentejo a promover um turismo sustentável e a implementar práticas de monitorização regular dos impactes económicos, ambientais e sociais provocados pelo desenvolvimento da atividade turística. Esse objetivo implica que os parceiros do ASTO dinamizem um processo contínuo de compilação, difusão e exploração de dados e informação capazes de gerar conhecimento na área da sustentabilidade. Este conhecimento, por sua vez, carece de ser transferido para os agentes integrados na Região para que participem de forma mais ativa e fundamentada nos processos de tomada de decisão, no âmbito da formulação e implementação de políticas, estratégias, planos e processos de gestão e inovação associados ao turismo sustentável no destino. Articulada em conjunto, esta diversidade de informação tem um grande potencial de interesse para ser transferido para os agentes do sector. Neste sentido, os resultados decorrentes do conjunto de trabalhos e iniciativas concretizados anteriormente (como o Observatório do turismo no Alentejo, o Laboratório de Turismo do CIDEHUS/UÉ ou o sistema de certificação Biosphere, que se desenvolveram num enquadramento de funcionamento e metodologias diferentes daquelas que o ASTO pretende dinamizar), permitiram que o trabalho do ASTO não se iniciasse do zero, tal como reconhecido pela UNWTO, ao aceitar o ASTO como membro da prestigiada INSTO. Apesar de recente, o ASTO está referenciado como caso piloto, tendo despertado interesse junto de algumas entidades gestoras de destinos de outras regiões nacionais. Esta projeção traz desafios acrescidos à parceria estabelecida e, por acréscimo, aos agentes de toda a cadeia de valor do turismo regional, pois o nível do seu envolvimento será determinante para o sucesso da iniciativa. O projeto PISTA surge nesta conjuntura para contribuir na vertente de transferência de conhecimento (produzido pelo sistema de I&I regional) para os agentes do sector, no domínio do turismo sustentável. Este projeto pretende contribuir para potenciar a valorização económica do conhecimento enquanto elemento estruturante dos processos de inovação para alcançar melhores resultados e, consequentemente, estimular maior competitividade do cluster do turismo regional. Promover uma economia baseada em fatores imateriais de competitividade, na qual a difusão e exploração do conhecimento tem um papel central, é uma forma incontornável de acrescentar valor a produtos/serviços, processos, comercialização de serviços ou práticas organizacionais. Neste sentido, é necessário capacitar os agentes regionais do turismo com o conhecimento e informação disponíveis, com o potencial de lhes permitir planear e adotar soluções de negócio inovadoras e impulsionadoras do desenvolvimento sustentável, capazes de gerar efeitos arrastadores ao longo de toda a cadeia de valor do turismo e, também, para terceiros ao nível do destino Alentejo. A execução do PISTA não só permitirá atingir este importante objetivo a curto prazo, como será uma mais valia para que o ASTO possa prosseguir com outras atividades promotoras do turismo sustentável no Alentejo, junto do cluster turístico empresarial, tal como assumidas no âmbito da rede internacional INSTO. No âmbito da temática do turismo sustentável, o PISTA assume como princípios gerais as seguintes premissas: a) Adotar uma abordagem global e integrada do destino: pressupõe dinamizar um sistema coerente de iniciativas que promovam sinergias entre diferentes estratégias empresariais de atuação. b) Disponibilizar informação de forma regular: dotar os agentes do turismo regional com informação atualizada, sempre que possível, sobre as várias dinâmicas da atividade turística no destino, permitindo suportar de forma mais consistente as suas decisões. c) Promover o envolvimento de todos os agentes interessados. d) Divulgar a informação de forma regular o desenvolvimento sustentável da atividade turística O Projeto PISTA assume-se, assim, como um projeto de transferência de conhecimento produzido pelo sistema de I&I do Alentejo para os agentes do sector, no domínio do turismo sustentável, domínio onde ganha relevância acrescida a compreensão das diferentes formas de impacte da atividade e a observação permanentemente dos seus efeitos, reportando feedback aos agentes para que possam fazer uma gestão adaptativa do seu negócio.

Conclusion date 21.02.2023

Financing value 230,79 thousand €

O plano geral de trabalhos da operação proposta está dividido em 6 tarefas interdependentes, visando a produção de plantas micorrizadas (Cistus - Terfezia). Na sétima tarefa, está previsto um ensaio experimental para avaliar a persistência das micorrizas e a fitness das plantas de Cistus, após a sua instalação nas parcelas de ensaio. Tarefa 1: Amostragem de espécimes de Terfezia arenaria. A amostragem de espécimes de T. arenaria irá contribuir para o conhecimento da sua variabilidade genética e permitirá selecionar o inóculo a utilizar nas tarefas subsequentes. Serão colhidos espécimes frescos de T. arenaria, entre Janeiro a Abril, em locais de produção natural na região Alentejo. No laboratório, os espécimes serão caracterizados morfologicamente com base em seus caracteres macro e microscópicos. Parte dos espécimes determinados serão desidratados numa câmara de ventilação forçada e posteriormente incluídos numa coleção de referência, o Herbário da Universidade de Évora (UEVH- FUNGI). A restante parte será ultracongelada e armazenada para posterior utilização como fonte de inóculo e para a sua caracterização molecular. Paralelamente a esta tarefa, serão colhidas amostras de solo dos locais de produção natural de T. arenaria para posterior caracterização das propriedades físicas e químicas do solo. Tarefa 2: Caracterização molecular dos espécimes de Terfezia arenaria. A determinação específica dos espécimes de Terfezia arenaria baseada unicamente nas suas características morfológicas é muitas vezes insuficiente ou inconclusiva, devido à existência de complexos de espécies crípticas dentro do género Terfezia. Desta forma, a caracterização molecular dos espécimes será essencial para uma determinação decisiva. A extração de DNA, dos espécimes de Terfezia arenaria previamente armazenados, será realizada com o E.Z.N.A. fungal DNA kit (Omega Bio-Tek, Doraville, GA, USA). A região ITS do rDNA será amplificada utilizando os primers ITS5 e ITS4 (Bordallo et al. 2013). Os produtos de PCR serão purificados usando o E.Z.N.A. Cycle-Pure kit (Omega Bio-Tek, Doraville, GA, USA) e posteriormente sequenciados em ambas as direções. Tarefa 3: Isolamento e manutenção de culturas puras de T. arenaria. Nesta tarefa, o micélio de Terfezia, isolado a partir dos espécimes determinados, será mantido em cultura pura e repicado com a frequência necessária para assegurar uma fonte de inóculo regular. Espécimes de T. arenaria serão limpos para retirar as partículas de solo e desinfetados com etanol (70%). Numa câmara de fluxo laminar serão cuidadosamente abertos e porções internas da gleba serão transferidas para caixas de Petri contendo meio de cultura e colocados a incubar numa câmara a 26 ºC. Serão ensaiadas diversas formulações de meios de cultura para otimizar os processos de isolamento e manutenção em cultura pura. Todos os isolados de T. arenaria, serão repicados pelo menos de 3 em 3 semanas. Tarefa 4: Micropropagação de Cistus spp. As plântulas de Cistus spp. são normalmente propagadas por semente, originando cada uma um individuo geneticamente distinto. A tecnologia de micropropagação a partir de meristemas axilares permite a produção em massa de plantas geneticamente idênticas. Nesta tarefa será usada uma estratégia inovadora para a obtenção de plântulas de Cistus spp., micropropagando-as a partir de gemas axilares de plantas adultas pré-selecionadas. Sementes maduras de Cistus spp., colhidas nos mesmos locais de colheita dos espécimes de Terfezia arenaria, serão germinadas assepticamente, de acordo com o procedimento proposto por Talavera et al. (1993). As plântulas resultantes da germinação das sementes serão transferidas para meio de cultura MS (Murashige e Skoog, 1962) e incubadas numa câmara de crescimento de plantas. Quando apresentarem as dimensões indicadas serão inoculadas com T. arenaria e após a síntese micorrízica transferidas para vasos com substrato asséptico e colocadas em estufas. Após 3 meses, as plantas que apresentarem taxas de micorrização mais elevadas serão usadas para fins de micropropagação. Os caules das plantas de Cistus selecionadas serão fragmentados em explantes nodais e a sua multiplicação será efetuada com base no protocolo usado por Madesis et al. (2011). Diferentes combinações e concentrações de reguladores de crescimento serão testados, a fim de otimizar as fases de proliferação, alongamento e enraizamento das plântulas. Tarefa 5: Síntese micorrízica. Com base nas fontes de inóculo obtidas e nas plantas micropropagadas serão efetuados ensaios para conseguir o melhor binómio planta-fungo. Plântulas de Cistus micropropagadas serão transferidas individualmente para tubos de ensaio contendo meio de cultura MS modificado e seguidamente inoculadas com micélio de T. arenaria proveniente das culturas puras obtidas. Diversas formulações serão testadas de forma a otimizar a síntese micorrízica e a permitir um crescimento adequado quer da planta, quer do fungo. Os tubos de ensaio serão incubados numa câmara de crescimento durante 2 meses. Após este período, as plantas inoculadas serão transferidas para recipientes contendo uma mistura de materiais inertes, minerais e orgânicos e aclimatadas em estufa. Tarefa 6: Certificação das plantas micorrizadas. A avaliação da persistência das micorrizas durante e depois da fase de aclimatação é essencial para garantir a qualidade das plantas micorrizadas, antes de se proceder aos ensaios experimentais de campo. Os principais objetivos desta tarefa são a quantificação de micorrizas de T. arenaria por planta micorrizada, descrição das micorrizas formadas e a avaliação da fitness das plantas. A cada 4 semanas, durante a fase de aclimatação, várias plantas de Cistus micorrizadas serão retiradas aleatoriamente para análise da sua fitness (peso seco aéreo, peso seco subterrâneo e teor de macro e micronutrientes) e do seu sistema radicular (observação da abundância e condição das micorrizas de T. arenaria). As extremidades das raízes amostradas serão lavadas em água corrente e coradas. Após a coloração, uma avaliação quantitativa do número de micorrizas formadas será feita por exame microscópico de acordo com as metodologias descritas por Giovannetti e Mosse (1980). Para a completa descrição das micorrizas formadas será necessário observar a sua estrutura interna, pelo que serão selecionadas micorrizas para serem seccionadas num criomicrómetro (Cryosect (Seward Limited, Worthing)). Tarefa 7: Instalação de parcelas experimentais. Após a fase de aclimatação, as plantas micorrizadas serão instaladas em parcelas experimentais e monitorizadas nos anos subsequentes, para avaliar, quer a fitness das plantas, quer a persistência das micorrizas, seguindo os métodos expostos na tarefa 6. Prevê-se que após 3 anos decorridos da instalação das plantas ocorra a produção de túberas, pelo que estes ensaios continuarão a ser monitorizados após o término da operação.

Conclusion date 23.07.2020

Financing value 211,89 thousand €

As novas cultivares de nogueira com baixas exigências em frio encontram em algumas regiões de Portugal condições edafo-climáticas ótimas para o seu desenvolvimento, sobretudo em algumas zonas do Alentejo, onde o fator tradicionalmente limitante que era a escassez de água, está agora ultrapassado, com o início do funcionamento do regadio do Alqueva. É pois previsível um aumento significativo da procura de plantas desta espécie nos próximos anos. Mas a nogueira inclui-se no grupo das espécies de difícil multiplicação, situação que muito dificulta a obtenção de plantas para novos pomares. A técnica tradicional de multiplicação vegetativa da nogueira por enxertia de placa sobre porta-enxerto franco de semente, apresenta baixas taxas de sucesso, conduz a populações heterogéneas no que respeita ao vigor e a um preço final por planta bastante elevado (devido ao longo período de produção em condições de viveiro). Para além disso, o produto final, tendo a nogueira europeia (Juglans regia L.) como porta-enxerto, é extremamente exigente em solos já que a espécie é extremamente suscetível ao encharcamento, o que conduz a problemas fitossanitários graves. Partindo deste diagnóstico, a Universidade de Évora tem trabalhado nos últimos anos na investigação de novas tecnologias de multiplicação de material vegetal de nogueira, através de um projeto já finalizado no anterior programa PRODER - Medida 4.1, em que foi possível desenvolver técnicas de propagação in vitro adaptadas a esta espécie e obter o enraizamento das mesmas de forma fiável. Para que esta técnica possa desenvolver-se à escala comercial e possa servir para sustentar o desenvolvimento do pomar de nogueiras do futuro no Alentejo, é necessário provar que a propagação in vitro em larga escala é economicamente viável, que a enxertia das plantas no local definitivo é possível, e promover a transferência desta nova tecnologia para o sector, bem como demonstrar junto dos agricultores a sua superior valia, como alternativa às nogueiras tradicionais enxertadas em franco (Juglans Regia). Estão assim identificados os objetivos base desta candidatura, que contemplam ações de afinação do processo tecnológico (propagação in vitro e enxertia) para ser utilizado à escala comercial, ações de demonstração junto dos agricultores para observação do desempenho destes novos pomares e aconselhamento técnico na instalação e condução das árvores em pomares intensivos. Para se atingirem os objetivos propostos, a Universidade de Évora envolve no projeto dois recursos humanos (15%), um com larga experiência em cultura in vitro de plantas e outro com um largo currículo no âmbito da fruticultura. Estes dois recursos humanos qualificados, juntamente com os dois bolseiros a contratar, serão os pilares do desenvolvimento da operação. Em conjunto responsabilizam-se pela produção in vitro dos porta-enxertos, que serão fornecidos gratuitamente aos agricultores interessados em instalar pomares de demonstração, pela realização da enxertia com as variedades de nogueiras mais adaptadas a cada situação e, finalmente, com o acompanhamento técnicos dos pomares instalados (condução e poda). Os frutos secos em geral e as nozes em particular constituem um produto em deficit estrutural no mercado comunitário europeu e são importante fonte de importações em Portugal, contribuindo assim para o agravamento da nossa balança comercial (ver Diagnóstico da Realidade Visada Com a Implementação do Projeto). Existem hoje no Alentejo após a infraestruturação do regadio boas condições para o desenvolvimento desta cultura, podendo mesmo ser uma das alternativas de maior valor acrescentado para a agricultura do sul do país. Esta cultura tem ainda a vantagem de ser essencialmente mecanizada, obviando assim a falta de mão-de-obra característica desta região e pode ainda adaptar-se muito bem ao tipo de estrutura fundiária do Alentejo. O desenvolvimento deste projeto pretende potenciar estas condições, afirmando-se como um elemento dinamizador na criação de emprego, fixação das populações e desenvolvimento de novas oportunidades de negócio, contribuindo assim de forma significativa para vários dos objetivos inerentes à Estratégia Regional de Especialização Inteligente.

