A atual fase da atividade económica, caraterizada pela recuperação, ainda que modesta, do PIB e do emprego, continua a estar fortemente comprometida pelo insuficiente nível de investimento. As mais recentes projeções do Banco de Portugal para a economia portuguesa, divulgadas no passado dia 30 de março, apontam para um crescimento do investimento (FBCF) de apenas 0,7% para este ano (contra 3,7% em 2015).
Porém, a AEP não tem dúvidas de que um crescimento económico robusto e sustentado exige o relançamento do investimento, sobretudo privado (nacional e estrangeiro), e orientado fundamentalmente para os setores produtores de bens e serviços transacionáveis, que promova o aumento das exportações, elevando a intensidade exportadora, ainda muito aquém do que é expectável face à dimensão do nosso País, bem como a substituição de importações. Só por esta via será possível crescer economicamente sem gerar desequilíbrio externo.
O apoio à gestão de novos espaços ou à promoção e desenvolvimento de espaços já existentes especialmente vocacionados para a instalação empresarial apresenta-se como essencial, no sentido de potenciar o investimento produtivo e criar condições para o aumento da produtividade e competitividade das empresas.
Este tipo de espaços tende a fomentar a geração de economias de aglomeração, através da utilização de bens e serviços infraestruturais comuns, e a promover a criação de economias em rede, em consequência dos ganhos de eficiência decorrentes da proximidade e sinergias entre empresas.
A existência de tais espaços concorre, ainda, para promover o ordenamento do território, favorecendo o planeamento de longo prazo, para equilibrar o desenvolvimento local e regional e assegurar a sustentabilidade ambiental, económica e social.
Infelizmente, não existe uma inventariação de todos os espaços vocacionados para a instalação empresarial (parques industriais ou outros espaços multisetoriais), nem de informação socioeconómica pertinente à escala municipal que permita uma clara caraterização de toda a envolvente, e, consequentemente, não é possível a respetiva difusão, sob a forma de uma oferta integrada, junto de potenciais investidores. Acresce a inexistência de uma marca distintiva, que permita classificar determinado espaço, de acordo com um conjunto de fatores relevantes do ponto de vista da atratividade de investimento.
A AEP reconhece a necessidade de colmatar esta falha de mercado, impondo-se a operacionalização de uma estratégia para promover a instalação de empresas, o que passa por criar e desenvolver uma oferta qualificada, diferenciadora e facilitadora na captação de novos investimentos.
Trata-se de um importante veículo para a captação de investimento privado (nacional e estrangeiro) e a promoção do desenvolvimento económico, social e territorial.
Conclusion date 30.06.2019
Financing value 808,98 thousand €