Conclusion date 31.05.2018

Financing value 185,91 thousand €

O Colégio dos Leões encontra-se localizado no Pólo de Évora da Universidade de Évora. Esta infraestrutura funciona na antiga Fábrica de Massas Leões, que laborou até 1993. A Fábrica dos Leões foi adquirida pela Universidade de Évora em 1998 e as suas instalações acolhem atualmente os Departamentos de Arquitetura, Artes Visuais e Design e Artes Cénicas. O espaço a intervir corresponde ao edifício D do Colégio dos Leões. No âmbito da auditoria energética efetuada foram identificadas algumas situações que prejudicam a eficiência energética do edifício, tais como a ausência de isolamento térmico em coberturas (algumas com a presença de fibras de amianto) e fachadas, assim como, excessivo consumo de energia elétrica. As medidas a implementar são as seguintes: #1 Isolamento térmico em coberturas e caleiras No LEOES-D existem coberturas inclinadas e planas, sendo que algumas das inclinadas contêm chapas de fibrocimento contendo fibras de amianto. Nas coberturas planas e inclinadas e nas caleiras pretende-se colocar isolamento térmico EPS 150 com 10 cm de espessura, junto à laje da cobertura. Para além da execução destes trabalhos, foram também incluídos os trabalhos referentes à remoção dos atuais revestimentos de cobertura que contém amianto. #2 Isolamento térmico em paredes As fachadas do LEOES-D são constituídas por fachadas simples em alvenaria de tijolo, rebocadas em ambas as faces, com espessura variável. A intervenção que se pretende realizar nas mesmas diz respeito à colocação de isolamento térmico pelo interior, optando-se pelo sistema ITIC (Sistema de Isolamento Térmico pelo Interior), uma vez que a arquitetura do edifício e sua envolvente, inviabilizam a implementação de isolamento pelo exterior. Em Portugal não é vulgar a adoção de sistemas de isolamento térmico pelo interior, com exceção de obras de reabilitação, como é o caso desta intervenção. Uma vez que o edifício D do Colégio dos Leões está em contacto com outros edifícios contíguos, caso se procedesse à aplicação de isolamento pelo exterior, ir-se-ia alterar o aspeto visual do espaço exterior, assim como, as fachadas passariam a estar em planos diferentes. Por outro lado, a intervenção pelo interior será mais simples. #3 Iluminação interior A iluminação interior existente baseia-se em sistemas de lâmpadas convencionais. Estes sistemas não são tão eficientes como os LED, pois consomem mais energia e são menos duradouros. Por esse motivo, propõe-se a sua substituição por estes últimos. #4 Auditoria energética, atualização do CE e taxas Será necessário proceder a nova auditoria energética e emissão de certificado energético após a realização das medidas, assim como, proceder a novo pagamento das taxas à ADENE.

Conclusion date 07.06.2023

Financing value 179,74 thousand €

O Colégio dos Regentes Agrícolas (CRA) encontra-se localizado no Pólo da Mitra da Universidade de Évora. No âmbito da auditoria energética efetuada foram identificadas algumas situações que prejudicam a eficiência energética do edifício, tais como a ausência de isolamento térmico em coberturas (algumas com a presença de fibras de amianto), excessivo consumo de energia elétrica e ausência de gestão da energia consumida. As medidas a implementar são as seguintes: #1 Sistema solar fotovoltaico De maneira a reduzir o custo com a eletricidade consumida no CRA, pretende-se instalar um sistema solar fotovoltaico que permitirá produzir energia elétrica para autoconsumo. #2 Sistema solar térmico De maneira a reduzir o custo energético de outros sistemas menos eficientes, como a utilização de cilindros elétricos para o aquecimento de água, pretendem-se instalar um sistema solar térmico com depósito para aquecimento das águas quentes sanitárias (AQS), de forma a tirar partido da radiação solar. Este sistema será colocado numa das coberturas que fica mais perto da zona da cozinha. #3 Iluminação interior A iluminação interior existente baseia-se em sistemas de lâmpadas convencionais. Estes sistemas não são tão eficientes como os LED, pois consomem mais energia e são menos duradouros. Por esse motivo, propõe-se a sua substituição por estes últimos. #4 Sistema de gestão de energia Uma vez que o Pólo da Mitra apenas tem um contador (CPE) para todos os edifícios, torna-se difícil aferir o local onde se estão a produzir os maiores consumos energéticos. Por este motivo, pretendem-se instalar 12 pontos de medida ao longo do CRA, de maneira a poder obter o valor desses consumos com alguma regularidade e fiabilidade, avaliando os locais onde se estão a produzir maiores consumos e corrigir os mesmos. #5 Isolamento térmico em coberturas e caleiras Nas coberturas inclinadas e nas caleiras pretende-se colocar isolamento térmico EPS 150, junto à laje de esteira, para reduzir as necessidades de aquecimento e arrefecimento. Para além da execução destes trabalhos, foram também incluídos os trabalhos referentes à remoção dos atuais revestimentos de cobertura que contém amianto. #6 Isolamento térmico nas fachadas das paredes duplas com caixa-de-ar No CRA existem algumas paredes duplas com caixa-de-ar por preencher. Esta situação deve-se a diferentes fases de construção que o edifício sofreu. De maneira a melhorar e aumentar as poupanças energéticas deste edifício considerou-se a injeção de poliuretano nas caixas-de-ar dessas paredes. #7 Auditoria energética, atualização do CE e taxas Será necessário proceder a nova auditoria energética e emissão de certificado energético após a realização das medidas, incluindo o pagamento das respetivas taxas à ADENE. #8 Fiscalização É considerada também a fiscalização da obra de substituição das coberturas e implementação do isolamento térmico. #9 Projeto de execução Será necessário proceder à elaboração do projeto de execução para as coberturas, os quais são necessários para a implementação dos trabalhos.

Conclusion date 23.02.2021

Financing value 175,3 thousand €

A presente candidatura enquadra-se na modalidade de Projeto individual onde o Promotor é a Universidade de Évora no âmbito Transferência do Conhecimento Cientifico e Tecnológico no domínio prioritário de estratégia de investigação e inovação para uma especialização inteligente, na tipologia - "Ações de disseminação e de difusão de novos conhecimentos e tecnologias gerados no âmbito da I&D, para o tecido empresarial, que envolvam projetos-piloto demonstradores, ações setoriais de experimentação ou ações de difusão de informação científica e tecnológica". Esta projeto visa promover a valorização da fileira da cortiça, desde os produtores aos transformadores, disponibilizando informação e sensibilizando para a plantação de novos povoamentos de sobreiro em produção intensiva com rega, que permitirão antecipar a produção de cortiça e aumentar a produção e qualidade da cortiça, favorecendo simultaneamente a sua vitalidade ao mitigar eventos de stress hídrico, nos novos cenários de alterações climáticas. Cumulativamente, espera-se que seja também possível sensibilizar para o aproveitamento de áreas marginais em perímetros de rega, atualmente subaproveitadas e não consideradas aptas e viáveis para a instalação de povoamentos florestais e rentabiliza-las. Estas, poderão ser reconvertidas em sistemas de produção intensiva aumentando o seu potencial produtivo. Por outro lado, o rápido crescimento dos sobreiros com rega e fertirrega poderá aumentar a sua taxa de assimilação de carbono (servindo estas florestas como sorvedouro de carbono atmosférico, de grande importância ecológica e em particular na regulação das alterações climáticas). Como resultados/outputs principais deste Projeto é expectável a transferência de conhecimento previamente gerado em "ensaios piloto" e projetos que antecederam este, e ampliar e divulgar este conhecimento para que seja possível elaborar um itinerário cultural para produção de cortiça em sistemas de produção intensiva com uma análise da viabilidade económica associada a este tipo de produção. O presente projeto permitirá a todos os envolvidos na fileira da produção e transformação da cortiça conhecer os impactos da rega a médio prazo, a sua viabilidade económica e as suas possíveis aplicações. No âmbito deste projeto foram delineadas duas ações, uma de Coordenação e Gestão do Projeto e outra grande ação de Divulgação, Disseminação e Demonstração, onde serão desenvolvidas diferentes atividades.

Conclusion date 14.08.2023

Financing value 161,64 thousand €

Torna-se necessário esclarecer e definir parâmetros de fertilidade das eguadas Lusitanas na região do Alentejo, de modo a que os produtores possam fazer escolhas conscientes e assentes em dados da própria raça e nas condições de exploração da região do Alentejo. A aplicação de biotecnologias da reprodução em equinos tem vindo a desenvolver-se muito nos últimos anos mas, no entanto, os procedimentos estão longe de estarem estandardizados. A Universidade de Évora tem trabalhado em biotecnologias de reprodução e em novas metodologias de avaliação, com vários trabalhos publicados. No ano passado foi concluído um doutoramento em ciências veterinárias na área da fisiologia da reprodução da égua, incluindo a avaliação da dinâmica ovárica com a utilização de ecografia com doppler. Nesta operação procurar-se-á promover a aplicação e transferência de conhecimentos na área das biotecnologias reprodutivas e, deste modo, melhorar a fertilidade após a sua aplicação. A operação inclui 5 tarefas, sendo que, numa primeira tarefa será feita a divulgação de resultados no que concerne a caracterização do maneio reprodutivo e fertilidade nas eguadas Lusitano, utilizando como modelo os dados da Coudelaria de Alter. Na segunda tarefa serão feitas ações de demonstração no que concerne a avaliação da égua reprodutora, no período de transição de inverno, época reprodutiva, período de transição de outono e período de anestro. Serão, igualmente, demonstradas metodologias de avaliação da égua para diagnóstico precoce de endometrite, incluindo citologia, biópsia uterina, bacteriologia e a utilização de biomarcadores séricos e uterinos que permitem o diagnóstico precoce da inflamação uterina. Nas terceira e quarta tarefas o objetivo é a transferência de tecnologia na área da andrologia, nomeadamente metodologias de avaliação objetiva de sémen, incluindo a avaliação assistida por computador (CASA) e a citometria de fluxo, e técnicas de processamento, refrigeração e congelação de sémen, que permitam ultrapassar as restrições inerentes à má qualidade dos ejaculados de alguns garanhões. Numa última tarefa será elaborado um Manual de Boas Práticas de Maneio Reprodutivo e da Aplicação de Biotecnologias de Reprodução em Equinos. Estas biotecnologias ficarão disponíveis na Universidade de Évora para prestação de serviços ao Setor.

Conclusion date 31.12.2018

Financing value 140,74 thousand €

O Edifício Ário Lobo de Azevedo (EALA) encontra-se localizado no Pólo da Mitra da Universidade de Évora. Este edifício é constituído pelo corpo principal, o bar e a biblioteca. O corpo principal tem 3 pisos e é ocupado por salas de aulas, laboratórios, anfiteatro, instalações sanitárias e arrumos. No âmbito da auditoria energética efetuada foram identificadas algumas situações que prejudicam a eficiência energética do edifício, tais como a ausência de isolamento térmico em coberturas (algumas com a presença de fibras de amianto), excessivo consumo de energia elétrica e ausência de gestão da energia consumida. As medidas a implementar são as seguintes: #1 Sistema solar fotovoltaico De maneira a reduzir o custo com a eletricidade consumida no EALA, pretende-se instalar um sistema solar fotovoltaico que permitirá produzir energia elétrica para autoconsumo, com uma potência estimada de 13 kW. #2 Sistema solar térmico De maneira a reduzir o custo energético de outros sistemas menos eficientes, como a utilização de cilindros elétricos para o aquecimento de água, estima-se instalar 2 coletores com depósito de 300 litros para aquecimento das águas quentes sanitárias (AQS), a colocar perto da zona do bar. Este sistema será colocado numa das coberturas orientada a Sul, de maneira a maximizar os ganhos energéticos. #3 Iluminação interior A iluminação interior existente baseia-se em sistemas de lâmpadas convencionais. Estes sistemas não são tão eficientes como os LED, pois consomem mais energia e são menos duradouros. Por esse motivo, propõe-se a sua substituição por estes últimos. #4 Sistema de gestão de energia Uma vez que o Pólo da Mitra apenas tem um contador (CPE) para todos os edifícios, torna-se difícil aferir o local onde se estão a produzir os maiores consumos energéticos. Por este motivo, pretende-se instalar 12 pontos de medida ao longo do EALA, de maneira a poder obter o valor desses consumos com alguma regularidade e fiabilidade, avaliando os locais onde se estão a produzir maiores consumos e corrigir os mesmos. #5 Isolamento térmico em coberturas e caleiras Nas coberturas planas e inclinadas e nas caleiras pretende-se colocar isolamento térmico EPS 150 com 10 cm de espessura, junto à laje da cobertura. Para além da execução destes trabalhos, foram também incluídos os trabalhos referentes à remoção dos atuais revestimentos de cobertura que contém amianto. #6 Publicidade e divulgação É considerada também a publicidade e divulgação desta intervenção, já que o bom uso do espaço também conduzirá à redução de consumos. #7 Auditoria energética, atualização do CE e taxas Será necessário proceder a nova auditoria energética e emissão de certificado energético após a realização das medidas, incluindo o pagamento das respetivas taxas à ADENE. #8 Fiscalização É considerada também a fiscalização da obra de substituição das coberturas e implementação do isolamento térmico. #9 Projeto de execução Será necessário proceder à elaboração do projeto de execução para as coberturas, que é essencial para a implementação dos trabalhos.

Conclusion date 23.02.2021

Financing value 140,58 thousand €

As Associações de Criadores de Ruminantes na região do Alentejo necessitam de ter disponíveis biotecnologias avançadas de reprodução assistida, de modo a poderem dar resposta aos requisitos europeus e nacionais no que concerne aos recursos genéticos animais. A Universidade de Évora (UÉ) e o Centro de Experimentação do Baixo Alentejo- Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (CEBA- DRAPAl) dispõem do equipamento e recursos humanos tendo, não só várias publicações científicas na área, mas também experiência prática de trabalho de campo em reprodução animal. Nesta operação pretende-se transmitir conhecimentos nas áreas das biotecnologias da reprodução necessárias de serem utilizadas nos programas de conservação e melhoramento genéticos de raças autóctones e exóticas de bovinos, ovinos e caprinos. Os dois centros de demonstração, UÉ e CEBA-DRAPAl, estão localizados no centro do setor produtivo respetivamente dos bovinos e pequenos ruminantes, integrados na cadeia de produção e em direta relação com as Associações de Criadores. Nesta operação serão demonstrados e aplicados programas de sincronização de cios e inseminação artificial, bem como programas de ovulação múltipla e transferência embrionária (MOET). Igualmente será transferido conhecimento relativamente às diferentes tecnologias de criopreservação de sémen e embriões, indispensáveis para posterior manutenção do Banco Português de Germoplasma Animal. Serão realizados cursos de inseminação artificial em pequenos ruminantes (CEBA) e em bovinos (CEBA/ UE). Serão igualmente desenvolvidas ações de demonstração em biotecnologias da reprodução nomeadamente: 1. Recolha, avaliação e processamento de sémen; 2. Ovulação múltipla e transferência de embriões; 3. Criopreservação de sémen; 4. Criopreservação de embriões. Serão organizados seminários para divulgação a produtores e Associações de Criadores. No final da operação ficará disponível a prestação de serviços especializados na área das biotecnologias da reprodução em ruminantes no Alentejo.

Conclusion date 31.12.2019

Financing value 133,86 thousand €

O Hospital Veterinário (HVET) encontra-se localizado no Pólo da Mitra da Universidade de Évora, sendo uma unidade científico-pedagógica que desempenha um papel crucial na formação de novos médicos veterinários. O edifício é constituído por três pisos, sendo o piso abaixo do nível do solo ocupado por arrumos. No rés-do-chão e piso 1 encontram-se gabinetes, salas de aula, laboratórios, consultórios médicos, salas de cirurgia, salas de tratamento, arrumos, instalações sanitárias e farmácia. No âmbito da auditoria energética efetuada foram identificadas algumas situações que prejudicam a eficiência energética do edifício, tais como os equipamentos de AVAC, que pela sua idade, não são tão eficientes como os atuais, provocando maiores consumos de energia elétrica e maiores libertações de gases com efeito de estufa. As medidas a implementar são as seguintes: #1 Iluminação interior A iluminação interior existente baseia-se em sistemas de lâmpadas convencionais. Estes sistemas não são tão eficientes como os LED, pois consomem mais energia e são menos duradouros. Por esse motivo, propõe-se a sua substituição por estes últimos. Apesar da utilização ser praticamente diurna, estes espaços ao serem maioritariamente utilizados como salas de aula requerem um uso de iluminação mais controlado, pelo que quase sempre se recorre a iluminação artificial. A utilização de LED vem trazer grandes poupanças. #2 Sistema de gestão de energia Uma vez que o Pólo da Mitra apenas tem um contador (CPE) para todos os edifícios, torna-se difícil aferir o local onde se estão a produzir os maiores consumos energéticos. Por este motivo, pretende-se instalar 24 pontos de medida ao longo do HVET, de maneira a poder obter o valor desses consumos com alguma regularidade e fiabilidade, avaliando os locais onde se estão a produzir maiores consumos e corrigir os mesmos. #3 Substituição de chillers e variadores de velocidades nas bombas De acordo com a auditoria, verificou-se também a necessidade de considerar a substituição de 3 chillers por outros 3 de maior eficiência, e a instalação de variadores de velocidades nas respetivas bombas. Estas soluções permitem trazer reduções nos consumos energéticos, uma vez que são equipamentos mais eficientes e menos poluentes. Os atuais chillers possuem ainda o gás R22, pelo que é fundamental substituir os mesmos tão cedo quanto possível. #4 Auditoria energética, atualização do CE e taxas Será necessário proceder a nova auditoria energética e emissão de certificado energético após a realização das medidas, incluindo o pagamento das respetivas taxas à ADENE. #5 Fiscalização É considerada também a fiscalização da obra de substituição dos chillers e de instalação dos variadores de velocidade nas bombas.

Conclusion date 29.12.2020

Financing value 128,53 thousand €

Planificado com a Somincor, concessionária da mina de Neves Corvo (NC) e sediado no CEGMA, operação SRTT desenvolvida em Aljustrel pelo LNEG, o EXPLORA pretende investigar e definir novos modelos geológicos, geoquímicos e geofísicos no setor setentrional de NC. A metodologia ID envolve: estudo de 10 sondagens, datação de rochas vulcânicas félsicas (U/Pb em zircões) e sedimentos (biostratigráfia, palinologia), definição de horizontes geológicos guia para as mineralizações de sulfuretos, processamento e modelação de dados de gravimetria, geomagnetismo, resistividade e sísmica, medições petrofísicas, geoquímica de rochas, estudo de halos geoquímicos em solos e desenvolvimento de software. O uso de diferentes disciplinas permitirá conhecer em detalhe os setores selecionados: Mestres-Algaré, Lombador Norte e Rosa Magra-Semblana. Pretende-se assim ampliar o know-how existente em Portugal sobre near mining exploration. Alem dos meios analíticos previstos, será feito o processamento de dados disponibilizados pela Somincor/Lundin Mining, mediante acordo de confidencialidade. Os resultados a obter serão divulgados em artigos científicos e partilhados com a empresa através de 6 workshops semestrais. Um Workshop+curso de campo dedicado a empresas terá os respetivos resumos publicados nas "Comunicações Geológicas" do LNEG. O EXPLORA permitirá definir modelos geológico-estruturais promissores da existência de mineralizações, numa área de 58 km2, localizada sobre NC, atingindo a profundidade de investigação os 1300 m a 1500 m. Este cenário complexo é já conhecido da equipa de investigadores do LNEG, tendo sido abordado nos projetos IPBVECTORS e PROMINE. As atividades repartem-se por: AT 1 - Geologia e caracterização de sondagens + preparação de bases de dados Caracterização do enquadramento geológico dos setores de Mestres-Algaré, Rosa Magra-Semblana e Lombador N, com base em cartografia geológica e de mina (jazigo do Lombador) e estudo detalhado (logging) de 10 sondagens profundas (~1000 m), identificação de formações geológicas, fácies sedimentares e vulcânicas, mineralizações e planos de falha. A AT1 inclui também a definição de seções geológicas, amostragem e corte de testemunhos (500 am.). AT 2 - Palinologia e datação de rochas sedimentares Datação palinoestratigráfica de 300 am. de sedimentos com recurso ao estudo de palinomorfos (esporos, pólenes e acritarcas). Através de métodos laboratoriais normalizados, que incluem a destruição da fase mineral e concentração dos palinomorfos, para estudo microscópico, identificam-se espécies que permitem o conhecimento de biozonas referentes a idades geológicas. Esta metodologia permite definir uma estratigrafia de alta resolução das sequências marinhas de NC, de idade carbónica e devónica. As datações permitirão correlacionar NC com outras regiões da província metalogenética. As rochas serão preparadas e estudadas no CEGMA, com apoio do Lab. Palinologia do LNEG, detentor de um conhecimento científico de nível europeu. AT 3 - Geocronologia de rochas vulcânicas A AT3 baseia-se na geocronologia de rochas vulcânicas (35 am.) através do sistema isotópico U- Pb em grãos de zircão, uma técnica fundamental em prospeção e na caracterização de estruturas vulcânicas. O uso desta metodologia em NC permitirá obter com rigor a idade das rochas portadoras das mineralizações de sulfuretos e compreender a complexidade natural das fácies vulcânicas intrusivas e extrusivas. Em complemento com os dados de palinologia (AT2) e estruturais (AT1), a geocronologia por isótopos permitirá conhecer com bastante detalhe as diferentes épocas geológicas relacionadas com a génese do minério de NC e assim confirmar o potencial de prospeção do principal episódio mineralizante. O estudo de zircões herdados permite ainda conhecer a idade do soco onde se formaram as estruturas vulcânicas. AT 4 - Modelação geofísica Os dados de gravimetria, geomagnetismo, sísmica de reflecção e resistividade, patentes nas bases de dados do LNEG e da Somincor, serão utilizados para estabelecer modelos geofísicos tridimensionais que traduzam o ambiente geológico de NC. A definição das assinaturas geofísicas das formações geológicas e das massas mineralizadas, permitirá a aplicação de técnicas de processamento de sinal sobre as cartas de gravimétrica e magnética, com o intuito de delinear potenciais corpos mineralizados e identificar estruturas geológicas favoráveis. Posteriormente, será feita a modelação 3D aplicando técnicas de inversão/modelação cooperativas, usando software a adquirir (Matlab). Para constranger os modelos geofísicos calculados, minimizando questões de não-unicidade, serão realizadas medições de densidade, resistividade e suscetibilidade magnética em rochas. AT 5 - Geoquímica de rochas e de solos Testar técnicas de geoquímica de solos em locais onde se conhecem jazigos situados a centenas de metros de profundidade (ex. Lombador e Semblana) são os objetivos da AT5, que contempla a análise multielementar de 150 amostras. Pretende-se neste trabalho investigar halos geoquímicos localizados à superfície, associados às mineralizações ocultas. As amostras de solos serão preparadas e peneiradas no CEGMA e, em colaboração com o Laboratório Hércules, posteriormente alvo de extração total, análises de lixiviação enzimática e mobilização iónica metálica. A AT5 engloba também a análise de 40 rochas sedimentares, datadas por palinologia na AT2. Em complemento e usando a mesma metodologia, serão estudadas análises litogeoquímicas já existentes na Somincor. A metodologia a usar na AT5 é próxima da já testada em outros países, sendo focada no uso de técnicas preditivas da proximidade de centros vulcânicos produtivos, aos quais se associam mineralizações. AT 6 - Integração de dados e definição de vetores de conhecimento. Formação e divulgação A AT6 contempla a definição dos modelos geológicos, geofísicos e geoquímicos dos setores estudados a partir de: i) cartografia e log de sondagens (AT1); ii) datação palinológica de sedimentos e definição de paleoambientes sedimentares (AT1+AT2); iii) geocronologia de rochas vulcânicas (AT1+AT3, correlação com AT2); iv) informação de índole estrutural e reológica decorrente de interpretação e modelação de dados de gravimetria, magnética e de sísmica de reflexão (AT1+AT4, com correlação com AT2 e AT3); v) caracterização geoquímica de rochas e solos (AT5). A produção de modelos tridimensionais consistentes para os setores indicados permitirá a sua correlação com idênticos modelos já definidos pela Somincor em NC. A probabilidade de presença de mineralizações em profundidade será estudada através de modelos de dispersão geoquímica, correlacionando dados entre AT1 e AT5. O desenvolvimento de software específico para a análise integrada dos diferentes dados, nomeadamente recorrendo a metodologias de inteligência artificial, como redes neuronais artificiais, para o cálculo de modelos preditivos, será alvo de um pedido de patente.

Conclusion date 30.11.2020

Financing value 124,74 thousand €

No contexto do Alentejo reveste-se de particular importância a valorizar da dimensão territorial e as condições edafoclimáticas da região, na promoção da produção de culturas que permitam a articulação entre a agricultura e a agro-indústria, visando simultaneamente integrar a cadeia-de-valor e elevar o controlo sobre a mesma pelo aumento da estabilidade da produção, bem como explorar oportunidades tecnológicas e de mercado para a emergência de empresas intensivas em conhecimento nos domínios da agricultura sustentável, introduzindo sistemas inovadores de produção baseados na promoção e incorporação de boas práticas agrícolas. Na região do Alentejo (NUTII) a produção de tomate para indústria representa 77% do total da produção nacional sendo praticada como cultura de Primavera/Verão em regadio numa área de cerca de 15 000 ha (INE 2017). A indústria de transformação está instalada na região sendo que 95 % da produção de concentrado de tomate produzido em Portugal é exportado para vários países do mundo. A região de Alqueva dispõe de óptimas condições edafoclimáticas para a produção de tomate para a indústria, dispondo de uma área de mais de 25 000 ha com aptidão moderada e elevada para o efeito, pelo que a valorização deste recurso deve ser privilegiada no sentido de contribuir para o aumento da produção nacional. Considerando ainda o custo da água no novo empreendimento, a produção de culturas de elevado rendimento, como as culturas hortícolas, deve assumir papel de destaque. Se por um lado a perspectiva da utilização eficiente dos recursos disponíveis é fundamental, é igualmente essencial assegurar a sustentabilidade da produção destas culturas, tanto do ponto de vista económico como ambiental. A produção de tomate é fortemente afectada por uma doença chamada fusariose, causada por Fusarium oxysporum, agente patogénico habitante do solo, que por razões ambientais e de segurança alimentar tem actualmente fortes restrições ao seu controle químico e para o qual não existem variedades de tomate resistentes. As perdas de produção causadas por desta doença podem representar até 90% da produção em zonas temperadas (Singh e Kamal, 2012). O facto de não existirem actualmente pesticidas homologados para o controle da fusariose, associado a imposições legais para produtores em regime de produção biológica, impõem fortes limitações à produção desta importante cultura para a região. O ambiente constitui um dos elementos considerados estruturantes para a região do Alentejo enquanto factor diferenciador, assim como a sua aptidão edafoclimática e condições estruturais para o desenvolvimento da cultura do tomate, e numa perspectiva de intensificação sustentável do sistema produtivo, visando conciliar o aumento de produção com uma utilização e gestão mais eficiente dos recursos, é fundamental implementar a incorporação de tecnologias inovadoras que sejam ambientalmente aceitáveis e eficientes para o controlo da fusariose associado à cultura do tomateiro no Alentejo. As micorrizas arbusculares resultam de uma simbiose mutualista que se estabelece entre os fungos micorrízicos arbusculares (AMF) e a raiz da maioria das plantas. A planta hospedeira beneficia em termos de aquisição de nutrientes, mas também pela bioprotecção que os AMF conferem contra stresses bióticos e abióticos, desde que a planta esteja bem micorrizada. Existem no mercado vários inóculos comerciais, no entanto o elevado custo e a frequente falta de qualidade e diversidade biológica fazem com a sua utilização não seja uma opção adequada em sistemas agrícolas extensivos. Tendo em conta que as populações nativas de AMF que naturalmente existem no solos são mais biodiversas e adaptadas às condições locais, o recurso ao inoculo nativo em vez do comercial é claramente mais favorável no sentido de potenciar a micorrização das culturas, para além de ser também mais económico para o agricultor. Com base em conhecimento adquirido em projectos de investigação levados a cabo pela equipa proponente (FCT PTDC/AGR-PRO/111896/2009 e ALT20-03-0145-FEDER-000039), foi desenvolvida e testada em condições de campo uma estratégia de bioprotecção de culturas assente na colonização micorrízica precoce das plantas a proteger (Brito et al., 2018). Em termos práticos a tecnologia consiste em antecipar as operações de descompactação do solo que devem ser realizadas logo após a colheita do tomate, seguindo-se a armação do terrenos para instalação do tomate no ano seguinte. Ainda no Outono, procede-se à instalação de uma cultura de cobertura, não hospedeira de Fusarium, que ocupará o solo durante todo o período de Inverno e permitirá o desenvolvimento de uma rede de micélio extra-radicular (ERM) de fungos micorrízicos. Na Primavera a cultura de cobertura deve ser eliminada por corte ou com um herbicida, para que rede de ERM permaneça intacta e infectiva dando lugar a uma colonização micorrízica precoce do tomateiro, garantindo-lhe assim um significativo grau de protecção contra o Fusarium. A presente estratégia revelou-se extremamente eficiente na diminuição da incidência de fusariose em plantas de tomateiro assim como no aumento da matéria verde em ensaios em vaso. A sua validação foi obtida em condições de campo ao ter permitido reduzir em mais de 50% a mortalidade das plantas de tomateiro devida à colonização por Fusarium e conduzido a um aumento de cerca de 20 ton/ha de frutos vermelhos quando comparada com a prática tradicional da cultura (Brito et al., 2018). De salientar que estes resultados foram obtidos ao terceiro ano da cultura no mesmo local, pelo que a infestação do solo por Fusarium era já muito considerável e a opção para muitos produtores teria sido nem sequer cultivar tomate nessas circunstâncias. De referir ainda que a cultura de cobertura oferece ao sistema uma série de outros benefícios (aumento do teor de matéria orgânica, favorecimento de outros micróbios benéficos e melhoria da estrutura do solo, redução das perdas de N ou infestantes indesejáveis). Em colaboração com associações de produtores da região, a presente operação pretende proceder à transferência de tecnologia desenvolvida pela equipa proponente aos agricultores interessados e disponíveis para adaptar as sua práticas agronómicas de forma a ter um controle ambientalmente adequado e mais eficaz de uma doença que neste momento condiciona de forma muito significativa a produção de tomate na região. Prevê-se a instalação de 2 campos de demonstração da tecnologia. Dias abertos com agricultores de forma acompanhar a implementação desta tecnologia e os seus resultados, assim como a criação de um site, produção de material audiovisual e participação em encontros da especialidade (técnicos e científicos) estão previstos como principais formas de divulgação desta operação. A tipologia da operação proposta integra-se assim de forma clara nas ações de disseminação e difusão de novos conhecimentos e tecnologias gerados no âmbito da I&D, para o tecido empresarial

Conclusion date 24.10.2023

Financing value 114,12 thousand €

A valorização dos recursos endógenos, nomeadamente na articulação da investigação com subsequente valorização tecnológica e económica, dos sectores da produção primária e agroalimentar, surge como um dos quatro pilares da Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente. Atualmente o setor Agroflorestal, representam 6% do produto interno bruto nacional (PIB), tendo um importante papel no comércio internacional, contribuindo significativamente para o equilíbrio da economia Portuguesa. A agricultura, na região do Alto e Baixo Alentejo, representa, respetivamente, 10% e 7% do Produto Regional, e as estatísticas sugerem um futuro crescimento contínuo, com possibilidade de exploração de novas culturas, ou culturas já existentes, mas com pouca tradição de cultivo, e consequentemente associadas a um baixo valor acrescentado, como seja o caso da Cynara cardunculus, vulgarmente designada por cardo. Em articulação com os objetivos da EREI do Alentejo, nomeadamente no que respeita ao Domínio de Especialização "Alimentação e Floresta", mais especificamente recursos endógenos, o CEBAL, conjuntamente com três entidades da Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo (Universidade de Évora, Instituto Politécnico de Beja, e Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária - Polo de Santarém) e outras entidades do sistema científico e tecnológico nacional (Universidade de Aveiro, Universidade Católica Portuguesa e Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa), aqui afiguradas como não beneficiários, apresentam a candidatura "ValBioTecCynara" - Valorização económica do cardo (Cynara cardunculus): estudo da variabilidade natural e suas aplicações biotecnológicas", no âmbito do Sistema de Apoio à Investigação Científica e Tecnológica na área da "Transferência do Conhecimento Científico e Tecnológico", com o objetivo de promover o potencial do conhecimento científico e tecnológico do cardo, bem como o fomento da cooperação entre instituições I&D e o sector empresarial, com claro reforço de novas soluções de valorização, consolidando a transferência e circulação do conhecimento, na perspetiva de maximização da exploração da cadeia de valor em torno da fileira de produção de cardo. O uso tradicional da flor de cardo, como agente coagulante para a produção, em Portugal, de queijo de ovelha é largamente conhecida. O extrato de cardo é considerado um dos fatores mais importantes ou mesmo essenciais para as propriedades finais do queijo, nomeadamente a sua textura. O uso de extrato de cardo é obrigatório em alguns dos queijos portugueses de ovelha com Denominação de Origem Protegida (DOP). Apesar deste elevado potencial e subsequente interesse económico na fileira da produção de queijo, o efeito da flor/ variabilidade enzimática dos pistilos da flor, entre diferentes populações de cardo, permanece pouco estudado, sendo que a utilização da flor do cardo continua a ser feita de forma tradicional, sem certificação do material vegetal, sem estudos no que compete à correta preservação da flor e das suas propriedades, entre outros aspetos tecnológicos como podem ser maximizados. Muito recentemente Portugal solicitou à Comunidade Europeia a autorização de utilização do extrato de cardo, como agente coagulante, para produção de queijo tradicional. No entanto, o aprofundamento do conhecimento sobre a variabilidade, dentro dos perfis vegetais e enzimáticos, é fundamental para melhorar a qualidade do queijo tradicional, para permitir encontrar uma base para novas formulações enzimáticas certificadas, bem como material vegetal certificado, acrescentado uma nova realidade de inovação a um sector que se pretende tradicional, mas competitivo. Paralelamente ao uso da flor, e porque do ponto de vista de biomassa, a planta do cardo apresenta-se como uma planta de medio porte, com boa produtividade, o uso das partes remanescentes, nomeadamente folhas, apresenta-se como uma excelente oportunidade de valorização integrada de biomassa. Vários estudos, incluído trabalho desenvolvido pela presente equipa de investigação, descrevem a folha do cardo, como fonte natural de vários compostos com atividade biológica, de onde se destaca, pela sua abundância, a cinaropicrina, uma lactona sesquiterpénica, que representa mais de 40% de todos os extratáveis da folha do cardo. Apesar do grande potencial, a componente nutracêutica do cardo não tem conseguido atrair os interesses da indústria, provavelmente devido aos elevados custos de extração e purificação de alguns destes compostos. Pelo que urge a necessidade de otimização e desenvolvimento de novos processos mais atrativos, menos dispendiosos, e que mais facilmente possam ser absorvidos pelo tecido industrial, bem como o desenvolvimento de novos produtos de elevado valor acrescentado. Assim, e numa perspetiva integrada de aproveitamento da planta, o projeto ValBioTecCynara focar-se-á no estudo do potencial quer da flor, quer da folha, na perspetiva da sua valorização económica, tendo por base a variabilidade genética natural do cardo. Os principais outputs do projeto serão: i) Identificação dos perfis genéticos de diferentes populações de cardo existentes no Alentejo ii) Estabelecimento de um perfil ecológico para a produção de cardo iii) Determinação de perfis bioquímicos para diferentes populações de cardo existentes no Alentejo iv) Caracterização da aptidão tecnológica, das diferentes populações de cardo, para produção de queijo tradicional de ovelha (Serpa, Évora e Nisa) v) Correlação dos perfis genéticos e bioquímicos com a aptidão tecnológica do material vegetal vi) Desenvolvimento de novos produtos para valorização biofarmacêutica de extratos derivados da folha do cardo vii) Otimização e desenvolvimento de novos processos de extração e purificação/concentração da cinaropicrina viii) Estabelecimento de um campo experimental de cardo, com identificação inequívoca de cada um dos perfis genéticos e bioquímicos. Com base na proposta apresentada, e alicerçada em torno da especialização científica, tecnológica e económica, ValBioTecCynara pretende identificar perfis ecológicos, genéticos e bioquímicos, na ótica do seu potencial para o desenvolvimento de novas aplicações biotecnológicas, bem como para a sua aplicação em sectores tradicionais, como seja a produção de queijo tradicional regional. A aptidão agronómica de populações de cardo existentes no território do Alentejo, e subsequente produção e certificação de material vegetativo, permitirá a curto-prazo o cultivo/exploração do cardo, como cultura de elevado valor acrescentado no território Alentejo, articulando duas importantes premissas da EREI do Alentejo "Dinamização de uma base produtiva (...) com capacidade para arrastar os Territórios de Baixa Densidade" e "Valorização das atividades regionais competitivas, em colaboração com o sistema cientifico e tecnológico regional (...) e na produção de produtos de elevada qualidade com Denominação de Origem".

Conclusion date 09.04.2019

Financing value 112,06 thousand €

A operação divide-se em 3 Ações que têm como objetivo a validação e disseminação de conhecimento adquirido em projetos de I&D, especialmente o resultante do desenvolvimento da operação ALT20-03-0145-FEDER-000014 (Oleavalor). Ação 1. Técnicas culturais a aplicar em olivais intensivos de variedades nacionais. A equipa de trabalho pretende, através da realização de workshops com atividades de campo e de seminários, divulgar os resultados de investigação sobre olival obtidos em diversos projetos de I&D, e disseminar pelos olivicultores da Região Alentejo e suas organizações representativas, as melhores práticas culturais para a produção sustentável de azeitona. Foram identificados os 3 principais aspetos a melhorar na condução dos olivais com variedades portuguesas na região Alentejo: (a) Condução da rega; (b) Determinação do momento ótimo de colheita; (c) Obtenção de um volume de copa adequado através da realização de uma poda racional. Realizar-se-ão 10 ações de divulgação e de disseminação do conhecimento (7 workshops e 3 seminários) que abarcarão as NUTS III, Alto Alentejo, Alentejo Central e Baixo Alentejo e serão realizadas em olivais em produção onde o Instituto Politécnico de Portalegre tem campos experimentais de investigação e demonstração. Os 7 workshops serão temáticos, cada um deles abordando apenas um dos aspetos cujo conhecimento se pretende disseminar (rega, colheita ou poda) e constarão de uma introdução expositiva sobre os principais aspetos do tema, seguida de atividades práticas de demonstração em que os participantes (30 por ação) poderão aprender a executar ou melhorar a execução das práticas demonstradas. Nos 3 seminários, um por cada NUT visada e abertos a 80 participantes cada, serão abordados os diferentes aspetos a melhorar nas técnicas culturais mais determinantes na rentabilidade dos olivais intensivos de variedades nacionais na região Alentejo. No decurso de cada seminário será distribuído um Manual Sobre as Boas Práticas na condução dos olivais intensivos de regadio com variedades de oliveira portuguesas, atualmente em fase de redação no âmbito da Operação 'Oleavalor'. Ação 2. Novas técnicas de certificação sanitária e varietal de cultivares de oliveira. A disponibilização de um método rápido, fiável e económico que permita identificar variedades, é de enorme importância para viveiristas, organismos responsáveis pela certificação de material vegetativo e também olivicultores. Pretende-se validar e posteriormente disseminar, quer por transferência de tecnologia, quer por eventual prestação de serviços, dois métodos recentemente desenvolvidos pela equipa de trabalho, para esse fim. Um destes métodos, desenvolvido no âmbito do projeto Europeu "FeedCode" baseia-se na análise combinatória das variações que ocorrem ao nível dos intrões 1 e 2 dos genes da Tubulina, sendo por isso denominado de combinatory Tubulin Based Polymorphisms - cTBP. A equipa de trabalho já aplicou com sucesso, a nível experimental, o método em cultivares regionais de oliveira (Cardoso et al. 2017, 2018). Importa agora alargar o âmbito da sua utilização a um maior número de variedades e testar a viabilidade da sua aplicação a nível comercial. A equipa de trabalho pretende também utilizar este método para a deteção de fraudes em azeite. O segundo método desenvolvido no âmbito do projeto ALT20-03-0145-FEDER-000005, usa a espectroscopia do infravermelho próximo com transformada de Fourrier, que permite obter uma assinatura espectral específica para cada tipo de material analisado. Neste tipo de espectroscopia o material vegetal recebe radiação entre os 900 e 2500nm e à medida que a radiação penetra no material vegetal vai sofrendo alterações que dependem da composição química do material em causa, a radiação é posteriormente recebida num detetor resultando num espectro. A partir de técnicas estatísticas de análise multivariada consegue-se extrair a informação contida nos espectros e correlacioná-la, com a amostra em estudo. Em oliveira a obtenção de espetros diferentes de acordo com a variedade, já foi conseguida por membros desta equipa, utilizando como amostra pólen recolhido de árvores das diferentes variedades (Caeiro et al. em publicação). Para além da certificação varietal é também objetivo desta ação o apoio à certificação sanitária do material vegetativo, especialmente no que respeita à ausência de vírus, em conformidade com o disposto no DL nº82/2017 de 18 de Julho. De acordo com o mesmo, não podem estar presentes no material de propagação de oliveira os seguintes vírus: - Mosaico de Arabis (ArMV); - Enrolamento da Cerejeira (CLRV); - Vírus Latente dos Anéis do Morangueiro (SLRV); - Doença complexa 3 do amarelecimento das folhas. A equipa de trabalho otimizou uma metodologia baseada em PCR quantitativo, que permite diagnosticar numa só reação todos estes vírus, o que torna o processo muito mais fácil, expedito e económico. O desenvolvimento desta técnica muito sensível de diagnóstico vai permitir disponibilizar material vegetal de oliveira com garantias de isenção sanitária para a presença de vírus. Pretende-se adicionar a este teste também a deteção das duas bactérias atualmente presentes no olival, Pseudomonas savastanoi pv. savastanoi e Xylella fastidiosa, por, juntamente com os vírus, constituírem os agentes causadores de doenças não tratáveis do olival. Ação 3. Produção de plantas in vitro e instalação de campo de material pré-base. A obtenção de material vegetativo isento de bactérias, fungos e vírus, para instalação de campos de multiplicação, de acordo com o definido pela legislação atual, obriga ao desenvolvimento de processos de propagação dos materiais iniciais (Pré-base) em condições de assepsia total (Cultura in vitro). A equipa de trabalho tem instalados e em fase de produção comercial 3 clones da cultivar 'Galega vulgar' que desde já podem ser disponibilizados aos vieiristas interessados. Estão em fase de experimentação mais seis das principais cultivares de oliveira portuguesas presentes na NUTII, 'Azeiteira', 'Blanqueta de Elvas', 'Carrasquenha', 'Cobrançosa', 'Cordovil de Serpa' e 'Verdeal Alentejana', cujo processo de multiplicação in vitro precisa de ser afinado de modo a puder utilizar-se à escala comercial. Pretende-se, pois, nesta linha de trabalho, continuar a desenvolver o processo de micropropagação in vitro para as 6 variedades onde o mesmo se encontra ainda em fase experimental, e, ainda, para ser possível disponibilizar aos viveiristas material vegetativo de qualidade, pretende-se instalar na Universidade de Évora/Núcleo da MITRA um campo de multiplicação de material pré-base das 7 cultivares atrás referidas.

Conclusion date 26.06.2023

Financing value 108,62 thousand €

A operação proposta centra-se na utilização de um recurso endógeno muito abundante no Alentejo - a Esteva, ou de seus constituintes na alimentação de pequenos ruminantes (ovinos e caprinos). Esta operação engloba um conjunto de estudos, organizados em 9 Tarefas, onde serão exploradas alguns dos benefícios já identificados da aplicação da Esteva e/ou de Taninos de Esteva na alimentação de ruminantes, mas também outros potenciais benefícios. As Tarefas propostas serão realizadas pelas seguintes entidades beneficiárias: Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo (CEBAL, entidade proponente), Polo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), Universidade de Évora e Centro de Experimentação Animal do Baixo Alentejo da Direção Regional de Agricultura e Pesca do Alentejo (CEBA-DRAPAL); que contam com o apoio científico e técnico de equipas da Associação de Defesa do Património de Mértola, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa e da Universidade de Aveiro. As várias tarefas propostas visam aprofundar as linhas de trabalho já desenvolvidas pela equipa de investigação, nomeadamente no que se refere à composição da Esteva e à incorporação de Esteva e/ou de extrato de taninos de Esteva na dieta de pequenos ruminantes como forma de melhorar o valor nutricional e estabilidade oxidativa dos seus produtos e a utilização digestiva da proteína alimentar. Por outro lado, também serão explorados outros benefícios da utilização da Esteva e/ou de extrato de taninos de Esteva em áreas que ainda não foram estudadas, como no controlo parasitário, aumento do valor nutricional de silagens e redução da emissão de metano. Para tal, serão desenvolvidos um conjunto de estudos, que de uma forma breve consistem em: 1. Avaliar a composição morfológica da Esteva instalada no Alentejo ao longo de um ciclo e caracterizar cada uma das suas partes morfológicas, em termos de composição química e valor nutricional, de forma a obter informação relevante para uma utilização adequada desta planta na alimentação animal (Tarefa 1). 2. Avaliar a composição química e valor nutricional de Esteva destilada (resíduo gerado do processo de extração do seu óleo essencial), com vista a avaliar o potencial deste resíduo para utilização na alimentação de ruminantes (Tarefa 1). 3. Estabelecer dos níveis de Esteva e/ou de taninos da Esteva a incluir nas dietas que permitam melhorar o perfil de ácidos gordos na carne de borrego, sem afetar negativamente o animal e as propriedades do produto (Tarefa 2). Esta tarefa será dividida em 2 fases. Inicialmente será realizado um estudo in vitro para determinação dos níveis de taninos de Esteva a incluir nas dietas que permita optimizar a síntese ruminal de ácido vácenico, o precursor endógeno do ácido ruménico - o isoméro conjugado do ácido linoleico (CLA) mais abundante nos produtos dos ruminantes e ao qual tem sido associados benefícios para a saúde. Os níveis de utilização de taninos da Esteva que se mostrem mais favoráveis em termos de modulação do perfil de ácidos gordos dos produtos serão usados num ensaio in vivo com borregos, onde será avaliado o efeito incorporação de Esteva e de taninos da Esteva nas suas dietas sobre o desempenho produtivo, qualidade da carne, perfil de ácidos gordos na gordura intramuscular e indicadores bioquímicos de bem-estar animal. Nesta tarefa serão explorados os mecanismos pelos quais a Esteva e os seus taninos são capazes de modular a composição em ácidos gordos dos produtos dos ruminantes. 4. Avaliar o efeito da incorporação de Esteva e de taninos de Esteva na dieta de cabras leiteiras sobre o desempenho produtivo, qualidade do leite e queijo e indicadores bioquímicos de bem-estar animal (Tarefa 3). A utilização de Esteva e de taninos de Esteva na alimentação de cabras leiteiras ainda não foi testada, sendo determinante avaliar o seu impacto nestes sistemas produtivos. Os níveis de inclusão de Esteva e de taninos de Esteva nas dietas que se mostrem mais promissores em termos de impacto no desempenho produtivo, qualidade e valor nutricional da carne e indicadores de bem-estar no ensaio com os borregos (Tarefa 2) serão utilizados neste ensaio com as cabras. 5. Avaliar o efeito da incorporação de Esteva e de taninos de Esteva na dieta de borregos e cabras de leite sobre o estado antioxidante dos animais e estabilidade oxidativa dos seus produtos (Tarefa 4). Nesta tarefa também serão estudados os mecanismos pelos quais a Esteva e/ou de taninos de Esteva induzem efeito antioxidante nos animais e produtos. 6. Determinar o efeito do consumo de Esteva e de taninos de Esteva sobre níveis de parasitismo gastrointestinal em borregos e cabras de leite, com vista a avaliar o potencial desta estratégia como forma de substituir a utilização de antiparasitários de síntese (Tarefa 5). 7. Estudar a interação entre os taninos condensados da dieta e as proteínas salivares em ovinos e caprinos e o impacto do consumo de plantas ou de extratos de plantas ricas em taninos (como é o caso da Esteva e do extrato de taninos de Esteva) sobre os tecidos da cavidade oral (Tarefa 6). 8. Avaliar num ensaio in vivo com borregos o efeito do tratamento da fração proteica da dieta com extrato de taninos de Esteva sobre a utilização digestiva da proteína alimentar (Tarefa 7). Estudos in vitro realizados pela equipa indicam uma melhoria na utilização digestiva da proteína alimentar pelos ruminantes em consequência do tratamento da fração proteica da dieta com taninos da Esteva, e este ensaio visa validar estes resultados in vivo, bem como determinar o impacto de tal estratégia sobre o desempenho produtivo dos animais e a qualidade dos seus produtos. 9. Avaliar o potencial da utilização de extrato de taninos condensados de Esteva na proteção da proteína em silagens, como forma de incrementar o valor nutricional do alimento (Tarefa 8); 10. Avaliar o potencial da utilização de extrato de taninos condensados de Esteva como forma de reduzir a excreção de azoto urinário (Tarefa 8); 11. Avaliar o potencial da utilização de Esteva e de extrato de taninos de Esteva como forma de reduzir a emissão de metano (Tarefa 9). Para além das atividades de investigação, a operação contempla atividades de disseminação do conhecimento gerado no decorrer do projeto, sob a forma de ações de divulgação, preparação de material de divulgação do projeto, publicação de artigos técnico-científicos de acesso livre em revistas internacionais com elevado fato de impacto, teses de mestrado e doutoramento, comunicações em congressos da especialidade e em encontros técnicos nacionais e internacionais, e na organização de uma sessão pública no final do projeto para divulgação dos resultados obtidos a potenciais interessados. Salvaguarda-se no entanto a possibilidade de que, resultados passíveis de proteção na forma de patente venham a ser excluídos destas ações até ao momento em que se encontrem adequadamente protegidos.

Conclusion date 19.11.2020

Financing value 103,56 thousand €

Na última década a cultura dos frutos secos, com as culturas da noz e da amêndoa, tem vindo a ganhar cada vez mais importância na região do Alentejo, graças à disponibilidade de água para rega, nos novos regadios coletivos abrangidos pelo Alqueva e em virtude da procura global destes frutos nos mercados. Em poucos anos e sem grande tradição da cultura dos frutos secos na região do Alentejo, a expansão das áreas de pomar de Nogueiras e Amendoeiras tem sido intensa, constituindo hoje uma fileira significativa na agricultura do Sul do país. Associada a uma forte componente industrial, a cultura dos frutos secos caracteriza-se ainda por ter grandes exigências quer ao nível das técnicas culturais utilizadas quer ao nível da organização comercial e tratamentos dos frutos a seguir à colheita. Para conseguir entrar nos mercados internacionais deste tipo de produtos, é imprescindível que as unidades de tratamento, embalagem e comercialização se dotem dos meios técnicos e know-how, indispensáveis para a avaliação e determinação dos standards de qualidade. A avaliação da qualidade dos frutos secos à saída do pomar é uma questão fulcral para o bom relacionamento entre os diversos níveis da cadeia: agricultores, transformadores, comerciantes, etc. A presença de um endocarpo rígido que envolve uma amêndoa torna a avaliação da qualidade destes frutos uma questão técnica de abordagem difícil. Acresce ainda que tratando-se de frutos que se destinam na sua grande maioria a entrarem nas fileiras da transformação alimentar com níveis de exigência qualitativa muito elevada e com standards pré-determinados pelos grandes mercados, a disponibilidade de técnicas que permitam fazer a avaliação da qualidade de forma fiável e rápida, é de grande interesse e valor para este sector. No sector dos frutos secos as técnicas utilizadas atualmente para a avaliação da qualidade após a colheita recorrem ao peso para separar frutos com graus diferentes de desenvolvimento da semente e numa fase posterior do processo de transformação, recorrem à tecnologia ótica que se baseia no processamento de imagens recolhidas usando radiação visível, para separar o miolo segundo o grau de coloração. Os frutos secos após a colheita são também sujeitos a um processo de secagem de forma a que a sua humidade atinja valores da ordem dos 8% em frutos inteiros e 5 % no miolo. Este controlo pode ser efectuado por rotina através de métodos diretos e indiretos que apesar de serem expeditos exigem a trituração da amostra, seja esta fruto inteiro ou miolo. A espectroscopia FT-NIR apresenta-se também como uma boa alternativa para a determinação rápida da humidade sem que haja necessidade de preparação da amostra podendo ser efectuada quer a partir dos frutos inteiros quer do miolo. Outros parâmetros de qualidade, tais como o teor e a composição em ácidos gordos, índice de peróxidos ou a presença de contaminantes como a aflotoxina, têm que ser obtidos a partir de análises químicas específicas que são morosas e dispendiosas. De igual modo a espectroscopia FT-NIR apresenta-se como uma técnica capaz de ser aplicada para serem determinados estes parâmetros. A utilização da espetroscopia do infravermelho próximo com transformada de Fourrier (FT-NIR) embora seja uma técnica que há muito é utilizada em avaliações rápidas da qualidade de produtos alimentares tais como lacticínios e rações a sua utilização no sector dos frutos para a avaliação da qualidade é ainda uma realidade recente na Europa e concretamente em Portugal encontra-se muito pouco desenvolvida. No sector dos frutos secos em Portugal por este ser relativamente recente, esta técnica não se encontra ainda implementada. A espectroscopia FT-NIR ainda não é considerada uma técnica analítica de referência mas permite fazer um screening rápido aos frutos de forma a que antes de serem canalizados para as linhas de escolha ou de descasque proceder à rejeição de frutos que não integram os padrões de qualidade exigidos e por esse motivo serem canalizados para outros fins. A equipa da Universidade de Évora envolvida nesta candidatura tem trabalhado nos últimos anos tanto na investigação na área das novas tecnologias rápidas de análise de qualidade de frutos como na cultura dos frutos secos. Esta equipa integra elementos que participaram no projecto, já finalizado, ALT20_03_0246 VALREGIA -Viabilização da cultura da nogueira no regadio do Alentejo e outros que se encontram a participar num projecto A2020 ainda a decorrer - "Eficiência da tecnologia NIR para avaliação da maturação e qualidade de frutos" . Neste projecto A2020 foi possível desenvolver uma metodologia com base na espectroscopia FT-NIR e que nos permitiu determinar, ainda no pomar e de forma não destrutiva, alguns parâmetros de qualidade em fruteiras da região. Ainda no âmbito do projecto A2020 a metodologia desenvolvida irá ser ainda alvo de um processo de patente. Nestes últimos 3 anos a equipa envolvida nesta candidatura publicou vários trabalhos em congressos e em revistas de divulgação científica com a aplicação desta técnica ao sector dos frutos (ver anexo técnico) encontrando-se com know-how suficiente para aplicar a espectroscopia FT-NIR ao sector dos frutos secos para análises rápidas da qualidade. A seleção da qualidade logo após a fase de colheita é fundamental para o sector e esta técnica reúne as condições, em termos de rapidez de resposta, ideais para a indústria. Para aplicar esta técnica à escala industrial é necessário transferi-la e adapta-la a uma escala maior de forma que constitua uma alternativa viável para o sector, pelo que iremos recorrer a uma prestação de serviços para a utilização de um espectrómetro FT-NIR transportável que irá ser colocado em pontos chave do processo industrial. A identificação dos pontos chave está relacionada com os parâmetros que queremos determinar e com a qualidade do espectro recolhido. Os objectivos base desta candidatura contemplam acções de adaptação da técnica a uma escala industrial, acções de demonstração com agricultores para observação do desempenho desta técnica, acções de divulgação com a publicação de artigos em revistas do sector da produção acerca da utilização da tecnologia FT-NIR em avaliações rápidas da qualidade. Está ainda previsto a realização de um filme de divulgação para o sector (ver anexo técnico). Para atingir os objectivos propostos esta candidatura conta com a participação de 4 recursos humanos (20%) e propõe ainda a contratação de um bolseiro Mestre durante toda a duração do projecto. Esta candidatura conta ainda com a participação de uma organização de produtores do Alto Alentejo, reconhecida para o produto Noz- FRUTECO que associa cerca de 30 produtores e que possui uma unidade de embalamento e seleção de frutos inteiros; de uma unidade de descasque de amêndoa -Migdalo situada em Ferreira do Alentejo (ver anexo técnico).

Conclusion date 30.06.2023

Financing value 90,58 thousand €

Visando constituir-se como uma resposta eficaz e pertinente em relação às falhas de mercado, e à concretização dos objetivos operacionais previstos, foi elaborado um plano integrado de 7 ações: A Ação 1 tem em vista o estudo e caracterização das fileiras do azeite, vinho e suinicultura com o objetivo de estabelecer um ponto de partida do projeto. A Ação 2 compreende tarefas de pesquisa de, e contacto com, exemplos internacionais que serão utilizados de forma demonstradora para ilustrar o potencial de aplicação dos conceitos da economia circular. A Ação 3 envolve a identificação e estruturação das oportunidades e barreiras nas cadeias de valor no âmbito da economia circular no Alentejo. A Ação 4 compreende a organização de momentos de envolvimento direto das partes interessadas: sessões de informação, sessões de reflexão conjunta sobre oportunidades e barreiras à EC e sessões de encontro entre partes interessadas. A Ação 5 prende-se com a conceção e dinamização de uma plataforma informativa, disponível online, destinada a centralizar a informação do projeto. Na Ação 6 serão desenvolvidas atividades de comunicação e disseminação de todas as atividades do projeto. Será promovido o interesse do público e partes interessadas para a participação e envolvimento no projeto, mas também a disseminação dos resultados e impactos gerados. Finalmente, a Ação 7 inclui mecanismos de articulação interna, acompanhamento e avaliação interna e externa do projeto.

Conclusion date 31.10.2018

Financing value 86,79 thousand €

Apesar de nos últimos anos a aposta na produção de milho (cultura em que Portugal continua a ser deficitário) ter vindo a crescer, a cultura do milho enfrenta vários desafios relacionados, por um lado, com externalidades como a flutuação internacional do preço desta comodidade (que se encontra em valores historicamente baixos) e, por outro, com os crescentes custos da água associados com a sua captação, transporte e disponibilização. Esta pressão económica tem vindo a levar muitos produtores a optarem por outras culturas em detrimento do milho levando a um decréscimo da área plantada de milho. É essencial promover uma redução dos custos de insumos associados à produção, particularmente os associados com o uso de água de rega, de modo a trazer a cultura de milho de volta à tendência de crescimento verificada em anos recentes. A Agricultura de Conservação (AC) posiciona-se como um dos sistemas mais capazes de dar resposta aos desafios colocados ao desenvolvimento sustentável do regadio na região e, em particular, no que toca à cultura do milho, tornando-a simultaneamente mais competitiva e resiliente às externalidades negativas resultantes da volatilidade dos preços internacionais desta comodidade e do crescente custo da água de rega. O ICAAM-UE desenvolve há várias décadas investigação na área da AC tendo reunido um considerável acervo de conhecimento científico e tecnológico, incluindo a concepção de um sistema composto de sementeira direta, que carece de transferência para o sector. Entre os princípios de AC com mais fácil aplicação na cultura do milho em regadio na região contam-se a cobertura orgânica permanente do solo (e.g. com recurso ao restolho da cultura anterior) e a sementeira direta. A cobertura orgânica permanente do solo contribui de forma imediata para a redução das perdas por evaporação pelo seu efeito de cobertura e capacidade de absorção de água e, a médio-longo prazo, pelo seu efeito no aumento de teor de matéria orgânica do solo. Em conjunto, e considerando todos os efeitos colaterais como p.e. o fomento da biodiversidade do solo (que funciona como um multiplicador de efeito), estes dois contributos concorrem para a redução de perdas de água por evaporação e para o aumento da capacidade de retenção de água do solo diminuindo assim as necessidades de água de rega. O aumento da capacidade de retenção de água do solo permite reduzir consideravelmente os custos associados com água de rega, chegando mesmo a ser reportadas poupanças na ordem dos 30% para cenários de cobertura total do solo (Bot & Benite, 2005). Estes valores variam obviamente com as condições edafoclimáticas e com o tipo de cobertura utilizada mas, admitindo um valor conservador de 20% de redução dos requisitos de água de rega e tomando como referência os valores apresentados para 2017 pelo simulador de tarifário para rega da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) para o aproveitamento hidroagrícola de Monte Novo, Bloco 1.1 (Alta Pressão), área equipada de 100 ha e um consumo anual estimado de 600.000 m3 para cultura de milho, as poupanças (mesmo desconsiderando os custos de IVA associados à conservação e exploração) rondam uns consideráveis 9,2 mil EUR ou 92 EUR ha/ano. Por outro lado, a sementeira direta, em associação com a cobertura orgânica permanente do solo permite maximizar os efeitos ao nível da redução de perdas de água por evaporação e da capacidade de retenção de água do solo. Em termos do uso de maquinaria específica, nomeadamente o uso de semeadores de sementeira direta, a sua adopção tem sido restringido principalmente pelos elevados custos do equipamento. Nesse sentido, o ICAAM-UE concebeu um novo equipamento de sementeira direta composto. Este equipamento representa uma adaptação de um sistema inovador de discos duplos (disponível no mercado) a um semeador monogrão, comum na região. O sistema inovador de discos duplos, montado num ângulo de 25º a partir da vertical, permite uma perturbação mínima do solo e uma correta colocação da semente mesmo em diferentes tipos de solo e com níveis de restolho elevados. O semeador monogrão é de considerável mais baixo custo que o semeador original para o qual o sistema de discos foi inicialmente desenhado. Concebido inicialmente para um semeador de fluxo contínuo, o projeto ACUAsave pretende afinar, testar e validar este sistema de sementeira direta em semeadores monogrão comuns no que toca à capacidade de operar nos tipos de solo predominantes do Alentejo e para diferentes quantidades de restolho de modo a poder demonstrá-lo em cenário real a agricultores e empresas prestadoras de serviços do setor. Nesse sentido, pretende-se levar a cabo quatro acções de demonstração no terreno e quatro participações em encontros e feiras do setor, para além da implementação de uma ampla estratégia de divulgação do projeto e publicitação dos seus resultados. O projeto ACUAsave pretende assim contribuir por um lado para a competitividade e resiliência do setor do milho em regadio da região e, por outro, para a valorização económica do conhecimento de I&D desenvolvida ao nível do ICAAM-UE em AC. Para além da redução de custos associada com a água de rega, as reduções de custos associadas com maquinaria, uso mais eficiente de fertilizantes e fitofarmacêuticos, combustíveis, energia e esforço de trabalho traduzir-se-ão, expectavelmente, numa agricultura mais competitiva, com maior retorno para o produtor e mais resiliente a externalidades negativas do setor. Em termos da valorização económica do conhecimento de I&D desenvolvida ao nível do ICAAM-UE em AC, prevê-se que a implementação do projeto ACUAsave desperte o interesse por parte de empresas agrícolas e de prestação de serviço do setor em estabelecer protocolos de cooperação com o ICAAM-UE e em contratualizar, futuramente, serviços de aconselhamento e acompanhamento na conversão de sistemas de gestão convencionais para AC, contribuindo assim de forma significativa para vários dos objetivos subjacentes à Estratégia Regional de Especialização Inteligente.

Conclusion date 31.01.2019

Financing value 76,9 thousand €

A UMPP – Unidade de Monitorização de Políticas Públicas da Universidade de Évora (https://www.umpp.uevora.pt/), criada em 2014 com o apoio do Programa Operacional Regional do Alentejo INALENTEJO 2007-2013, propõe-se desenvolver, com esta candidatura, uma proposta de modelo conceptual e uma metodologia para a monitorização da recuperação económica e social de Portugal em contexto pandémico de COVID-19 e pós-pandemia. Esta operação, candidatada no âmbito do presente concurso, Aviso para Apresentação de Candidaturas n.º 06/POAT/2021, EIXO I - Coordenação, Gestão, Monitorização e Auditoria (FEDER), Estudos sobre Metodologias de Monitorização e Avaliação, enquadra-se no âmbito da área/tipologia de intervenção definida no ponto 4 do referido, nomeadamente a ação elegível seguinte: a) Estudos, projetos-piloto ou projetos demonstradores de ferramentas e metodologias de monitorização de políticas Públicas. Visando contribuir diretamente para a prossecução do objetivo específico 1.1. - Garantir o funcionamento eficiente dos sistemas e estruturas de coordenação, gestão, monitorização e avaliação - e respetivos resultados que se pretendem alcançar com o apoio da União, previstos no Eixo prioritário 1 do Programa Operacional Assistência Técnica (POAT). A proposta de modelo conceptual e de metodologia, a desenvolver, terão como objeto de aplicação as intervenções, os programas e/ou as políticas públicas enquadrados pelos referenciais estratégicos nacionais em vigor, nomeadamente a Estratégia 2030, bem como os Objetivos de Política definidos na proposta de Regulamento das Disposições Comuns para o período 2021- 2027 da Política de Coesão. A proposta de modelo conceptual e de metodologia para a monitorização da recuperação económica e social de Portugal em contexto pandémico de COVID-19 e pós-pandemia, objeto desta candidatura, irá centrar-se na monitorização da performance de alguns dos sectores económicos mais afectados pela pandemia, mas também na monitorização da performa

Conclusion date 01.12.2022

Financing value 74,97 thousand €

Esta operação tem como objetivo primordial melhorar a produtividade das explorações de ovinos no Alentejo, através da identificação por metodologias genómicas de última geração, de marcadores genéticos associados à resistência a doenças com elevada prevalência e reconhecido impacto económico, a peeira e o parasitismo gastrointestinal por nematodes. Para tal constitui-se uma parceria liderada por uma associação de produtores de ovinos, a ACOS - Associação de Agricultores do Sul, em colaboração com outras entidades da Rede de Ciência e Tecnologia do Alentejo, designadamente a Universidade de Évora, o Cebal - Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo, a DRAPAL - Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo e o INIAV- Instituto Nacional de Investigação, Alimentação e Veterinária. Estes parceiros permitem o contacto direto com os produtores agropecuários e integram capacidade científica do ponto de vista da medicina veterinária, melhoramento genético e a utilização da genómica como ferramenta inovadora na seleção assistida por marcadores. O compromisso da União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo (UADS Alentejo) garante a exequibilidade dos trabalhos de campo. A operação consta de 5 atividades: (1) Avaliação de fatores de risco associados à peeira e parasitoses por nematodes gastrointestinais e seleção de explorações para estudo. A metodologia a utilizar consistirá na realização de inquéritos a explorações de ovinos geograficamente dispersas por toda a região Alentejo. A colaboração dos agrupamentos de defesa sanitária, permitirá a realização de inquéritos a um vasto número de explorações. Serão avaliados fatores de risco relacionados com a exploração, o maneio e o animal, de modo a definir os critérios para selecção de 18 explorações ovinas (2) por cada um dos conselhos estudados desenvolvimento das tarefas seguintes (2) Definição de metodologias de diagnóstico para identificar fenótipos resistentes/susceptíveis às doenças estudadas e utilização da metagenómica para caracterização do agente causador da peeira. Nas explorações ovinas identificadas serão avaliados os efectivos animais através da realização de exame clínico e caracterização das lesões (peeira) ou coprocultura e hematologia no caso das doenças parasitárias. O objectivo é identificar em cada exploração animais resistentes e animais susceptíveis às doenças em estudo para posterior amostragem (100 animais por exploração) e colheita de material biológico para avaliação através de metodologias genómicas. No caso da peeira serão recolhidas amostras em animais com lesão severa e com lesão ligeira, para identificação e caracterização por metagenómica do agente etiológico Dichelobacter nodosus. Espera ser-se possível desenvolver um teste de diagnóstico etiológico aplicável e explorar uma patente. (3) Avaliação do impacto económico das doenças e do projeto nas explorações. Para esta avaliação será recolhida informação sobre custos directos e indiretos associadas às doenças em estudo. Espera-se também o impacto económico da aplicação dos resultados deste projeto nas explorações do Alentejo, nomeadamente avaliar o impacto da introdução da selecção assistida por marcadores, um aspecto de extrema relevância e completamente pioneiro em Portugal. (4) Estudos de associação genómica e bioinformática para a identificação de marcadores genéticos associados às doenças. Neste estudo será utilizada a técnica de "Genome Wide Association Studies" para identificação de genes associados às doenças. Esta tarefa envolve cerca de 1800 animais (100 por exploração) de modo a captar a variabilidade genética das populações ovinas do Alentejo. Estes estudos serão subcontratados a laboratórios da especialidade sendo a análise bioinformática realizada no CEBAL, entidade que reúne esta competência na região. É expectável ser possível identificar genes a incorporar nos programas de selecção das raças e explorar 2 patentes. (5) Gestão do projecto e divulgação de resultados. A gestão do projecto envolve as diversas entidades parceiras na execução e monitorização do projecto num modelo de organização participativo a vários níveis. Propõe-se também a constituição de um Comité Consultivo constituído pelos parceiros do projecto e por entidades externas, nomeadamente as associações de defesa sanitária através da União dos ADS do Alentejo, associações de criadores de ovinos de diversas raças do Alentejo, entidades oficiais responsáveis pela sanidade animal e programas de melhoramento e conservação e os proprietários das explorações seleccionadas. O objectivo é garantir transferência de conhecimento e de tecnologias para o sector ovino regional, designadamente a incorporação de novas metodologias genéticas nos programas de melhoramento. Para a divulgação de resultados estão previstas diversas acções incluíndo página do projecto na internet, seminários, workshops, etc. A produção científica será estimulada e a provável obtenção de 3 patentes será explorada a nível Europeu.

Conclusion date 08.10.2020

Financing value 72,4 thousand €

Nesta proposta pretende-se acompanhar um rebanho de cabras autóctones da raça Charnequeira, em pastoreio em áreas de vegetação arbustiva e com acesso a pastagens, avaliando as dietas selecionadas e o seu valor nutraceutico (valor nutritivo e potencial anti-helmíntico). Os conhecimentos adquiridos sobre as preferências dos animais em diferentes fases produtivas visam a implementação de estratégias de gestão do pastoreio em que a utilização da vegetação arbustiva potencie a prevenção e controle do parasitismo, evitando a utilização de produtos sintéticos e favorecendo a sustentabilidade económica da exploração e a biodiversidade arbustiva. As metodologias propostas para estudar a integração dos animais em sistemas de pastagens / vegetação arbustivas têm sido referidas por vários autores mas, informação sobre o desempenho de pequenos ruminantes, nomeadamente cabras, em ecossistemas mediterrânicos e os efeitos nutraceuticos resultantes das suas preferências alimentares é quase inexistente em raças autóctones portuguesas. A equipa de investigação do INIAV tem trabalho preliminar (Belo e Pereira, 2002) sobre a observação de percursos de pastoreio em vegetação arbustiva mediterrânica e a influência da seletividade na composição da dieta por cabras, embora não se tenha recolhido informação sobre as propriedades anti-helmínticas dessas dietas. Nesta proposta, pretendemos obter informação de referência sobre a associação das preferências alimentares com o seu potencial efeito benéfico no controle do parasitismo gastrointestinal. As características das comunidades arbustivas, tais como a sua composição botânica e produção aérea, tarefa inicial desta proposta (tarefa 1 - caracterização da comunidade arbustiva), serão determinadas para conhecer a distribuição relativa das espécies e a biomassa disponível para consumo das cabras, repetindo-se a avaliação no final do estudo. Estes dados, em conjunto com os do comportamento e seletividade dos animais, darão informação sobre o impacto do pastoreio na biodiversidade da vegetação arbustiva. As cabras serão acompanhadas em diferentes fases produtivas - manutenção, gestação e lactação, assegurando um maneio alimentar e reprodutivo adequado (tarefa 2), permitindo-lhes o acesso aos arbustos em simultâneo com pastagem verde, ou pastagem seca, ou feno em função da época de pastoreio. Na tarefa 3 (comportamento em pastoreio), serão feitas observações sobre a atividade de pastoreio das cabras e as suas escolhas em função dos alimentos disponíveis. Para isso, utilizar-se-á a gravação áudio com registo das atividades como procurar, comer ativamente, parada, ruminar, além das espécies e partes da planta selecionadas. Serão efetuadas recolhas de material vegetal de acordo com a observação de espécies e partes selecionadas, material a utilizar nas determinações analíticas para avaliar o valor nutraceutico das dietas (tarefa 4) e também estimar a ingestão voluntária (tarefa 4). A informação sobre as preferências alimentares das cabras no final da gestação e ao longo da lactação é escassa, mas de grande importância para uma gestão do sistema de pastoreio biodiverso visando a produção máxima dos animais. Na tarefa 4, pretende-se conhecer as propriedades anti-helmínticas dos arbustos, a forma como as suas substâncias ativas influenciam o padrão das infeções parasitárias, em termos de níveis de eliminação (ovos por grama de fezes), da prevalência e abundância de nematodes gastrointestinais, além do seu valor nutritivo. A questão que se coloca é se as cabras conseguem selecionar dietas nutraceuticas, evitando concentrações "toxicas" dos compostos secundários presentes nos arbustos. Na fase inicial da tarefa, proceder-se-á à obtenção de extratos aquosos das principais espécies arbustivas e dietas selecionadas por cabras (tarefa 4.1 - preparação de extratos das plantas), para avaliar as propriedades anti-helmínticas (tarefa 4.2 - atividade anti-helmíntica in vitro), em diferentes ocasiões, cobrindo diferentes estados fenológicos e composições químicas das plantas (tarefa 4.3 - valor nutritivo). A avaliação parasitológica (tarefa 4.4) vai fornecer informações sobre o efeito das dietas selecionadas pelas cabras no padrão de infeções (contagem de ovos, prevalência e abundância fecal) de géneros e espécies de nematodes gastrointestinais. A estimativa da ingestão voluntária (tarefa 5) será realizada pela utilização de marcadores fecais existentes na cera cuticular das plantas (n-alcanos e álcoois de cadeia longa; Dove e Mayes 2006). Devido à natureza mista da dieta das cabras (espécies pratenses + arbustivas), ambos os tipos de marcadores fecais irão ser utilizados para melhor avaliar as proporções de cada componente na dieta, que serão posteriormente aplicadas no processo matemático para estimativa do consumo total pelos animais. A tarefa 6 (avaliação da adaptação metabólica) diz respeito à avaliação do perfil fisiológico dos animais de modo a obter uma compreensão integrada dos resultados das tarefas anteriores. Os taninos são potenciais anti-helmínticos, mas em excesso podem diminuir a disponibilidade de proteína ao animal. A adaptação metabólica das cabras ao pastoreio de plantas ricas em taninos, e eventuais desequilíbrios limitantes da capacidade produtiva dos animais, será avaliada através do teor em ureia no sangue e no leite (Amit et al. 2013). A presença de proteínas salivares de ligação a taninos (TBSP) será avaliada, uma vez que as TBSP podem ser um mecanismo de resposta adaptativa (Alonso-Días et al. 2010), provavelmente modificando a adstringência e efeitos pós-ingestivos de plantas ricas em taninos. Os parâmetros hematológicos serão determinados igualmente, a fim de avaliar as respostas dos animais em diferentes fases fisiológicas e padrões parasitários. Por fim, os resultados obtidos na tarefa 7 (produtividade e qualidade do produto) sobre a capacidade produtiva no sistema de pastoreio praticado fornecerão informações sobre a sua sustentabilidade económica e importância social. Assim, a produção de leite e o seu valor nutritivo/qualidade serão determinados - composição físico-química do leite e perfil em ácidos gordos da gordura do leite, bem como as suas características tecnológicas, projetando a rentabilidade para a produção de queijo. A descrição mais detalhada da planificação e das metodologias a utilizar no projeto incluem-se nos documentos em anexo: Cronograma, Memória Descritiva.

Conclusion date 26.01.2021

Financing value 71,33 thousand €

A operação de requalificação inscrita nesta candidatura engloba as seguintes ações: -Construção de um Centro de Interpretação e Acolhimento do visitante da Villa Romana de Pisões a ser equipado com os meios audiovisuais multilingues apropriados à interpretação integrada de todo o Sítio Arqueológico e com infraestruturas que satisfaçam as necessidades de conforto e higiene dos utentes da Villa. É um edifício projetado para ser construído sobre sapatas, por forma a não interferir com o subsolo devido aos constrangimentos impostos pela natureza protegida do sítio. -Intervenções físicas de conservação, restauro e qualificação das ruínas, onde são aplicadas as medidas de consolidação das estruturas degradadas, de acordo com o estudo apresentado no relatório prévio aprovado pela DGPC. Em particular os trabalhos aplicam-se à reposição de tesselas removidas em mosaicos, estabilização de estruturas do edifício das termas e recolocação dos muros caídos do espelho de água. -Qualificação do percurso de visitação da Villa, dotando-a de pontos de descanso que melhoram a acessibilidade pedonal e promovendo a acessibilidade a pessoas de mobilidade reduzida. O percurso será servido por bancos de descanso em mármore de Trigaches, devidamente articulados com os meios audiovisuais, apoiam a orientação e dão sequência à visita. Por motivos de salvaguarda arqueológica, a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida, será feita através de um veículo elétrico tipo buggy a adquirir, que circulará pelo percurso normal de visitação. -Desenvolvimento de suportes audiovisuais e de realidade aumentada multilingue, para apoio informativo ao visitante. São recursos audiovisuais multilingue, disponibilizado livremente ao visitante através de smartphone e são de atuação interativa com as estruturas e com os sítios de descanso ao longo do percurso da visita. Incluem conteúdos de vídeo e áudio bem como peças de realidade virtual e aumentada. Estes recursos inclui a produção de um vídeo sobre a interpretação do sítio a apresentar no centro de interpretação no início da visita. -Gestão do projeto, do plano de Comunicação, promoção e divulgação do projeto e monotorização das ações desenvolvidas e dos resultados. Ação transversal que se estende por todo o período de execução da operação. Na primeira fase esta ação ocupa-se da gestão da execução física do projeto de acordo com o plano aprovado, garantindo a aplicação escrupulosa das boas práticas de tramitação processual. Posteriormente e após cada investimento, assumirá a monitorização do seu funcionamento, preparando os instrumentos de avaliação desse funcionamento. Desta ação resultará um sistema de controlo do sítio arqueológico com capacidade de avaliar o seu funcionamento e diagnosticar qualquer anomalia que ocorra. Será um sistema configurado para funcionar a partir da análise dos dados recolhidos durante as visitas, quer dos níveis de satisfação declarados pelos turistas visitantes quer por análise de dados recolhidos automaticamente e deverá manter-se em funcionamento mesmo depois do período de investimento da operação.

Conclusion date 31.10.2022

Financing value 71,16 thousand €

O projeto a desenvolver é constituído por sete ações principais, sendo que todas elas encontram-se articuladas entre si, constituindo-se como interdependentes. Embora sejam definidas responsabilidades na distribuição das atividades a desenvolver aos diversos parceiros, todos os beneficiários irão implementar o projeto de forma colaborativa e sustentada num trabalho aberto e em rede. Desta forma, apresentam-se as ações a realizar no projeto: Ação 1 - Balcões Speed Contact: Pretende-se nesta ação a criação de 8 balcões de contacto direto com os futuros empreendedores e promotores de projetos inovadores baseados em média e média-alta tecnologia, sendo que estes estarão implementados nas estruturas próprias dos vários parceiros. Os Balcões Speed Contact funcionarão em horário normal de expediente e de modo presencial, e através de ferramentas eletrónicas. As principais iniciativas a realizar no âmbito dos Balcões Speed Contact são: primeiro atendimento ao empreendedor, averiguação das suas necessidades, análise inicial à ideia e projeto, encaminhamento para os apoios necessários e inclusão na plataforma de análise SpeedTAlent Online. No decorrer desta ação, pretende-se que o modelo de gestão implementado nos "Balcões Speed Contact" possa ser interligado com outras entidades responsáveis pelo incentivo ao empreendedorismo, nomeadamente Autarquias e também outras incubadoras de base não tecnológica e centro de empresas, em que no final do projeto (ou mesmo no decorrer do mesmo) possam integrar a rede, de forma a aumentar a sua área de abrangência e eficácia. Ação 2 - SPEEDTALENT ONLINE: Com esta ação, pretende-se o desenvolvimento de um sistema tecnológico de acesso em rede, disponível aos Balcões Speed Contact e aos técnicos das entidades beneficiárias envolvidas, para o desenvolvimento das diferentes tarefas do projeto, para apoio ao empreendedorismo, mais concretamente aos públicos-alvo identificados como promotores de projetos (genericamente designados por empreendedores), que poderão ser estudantes, docentes, investigadores, pessoas individuais ou coletivas que se proponham apresentar ideias e projetos inovadores com ligação a tecnologias. A ideia subjacente à presente ação, surge na sequência da constatação de que a informação útil na área do empreendedorismo, os apoios existentes, o seguimento de projetos e ideias está demasiado disperso e pouco otimizado o que gera uma diminuta rentabilização. Parece-nos então existir a necessidade de desenvolver um sistema integrador de informação, em rede e de fácil acesso aos promotores de projetos, com vista a facilmente identificar situações de possível intervenção e o seu encaminhamento para os parceiros indicados. Procura-se assim, um maior estímulo ao espirito empreendedor por via de um apoio rápido e descentralizado que, em rede, possa aproveitar e rentabilizar os recursos existentes, evitando que alguns projetos se possam perder pela demora no encontro das respostas necessárias ou alegada falta de apoios. Ação 3 - "PROGRAMA CONTATO" - Roteiros de Inovação - Com esta ação pretende-se desenvolver uma iniciativa piloto no seio de setores chave da região para o desenvolvimento de projetos inovadores, de base tecnológica e/ou alta intensidade em conhecimento. Nesta iniciativa são colocados em CONTATO empreendedores com o mundo empresarial, centros de investigação/conhecimento, e entidades de mediação/stakeholders em cada um dos setores selecionados. Para realizar o CONTATO serão criados ROTEIROS DE INOVAÇÃO em cada um dos setores, onde se irão incluir visitas, reuniões, ações de jobshadowing, workshops, etc. Esta iniciativa piloto visa inovar na forma como o empreendedor se contextualiza na formação da ideia de negócio, partindo assim de um ambiente real de inovação para a sua ideia e para o projecto aplicado ao mercado. Através de parcerias chave será possível integrar os empreendedores num ambiente de elevada exigência competitiva e incorporar nos seus processos de construção da ideia de startup processos, ideias e necessidades de um ambiente corporativo. Os sectores selecionados permitem uma elevada amplitude. Ação 4 - SPEED UP - ESTÍMULO À CRIAÇÃO DE SPIN-OFF'S E SPEED GROWTH - START-UPS e INCUBAÇÃO - Esta ação é composta por duas componentes que pretende dar resposta ao aviso aberto no que concerne à criação de novas empresas e ao apoio a empreendedores qualificados, spin-off e start up. No que se refere `ação de SPEED UP, pretende-se desenvolver uma iniciativa de estimulo ao empreendedorismo e à criatividade vocacionados e assentes na metodologia que defende que a melhor ideia, provém da identificação da necessidade/ resolução de um problema. Assim sendo os jovens qualificados a nível nacional que queiram desenvolver uma ideia de negócio, poderão faze-lo através da adesão ao Programa SPEED UP. No que se refere ao SPEED GROWTH - ações de apoio a start ups e incubação, pretende-se apoiar empreendedores que vieram do projeto de Aceleração (Acção 5); empresas recém criadas, start up para que possam crescer ( GROWTH) de uma forma mais sustentável. Ação 5 - Alentejo Accelerator Program - O Alentejo Accelerator Program é um programa de aceleração de startups que apresenta uma combinação inovadora de metodologias com provas dadas em programas de empreendedorismo internacionalmente reconhecidos, com metodologias de estímulo à criatividade. Com uma duração prevista de oito semanas, o programa de aceleração potencia desta forma quer as hard e soft skills dos empreendedores, quer as valências dos seus projectos, sempre em ambientes desafiantes. Ação 6 - Promoção e Disseminação - Esta é a ação transversal em todo o projeto, uma vez que estarão incluídas aqui as atividades de coordenação, nomeadamente as reuniões de acompanhamento com todos os parceiros, workshops e seminários de divulgação geral do projeto, criação de todos os materiais de divulgação, desde uma marca própria e restante material, publicação de notícias e posts sobre o projeto. Toda a informação sobre as ações desenvolvidas no projeto será disponibilizada através de um portal dedicado e de acesso livre. Nesta Ação estão também incluídas visitas dos técnicos e responsáveis coordenadores do projeto a outras incubadoras nacionais e internacionais, com vista à recolha de informação, boas-práticas e benchmarking e ainda participação em congresso internacional. Ação 7 - Coordenação - Esta é a ação transversal em todo o projeto, uma vez que estarão incluídas aqui as atividades de coordenação, nomeadamente as reuniões de acompanhamento com todos os parceiros envolvidos na implementação desta candidatura, de forma a analisar e verificar se todas as atividades, timings e resultados se encontram em conformidade com os objetivos e metas delineados.

Conclusion date 05.07.2023

Financing value 66,72 thousand €

A intensificação da capacidade tecnológica do sector produtivo surge como um dos quatro pilares da Estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente. Alicerçada em torno da especialização científica, tecnológica e económica, a estratégia de crescimento pretende promover o potencial do conhecimento científico e tecnológico, bem como o fomento da cooperação entre instituições I&D e o sector empresarial, com claro reforço da transferência e circulação do conhecimento, para melhoria do nível de endogeneização tecnológica, e de conhecimento dos bens e serviços produzidos, em múltiplos sectores da atividade económica, maximizando a exploração da cadeia de valor. Apesar da baixa densidade empresarial, os indicadores de inovação empresarial evidenciam uma crescente apetência das empresas do Alentejo para investir em atividades de Inovação. No entanto, tal não se reflete ainda num retorno económico para o território, havendo necessidade de potenciar a absorção da investigação produzida, fomentando a transferência de conhecimento, e a penetração de serviços de base tecnológica nas empresas. Neste contexto o CEBAL, conjuntamente com o Instituto Politécnico de Beja e a Universidade de Évora apresentam a candidatura "CynaraTeC - Transferência de TeCnologia para Valorização do Cardo", no âmbito do Sistema de Apoio a Ações Coletivas na área da "Transferência do Conhecimento Científico e Tecnológico", de modo a potenciar a disponibilização e transferência de conhecimento científico e tecnológico relacionado com o cardo, e as suas multiplicas valorizações/aplicações, promovendo a valorização económica de resultados de I&D produzidos, numa tentativa de incremento da competitividade empresarial. A estratégia de transferência de conhecimento e tecnologia do projeto assenta em 3 ações: i) sessões de disseminação e difusão de novos conhecimentos e tecnologias; ii) ações de validação de dois protótipos para a valorização da flor e folha do cardo e iii) ações de inovação e demonstração/interação tecnológica, nomeadamente na indústria agroalimentar (lacticínios e ingredientes alimentares), mais especificamente na indústria da produção de queijo, e indústria cosmética e farmacêutica. Com um grande foco na realidade das queijarias, mas com possibilidade de escalar outros públicos industriais através de valorizações de elevado valor acrescentado, nomeadamente na indústria cosmética e farmacêutica, o projeto CynaraTeC visa o reforço da competitividade empresarial, por via do desenvolvimento de ligações e sinergias com unidades de I&D, com transferência de conhecimento e tecnologia como ferramentas para promoção da inovação empresarial.

Conclusion date 21.07.2023

Financing value 65,37 thousand €

O projeto ANTECIPA resulta da necessidade de transferência de conhecimentos criados por projetos de I&D anteriores e financiado pelo Alentejo2020 e Portugal2020. Incide sobre um sector economicamente importante (Recursos Minerais - Pedras Ornamentais) e que enfrenta importantes ameaças: (1) competição de países emergentes no sector e (2) novos materiais concorrentes. A equipa do projeto propõe-se contribuir para o aumento da competitividade das empresas portuguesas, transferindo importantes ferramentas que permitem anteceder o comportamento da Rocha aplicada em obra e em exploração. Deste modo, será possível enfrentar um dos principais óbices da Pedra quando comparada com os produtos sintéticos e entrar num patamar de qualidade não acessível à generalidade dos países. O projeto concentra-se, em termos de tempo de RH e de financiamento, em atividades de (a) divulgação e na (b) implementação de projetos piloto demostradores. A articulação entre (a) e (b) em ambiente empresarial é essencial para demostrar às empresas as mais-valias obteníveis. Nestas ações (i.e. 1.1.1 e 1.1.2) será empenhado a maioria do investimento, incluindo a contratação de dois bolseiros que ficam integralmente disponíveis para esclarecer ou apoiar as empresas e desenvolver os projetos piloto demostradores. Os meios físicos foram construídos pelo financiamento de projetos anteriores e pelo esforço da UEVORA na aquisição do laboratório do CEVALOR. O projeto ANTICIPA contribuirá com o apoio ao funcionamento dos equipamentos durante os projetos piloto e no apoio aos contactos da equipa com o tecido empresarial. As ações 1.2.2 e 1.2.2 são menores em termos de financiamento e disponibilidade de RH, mas são extremamente importantes porque permitirão potenciar, para o tecido económico do sector Pedra Ornamental, os RH formados em projetos anteriores. Espera-se fomentar a criação de empresas spin-off e o desenvolvimento de empresas semente. O projeto será aplicado ao domínio prioritário "Recursos Minerais" da Estratégia de Especialização Inteligente da Região Alentejo. O conhecimento, adquirido em projetos de investigação científica e tecnológica (I&D), será valorizado no tecido económico tomando como alvos prioritários: a. As empresas - demonstrando, através de ações de disseminação de conhecimento e tecnologia ou no âmbito de projetos-piloto demonstradores, as mais-valias económicas obteníveis graças às novas ferramentas; b. Os Recursos Humanos, formados em anteriores projetos I&D, promotores de projetos semente e spin-offs. Desta forma, o projeto ANTECIPA integra-se fundadamente na tipologia "Ações de disseminação e de difusão de novos conhecimentos e tecnologias gerados no âmbito da I&D, para o tecido empresarial, que envolvam projetos-piloto demonstradores, ações setoriais de experimentação ou ações de difusão de informação científica e tecnológica". Mais, contribui para a tipologia "Fomento de projetos semente e spin-offs, no âmbito do sistema de I&D, com vista à transformação de ideias inovadoras em iniciativas empresariais, incluindo o desenvolvimento de validação de protótipos, provas de conceito pré-comerciais e ou processos para mercados/setores de aplicação" intervenções para Empresas A intervenção junto das empresas far-se-á pela articulação de ações de divulgação de conhecimento com projetos piloto demostradores. No conjunto, o tecido empresarial, incluindo os quadros superiores, terá oportunidade de constatar como o conhecimento criado nas instituições de investigação científica pode ser útil na rentabilidade das empresas. O primeiro contacto faz-se pela Divulgação de conhecimentos em ambiente empresarial explicando os conhecimentos adquiridos, a sua importância e como podem ser valorizados economicamente. Neste ambiente, serão selecionados alguns casos de estudo tomados como projeto-piloto demonstradores. Esta sequência de "difusão + projeto-piloto" será repetida e calendarizada, como se dá a conhecer no diagrama Gantt. A intervenção junto das empresas é especialmente complexa. Para atingir os objetivos, a colaboração de entidades associativas empresariais será essencial. intervenções para Recursos Humanos formados em anteriores projetos I&D O esforço da Universidade de Évora na Investigação e Desenvolvimento no sector das Pedras ornamentais tem produzido Conhecimento e a Formação de Recursos Humanos (RH) altamente especializados e com graus de Mestre e Doutor. As iniciativas empresariais a perpetuar por esses RH é uma mais-valia para o sector das Rochas Ornamentais e uma criação de Valor. Espera-se que seja possível fomentar a criação de spin-offs e impulsionar pequenas empresas que retomem os temas dos projetos e os disponibilizem à economia dos Recursos Minerais. Para que isso aconteça, o projeto ANTECIPA irá promover ações de interação entre esses RH e o tecido económico, fomentando o empreendedorismo desses RH. (ver Memória Descritiva para mais detalhes)

Conclusion date 30.06.2023

Financing value 64,2 thousand €

O Pavilhão Gimnodesportivo (PGD) da Universidade de Évora foi construído em 1997. Ao longo de 21 anos de utilização o edifício foi demonstrando algumas fragilidades, sobretudo ao nível do estado de conservação dos materiais originais. Actualmente, é preocupante o estado de conservação do pavimento do recinto desportivo e da sala de musculação e a verificação de infiltrações ao nível da cobertura. Não obstante os obstáculos colocados pelas condições deficientes do edifício, que comprometem a prática regular de desporto e a sua qualidade, o Pavilhão encontra-se em funcionamento, quer pela comunidade académica em geral, quer ainda por diversas entidades e visitantes externos, nomeadamente a população local. A pertinência desta candidatura prende-se com a necessidade de restituir ao edifício as condições mínimas de conforto, segurança e salubridade, que permitam melhorar a qualidade da prática desportiva pelos seus utilizadores. Deste modo foram identificadas algumas situações que prejudicam a eficiência energética do edifício, nomeadamente a ausência de isolamento térmico nas coberturas, assim como o consumo excessivo de energia eléctrica. A intervenção proposta para o pavilhão gimnodesportivo da Universidade de Évora compreenderá medidas específicas que têm como objectivo a melhoria do desempenho energético do edifício, tais como: 1) Substituição das lâmpadas actuais e/ou instalação de LED’s para iluminação; A iluminação interior existente baseia-se em sistemas de lâmpadas convencionais. Estes sistemas não são tão eficientes como os LED, pois consomem mais energia e tem uma menor durabilidade. Por este motivo, propõe-se a sua substituição por estes últimos. 2) Instalação de sistema solar fotovoltaico autónomo sem apoio; Uma das melhorias propostas na auditoria energética realizada será a implementação de um sistema fotovoltaico com 9,3 kWp, para autoconsumo. 3) Aplicação de isolamento térmico na cobertura inclinada; Esta medida consiste na substituição da cobertura inclinada de painéis sandwich isolantes de aço, de 40mm de espessura, alma isolante de poliuretano, com uma pendente maior que 10%. 4) Auditoria Energética, actualização do CE e taxas; Será necessário proceder a nova auditoria energética e emissão de novo certificado energético, após a implementação e execução das medidas propostas, tal como o pagamento de novas taxas. 5) Fiscalização; É considerada também a fiscalização de obra, dada a especificidade técnica da intervenção em causa. 6) Projecto de execução; Para a implementação das medidas será necessário recorrer à elaboração do projecto de execução, os quais são estritamente necessários para o andamento dos trabalhos.

Conclusion date 28.12.2023

Financing value 50,51 thousand €

A filosofia subjacente ao projecto baseia-se na maximização de recursos fenotípicos já disponíveis, como é o caso dos registos para crescimento e produtividade por porca, que são sistematicamente recolhidos pelas associações de criadores em explorações de Porco Alentejano distribuídas pelo solar da raça. Para cada fenótipo serão amostrados 100 animais em 12 explorações distribuídas pelo Alentejo, para capturar a variabilidade que existe a nível genético e ambiental dentro e entre explorações. No total serão incluídos 2,400 animais (1,200 por fenótipo), número suficiente para identificar marcadores moleculares, considerando ainda os efeitos ambientais e outros com influência nestes fenótipos. Para crescimento serão selecionados animais que terminarão a fase de Montanheira na primavera de 2016, e para os quais existem registos de pesagens ao desmame, 90 dias, pré-montanheira e pré-abate, o que permitirá analisar toda a curva de crescimento do animal. Para produtividade por porca, que será definida como o número de leitões desmamados por porca por ano, será dada prioridade a fêmeas com registos de parições em vários anos (mínimo de 3 anos). Amostras biológicas serão recolhidas em todos os 2,400 animais, para extração de DNA. Até ao momento, registos relacionados com composição da carcaça e qualidade da carne não são recolhidos no Porco Alentejano, apesar da importância que ambos têm. Neste projeto iremos determinar a primeira caracterização abrangente destes fenótipos, trabalhando diretamente com a Barrancarnes, o maior produtor nacional de presuntos de Porco Alentejano, através do matadouro localizado em Reguengos de Monsaraz. No total serão incluídos 500 animais. O peso de cada carcaça será registado, para determinação do rendimento em carcaça. Posteriormente, para cada carcaça será determinado o peso individual de cada uma das peças nobres da carcaça (presuntos, paletas e lombos) e a espessura da gordura subcutânea. De cada carcaça serão também recolhidas amostras de tecido muscular e adiposo, para determinação de vários parâmetros físicos e químicos de qualidade da carne (cor, pH, retenção de água, textura, força de corte, perfil de ácidos gordos, lípidos totais, proteína total e conteúdo em mioglobina) e extração de DNA. Esta tarefa produzirá o terceiro conjunto de animais com fenótipos disponíveis, e que serão incluídos nos estudos visando a identificação de marcadores moleculares. Adicionalmente, um resultado imediato será a caracterização dos fenótipos relacionados com composição da carcaça e qualidade da carne em Porco Alentejano, cuja importância excede mesmo o âmbito deste projeto. Os 2,900 animais amostrados serão sequenciados utilizando a tecnologia de genotipagem por sequenciação (GBS - genotyping by sequencing), usando o sistema HiSeq 4000 da plataforma de sequenciação Illumina. Serão constituídas pools de 96 animais cada, para um total de 30-31 pools. Cada pool será sequenciada numa pista do sequenciador Illumina, utilizando identificação individual para cada uma das amostras na pool, e um comprimento de sequência de 100 pares de bases. Esta abordagem irá permitir identificar milhares de SNPs para os animais incluídos no estudo, localizados e distribuídos ao longo de todos os cromossomas do genoma do porco, o que permitirá conduzir estudos de associação genómica (GWAS - genome-wide association studies). As análises bioinformáticas dos dados de sequenciação irão inicialmente remover as sequências com baixa qualidade, de forma a só serem utilizados dados de elevada qualidade. As sequências serão mapeadas contra a sequência do genoma do porco, processo que resultará num conjunto inicial de dados que irá conter um número elevado de variantes genéticas. Este volume inicial será posteriormente analisado, para remover as variantes de menor qualidade e manter apenas os SNPs com maior qualidade, nomeadamente aqueles com genótipos válidos para a maioria dos animais incluídos, para posterior utilização nos estudos GWAS. Para todos os fenótipos disponíveis serão determinadas as médias e desvios padrões, e para os casos onde não seja encontrada uma distribuição normal serão efetuadas as transformações necessárias. Para cada fenótipo o modelo estatístico a utilizar será inicialmente testado, de forma a identificar quais os efeitos ambientais que deverão ser incluídos no modelo de análise. O modelo estatístico selecionado será utilizado para conduzir todas as análises de associação, utilizando os fenótipos e SNPs recolhidos anteriormente. Para as combinações SNP-fenótipo onde sejam identificados efeitos significativos será determinada a diferença entre os genótipos do SNP. Correção para testagem múltipla será efetuada com o pacote q-value e associações significativas serão declaradas quando o q-value para cada marcador seja inferior a 0.05. A lista de SNPs significativamente associados com os fenótipos disponíveis será posteriormente analisado, de forma a ordenar hierarquicamente os SNPs, utilizando como critérios informação derivada da análise estatística (q-value) e do SNP (codificante, não-codificante). O conceito principal para o desenvolvimento do sistema de traçabilidade molecular para o Porco Alentejano é a identificação de polimorfismos ao nível do DNA específicos para uma das raças incluídas. Nestas situações, um dos alelos é encontrado apenas numa das raças, não sendo detetado em qualquer uma das outras. Hoje em dia os custos mais reduzidos da sequenciação de última geração permitem que este tipo de SNPs seja encontrado de forma simples. Neste projeto serão incluídas as raças Portuguesas de suínos (Alentejano, Bísaro e Malhado de Alcobaça), a raça Ibérica (Espanha), as quatro mais utilizadas em produção intensiva (Duroc, Pietrain, Landrace e Large White) e ainda ao javali, o ancestral de todas as raças de suínos. Para cada uma destas raças serão incluídos 96 animais, que constituirão o painel de referência para cada raça, e que servirá de futuro como a base contra a qual todos os testes de atribuição de amostras serão efetuados. Serão ainda recolhidas, em cada raça, 50 animais adicionais, que serão tratados como tendo origem desconhecida, de forma a testar a performance do método de traçabilidade. Este projeto produzirá um volume substancial de dados, que incluirá registos fenotípicos, dados de sequenciação, SNPs, análises estatísticas de vários estudos GWAS e resultados do sistema de traçabilidade molecular. É imprescindível que estes dados sejam devidamente organizados, armazenados e acessíveis aos utilizadores da informação recolhida. Uma base de dados será desenvolvida no CEBAL, utilizando a experiência e o equipamento disponíveis nesta instituição. O CEBAL garantirá ainda a manutenção e atualização da base de dados após a conclusão do projeto, garantindo a sua disponibilização para a comunidade científica e ligada à fileira produtiva.

Conclusion date 23.03.2021

Financing value 45,81 thousand €

A operação que se apresenta na atual candidatura consiste no desenvolvimento de um Plano de Sustentabilidade para os vinhos do Alentejo. A operação será implementada em copromoção pelos beneficiários Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) e Universidade de Évora (UE), permitindo o reforço da transferência de conhecimento científico da UE em determinadas áreas temáticas para o setor empresarial. O desenvolvimento de um Plano de Sustentabilidade para os Vinhos do Alentejo (PSVA) resulta do reconhecimento de que o desenvolvimento, a longo prazo, da atividade vitivinícola da região, implica assegurar níveis elevados de competitividade, através da eficiência interna e da captação e manutenção de mercados, uma vez que se identifica uma falha de mercado dos Vinhos do Alentejo, que consiste na ausência de oferta de vinhos da região do Alentejo resultantes de uma produção vitivinícola sustentável reconhecida nas dimensões ambiental, social e económico; preservar o capital natural de que a atividade vitivinícola depende; de garantir um relacionamento equilibrado com colaboradores e comunidades vizinhas; e de reforçar o valor da marca Vinhos do Alentejo, alinhando a prática com o posicionamento (Únicos por Natureza) e o conjunto de valores que lhe estão associados. O desenvolvimento de um plano comum para a região parte da convicção de que uma estratégia coletiva resulta em ganhos de eficiência e maximiza resultados, contribuindo para o reforço do posicionamento da marca Vinhos do Alentejo, alinhando com o desenvolvimento de uma lógica virtuosa de eficiência coletiva. A região do Alentejo, comparativamente à produção vitivinícola nacional, carateriza-se por representar cerca 23% da produção nacional de vinho certificado em 2013, a área média da vinha é a maior das regiões vitivinícolas portuguesas (84,8ha na vindima 2012), a produtividade obtida tem-se mantido constante nos últimos anos e situa-se acima da média nacional, considerando a média das vindimas de 2010, 2011 e 2012 o Alentejo foi a 4ª região com maior produtividade, e por ser uma das regiões vitivinícolas portuguesas onde a diferença entre a valorização potencial da uva e os custos de produção é mais elevada, o que a coloca num patamar elevado de competitividade regional. Quanto aos mercados, os vinhos do Alentejo lideram as vendas no mercado interno (47% em valor) na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC e IG; o peso das exportações no total de vendas da região tem vindo a crescer e situou-se em 2013 nos 30%, tendo as exportações para fora da UE e para países da UE representado 14% e 16%, respetivamente; os principais mercados de países terceiros são, por ordem decrescente de importância, Angola, Brasil, EUA, China e Canadá. O PSVA será uma iniciativa, de adesão voluntária, promovida pela CVRA e dirigida aos produtores de uva e de vinho da Região Vitivinícola do Alentejo. O alcance do projeto estará dependente da adesão dos agentes económicos. A adesão será formalizada através da inscrição no Plano. Na implementação do Plano é necessário considerar as assimetrias entre produtores, de forma a impedir a exclusão de agentes e a definir regras que não serão, na prática, aplicadas. O PSVA pretende promover a melhoria do desempenho ambiental, social e económico, ao longo de toda a cadeia de valor do vinho, desde a produção da uva ao consumidor final. Assim sendo o Plano abrangerá as vertentes ambiental, social e económica e as dimensões interna e externa dos agentes económicos alinhando assim com a evidência atual que o caminho para uma economia sustentável passa por desacoplar o crescimento económico do consumo de recursos naturais e dos respetivos impactes ambientais negativos. A operação que se apresenta na atual candidatura terá a duração de 2 anos, de outubro 2015 a setembro 2017, estando caraterizado na Memória descritiva, anexa a este formulário. O projeto terá quatro ações. Ação1 Adoção de um referencial para o PSVA Ação2 Autoavaliação do desempenho de sustentabilidade, definição de planos de ação individuais e apoio à implementação do referencial nos agentes económicos da região Ação3 Preparação ao apoio à certificação dos produtores de acordo com o referencial adotado Ação4 Comunicação resultados Os resultados esperados serão: O desenvolvimento de um referencial de produção vitivinícola sustentável para a região A Avaliação do desempenho de sustentabilidade dos produtores vitivinícolas a partir do referencial de produção vitivinícola sustentável desenvolvido, identificando áreas de melhoria e planos de ação Definição do processo de certificação associado à implementação do referencial de produção vitivinícola sustentável A disponibilização dos resultados obtidos de forma a promover entre os produtores vitivinícolas da região do Alentejo a adoção de práticas sustentáveis. A disseminação de resultados alcançados pelo projeto será fundamental para promover a adesão dos produtores ao Plano e a adoção de práticas mais sustentáveis por produtores de todas as dimensões. A partilha de informação pretende-se livre e transversal, abrangendo produtores de dimensão e perfil diversificados. A disseminação dos resultados do projeto será realizada através da disponibilização de material educativo e de formação em sessões de esclarecimento, por partilha de documentação, em sessões de trabalho e troca de experiências das áreas intervencionadas, propondo-se o envolvimento dos produtores em processos de aprendizagem. A CVRA é o beneficiário líder do projeto. A promoção do PSVA pela CVRA justifica-se pelas suas funções, missão e valores. A CVRA é prestador de serviços de certificação de produtos vínicos reconhecido pela excelência, contribuindo para o sucesso dos seus associados, para acrescentar valor aos Vinhos do Alentejo e aumentar a sua notoriedade junto dos consumidores, tem a missão de garantir a origem, a autenticidade, a qualidade e o valor acrescentado dos produtos vínicos com Denominação de Origem Alentejo e com Indicação Geográfica Alentejano, e, entre os seus valores, a disponibilidade para melhorar a eficiência e adequação do produto vinho às preferências do consumidor, e responsabilidade para com as dimensões ambientais e sociais no desenvolvimento e manutenção do capital natural da região. A UE sendo uma entidade de IDT com competências e conhecimento nas áreas de investigação, entre outras, de Agronomia e Biodiversidade, Geofísica, Ambiente e Paisagem, e Economia e Gestão será responsável pela transferência de conhecimento existente e em caso de necessidade de produção de novo conhecimento de base, designadamente a promoção de projetos de investigação aplicada dirigida a questões concretas dos produtores da região.

Conclusion date 30.11.2017

Financing value 33,97 thousand €

228 Projects
All themes
Transparency without leading